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Praias da Jamaica e tudo o que você quer saber sobre a ilha caribenha do reggae

Faixas de areia dos sonhos e mar cristalino, rios turquesas correndo entre as montanhas e uma forte identidade ditada pelo reggae. Assim é a Jamaica.

No ano de 1974, a banda The Wailers conquistava o primeiro lugar na parada britânica com o estouro No Woman No Cry. Era Bob Marley no vocal. O grupo se desfez e a lenda do reggae foi seguir carreira solo. Que suas letras eternizariam mundo afora toda uma crença em torno da vida boa, no stress, até que não era impossível de prever, mas o cantor jamaicano com dreadlocks, boina colorida e um sorriso no rosto foi além: serviu pra transformar o turismo na ilha num negócio.

“O rastafári é bem mais que uma religião”, explica o taxista Eggy a caminho do poço cristalino Blue Hole, atração número 1 do país no TripAdvisor. “É um estilo de vida”. Que traz, hoje, cerca de 2 milhões de turistas à Jamaica, local de origem e com o maior número de seguidores da ideologia.

O orgulho de si próprios, a história do povo e da nação são o centro de tudo. É pisar lá pra começar a entender: um garçom que te aborda sem pudor com a autoconfiança que nem o Brad Pitt tem e um bartender que dança com a galera no meio da festa, mulheres de cabelos afro que trocam as progressivas por blackpowers bem cuidados e penteados de salão (que elas fazem sozinhas em 5 minutos), cores da bandeira estampadas até em sapatilhas de neoprene pra andar na água, um cantor que chega ao 1 º lugar da Billboard e afirma que estaria realizado da mesma forma se fosse qualquer outro conterrâneo em seu lugar (o som Cheerleader, do jamaicano Omi, foi a música mais escutada do verão de 2015 no hemisfério norte). Deu pra captar?

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A personalidade forte é só um dos atributos da cultura jamaicana, oriunda da descendência africana, sobretudo dos países da África Ocidental, e das dominações espanhola e inglesa – essa última, resultado de mais de 300 anos de ocupação, é a mais sentida no dia a dia da ilha. Inglês britânico (com um acento caribenho bem particular), arquitetura georgiana (anterior ao estilo vitoriano, que todos conhecem), mão inglesa, igrejas anglicanas por todo lado, uniformes escolares com saias rodadas (elas) e gravatas (eles). E uma chefe de Estado compartilhada, a Rainha Elizabeth II – mas é o primeiro-ministro local que exerce a chefia do governo, o que garante sua independência.

Hoje, a Jamaica vive um boom no turismo. Uma série de investimentos nunca vistos antes vêm revitalizando a hotelaria local, trazendo resorts dignos do Caribe mexicano, região-resort por excelência, ao país. Até 2018 estão previstos, pelo menos, 8 mil quartos novinhos em folha e bilhões injetados na ilha – ao fim de 2009 eram cerca de 30 mil quartos, número que cresceu 26% em menos de uma década. É o turismo que sustenta a economia nacional, promovida através de todos os setores dentro dos grandes resorts – a água, por exemplo, se chama Wata e é servida na garrafa de plástico com o rótulo azul colorido. Nada de Evian ou Perrier.

E não são só as praias da Jamaica que valem a pena. No centro do território, tomado por uma cadeia de montanhas que chega a mais de 2 mil metros de altitude, há poços de água – como o Blue Hole –, rios e cachoeiras transparentes, verdes, azuis. Caso também da Lagoa Azul, um dos cenários do clássico da Sessão da Tarde atuado por Brooke Shields que a gente já viu tantas vezes na TV. A hora é de trocar a Globo pelo ao vivo e se juntar aos 8 mil brasileiros que visitam o destino anualmente. Veja aqui tudo o que você precisa saber sobre a viagem à Jamaica.

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Praias da Jamaica: a boa é embarcar numa jangada de bambu na Lagoa Azul

O QUE VOCÊ PRECISA SABER:

ASSÉDIO E HIGGLERS
Todo mundo é muito simpático, mas constantemente os homens passam por cima da linha ao dar em cima das turistas sem pestanejar, principalmente fora dos locais de serviço como hotéis e restaurantes. Em clubes de reggae é uma COISA. Nas ruas também rola uma chatice com os higglers, vendedores ambulantes que insistem infinitamente em te vender artesanatos e outros souvenirs.

MACONHA
É tudo aquilo que se fala: 80% da população fuma, mas como uma forma de ritual. Por incrível que pareça, a posse só foi autorizada no ano passado – dois gramas da erva por pessoa –, o que é bem polêmico já que a droga sempre pode ser cultivada. Pra turistas ainda é ilegal mas, na prática, isso sempre foi totalmente ignorado. É fácil comprar a erva em feirinhas, bares de reggae e nas montanhas.

É PERIGOSO?
Não. Mas você não vai querer andar sozinho por lugares desertos com uma supercâmera na mão de noite.

RASTAFÁRI
Ao contrário do que se pensa, o rastafári não surgiu com Bob Marley. O cantor apenas popularizou através de suas músicas a crença, que, na verdade, prega a adoração do imperador etíope Haile Selassie I, reencarnação do Deus Jah segundo a ideologia. Os rastas fumam maconha como forma de meditação e usam outras ervas naturais medicinais, têm dreadlocks já que não cortam o cabelo (e nem aparam a barba) e seguem uma dieta vegetariana. Pelo mundo são cerca de 1 milhão de adeptos. Pra fotografar rastas sempre é bom perguntar antes: a pessoa pode se ofender ou ainda te cobrar uns trocados.

LÍNGUA E MOEDA
O inglês é o idioma oficial e o espanhol é pouco falado. O dólar americano é amplamente aceito e acaba sendo mais conveniente; a moeda local, contudo, é o dólar jamaicano.

A conversão acaba saindo elas por elas.

VISTO E VACINA
Não é preciso visto pra ir à Jamaica (a não ser que seu voo tenha conexão em Miami). Já a vacina contra a febre amarela é obrigatória: deve ter sido tomada, ao menos, dez dias antes do início da viagem.

COMO IR
Os voos da Copa Airlines são a melhor e mais barata opção – tarifas desde R$ 2 090 –, com conexões na Cidade do Panamá. As 34 frequências semanais saem de duas a quatro vezes por semana de cinco cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Manaus. Dá pra chegar pelo aeroporto de Montego Bay, que abrange a região mais turística, ou de Kingston, capital.

ROTEIROS E QUANTO TEMPO FICAR
O ideal é gastar ao menos uma semana pelas praias da Jamaica – e você ainda fica com a impressão de que não viu tudo. São 6 bases turísticas. O bom é alternar por onde ficar: o território é extenso e de uma ponta a outra são cerca de 6 horas de carro (se for alugar um, não esqueça que a mão é a inglesa). Planeje-se pra seguir um trajeto contínuo, evitando ir e vir.

ROTEIRO 1: 3 dias em Negril (com passeio a Montego Bay) + 2 dias em Port Antonio (com passeio a Ocho Rios) + 2 dias em Kingston

ROTEIRO 2: 5 dias em Montego Bay (com passeios a Negril e Ocho Rios) + 2 dias em Kingston (com passeio a Port Antonio)

ROTEIRO 3: 4 dias em Montego Bay (com passeio a Negril e à South Coast) + 3 dias em Ocho Rios (com passeios a Port Antonio e Nine Mile)

QUEM LEVA
A CVC acaba de fechar acordo com agências receptivas jamaicanas e promete que as praias da Jamaica serão cada vez mais difundidas no Brasil. O pacote de quatro noites all-inclusive no Moon Palace Jamaica Grande sai por US$ 2 147 com aéreo.

AS PRAIAS DA JAMAICA, POR REGIÕES

MONTEGO BAY

Quando Colombo aportou na Jamaica em 1494, intitulou essa baía de praias de areia branca cercadas por arbustos e palmeiras de “golfo de buen tiempo”. E não errou. Em MoBay, o astral mora sempre lá em cima.

A cidade é a segunda maior do país – sem a desordem e bem mais atraente que a capital –, porta de entrada da maioria dos turistas que visitam a ilha e um mix de tudo que a Jamaica tem de melhor: litoral perfeitinho, morros verdes cheios de cachoeiras, arquitetura colonial inglesa fotogênica, feiras coloridas lotadas de quinquilharias, enormes fazendas históricas e, claro, muito reggae. É lá, inclusive, que em todo mês de julho acontece o Reggae Sumfest, maior festival do ritmo do mundo.

O QUE FAZER EM MONTEGO BAY? É fundamental dar uma volta pela Sam Sharpe Square, onde, além do museu e centro cultural Civic Centre, uma fonte de ferro fundido e a velha prisão de bêbados The Cage, se veem barracas cheias de frutas coloridas, uniformes escolares fofíssimos com saias rodadas xadrezes, gravatas, blazers e suspensórios que quase te transportam pra Inglaterra, e faixas do mar entre ruazinhas que cortam a área.

A 10 minutos de caminhada dali, a trendy Hip Strip reúne bares e restaurantes bem coloridos e animados, onde toca reggae, há pequenas e informais galerias de arte e cafés descolados. Também na orla, outro endereço legal é o Pier One, com festas animadas às sextas-feiras.

Com 26 quilômetros quadrados de águas protegidas e até esponjas marinhas em forma de cestas no, adivinhe, Basket Reef, o Parque Marinho de Montego Bay tem as praias da Jamaica mais urbanas e bem cuidadas, como a Doctor’s Cave Beach, com águas supostamente terapêuticas, restaurantes, lojinhas e chuveiros.

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Indo pro leste, caminho de Ocho Rios, mil e um resorts luxuosos brotam à esquerda, até que do outro lado da highway surge o imponente casarão do século XIX Rose Hall Great House numa imensa fazenda de cana – dizem que lá aconteceu uma série de assassinatos mal explicados e morou Annie Palmer, conhecida como a Bruxa Branca, que matou seu marido.

Perto do porto de Falmouth, a Glistening Waters Luminous Lagoon é daqueles lugares que a gente tem que ver pra crer. De noite, os micro-organismos ganham bioluminescência ao mexer da água e emitem uma luz fosforescente.

OCHO RIOS

Parada da maioria dos cruzeiros que chegam às praias da Jamaica (a cidade recebe mais de 40% dos navios que atracam nos 4 portos principais da ilha), guarda uma mistura de natureza selvagem, cidade jamaicana com vida própria e resorts cinco-estrelas, a 1h30 de Montego Bay.

MOON PALACE (RESERVE AQUI!)
É o caso do all-inclusive Moon Palace Jamaica Grande (diárias a partir de US$ 440), que em 2015 reabriu suas portas em Ocho Rios após uma megarreforma de dois anos sob a administração da rede Palace – são 7 resorts no México e agora um na Jamaica. Os 700 apartamentos de alto padrão têm vista pro mar, há 5 restaurantes (incluindo o asiático Momo, que prepara os pratos na chapa como a rede Benihana) e 6 bares bem distribuídos, boulangerie aberta 24 horas, esportes aquáticos de todos os tipos (leia-se triciclo sob a água, caiaque, stand up, simulador de ondas)…
LEIA MAIS: Hotel na Jamaica: Moon Palace Jamaica

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Praias da Jamaica: faixa de areia exclusiva do Moon Palace Jamaica
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Quarto impecável do Moon Palace Jamaica Grande

O QUE FAZER EM OCHO RIOS? O Ocho Rios Craft Market é o melhor lugar pra comprar inutilidades nos vários quiosques de artesanatos, souvenirs e sim, maconha. Já na Main Street e seus arredores dá pra achar lojinhas com cosméticos nacionais (sem frenesi turístico), várias igrejas protestantes e bares e restaurantes frequentados por locais, como o Ocho Rios Village Jerk Centre e um Margaritaville, cadeia de restaurantes americana que, na Jamaica, é só reggae.

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Além das praias da Jamaica: as quedas da água sem-fim de Dunn’s River Falls

Subindo às montanhas, pequenos paraísos como o Blue Hole (Thatch Hill Rd), poço azul no meio da mata ao final de uma série de cachoeiras, ainda oferecem certa privacidade – mesmo alguns jamaicanos não conhecem o spot. De um cipó, a galera se joga na água gelada e depois curte a massagem das quedas da água. Eu pulei sete vezes – e iria outras sete. Com outra proposta, a Dunn’s River Falls é uma confusão de turistas espalhados pelos 182 metros de quedas e lagoas que desaguam no mar, ainda pior perto das 11h da manhã. O lugar é lindo, mas… sem tanta gente seria mais legal (são vários tours rolando ao mesmo tempo). A feirinha da saída é bem gostosa pra comprar.

Pra quem vai com crianças, chega-se na Mystic Mountain através de um teleférico que passa pelas copas das árvores até o cume da montanha. Lá em cima há  jardins exóticos com borboletas, uma supertirolesa, descida de bobsled (esporte de inverno em que os atletas descem de trenó uma pista de gelo sinuosa, aqui num carrinho nos trilhos), restaurante e lojinha. Eu, particularmente, não curti muito: o parque poderia estar em qualquer outro lugar do mundo. Sou bem mais as praias da Jamaica.

Falando nelas, a meia hora dali, a bonita Discovery Bay é onde Colombo aportou pela primeira vez em terras jamaicanas. Vale uma parada indo ou vindo de Montego Bay. Já fãs de 007 irão curtir uma foto com a plaquinha clássica da James Bond Beach, locação de cenas do primeiro filme da franquia, Dr. No.

NEGRIL

Base descolada da viagem, a 1h30 de MoBay indo pro oeste. Como acontece com outros destinos praianos que entram na moda,  já foi uma vila de pescadores.

O QUE FAZER EM NEGRIL? São 7 milhas de praias paradisíacas na, agora, cidade-resort – sim, é possível ser resort e ser hype ao mesmo tempo –, onde a areia branquinha é ocupada por espreguiçadeiras almofadadas, barracas de esportes aquáticos e mulheres que trançam cabelos das turistas por US$ 25.

A faixa dourada da Seven Mile Beach logo dá espaço às falésias e rochedos negros da West End Road. É pendurado neles que fica o Rick’s Cafe, um barzinho com a maior vibe onde todo mundo vai assistir ao pôr do sol, tomar Red Stripes (*A* cerveja jamaicana) e curtir bandas de reggae. O local é, inclusive, ponto de prática oficial do cliff diving, o mergulho de penhascos.

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Galera num pôr do sol memorável no Ricks Cafe
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Os bangalôs com essa vista chata do The Rockhouse, numa das mais incríveis praias da Jamaica

Outro endereço icônico é o hotel The Rockhouse (diárias desde US$ 95), com bangalôs encaixados nos penhascos escarpados de frente pro mar. Se não for de fato ficar lá dá pra ir só curtir o visu numa refeição.

Além das melhores praias da Jamaica, em Negril também ficam os points de mergulho mais procurados. Você entra na caverna The Throne Room, com esponjas do chão ao teto, por uma fenda entre os corais. É comum encontrar peixes-papagaios, lesmas-do-mar e enguias.

KINGSTON

Na capital e centro financeiro, praias da Jamaica com extensos resorts pé na areia dão lugar a hotéis mais modestos com uma piscininha em frente. Passam por lá executivos, viajantes procurando uma boa dose de imersão cultural e outros que tem voo chegando ou partindo do aeroporto local. E, se os jamaicanos são bem assediadores, na maior cidade de língua inglesa do Caribe isso se confirma ainda mais – e chega a incomodar.

Apesar das construções modernas, avenidas e ruas bem planejadas e bastante arborizadas, há um certo caos no trânsito (some a mão inglesa), nos mercados de rua bagunçados e favelas espalhadas (como a famosa Trenchtown, onde morou Bob Marley).

O QUE FAZER EM KINGSTON? A cidade também tem um quê de requinte. Visite a Devon House, mansão do primeiro milionário negro jamaicano, datada de 1881, e observe de perto seus detalhes arquitetônicos georgianos bem preservados. No subsolo há o melhor sorvete da cidade. Dali siga até a National Gallerye atente às obras pós-independência, que contam como o rastafári desafiou as normas sociais vigentes até então. Pro jantar, no Redbones Blues Cafe há mix de jazz, galeria de arte, bons drinks e a high society da capital.

Também não dá pra faltar a visita ao Bob Marley Museum, que já foi casa e estúdio do cantor. Em tempo: a melhor base pra visitar Nine Mile, a cidade em que Bob Marley nasceu (e que ainda hoje gira em torno de sua vida), é Ocho Rios, a cerca de 1h30 de distância de lá.

Por fim, indico um bate-volta às interessantes vizinhas Spanish Town, antiga capital da Jamaica que data da época de Colombo e casa da fotogênica Old Town Square; Port Royal, covil de piratas do século 17 de onde dá pra dar um pulo de barco na bela ilhota de Lime Cay; e Hellshire Beach, onde os jamaicanos abastados vão à praia.

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Das praias da Jamaica: em Kingston, o pé na areia vira piscina de hotel executivo

PORT ANTONIO

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A estrutura no meio da mata do Kanopi House

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Caribe sem grandes resorts, com um ar de antigamente. Polo de praias da Jamaica da afastada costa nordeste, já foi destino de ricaços e uma das cidades mais pra frentex da ilha, com seu velho farol listrado de branco e vermelho que auxiliava os navios cargueiros a se localizar.

Com o fluxo turístico migrando para o oeste – Montego Bay, Ocho Rios e Negril – Portie foi decaindo, decaindo, até que começa a entrar, agora, devagarzinho, na onda dos hotéis-boutique charmosos, pequeninos. Um exemplo disso é o Kanopi House (diárias a partir de US$ 300), com seus quatro quartos sobre palafitas envoltos pelas folhagens tropicais num terreno de selva acidentado.

O QUE FAZER EM PORT ANTONIO? Em Port Antonio você não vai encontrar restaurantes com toalhas de mesa brancas e preços inflacionados, aquela confusão de higglers (os vendedores “ambulantes” jamaicanos) ou cadeiras de praia enfileiradas. Em vez disso, silêncio, casas térreas com estilo georgiano, uma via central com palmeiras reais enfileiradas com um mercadinho de artesanatos locais, o Musgrave Market, além de (muitos) paraísos naturais como a famosa Lagoa Azul, um dos cenários do filme atuado por Brooke Shields. A dica é ir de manhã e, se der, em dias de semana – quanto mais vazio, melhor. Por US$ 25 dá pra embarcar numa jangada de bambu e dar uma volta pelos matizes de azul da lagoa, que desemboca no mar.

Outro passeio que não pode faltar é a prainha de Frenchman’s Cove, com balanços e galhos onde dá pra dar uma de Tarzan e tirar ótimas fotos – aliás, todo lugar na Jamaica com águas cristalinas e mata em redor é motivo de uma corda pra se pendurar.

A sugestão mais original de restaurante fica a 25 minutos de carro dali: o Boston Jerk Center, sete barraquinhas que vendem carnes orgânicas (frango ou porco) lambuzadas num molho apimentado, que acompanham uma espiga de milho levemente adocicada. É o prato jamaicano mais autêntico. Dado o deslocamento dá pra aproveitar e conhecer a Boston Beach, praia em formato de ferradura cercada com a natureza selvagem da Jamaica.

SOUTH COAST

Parte da ilha mais difícil de chegar (culpa do caminho montanhoso) e menos visitada – apesar de ser casa da fábrica de rum Appleton Estate, uma das paradas da maioria dos turistas que vão à Jamaica, onde dá pra acompanhar todo o processo de produção da bebida, chupar pedaços de cana e tomar ponches de rum puro.

Entre as fazendas, rios e pântanos selvagens da South Coast também dá pra encontrar campos de golfe, montanhas com temperaturas frescas e praias escarpadas escondidas.

O QUE FAZER NA SOUTH COAST? O outro passeio de que, em algum momento, se ouve falar é o Black River, um dos maiores rios jamaicanos (como diz o nome, a água é bem escura) onde você observa crocodilos com a ajuda de um barqueiro. Das praias da Jamaica, a mais comentada da região é a Treasure Beach, algo bem menos turístico que as faixas de areia do norte. Pra curtir uma paisagem legal vendo o dia ir embora vá ao mirante Lover’s Leap, a 488 metros do nível do mar.

Em tempo: é totalmente dispensável se hospedar na South Coast, parte mais sem graça da ilha e com pouca infra. Se quiser conhecer a região faça um bate-volta.

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*O Carpe Mundi viajou à Jamaica à convite do Jamaica Tourist Board, da rede Palace Resorts, da Copa Airlines e da CVC. O conteúdo deste post é independente e reflete apenas a opinião da autora.

A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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Há 5 comentários para “Praias da Jamaica e tudo o que você quer saber sobre a ilha caribenha do reggae

  1. Um dos melhores posts que li sobre a Jamaica. Pena que as passagens ficam pela hora da morte. Tô pensando entre o México, Cidade do Cabo ou Jamaica… Mas amei essa diversidade jamaicana.

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