reino unido


O que fazer em Londres: um roteiro de 3 dias pra iniciantes

Londres é tão absolutamente imensa e intensa que três dias (ou uma semana, até um mês) são pouco pra conhecê-la com propriedade. Mas a gente tenta.

Neste roteirinho: a maioria dos museus e pontos turísticos essenciais pra entrar na vibe da cidade numa primeira viagem. Veja aqui o que fazer em Londres num roteiro prontinho de 3 dias.

O QUE FAZER EM LONDRES NUMA PRIMEIRA VIAGEM:

DIA 1:

Tem que ter energia para encarar o tamanho desmensurado da National Gallery, pra mim o melhor museu londrino. Se não tivesse muito tempo iria direto para as galerias do século 18 até o começo do século 20, para ver Goya, Turner, Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh. Ela fica diante da Trafalgar Square, onde está a Coluna de Nelson (em homenagem ao sujeito que vendeu uma batalha nas Guerras Napoleônicas), fontes e leões de bronze. Dali parte a The Mall, a linda avenida com asfalto vermelho, ladeada pelo cenário verde do St. James Park. Ela acaba, tan tan tan, no Palácio de Buckingham, a residência da rainha.

Opiniões se dividem sobre a troca da guarda, sé é besta ou ~emocionante~. Mas se você é do tipo que em Roma precisa ver o papa, apareça lá pelas 11 da manhã e veja os guardinhas marcharem e a banda tocar. Dali dá para ir caminhando até a gótica Abadia de Westminster, onde acontecem coroações de monarcas e estão enterradas figuras como Isaac Newton, Charles Dickens e Charles Darwin. Daí é um pulo até o prédio do Parlamento e, finalmente, o Big Ben. Todo mundo se amontoa na ponte de Westminster pra tirar uma boa foto com o relógio, o Rio Tâmisa, e, quem sabe, algum ônibus vermelho que esteja passando. Do outro lado do Rio está a roda-gigante London Eye – se não quiser ficar na fila (e sempre tem fila), compre o ingresso pela internet. O passeio pela gôndola envidraçada é lindo, mesmo. Continue lendo pra saber o que fazer em Londres.

mindthegap

st-john-restaurante-londres

À noite, reserve uma mesa no St. John, o restaurante que revolucionou a culinária britânica moderna, pra você retrucar todo mundo que disser que, na Inglaterra, se come mal. Pra quem estiver com a grana curta vale investir na versão mais barata dele, o St. John Bread & Wine, em Spitafields.

Outra ideia é pegar o metrô (que eles chamam de “tube”) até Camden Town, no norte da cidade, lugar dos punks nos anos 1970. Hoje, a boa é ver as feirinhas, uma aglutinada na outra (como Camden Stables MarketCamden Lock Market), que vendem souvernis, camisetas, bijuterias, artigos de decoração, discos e quinhentas outras coisas. Pra comer, pare no Poppie’s Fish and Chips, que tem um ótimo fish and chips, bem londrino. Na hora do pôr do sol, caminhe até o parque Primrose Hills e sente na grama pra curtir o fim da tarde. Continue lendo pra saber o que fazer em Londres.

DIA 2:

O monumental British Museum está pra Londres como o Louvre está pra Paris. Ali você vê basicamente o que os ingleses saquearam mundo afora, como o Parthenon grego. O bairro em que ele está se chama Bloomsbury, com livrarias e praças jardinadas que recebiam intelectuais e escritores no século 20. A rua fofa do bairro é a Lambs Conduit Street, cheia de lojinhas.

Nada a ver com a lojonas que você encontra na Oxford Street, sempre lotada de turistas sacoleiros. Mas quem é que resiste aos preços malucos da Primark (não muitos brasileiros, a julgar pelo português que rola solto lá dentro) e os cosméticos das farmácias Boots? Também tem a Selfridges, loja de departamento classuda, e quinhentas outras – pare pra um cookie que derrete na boca no Ben’s Cookies. Um pouco antes tem uma ruinha que se chama St. Christopher’s: são as mesmas lojas, mas numa rua estreia sem carros passando, com uma praça com coisas pra comer.

No outro extremo da avenida está o gigante Hyde Park, cheio de de belos jardins, mais de 4 mil árvores, um lago, parquinhos e monumentos como o Memorial da Princesa Diana. Se estiver calor dá pra ficar de bobeira lá um tempão. Se não, se refugie dentro da Sepertine Sackler Gallery, sempre com boas mostras.

Contíguo ao parque está Notting Hill, bairro tradicional com casas classudas e as construções coloridinhas da Portobello Road, tomada de turistas procurando a livraria do Hugh Grant. Aos sábados, o famoso mercado de rua tem antiguidades e outras tralhas. Nos arredores, principalmente na Westbourne Grove e na Ledbury Road, há boutiques de designers e uma quantidade curiosa de grifes infantis. Continue lendo pra saber o que fazer em Londres.

viagem-roteiro-londres

Siga então ao Soho e Covent Garden, duas regiões ao sul da Oxford Street. Soho é historicamente um local boêmio, mas acho que o mais legal ali são as lojas: tem uma boa mistura de marcas locais com internacionais. Veja ruas como a Carnaby Street e a Glasshouse Street. Pra um jantar bem inglês, coma no Golden Union Fish Bar, um dos melhores fish and chips de Londres. O Kingly Court tem uma mistura interessante de restaurantes independentes ao redor de um pátio aberto.

Próximo dali fica Picadilly Circus, o Time Square de Londres. É legal ver um musical ou peça – no Leicester Square há quiosque TKTS que vende ingressos com desconto e em alguns teatros você aparece de manhã e consegue tickets por £ 10.

DIA 3:

Se for domingo, vá direto às feiras incríveis da Brick Lane, em East London, como o Spitafileds Market, com roupas, acessórios, objetos de decoração, etc, e o Sunday Market, onde indianos, paquistaneses, turcos e outros imigrantes cozinham comidas típicas em panelões fumegantes. Na Drey Walk fica a famosa loja de discos, CD’s e livros Rough Trade, e em outras transversais há brechós, grafites, restaurantes e um porção de coisa pra ver.

LEIA TAMBÉM: Glampings: a vida ao ar livre com um toque de glamour
11 livros excelentes pra viajar sem sair de casa
Veja aqui os melhores sites pra revelar fotos do Instagram

Se não, comece o dia vendo a Torre de Londres. Inaugurada no reinado de Guilherme, o Conquistador (1066-87), já serviu de palácio, observatório, depósito e casa da moeda, mas é mais famosa por ter sido prisão e local de execução e tortura. É curioso (tentar) entender a sucessão de monarcas apresentada lá; de vários a gente lembra da aula de história, do cinema, da TV: os Tudor, Elizabeth I, a rainha Vitória, George VI (o gaguinho do Discurso do Rei). Se não achar macabro, tire fotos com os corvos de estimação – dizem que no século 17 Carlos II achava que, se tirassem os corvos da torre, o reino cairia.

londontower

O que fazer em Londres: de lá, tome o metrô para explorar o lado esquerdo do Rio Tâmisa. Vá até o Tate Modern, um dos museus de arte modernas mais importantes do mundo (junto ao Pompidou de Paris e MoMA de Nova York). Só o prédio já é superinteressante – era uma antiga central elétrica que foi reformada pela dupla de arquitetos suíços Herzog & de Meuron. A coleção tem Pablo Picasso, Matisse, Braque, de Chirico, Francis Bacon, Alexander Calder, Chagall… Em 17 de junho será inaugurado uma nova ala do museu dedicada à arte contemporânea.

De lá sai uma ponte pra pedestres, a Millennium Bridge, projetada pelo poderoso arquiteto Normal Foster, que dá na St. Paul’s Cathedral, do século 17, com uma das maiores cúpulas do mundo. Com o passar dos anos ela sediou vários eventos da capital britânica, como o funeral de Margaret Thatcher, o jubileu da Rainha Victoria, os anúncios de paz após a Primeira e a Segunda Guerra, os casamentos de Charles e Diana. Seu interior é deslumbrante.

Voltando a South Bank, como eles chamam a margem sul do Tâmisa, faça uma boquinha no ótimo Borough Market, que funciona desde 1850. Queijos, trufas, patês, sanduíches com recheio transbordando (saudade de um de carne de porco curada no sal com mostarda e picles), frutas, ostras, docinhos, melhor ainda quando dados de amostra pelos vendedores. O pessoal compra os mantimentos e vai se apertar no gramadinho da Catedral de Southwark, quase uma extensão do mercado.

Desse lado do rio também está Shakespeare Globe. Está certo que não é o original teatro de Shakespeare, que queimou em 1613, mas a reprodução é impressionante. O tour guiado é legal (ainda mais se você já viu o filme Shakespeare Apaixonado), que mostra o teatro circular. Na época, o povão assistia em pé e pagava 1 centavo (hoje são £ 5), e a aristocracia ficava acima do palco, lugar perfeito para encher a cara de vinho e exibir pertences (os reis do camarote do século 17).

Pra terminar, você não pode sair de Londres sem pisar num pub. E o Anchor & Hope, além de pints de cerveja, tem comida sensacional. Fica a 1 km andando do Shakespeare Globe, do lado do metrô Southwark.

O QUE FAZER EM LONDRES PRA PRINCIPIANTES: o que achou? 🙂

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


Instagram

Há 3 comentários para “O que fazer em Londres: um roteiro de 3 dias pra iniciantes

  1. Olá! Excelente post. Você conseguiu fazer uma super programação em apenas 3 dias. Queria deixar só uma sugestão: o passeio de barco pela rio Tâmisa. Eu fiz o trajeto London Eye x Torre de Londres de barco e foi super agradável e com um visual bem legal da cidade. O melhor: é um passeio rápido, bom para quem tem pouco tempo. bjs

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *