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É melhor viajar com pacote, em excursão ou por conta própria?

Viajar com pacote ou por conta própria?

A resposta é: depende. Do seu perfil de viajante, da sua energia, disponibilidade de tempo, disponibilidade de grana e, principalmente, do destino. Abaixo as três modalidades: viajar com pacote, de excursão ou por conta própria.

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COM PACOTE de agências ou operadoras

Como é: Trata-se de um combo com passagem de avião, hotel, serviços como city tour, traslados e aluguel de carro.

Por que pode ser bom: Nos destinos em que as operadoras têm voos fretados e bloqueio de quartos em hotéis, os preços de viajar com pacote podem ser bem atraentes. Pacotes são práticos e baratos em lugares como Orlando, Caribe (Punta Cana, Aruba e Curaçao, Barbados, Bahamas, Cancún), Buenos Aires, resorts no Nordeste. Nos feriados e épocas de altíssima temporada podem ser uma boa pra não pagar horrores nas passagens aéreas, já que as operadoras costumam ter lugares comprados nos aviões nesses períodos e os vendem a preços diferenciados. Ah, sim, e uma coisa importantíssima: nas agências e operadoras você pode parcelar a viagem toda, às vezes em mais de 10 vezes.

Por que pode ser ruim: Fora desses destinos que eu citei você só está comprando um combo (com seleção de hotéis limitada) e muitas vezes mais caro do que você consegue fazer por conta própria. Sempre compare os preços!

DE EXCURSÃO, com um grupo

Como é: O pacote vem com roteiro pronto com passeios, transporte e até refeições. Normalmente viaja-se em grupo.

Por que pode ser bom: Meu avós adoram viajar de excursão. Acham prático, seguro, confortável, bom para eles que não falam inglês. Não digo com isso que excursões agradam todos os idosos ou todas as pessoas que não falam inglês, mas é só para ilustrar que para muitos viajantes excursões funcionam. Nelas não é preciso se preocupar com absolutamente nada, e é possível realizar roteiros complexos que seriam dificilmente cumpridos por conta própria. Ah, e elas facilitam a vida em 1) destinos de ecoturismo que precisam de passeios guiados de qualquer jeito, como Chapada Diamantina, Jalapão, Deserto do Atacama, Galápagos e 2) destinos “exóticos”, em que talvez você tenha dificuldade de se planejar sozinho. Tipo: Índia, China, Oriente Médio, Egito, Marrocos, Rússia. Hoje também há várias empresas organizando ~viagens de experiência~, tipo Roma com professor de história da arte, Patagônia com fotógrafo, etc, o que também é bem bacana.  E, de novo: agências e operadoras permitem parcelamento e dão assistência total ao passageiro.

Por que pode ser ruim:  Busão cheio, a galera desce rapidinho no ponto turístico, tira fotos, volta pro busão, segue ao próximo ponto turístico. Se essa é a imagem que você tem de excursão é porque… é meio isso aí mesmo. Principalmente naquelas clássicas viagens 800-mil-cidades-em-40-dias-na-Europa. Os roteiros tentam encher os dias com o maior número de destinos possíveis, o que deixa poucas horas vagas pra você curtir as coisas no seu tempo; você acaba tendo uma visão muito superficial de cada lugar. Fora o fato de ter que seguir horários fixos e rotinas engessadas. E é bom notar também que muitas vezes os guias não falam português, e sim espanhol ou inglês. Viagens mais exclusivas com grupos pequenos e guias especializados são sensivelmente mais caras, mas, se você pode pagar, vai nessa.

POR CONTA PRÓPRIA, só você

Como é: Você programa toda a viagem e monta o itinerário sozinho. Isso significa cuidar das reservas de cada hotel, de cada traslado entre os destinos da sua viagem (de avião, de ônibus, de trem), selecionar passeios e restaurantes.

Por que pode ser bom: É o jeito em que você se aproxima mais do destino, tendo que estudá-lo em detalhes pra planejar tudo. Você acaba aprendendo muito e tendo uma experiência bem mais enriquecedora. Você encontrar destinos escondidos, tem liberdade. Em termos práticos, a internet está ao nosso dispor pra fazer tudo em alguns cliques. É também o modo em que na maioria das vezes você vai pagar menos pela viagem, e ainda criar itinerários flexíveis, sujeitos a sua vontade e nada mais.

Por que pode ser ruim: Dá um trabaaaaaalho. São muitas horas de pesquisa. E tem que gostar e/ou criar o hábito de se enfiar em sites, blogs, guias. Outro porém é que você só pode parcelar a passagem aérea, todo resto precisa ser pago à vista.

Em tempo: mesmo viajando por conta própria você  pode pedir ajuda de um agente de viagens pra resolver pequenos pepinos, contratar seguro de saúde, entre outras coisas. E também procurar guias e tours locais, mas só quando te convier.

E você, costuma viajar com pacote, em excursão ou por conta?

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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Há 1 comentário para “É melhor viajar com pacote, em excursão ou por conta própria?

  1. Olá, Betina!! Parabéns pelo site!!
    Eu e meu marido, ainda como namorados, e na lua de mel, viajávamos de pacote (CVC, Belvitur, etc). Quando descobrimos a liberdade de viajar sozinhos, por nossa conta, passamos a usar só essa opção. Aí veio a primeira filha e, algumas vezes, os pacotes foram mais interessantes. Hoje, com duas filhas e a menor já com quatro anos, normalmente fazemos nosso roteiro, alugamos carro e ficamos mais livres. De vez em quando aparece um pacote imperdível e pegamos, mas nunca de excursão, pois não temos a menor paciência pro busão e os horários definidos!! Abraços

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