DESTINOS PARA SLOW TRAVEL

Explorar cidadezinhas a pé, fugir dos lugares manjados, escolher hospedagens, comidas e até atividades alternativas são apenas alguns dos prazeres do movimento slow travel. Para a viagem perfeita é preciso doar um pouco a mais do seu tempo, ou seja, fazer itinerários mais longos focados em apenas um local – é se perder nas ruas para encontrar cantinhos e conhecer o lugar com uma perspectiva mais próxima de quem vive a realidade dali diariamente. 

Para os adeptos do slow travel, a escolha do destino pode ser um fator decisivo para aproveitar um clima de calmaria e imersão, por isso, para as primeiras viagens, é melhor optar por um lugar sossegado, tal como vilarejos do interior, ilhas ou praias.

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DESTINOS PARA SLOW TRAVEL

América do Sul

Amazônia, Brasil

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O Brasil é gigante. Não digo só de tamanho, nosso território é rico em diversidade, cultura e natureza, e é, de fato, o combo ideal para o slow travel. É na Amazônia que se encontra a maior floresta tropical do mundo, contudo, a exploração econômica não sustentável destroi aos poucos grandes extensões de terra e tribos indígenas. Por isso, uma viagem para lá deve ser pensada com cuidado, a fim de preservar o ambiente e de quebra, ajudar a comunidade local, vivenciando a Amazônia de uma forma mais conectada com a realidade. Você pode começar se hospedando em pousadas com pegada sustentável que promovem integrações com as comunidades, como a Pousada Uacari e o Caboclos Ecolodge.

EXPERIÊNCIA: muito além do Teatro Amazonas, Mercados Municipal e mil outros pontos turísticos de Manaus, empresas como a Braziliando promovem experiências de turismo de base comunitária em comunidades nos arredores da cidade, com roteiros desenvolvidos com os locais, de acordo com suas necessidades, e levando muito a sério a preservação ambiental. Não é sobre um dia lotado de passeios, mas sim regado a observação, atividades de descoberta, oficinas de artesanato, e de noite ainda se instalar na casa de anfitriões ribeirinhos que servem comidas caseiras e riquíssimas.

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Serra Gaúcha, Brasil

Há quem restrinja as serras do sul do país apenas à Gramado e Canela. Mas essa região tem diversos spots invernais bem gostosos pelos seus três estados. No Rio Grande do Sul, marcado principalmente pela colonização alemã, a serra traz as temperaturas de friozinho, a gastronomia requintada e o clima que parece não ser do Brasil, combinado a uma vida sem pressa, simples, do interior. A apenas 190 km de Porto Alegre, Cambará do Sul tem paisagens repleta de cânions, cachoeiras e coxilhas. Os pontos mais famosos são o Cânion do Itaimbezinho e o Cânion Fortaleza, e, com mais tempo, ainda é possível se aventurar na trilha de 9 km do Rio do Boi, que envereda por dentro do Cânion Itaimbezinho, ou explorar uma passeio mais relax na Cachoeira dos Venâncios.

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EXPERIÊNCIA: além das mil e uma opções de hotéis e pousadas intimistas, Cambará também é casa do Parador Casa da Montanha (diárias desde R$ 650), que mistura a ideia do camping com o luxo, trazendo a experiência de glamping ao sul do Brasil. Dentro dos lodges há calefação, cama king-size com lençol térmico e até TV de LCD. Na infra, conte com spas terapêuticos, experiências para casais e uma gastronomia da horta à mesa. Veja nossa experiência no hotel aqui.

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Machu Picchu, Peru

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Destinos mainstream como Machu Picchu, no Peru, reúnem milhares de pessoas diariamente, o que quebra um pouco a vibe e interação com o local. Contudo, a energia do país cheia de misticismo e as alternativas disponíveis para explorar o famoso sítio arqueológico além do básico fazem desta uma viagem perfeita para o slow travel. A filosofia do movimento desafia a viver seus dias fora de casa como um local, pautado em leveza, tranquilidade e contexto de cada lugar. Melhor que chegar no Machu Picchu é a trilha até lá, caminhando 45 quilômetros por três noites e quatro dias entre os misteriosos caminhos construídos durante o Império Inca, legado de uma antiga tradição cultural.

EXPERIÊNCIA: a Trilha Inca, que garante as melhores vistas da Cordilheira dos Andes ao redor de Machu Picchu, pode ser traçada com a agência Andina Travel, com quem o roteiro sai a partir de US$ 720 para as 3 noites de viagem, vivenciando pleno contato com a natureza, passando por ruínas incas e outros complexos arqueológicos como Llacta Pata e Wiñay Wayna. Dorme-se em barracas e deve-se levar água e lanchinhos, enquanto as refeições e restante da infra são planejados pela agência. Em tempo: é necessário bom preparo físico para percorrer os 45 quilômetros da investida.

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América Central

Negril, Jamaica

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Apesar de não ser o destino do Caribe mais procurado por brasileiros, na Jamaica o que não falta é um sorriso no rosto dos locais, música boa e vibe contagiante. De toda a ilha, enorme por sinal, Negril é a região ideal para o slow travel. Suas ruelas tem mais carinha de vilarejo, seus cliffs contrastam com o mar cristalino e a estadia mais legal é no conforto de um hotel como o The Rockhouse (diárias desde US$ 155), com bangalôs encaixados nos penhascos escarpados de frente pro mar. No fim do dia, o Rick’s Café vai ser o point do pôr do sol, de onde você pode competir saltar das pedras em direção ao mar com os locais.

EXPERIÊNCIAS: uma experiência para descobrir a cultura local, longe dos clichês, é visitar o Vila Rastafari por um dia e conhecer mais sobre a história da Jamaica, e até mesmo aprender a cozinhar pratos típicos com o próprio povo. Na imersão de um dia inteiro ainda é possível visitar os fabricantes dos instrumentos da percussão tradicional, introdução ao modo de vida rastafári e ao fim, uma apresentação com cantos e danças tradicionais.

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América do Norte

Canmore, Canadá

Uma das paisagens naturais mais lindas do mundo certamente está no Canadá. Quem vai para suas montanhas rochosas nunca esquece: lar dos lagos azuis-esmeralda e vida selvagem diversa, onde a tranquilidade e a beleza andam em harmonia. Para chegar, o trajeto mais tranquilo, bem estilo slow travel, é de trem (preços a partir de US$ 3 218 em um pacote de 4 noites) – isso porque uma boa viagem obriga você a desacelerar, e apenas curtir o tempo observando a paisagem (que também pode ser vista através dos tetos panorâmicos). Por lá, instale-se em Canmore, uma cidadezinha localizada nas montanhas que junta a cena interiorana de cidades natalinas que só vemos em filmes, com o fundo das montanhas com neve no topo, somado ao fato de não ser comercializado como Banff. Você pode encontrar cafés rústicos, centros de yoga, muitas trilhas para iniciantes e algumas boas galerias com artistas locais. 

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As montanhas rochosas são uma atração à parte, mas o Canadá todo também tem a fama de ser um dos locais mais amigáveis ​​do mundo, onde você sempre será recebido com uma conversa animada.
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EXPERIÊNCIA: a fim de enriquecer seu contato com o destino, hospede-se num Airbnb, com cara de casa de campo, no centro do Canmore (diárias a partir de US$ 240). Se for um dia de sol, pegue um café no Eclipse Coffee, siga para uma caminhada em Kananaskis fora da trilha Smith Dorrien. No almoço, visite o Communitea, um restaurante com ingredientes locais e  música ao vivo de artistas da região. Outra opção é passar um dia mais relax, experimentando um day-use de yoga na Wildheart Yoga, um estúdio moderninho e com uma programação infinita. Você certamente se sentirá como um local.  

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África

Namíbia, África

Para conhecer tudo que a África tem a oferecer, são necessários anos de viagem. Por isso, para uma jornada mais tranquila, é necessário escolher uma locação base e vivenciá-la por inteiro. Os grandes exploradores do continente dizem que a Namíbia é a porta de entrada ideal para os viajantes iniciantes na África; é a junção de tudo que há de bom no por lá: pessoas gentis, boa infra-estrutura e segurança e, principalmente, uma natureza estonteante. Fora que é um roteiro menos turístico no continente, ideal pra entrar em contato com a natureza com calma. Não deixe de conhecer o deserto de Sossusvlei, responsável por uma das noites mais escuras e estreladas do planeta, seguido do Fish River Canyon, segundo maior cânion do mundo (só fica pra trás do Grand Canyon), e, se a vontade for de um safári mais offstream, vá ao Etosha National Park.

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EXPERIÊNCIA: a agência Africa Experience tem diversos serviços pensados especialmente para os adeptos ao movimento slow. Na Namíbia, por exemplo, é possível reservar sua estadia em fazendas familiares ao longo da estrada, uma imersão na cultura local, com muito passeio pela natureza, conversas que são verdadeiras aulas de histórias com locais e refeições caseiras vindas diretamente da horta.

DESTINOS PARA SLOW TRAVEL

Europa

Provence, França

Escapando um pouco das multidões de Paris, Provence é o destino cultural perfeito para viver a vida do francês do interior. A região grita slow em seus vilarejos charmosos no alto das colinas, seu clima pitoresco e suas escapadas nos campos de lavanda e girassol. A beleza é realmente andar por suas suas antigas ruas de paralelepípedos, passear pelas aldeias encantadoras, visitar os edifícios marcados na história, como o magnífico Palais de Papes, o maior palácio gótico do mundo, e saborear sua deliciosa culinária e vinhos, ao bom e velho estilo francês. 

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EXPERIÊNCIA: para uma viagem ainda mais marcante, opte se hospedar em um B&B como o Villa Juli Guesthouse (diárias a partir de US$ 190), onde você pode desfrutar de longos jantares o anfitrião e outros convidados, ou só curtir o descanso nesse refúgio em Spéracèdes, com jardim amplo, terraço com vista da montanha e até alguns quartos que apontam para o mar.

Omis, Croácia

O tempo na Croácia passa devagar. Apesar de estar crescendo muito no turismo, ainda mantém na sua essência um forte teor local e atividades bem democráticas: há espaço para explorar suas mil ilhas paradisíacas (literalmente, mais de mil), mergulhar nas famosas águas claras do Adriático, se embrenhar na natureza selvagem de suas trilhas, sentar num café e curtir a vibe urbana moderna ou entender mais de história através dos palácios medievais instalados em ruínas. Quando pensa-se em Croácia, a primeira coisa que vem à mente são suas praias e ilhas, sendo as de Elaphite de Kolcep, Lopud e Sipan as que se destacam por sua preservação e exuberância litorânea. Para conhecer mais vestígios medievais, barrocos e monumentos bizantinos, há vilinhas onde a arquitetura parou no tempo e tudo aponta para o mar azul, como Dubrovnik, Šibenik Split, e Pula, que tem em seu centro  um anfiteatro romano de dois mil anos. 

EXPERIÊNCIA: na vibe mais aventura, a Croácia não fica pra trás. Apesar de pouco explorada, a capital da aventura do país, Omiš (que nos séculos 13 e 14, era o lar de piratas), oferece atividades como rafting, canoagem no rio Cetin mergulho, escalada e uma porção de trilhas, como a de 40 minutos que leva até a Fortaleza Starigrad, com fantásticas vistas no topo, onde da pra ver claramente o mar atingindo as montanhas. São atividades enérgicas, sim, mas que podem ser perfeitamente contempladas no modo slow, feitas, devagar, aos poucos, sem se exigir muito.

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DESTINOS PARA SLOW TRAVEL

Ásia e Sudeste Asiático

Chiang Mai, Tailândia

A Tailândia é o maior país budista do mundo, suas cidades são marcadas por massagens, retiros espirituais e um clima ideal para uma viagem de conexão – porém, é preciso saber pra onde ir para evitar as multidões dos pontos turísticos manjados. O bônus é que seu povo é receptivo e gentil e há templos maravilhosos a cada esquina, com monges que recebem visitantes para ensinar sobre meditação – fora que as cidades são seguras, super tranquilo para viajar sozinho ou viver como um nômade digital. 

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Lá no norte do país está Chiang Mai, destino esperto para se instalar e conhecer toda linda região. Nos arredores é possível encontrar e explorar muitas fazendas com produtos orgânicos, com spas a cada esquina que oferecem a tradicional massagem tailandesa (e a um preço muiiito barato) e, é claro, templos budistas com experiências de imersão ou apenas para participar de uma única cerimônia religiosa, que também estão abertos ao público. É em Chiang Mai, também que você encontra santuários de elefantes para dar banho de lama nos gigantes – uma das sensações mais incríveis. Leia nosso roteiro completo por Chiang Mai aqui.

EXPERIÊNCIAS: lá mesmo em Chiang Mai há alguns retiros para entrar nessa vibe zen. No Wat Suan Dok, por exemplo, são dois dias de retiro silencioso nas montanhas (para reservar é só mandar um email para thaimonkchat@yahoo.com). Outra opção é o Pa Pae Meditation Retreat, com imersões de três dias que diferente do anterior, não requerem silêncio total. A rotina, porém, é rigorosa; também acorda-se 5h30 e dorme-se 21h30, com horários certos para as meditações e alongamentos.

Rajastão, Índia

A Índia é mais um desses lugares que você provavelmente levará uma vida para conhecer por inteiro. Uma boa ideia é começar pelo Rajastão, tido como o estado mais lindo e rico do país, concentrando pérolas como a cidade de Jaipur, sua capital, conhecida como Cidade Antiga ou Cidade Rosa devido aos seus lindos prédios arquitetônicos esbanjando tonalidades de salmão. É aquele clichê indiano (da novela Caminho da Índias), bem colorido, cultura vibrante e palácios reais. Além dos passeios clássicos vale um tour com artesãos locais na cidade velha de Jaipur, principalmente na área de Badi Chaupad e Johari Bazaar, ou simplesmente uma aula de culinária com uma indiana. Um pouco mais adiante existem experiências incríveis mais imersivas como o retiro de luxo Amanbagh focado na prática de yoga e com propósitos da filosofia ayurveda (leia mais sobre a nossa experiência no retiro aqui) e o safári na selva pela reserva de tigres de Ranthambore,

EXPERIÊNCIA: a empresa Audley também disponibiliza passeios todos estruturados para fazer essa imersão, de fato,  sem perrengues e com exclusividade. Um dos itinerários, de aproximadamente 16 dias (preços a partir de US$ 4 000 com passagem aérea inclusa), englobam visita ao Taj Mahal, uma jornada na Índia rural, mais precisamente nas aldeias atemporais das colinas Aravalli, um passeio de barco em Udaipur e ensinamentos sobre a vida cotidiana da aldeia durante as visitas às escolas e também em projetos das fazendas (tendo a oportunidade de participar de atividades que ajudam os moradores locais), proporcionando uma imagem diferente do país, em lugarzinhos onde o tempo parou. 

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Oceania

Austrália

Todo o território australiano é perfeito para desacelerar. Mesmo nas cidades super urbanas como Sydney e Melbourne, a vida passa mais lentamente, com valorização do tempo outdoor e fim do expediente que quase sempre acaba na praia. Roteiros fora do clássico envolvem, ao sul, explorar Kangaroo Island, um pedaço de terra exótico e pacato que entre árvores de eucalipto e arbustos revela cangurus – e também coalas e golfinhos. Leia mais sobre a Kangaroo Island aqui. A Tasmânia é outra terra que vale a viagem de slow: abriga montanhas espectaculares como as Cradle, belíssimas baías como a Wineglass, lagos como o St. Clair, uma atrativa costa escarpada por toda a ilha, cidades aprazíveis como Hobart ou mesmo Launceston e ainda pinguins e o inevitável diabo-da-tasmânia.

EXPERIÊNCIA: entre os pontos turísticos mais famosos da Austrália está Uluru, estrutura geológica que se caracteriza por ser um único maciço de rocha e por seu formato único, também considerado um lugar sagrado pelos aborígenes que vivem na região há mais de 10 mil anos. Uma boa ali é se hospedar no glamping Longitude 131° (diárias a partir de US$ 1 947), com 15 tendas ultraexclusivas e janelão de vidro com vista para as rochas e dunas. O dia começa com bolos, frutas e sucos frescos, o almoço vem em três etapas e o jantar, sob às estrelas, tem menu de quatro pratos típicos que muda diariamente. Toda noite, depois de muito vinho, você assiste a uma palestrinha sobre a cultura aborígene.

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Pietra Palma

Estudante de jornalismo e aspirante a viajante profissional aqui no Carpe Mundi. Férias, feriados e finais de semana são sempre oportunidades para conhecer uma nova cultura, um novo lugar, um novo espaço. Gosta de colecionar momentos e pedaços desses caminhos através da escrita e acredita que uma boa viagem tem o poder de reanimar a alma.

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