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Como é ficar no Parador Casa da Montanha, em Cambará do Sul

200 km separam Porto Alegre de Cambará do Sul, uma cidadezinha sonolenta de 7 mil habitantes. Inversamente proporcional, os cânions ao redor da cidade estão entre os maiores do Brasil, guardado por dois parques nacionais (da Serra Geral e dos Aparados da Serra).

O Parador Casa da Montanha fica a 15 km do centrinho por uma estrada de terra. Originado de um restaurante, o hotel foi inaugurado em 2001 pela família Peccin, poderosos do turismo no Rio Grande do Sul – o Hotel Casa da Montanha e o Petit Casa da Montanha de Gramado também são deles.

Inspirado em lodges africanos, o lugar aposta na ideia do glamping, termo para camping + glamour.

Veja bem, a sensação não tem nada a ver com estar acampando, apesar das acomodações, dispostas entre palafitas ao redor de uma passarela de madeira, serem de fato forradas de lona. Dentro, porém, são quartos quentinhos com calefação, cama king-size com lençol térmico (a temperatura média no inverno é 13 graus), TV de LCD. Os móveis de madeira escura são rústicos, alguns com cara de antiguidade. Roupões, pantufas e shampoozinhos L’Occitane dão um toque a mais de conforto.

As “barracas” mais baratas (diárias desde R$ 605) são pequenas (12 m²). Elas contam com privada e pia, mas não chuveiros, que ficam em um outro espaço a poucos metros. Eu particularmente acho que elas poderiam custar menos por esse detalhe. Nós ficamos nas acomodações intermediárias, as “barracas suítes” (desde R$ 1395), com 20 m², estas sim com banheiro “completo” e mais uma salinha com sofá cama (ela abriga até 4 pessoas, 2 adultos e 2 crianças) e uma varanda sensacional com jacuzzi e vista para as araucárias e o riacho que passa ali. As “suítes superiores” (desde R$ 1480), não tão mais caras assim, são as top, com deques de madeira com lareira e banheiras de hidro maiores.

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O dia começa a hora que você conseguir sair daquela cama fofinha e ir até o restaurante para um banquetão de café da manhã. Servido em toalhas xadrez e louças fofinhas, tem frutas mil, iogurtes, sucos, geleias e mel da região e pães e bolos feitos na casa. Tem que se segurar para parar de comer os sonhos de doce de leite.

Daí, você parte para o passeio do dia – os oferecidos no hotel são feitos com a operadora Coiote Adventure. O melhor é estar de carro, porque aí dá para você fazer alguns por conta própria: os cânions Itaimbezinho e Fortaleza, os principais da região, não precisam de guia. Nem a Cachoeira dos Venâncios, que fica num bonito bosque. Peça para o hotel preparar a cesta de piquenique (por R$ 150), recheadíssima, inclusive com vinho, para turbinar o passeio. Vale também dar uma voltinha na cidade para almoçar num restaurante como o Galpão Costaneira e ver algumas lojinhas de produtos regionais.

Depois, é voltar ao hotel para curtir as áreas comuns, que fazem o tipo casa (chique) da vovó gaúcha, onde uma cuia de chimarrão te recebe na entrada. Sofás ao redor de uma lareira, uma cadeira de balanço e uma mesa de sinuca convidam a pedir um vinho (gaúcho, claro) e ficar ali um tempo. Também dá para escolher um DVD das prateleiras para assistir mais tarde no quarto.

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Na varanda, o pôr do sol pode ser assistido de um deque de madeira com mais sofás e uma fogueira. Quando estávamos lá, estavam construindo ali uma área para churrascos, que são sediados aos sábados (R$ 120 por pessoa), com carne feita no fogo de chão e feijão serrano. A gente batia cartão também na área da banheira de hidro, grande e coberta, com banquinhos em volta (então se você pegar um quarto sem jacuzzi, não se preocupe). Tem uma natureza bonita ao redor do hotel que eu acho que podia ser melhor aproveitada. Talvez com trilhas ou um espaço para a leitura perto do riacho, por exemplo.

A mais nova adição do Parador foi um spa by L’Occitane, um dos 19 existentes no Brasil. Um chalé bonito recém-construído abriga as duas salas para tratamentos, feitos por uma terapeuta local. As massagens custam desde R$ 248 e usam produtos da marca.

O restaurante do Parador Casa da Montanha está passando por uma reformulação geral e ainda está um pouco instável – um dos nossos almoços (que custam R$ 70) estava extremamente salgado, e o risoto, um pouco insosso. A melhor refeição foi sem dúvida a fondue (R$ 80 por pessoa, servido às terças e sextas), com bons queijos e em seguida uma chapa para as carnes – o cordeiro estava demais. Um bom chocolate com frutas finalizou como manda o protocolo.

PRÓS

Cabanas quentinhas e confortáveis + wi-fi pega relativamente bem por todo hotel + fondue gostoso + decoração rústica na vibe da região + spa by L’Occitane + serviço atencioso

CONTRAS

Preço $$$ + distância do centrinho da cidade (é preciso alugar carro se quiser passear nas lojinhas por conta) + cozinha em fase de reestruturação, ainda instável

PARADOR CASA DA MONTANHA: O VEREDICTO

O Parador Casa da Montanha é a opção mais sofisticada de hospedagem em Cambará do Sul, bom para quem quer passar uns dias a dois indo da jacuzzi para a cama para o spa para uma fondue, e aí quem sabe um cânion ou uma trilha. Mas cobra seu preço por isso.

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*O Carpe Mundi visitou Cambará do Sul a convite do Parador Casa da Montanha. O conteúdo do post reflete apenas a opinião da autora.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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