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Guia de lua de mel com 36 destinos pra ninguém colocar defeito

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Buenos Aires e Mendoza

Além da proximidade com o Brasil, é uma das viagens mais baratas para os brasileiros graças ao câmbio favorável. Na capital, a gastronomia do Puerto Madero, o classicismo da Recoleta, o casario de Palermo e as cores do Caminito cativam os casais. Dá pra incrementar a experiência com uma ópera no Teatro Colón, um cruzeiro romântico pelo Rio da Prata e uma pitada de tango.

Depois de muita parrilla e malbec é hora de embarcar rumo a Mendoza e acompanhar de perto a quinta maior produção vinícola do mundo. Visitem as Bodegas Terrazas de los Andes, Família Zuccardi e Catena Zapata. E ainda dá pra explorar a região das montanhas. Percorram o lago de Potrerillos, o povoado de Uspallata, a estação de esqui Los Penitentes, a Puente del Inca e o Parque Provincial Aconcágua. Mais adiante, o Cristo Redentor de los Andes está bem na divisa da Argentina com o Chile.

QUANDO IR: Buenos Aires é mais gostosa no meio do ano, quando faz frio. As vinícolas de Mendoza ficam abertas durante o ano todo, mas em março dá pra pegar a vindima. Escolha difícil.

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Paris e Provence, França

A Cidade Luz sempre foi e sempre será um dos destinos mais românticos do mundo. Durante o dia, não deixem de bater perna pela graciosa Île Saint-Louis e provar o melhor sorvete da cidade, o Berthillon, ver a vida parisiense acontecendo das mesas do Café de Flore, armar um piquenique regado à vinho e queijo em um parques da cidade e assistir ao entardecer na boemia de Montmartre. De noite, é obrigatório se render a um jantar à luz de velas pelo Sena com a Bateaux Parisiens ou a uma refeição no topo da Torre Eiffel no Le Jules Verne e caminhar de mãos dadas pela imponente Ponte Alexandre III.

Castelos, campos de lavanda e girassol, cidades medievais, vinho, vinhedos, vinícolas e o azul do Mediterrâneo: a lua de mel na Provence vale cada centavo. Marselha é a mais antiga cidade francesa e a segunda maior do país, Nîmes guarda o anfiteatro romano mais bem conservado de toda a Europa e Aix-en-Provence tem feiras livres em simpáticas ruelas onde dá pra se sentir totalmente provençal. Passeios a refúgios como a inspiradora Saint-Rémy-de-Provence, onde Van Gogh retratou mais de 150 pinturas, são o crème de la crème da viagem. Pra ver as paisagens pintadas de roxo, percorram o circuito ao redor de Sault, no Luberon, onde também se cultivam vinhos e azeitonas com sabor de antigamente.

QUANDO IR: É mais agradável caminhar na rua em abril, maio, setembro e outubro. Dezembro encanta com a decoração natalina e os mercados de Natal em Paris. Junho, julho e agosto são os meses mais quentes na Provence, também época das lavandas.

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Cancún, México

O agito, a areia branquinha e o mar com 50 tons de azul, a infra da Zona Hoteleira e a proximidade com ruínas pré-colombianas e outros destinões da região, como Isla Mujeres, Playa del Carmen e Cozumel, fazem de Cancún a melhor porta de entrada para o Caribe mexicano. Em lua de mel, a pedida é saber dosar o tempo dos passeios com os momentos nas espreguiçadeiras acolchoadas de frente para o mar – segurando drinques que piscam, claro. Optar por um pacote de viagem faz sentido durante a alta temporada, de dezembro até a Páscoa e em julho, pra pegar os preços em conta dos bloqueios aéreos.

QUANDO IR: Março é mês do spring break, evitem. Também não é recomendado viajar de junho a novembro, quando chegam os furacões. As melhores tarifas costumam estar entre abril e junho.

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Cidade do Cabo, Kruger Park e Ilhas Maurício, África

Pacote queridinho das operadoras de turismo, que busca unir experiências enoturísticas e de safári na África do Sul com a natureza selvagem das Ilhas Maurício, ali do lado. Admire a Cidade do Cabo da cênica Montanha da Mesa, aprecie os vinhedos da vinícola Vergelegen Wine Estate e veja leões hospedado nos glampings da rede top Singita no Kruger Park.

Dali, parta pra ilha paradisíaca do Índico de Maurício. O local se tornou o plano b de quem almejava viagens para a exclusiva e caríssima Seychelles, a duas horas e meia de voo dali – elas compartilham o mesmo mar azul-turquesa e a mesma natureza selvagem. A ilha plural, dominada por africanos, europeus e asiáticos (principalmente os indianos), é um misto cultural que vai além dos clichês dos paraísos de areia branca. Port Louis, a capital, é um grande caldeirão de cultura. Depois vêm o litoral e os vários resorts, com infra que surpreende pelos preços em conta, além da Ile des Deux Cocos, tida como o pedaço de terra mais bonito de Maurício. Não se esqueçam de tomar vacina contra a febre amarela antes do embarque.

QUANDO IR: De maio a setembro, longe da estação chuvosa nas Ilhas Maurício e na melhor fase pra observar os animais nos safáris, que se movimentam mais em busca de água na época de seca.

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Nova York, EUA

Pode ser a primeira ou a décima vez que vocês visitam a Big Apple: não faz diferença. É que Nova York é daquelas cidades que estão sempre se reinventando, ao mesmo tempo em que conserva seus clichês com muito charme. Um roteiro romântico tem caminhada pelo High Line, o point preferido dos apaixonados nova-iorquinos segundo pesquisa de um site americano de paqueras. Também é uma boa unir um passeio de ferry até a Brooklyn Heights Promenade, com as melhores vistas de Manhattan e belíssimas casas históricas, a um circuito de bike pela Brooklyn Bridge, a outra melhor forma de contemplar o cenário.

Entre as pedidas para as refeições estão o refinado One if by Land, Two if by Sea e um cruzeiro de luxo pelo Rio Hudson a bordo de uma embarcação da World Yatch. O restaurante Boathouse, com mesas de frente para o lago do Central Park, aluga barquinhos fofos para casais por US$ 15. Não tão em conta, o Rockfeller Center reserva seu ringue de patinação para uma dança exclusiva ao som da música preferida de vocês por US$ 350.

QUANDO IR: No Natal, liquidações de até 70% levam multidões às tradicionais lojas de departamento, enquanto novembro também tem a Black Friday. O inverno é muito frio e o verão muito quente, apostem nas meias-estações.

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Fernando de Noronha, Brasil

Se vocês ainda não têm certeza sobre passar a lua de mel no arquipélago mais cobiçado do pedaço, um simples acesso ao recurso street view underwater do Google Maps logo pode convencê-los. A reputação do mundo subaquático de Noronha é tamanha que o conjunto de ilhas foi o primeiro ponto brasileiro a ser mapeado pela brincadeira – mas apenas 250 sortudos podem conferir a cena de cada vez: o Havaí brasileiro tem limite diário de visitas. E, pra quem ainda não sabia, dá pra casar por lá, no alto do morro, na graciosa capela de São Pedro dos Pescadores.

Mas a vibe especial de Noronha não é só obra do além, contexto em que algumas medidas de preservação têm papel fundamental – ao mesmo tempo em que tornam caro ser turista no arquipélago, como a taxa ambiental diária de R$ 64,25 e o ingresso de R$ 81 para o acesso à infra do Parque Nacional Marinho, onde estão as praias preferidas dos casais: Sancho, Sueste, Atalaia, Leão e Baias dos Golfinhos e dos Porcos.

QUANDO IR: O mar é límpido em setembro e outubro, melhor época para mergulhar. Já o surf é favorecido de dezembro a fevereiro. De março a junho os preços são melhores: chove mais (sem atrapalhar passeios).

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Turks and Caicos, Caribe

Cereja do bolo do Caribe, Turks and Caicos é o arquipélago azul onde há sol durante 320 dias do ano e a temperatura sempre beira os 30 graus. Com hotelaria impecável, restaurantes de primeira e a terceira maior barreira de corais do mundo, o destino é refúgio dos americanos e europeus, que lotam voos a Providenciales, a ilha mais importante, diariamente.

Esses 370 quilômetros de praias de areia branca estão entre o que existe de mais exclusivo – e caro – na região, onde a herança da colonização britânica repercute por tudo. Preparem-se para hablar inglês com sotaque caribenho, dirigir na mão inglesa e ver amáveis casas em estilo vitoriano. Grace Bay, já eleita uma das praias mais bonitas do planeta, concentra a maior parte do público endinherado dessas 40 ilhas e ilhotas, mas segredinhos como Malcom’s Beach, faixa de areia deserta e base do maravilhoso hotel Amanyara, é um point perfeito para se curtir a dois.

QUANDO IR: Entre janeiro e maio. De julho a novembro há riscos de ciclones e de setembro a novembro chove mais.

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Serra Gaúcha, Brasil

Não importa se vocês já visitaram Gramado uma, nenhuma ou dez vezes: vagar pelas paisagens das serras do sul sempre vale a pena. Primeiramente, a Serra Gaúcha não se resume a Gramado e a Canela. O ideal é começar o trajeto por lá e ficar por três dias – visitem o Lago Negro, a Cascata do Caracol, provem o café colonial e o fondue do sul. O Saint Andrews (diárias desde R$ 2 500) é a mais romântica e cara opção, enquanto o Hotel das Hortênsias (desde R$ 215) é um clássico econômico.

Ir ao Vale dos Vinhedos e dormir duas noites pelas vinícolas, melhor no Hotel e Spa do Vinho (desde R$ 384), é tão obrigatório como a passar pelas vizinhas mais conhecidas. Uma vez lá, visitem a Casa Valduga, a Salton e a Miolo, voltem no tempo na estradinha dos Caminhos de Pedra e façam o passeio de Maria Fumaça até Carlos Barbosa. Um pouco além, Cambará do Sul tem cânions de cinema e lindas cachoeiras. Dá pra conhecer dois parques nacionais, o de Aparados da Serra, onde a atração é o Cânion do Itaimbezinho, e o de Serra Geral, do Cânion da Fortaleza e da Cachoeira Tigre Preto. O Parador Casa da Montanha (diárias desde R$ 293) faz casamentos. Só se faz esse roteirão com carro alugado.

QUANDO IR: Dezembro é o mês mais lindo: é época de Natal Luz. Julho também é alta temporada e tem o bônus do frio. A vindima de Bento é em março.

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Atenas, Santorini e Mykonos, Grécia

São mais de seis mil ilhas gregas espalhadas pelos Mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, mas logo dá pra sacar o porquê de Santorini ser a preferida dos casais: casinhas arredondadas caiadas de branco que se enfileiram morro abaixo, o azul dos domos e os azuis do mar e um sol que afunda quando encosta no horizonte. A cena se concentra no vilarejo de Oia, onde, lá embaixo, o Egeu encobre a caldeira de um vulcão.

Mykonos é a ilha do agito, mas também reserva cantinhos e praias tranquilas para o romance, como Agios Ioannis. Da frequentada Ornos, embarquem em um cruzeiro até a ilha de Delos. As casinhas históricas transformadas em bares, lojinhas e restaurantes de Little Venice são a pedida para a noite – ou pro pôr do sol. Por último, não dá pra desprezar uma das cidades mais antigas do mundo, berço da democracia, que esbanja história e relevância cultural. Em Atenas, cada vez mais cosmopolita, visitem a mítica Acrópole depois das 16h, quando o sol mediterrâneo dá uma trégua.

QUANDO IR: De abril a junho e entre setembro e outubro. Julho e agosto são meses de turistagem, bom evitar. No inverno europeu, nem pensar.

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Londres, Inglaterra

Não falta versatilidade à capital do Reino Unido e a grande vantagem da cidade é esta: há programas para todos os gostos, mesclando história datada de mais de dois mil anos e modernosas atrações, como o arranha-céu piramidal The Shard, o prédio mais alto da Europa.

Aliás, é por lá mesmo que vocês devem começar as comemorações, mais precisamente no 33o andar do edifício, onde fica o asiático Hutong, com vista para a icônica St Paul’s Cathedral. Outro programão é encarar o tour de bike até a nobreza do Castelo de Windsor, que passa por lindos cenários ao longo do Rio Tâmisa. Desde £ 25 com a Mind The Gap. A London Eye tem a opção Champagne Experience para casais, com taça de espumante durante o giro desde £ 29. Pra mais privacidade, procurem pela Cupid’s Capsule, que reserva uma cápsula só para vocês. A parte ruim: custa £ 360. O pôr do sol também é divino se visto do Primrose Hill, cenário perfeito para piqueniques. Programem-se para visitar o Buckingham Palace de manhã, para pegar a cerimônia da troca da guarda, às 11h30.

QUANDO IR: No verão os dias e noites são mais agradáveis, mas na primavera e no outono também são lindos. O inverno é rigoroso, com temperaturas abaixo de zero e até neve.

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Istambul e Capadócia

É batendo perna por Istambul que dá pra entender o tamanho do legado cultural deixado pelos vários povos que já passaram por lá. A metrópole das mesquitas, das pechinchas e dos dois continentes pode parecer difícil de entender, mas dentro de tanto exotismo mora muita receptividade, um marco de seus habitantes. A Aya Sofya, ponto turístico bizantino, e a otomana Mesquita Azul e sua cúpula de mosaico arrepiam, assim como o skyline da cidade visto de cima da Torre de Gálata. Um passeio pelo Grand Bazaar pode durar um dia inteiro, é que é imprescindível ir direto ao ponto: são cinco mil lojas, sabores únicos e incontáveis vendedores insistentes. Já andar de mãos dadas à beira do Bósforo e embarcar em passeios de barco pelas ilhas e ilhotas do Mármara ajuda a fugir das multidões e curtir instantes a sós.

Bem no meio da Turquia, a 760 quilômetros dali, cidades subterrâneas, balões que dão cor ao amanhecer e paisagens insólitas – leia-se chaminés de fadas – fazem da fascinante Capadócia um grande museu a céu aberto. Göreme é a cidade base e coração dos vales encantados da região. No típico Cappadocia Cave Suites, dá pra dormir em cavernas como os locais desde US$ 139.

QUANDO IR: Abril a junho e setembro a novembro, com clima e preços camaradas. No inverno pode nevar.

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Tailândia: Bangkok, Chiang Mai, Koh Phi Phi e Koh Lipe

Apesar de a passagem para o lado do mundo ser mais cara, os preços por ali são muito mais em conta do que ilhas do Caribe e regiões da Europa. A lua de mel no país campeão do turismo no Sudeste Asiático pode ter momentos diferentes: a fervilhante e confusa Bangkok, com coloridos mercados flutuantes e rooftops que lembram Manhattan, o litoral cartão-postal de Lipe e Phi Phi e a serenidade dos mais centenas de templos budistas de Chang Mai.

A capital, porta de entrada, é uma parada obrigatória, mas não gastem muito tempo por lá. Afinal, as praias ao sul do país são o chamariz da lua de mel. Maya Bay, em Koh Phi Phi, é a famosa faixa de areia com rochedões que brotam do mar onde Leo DiCaprio gravou A Praia. Só que, hoje, não é mais tão exclusiva assim – se quiser um paraíso mais particular, rumem a Koh Lipe. Por último, reservem alguns dias para adentrar os templos do norte na capital cultural da Tailândia, Chiang Mai. Se sobrar tempo após a visita aos maravilhosos Wat Chedi Luang e Wat Phra That Doi Suthep, pode valer a pena embarcar em uma excursão pelos parques de elefante da região e ainda fazer um curso de culinária.

QUANDO IR: Entre novembro e março, com clima fresco e longe das monções.

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Havaí, EUA

A combinação praias dos sonhos e infra dos Estados Unidos é a maior característica do arquipélago havaiano, onde o mar tem água azul-turquesa e a freeway, seis pistas. Das 132 ilhas, quatro se destacam: Oahu, da capital Honolulu, Maui, a ilha do amor, Big Island, do vulcão ativo, e Kauai, considerada a mais bonita. Na ilha principal, a boa é ficar em Waikiki, o movimentado centro de Honolulu, com lojas de grifes famosas e vastas opções de hospedagem, ou no exotismo de North Shore, a meca do surf, onde o Turtle Bay (diárias desde US$ 288) é o top. Não dá pra perder o Diamond Head, Hanauma Bay e a rota do surf.

Maui tem as melhores atrações do arquipélago e fama internacional de destino de lua de mel. Os casais são recebidos com os clássicos colares de flores e muito sorriso no rosto. Experimentem a magia de um luau, mergulhem em Molokini e percorram a linda Road to Hana. Em Kauai, o passeio de barco até Na Pali Coast, bater perna no Waimea Canyon e pedalar no Kauai Path bastam. Em qualquer uma das ilhas, não deixem o mergulho e o stand up paddle de lado: são as melhores partes do Havaí.

QUANDO IR: O inverno, de novembro a abril, é a época do surf. O verão é mais calmo para mergulhar. Ambas as estações são quentes.

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Polinésia Francesa

É para este conjunto de ilhas, a 6 800 quilômetros e mais de 20 horas de voo do Brasil, que o imaginário coletivo dos casais voa ao idealizar a viagem de lua de mel. É que o Taiti, Moorea e Bora Bora (as mais visitadas) são, sem querer abusar dos clichês, uma boa definição de paraíso. Com vegetação exuberante e oceano composto por matizes de azul que não se encontra em nenhum outro lugar, este arquipélago deserto e montanhoso é um convite ao romance, melhor nos icônicos bangalôs cercados por recifes de corais sobre palafitas com teto de sapê e chão de vidro.

A viagem pode ter parada em Santiago ou na Ilha de Páscoa, quase que uma linha reta até a Polinésia. Muitos pacotes têm, inclusive, apenas um day use em hotéis de Hanga Roa, a capital da ilha chilena. Uma vez no arquipélago, a chegada ocorre por Papeete, a capital, onde é obrigatório dormir uma noite por causa dos voos. A cidade, contudo, decepciona e tem pouco a ver com a imagem que todo mundo tem do Taiti. Moorea está a apenas 30 minutos de balsa da capital, mas é em Bora Bora, a 50 minutos de avião, que mora o verdadeiro espírito de lua de mel polinésia.

QUANDO IR: Entre junho e setembro. De novembro a abril ocorrem tempestades.

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Rota Romântica, Alemanha

Criado nos anos 50 para impulsionar uma Alemanha turística no pós-guerra, este percurso histórico com 300 quilômetros e 28 cidadezinhas de castelos de sonhos e típica arquitetura enxaimel transborda romance.

A graciosa Füssen, com pinturas decorativas nas fachadas das construções, é a base de quem vai ao imponente Neuschwanstein, que inspirou Walt Disney a criar o castelo da Cinderela. Melhor visitá-lo pela manhã, mais tranquilo, com hora marcada. Calmos restaurantes na beira do lago convidam os casais a gastar mais tempo na região, onde dá pra ficar um dia e meio.

Dinkelsbühl tem pegada medieval, murada com 18 torres. Ela é toda original por não ter sido bombardeada na guerra. Casais e grupos diversos passeiam pela região, não tão turística como o próximo destino da lista, a encantadora Rothenburg od der Tauber, com as fachadas típicas alemãs. Por último, Würzburg é a maior, classicona, famosa pelo grande palácio barroco do século 18, o Residenz. As estradas cênicas pedem um carro alugado para desfrutá-las sem erro.

QUANDO IR: No inverno a rota fica praticamente deserta, com atrações fechadas. O verão e a primavera são mais aconselháveis.

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Roma, Florença e Veneza, Itália

O combo italiano de maior sucesso guarda alguns dos cartões-postais mais famosos do mundo ao mesmo tempo em que conserva segredinhos românticos pouco falados. Mas não dá pra renegar clichês fantásticos como um passeio de gôndola pelos canais venezianos e uma visita à ilha de vidro de Murano.

Em Roma, depois de jogarem suas moedinhas na Fontana de Trevi, partam para uma típica refeição no Alfredo pioneiro do famoso molho branco. O Monte Aventino é uma verdadeira descoberta romântica e tem atmosfera tranquila e um gracioso jardim nas alturas, o Giardino degli Aranci. O topo do Castelo de Santo Ângelo também reserva um terraço panorâmico para ser visitado a dois. Aqui, o clichê é uma caminhada noturna pelos pontos turísticos da cidade. O Duomo é o highlight de Florença, berço do Renascimento. Subam até a cúpula do local e não parem por lá: continuem até o topo do Campanile de Giotto, com vista magnífica. Mas a melhor visão da cidade está na Piazzale Michelangelo, programa ideal para o fim da tarde.

QUANDO IR: Evitem Veneza entre novembro e dezembro, quando podem acontecer enchentes. Julho é lotado em todos os destinos, enquanto a primavera e o outono são as estações mais certeiras.

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Santa Lúcia, Caribe

A natureza atinge o auge da fotogenia nos Pitons de Santa Lúcia, duas torres montanhosas de vulcão enfeitadas pela vegetação verde em uma das ilhas mais rústicas do Caribe. Eles ficam na região de Soufrière, onde há casinhas coloniais coloridas, também perto da capital Castries, numa ilha com vulcões aposentados que, hoje, não tem nada de inativa e foi feita pra circular a pé. A mescla das influências britânicas e francesas é evidente em locais como sua catedral da Bourbon Street, que, de quebra, fica na praça mais bonita da cidade, a Derek Walcott. Já em Rodney Bay, ao norte, é possível ter dias preguiçosos em frente a uma bela baía azul, azul.

O Ladera (diárias desde US$ 575) é um dos hotéis mais top, sem parede entre a cama aconchegante, a piscininha privada de cada suíte e o oceano azul.

QUANDO IR: A estação chuvosa vai de maio a dezembro e entre junho e novembro há risco de furacões.

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Nova Délhi, Agra e Rajastão, Índia

A nação milenária com 1,2 bilhão de habitantes e 16 idiomas oficiais cada vez mais cai no gosto do povo ocidental – e dos recém-casados – através do conceito de wellness travel, ou turismo de bem-estar, que cresce a mais de 20% por ano.

Com muitos destinos para um só país, todos distantes entre si, em lua de mel pode valer a pena embarcar em roteiros de trem a bordo do luxuoso Maharajas’ Express, que tem opções de três noites pelo Triângulo de Ouro desde US$ 3 850, partindo de Délhi, a delirante porta de entrada da Índia, onde não dá pra perder a Tumba de Humayun, e cobrindo Agra, base do Taj Mahal, e Jaipur, a cidade rosa, do Palácio dos Ventos e capital do Rajastão. Agora, se preferirem uma viagem mais redondinha, em Agra vale se hospedar no Hotel Oberoi (desde US$ 450), de onde dá pra ver o icônico mausoléu, símbolo do amor eterno, da janela do quarto. Dormir bem também não é um problema nos hotéis da superluxuosa rede Taj, que comprou a maioria dos antigos palácios de marajós por toda a Índia. Também dá pra dar um pulo em outros destinos do Rajastão e seus palacetes de contos de fadas, como Jodhpur, onde é o azul que toma conta do horizonte, e Udaipur, a cidade dos lagos, a Veneza do Oriente e cidade mais rica do país.

QUANDO IR: De outubro a março, com temperaturas amenas. Evitem janeiro e fevereiro, cheios de turistas, e o período de junho a outubro, das chuvas. Em março, o famoso festival Holi colore o país.

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Zurique, St. Moritz e Zermatt, Suíça

A um palmo dos Alpes, Zurique, a cidade dos telhadinhos vermelhos e catedrais de torres pontiagudas, é o ponto de partida para os pitorescos vilarejos de St. Moritz e Zermatt, as estrelas invernais da Suíça. Vale dormir uma noite no cinco-estrelas Dolder Grand (desde US$ 503), com uma vista e tanto do cenário, pra passear por seu centro histórico medieval, respirar glamour na Bahnhofstrasse  e assistir ao dia indo embora da alta Praça Lindenhof.

Em St. Moritz, uma típica vila alpina cercada por picos de quatro mil metros, 150 pistas de esqui convidam seus visitantes a descerem as ribanceiras até mesmo no verão, quando há 21 quilômetros de trajetos esquiáveis. Zermatt, do mais tradicional resort de esqui da Suíça, é a mais conhecida e glamorosa do país. Às margens de um bonito lago azul que congela no inverno e sedia a White Turf, corrida de cavalos que acontece desde 1907, a vila é ponto final do famoso Glacier Express, trem panorâmico com paisagens inacreditáveis, que vale a viagem. O Badrutt’s Palace Hotel (desde US$ 414) é o mais célebre de St. Moritz, enquanto o Nira Alpina (desde US$ 293) é um ski in/ski out, na beira da pista.

QUANDO IR: O inverno europeu é a alta temporada, de novembro a abril. No verão também dá pra visitar os vilarejos e fazer trekkings, passeios de barco e etc, mas a neve fica só no topo dos picos.

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Santiago e Atacama, Chile

Contraste entre cordilheira e metrópole, friozinho, hotelaria crescente, cena gastronômica em ascensão, cidade moderna, limpa e arborizada… Santiago vai sempre bem! Não falta romance em uma caminhada por Lastarria e um pôr do sol no Cerro San Cristóbal. Já o roteiro clássico pede almoço no Mercado Central, visita à antiga casa do poeta Pablo Neruda e noite em um bar de Bellavista.

Ao norte dali, cenários desérticos que parecem ter saído de outro planeta ilustram o Atacama. As formações rochosas do façanhoso Vale da Lua, as montanhas arenosas do enorme Vale da Morte, as lindas Lagunas Altiplanicas complementadas por vulcões ao fundo, o Salar de Atacama e suas crostas de sal visíveis na superfície e o campo geotérmico dos Gêiseres do Tatio são os mais impressionantes. Vale reservar ao menos um dia para curtir o hotel: há excelentes opções como o Explora Atacama (desde US$ 1 142) e o Tierra Atacama (desde US$ 571).

QUANDO IR: Pra ver abundância de neve nos Andes, opte pelo inverno. O Atacama é melhor visitado entre março e junho, longe de qualquer precipitação e tempestade de areia.

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A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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