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As 11 coisas mais chatas dos passeios com guias de turismo

Conhecer um destino pode ser trabalhoso:

exige certa pesquisa, montagem de roteiro e organização. Mas, ao mesmo tempo, não há nada melhor que poder curtir a sua viagem aproveitando do seu jeito. E contratar um passeio com guia de turismo pode se tornar o oposto disso.

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TOUR GUIADO VALE A PENA?

Veja aqui as 11 situações mais chatas dos passeios com guias de turismo:

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1) MAIS HISTÓRIA QUE CULTURA

Quando o guia acha mais importante contar sobre a história infinita do destino do que apresentar as peculiaridades da cultural local.

2) DETALHES QUE NÃO QUEREMOS SABER

Quando o guia faz questão de te contar detalhadamente sobre cada tijolo que vê pela frente, tornando o passeio muito mais cansativo, demorado e desinteressante.

OU…

3) RITMO FRENÉTICO

Quando o ritmo do guia é apressado demais e você mal tem tempo pra curtir o tour. Fotos? Esquece.

4) RESTAURANTES PEGA-TURISTA

Quando o guia te leva num restaurante bem turisticão com buffet que serve comida ruim, custa uma pequena fortuna e toca samba em espanhol. Você não foi viajar pra ouvir samba fajuto, né?

5) TOUR EM “PORTUGUÊS”

Quando o guia húngaro com sotaque fortíssimo fala em português de Portugal. Dá pra piorar?

6) TRABALHO MAL FEITO

Quando você está na Ásia e o guia te leva pra conhecer as igrejas, fortes e museus da colonização espanhola. Você não quer ver esse tipo de coisa quando está na Ásia, mas sim conhecer os pontos turísticos da cultura asiática.

7) ENGRAÇADINHO

Quando o guia faz piada (sem graça) de tudo.

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8) DESENCONTRO DE INFORMAÇÕES

Quando cada guia conta a sua própria versão da coisa. Um guia fala uma coisa e o guia seguinte fala outra. Quem nunca?

9) VERGONHA ALHEIA

Quando o guia anda com aqueles bastões coloridos extremamente chamativos e espalhafatosos que dá até vergonha de andar atrás.

10) PROLIXO

Quando o guia é lento e prolixo e simplesmente não consegue prender seu interesse no que ele está falando.

11) O INSPIRADO

Quando o guia fala como se tivesse recitando uma poesia. E pra piorar fala no microfone e anda com uma caixinha de som na cintura.

TOUR GUIADO VALE A PENA?

Mas claro que existem as exceções…

Tem guia que saca a sua vibe na hora e te leva em roteiros práticos e legais. Tem guia que só acrescenta na viagem, se torna amigo e faz os dias fora de casa ficarem muito melhores – e a gente consequentemente acaba indicando ele ou ela pra todo mundo depois. E tem lugar difícil, sem explicações ou sinalizações que foi feito pra andar com guia, como a Cidade Velha de Jerusalém, onde sem guia você não acha sozinho por nada o local da Última Ceia, por exemplo. O ideal é sempre dosar: fazer um ou dois tours guiados na viagem e aí deixar o resto por conta própria.

Tour guiado vale a pena: e você, qual a sua opinião?

A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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Há 22 comentários para “As 11 coisas mais chatas dos passeios com guias de turismo

  1. Sinceramente trata-se de uma visão um tanto exagerada e para um punhado de leitores medíocres!!! É mais é assim mesmo … pessoas que não tem sensibilidade cultural é isso aí .., ao contrário dos exemplos citados em parte por até ser verdade ou parte dela !!! Porém melhor do que ficar atoa no mundo sem Guia e sem roteiro …

  2. Concordo, o ideal é dosar. Na Tailândia, iremos pegar tour com guia pra Ayutthaya e Chiang Rai (pra facilitar a locomoção do bate-volta) somente. O resto, com mais tempo, tudo de forma independente.

    1. Oi, Camila! É isso aí, guia ajuda muito em algumas situações, mas fazer tudo de forma independente é, na maioria das vezes, mais agradável mesmo! Bisous

  3. Já tivemos guias ruins. Poucos. O pior é o guia que conta a história da cidade em minucias que são importantes para ele, para o lugar em que mora e não nos diz nada.
    Mas, já tivemos guias maravilhosos. As top foram duas guias que nos acompanharam na Bulgária e depois na Romênia. Duas profissionais fantásticas.

  4. Oi Anna,

    Tudo bem?

    Eu sou guia (brasileira) de turismo em Berlim (então deixa eu defender o pouco os colegas rsrsrs).

    Eu creio que estas situações que listou acima acontecem especialmente com guias de excursão, quando os grupos são grandes (eu também já passei por situações que no momento me pareceram surreais – e que você no meio do fim do mundo, nao tem como sair dali, tem que aguentar até o final. Mas hoje damos muitas risadas destes casos).

    No meu caso eu faço somente tours privados, não acompanho grupos de excursão. E aí, em um tour privado, é que creio estar a diferença e o ganho para o turista. Eu geralmente aviso aos turistas que procuro adaptar o passeio ao ritmo e perfil de cada pessoa. É claro que vou falar da história, do significado do monumento, mas se já no começo eu percebo que as pessoas não são interessadas em muitos detalhes, são mais do tipo “visto” ou de tirar fotos, então me aterei ao mínimo de informações possível para o tour não ficar entediante – vou procurar focar nas coisas que os agrada. Importante que também acho é levar em consideração as diferenças culturais, sempre faço os paralelos entre a cultura brasileira e a alemã para ficar mais fácil das pessoas entenderem determinadas situações.

    E todo este cuidado e personalização fica impossível com um grupo grande, heterogêneo.

    Abs,
    Isabel Miranda – SimplesmenteBerlim

  5. Oi Anna,
    Também sou guia de turismo, brasileira, e já guiei diversos grupos no Brasil e na Europa e inclusive eurpeus. Que tudo é uma questão cultural, ou tu achas mesmo que se fosse tão chato assim, não haveria tanta adesão nos free walking tours, por exemplo?!?!
    Muitos destes teus comentários como “chatos”, tem groupos que adoram, claro que como a Isabel disse, tudo depende do grupo.
    Mas tu já te perguntou o quanto um guia tem que estudar, vivenciar, se dedicar e abdicar para se tornar guia???
    Claro que tem muita gente que faz meia dúzia de viagem e já se acha guia e ainda que se acha dona da verdade e já cria blog para dar a sua opinião com e ofender toda uma categoria!
    Cada pessoa tem seu perfil de viajar, tem pessoas que são de viajar em grupo, outras mais privativo e outras forever alone. Então se o teu é viajar sozinha, não generaliza tua experiência ruim.

    1. Oi, Karine! Claro, tem muito guia bom e competente por aí, não estou duvidando disso. O post é sobre estereótipos de guias, que também são reais. E que representam muitas situações que eu já passei em passeios guiados. Mas ninguém é obrigado a concordar 😉 Bisous!

  6. Olá Ana venho aqui expressar o meu sentimento de tristeza, com o seu comentário sei que não existe perfeição, mas posso responder por mim ,que sou uma guia de turismo inclusivo pois trabalho com pessoas com deficiências ,estudo e me qualifico para melhor atendê-los .Me é passado horários pela agencia ,para que sejam respeitados para que a magia da viagem de sempre certo não agradamos a todos sei bem disso mas venho através de meu nome Rosemeri Fernanda de Mello Nunes defender a categoria dos guias de turismo que é a minha profissão desde 2011. Sou apaixonada por ser uma guia de turismo inclusivo estamos sempre nos qualificando e não somos educados em aula,para sermos chatos e muito menos largarmos piadas de mau gosto mas acontece ,como eu já falei não somos
    perfeitos mas somos uma categoria somos guias se você fala de um tá falando de todos. independente do lugar.Guia de Turismo e sinal de qualidade para a viagem quando acontece algo negativo,voce liga pra agencia e fala ……..
    Generalizar ,nao precisa.
    Tem muito guia bom vem pro RS.
    Meu respeito e admiracao aos colegas guias de turismo.

    1. Oi, Rosimere! Legal, parabéns pelo seu trabalho 🙂 claro que existem guias bons, ótimos, excelentes, e muitos. O post é sobre situações pontuais com determinados tipos de guia, não sobre toda a categoria de guias de turismo – seria hipocrisia. Beijocas!

  7. Oi Anna! Excelente Post! Sou guia para brasileiros em Munique, na Alemanha, e concordo com você em todos os pontos expostos. Como faço passeios privativos, procuro adaptá-los ao ritmo e interesses de cada turista, fazendo algo bem personalizado. Tenho horror a esses passeios guiados com grupos enormes e guias que parecem estar recitando um texto decorado. Vai contra os meus princípios – -heheheheeh. Pra mim, um tour interessante tem que envolver o turista, fazer com que ele participe, se interesse, interaja, questione… É isso que procuro fazer no meu dia a dia.
    Muitas vezes me perguntam se eu não enjôo de fazer os mesmos passeios com frequência. Eu digo que não, porque cada grupo é diferente, o que faz, consequentemente, com que cada passeio seja diferente. Temos que ter um feeling, uma competência interpessoal bem desenvolvida, para perceber o que mais agrada a cada um. E assim “dançar conforme a música”.
    Abraços,
    Márcia do blog Vou pra Alemanha

  8. Oi Anna! Excelente Post! Sou guia para brasileiros em Munique, na Alemanha, e concordo com você em todos os pontos expostos. Como faço passeios privativos, procuro adaptá-los ao ritmo e interesses de cada turista, fazendo algo bem personalizado. Tenho horror a esses passeios guiados com grupos enormes e guias que parecem estar recitando um texto decorado. Vai contra os meus princípios – -heheheheeh. Pra mim, um tour interessante tem que envolver o turista, fazer com que ele participe, se interesse, interaja, questione… É isso que procuro fazer no meu dia a dia.
    Muitas vezes me perguntam se eu não enjôo de fazer os mesmos passeios com frequência. Eu digo que não, porque cada grupo é diferente, o que faz, consequentemente, com que cada passeio seja diferente. Temos que ter um feeling, uma competência interpessoal bem desenvolvida, para perceber o que mais agrada a cada um. E assim “dançar conforme a música”.
    Abraços,
    Márcia do blog Vou pra Alemanha

    1. Oi, Márcia! Adorei seu comentário 🙂 obrigada por dividir essa visão legal aqui! E deixa seu contato aqui pra quem precisar de guia em Munique! Quando eu for com certeza vou te procurar. Beijocas!

  9. Oi Ana! Seu post é interessante e verdadeiro, mas precisa ser esclarecido que você se refere à guias de turismo que não fizeram um curso sério e oficial.
    Nos cursos de turismo, além de história, geografia, arqueologia etc., há matérias como ‘Relações Interpessoais ‘ que ensinam a reconhecer cada tipo e interesses do turista. Há também aulas com professores psicólogos onde se aprende e se pratica o reconhecimento dos turistas.
    O melhor conselho a ser dado aos interessados por um turismo de alto estilo, é escolher guias que sejam oficiais e credenciados pelo Ministério de Cultura e Turismo local.
    Em tempo, eu e meu marido somos guias de turismo oficial e credenciados na Turquia.

    1. Oi, Lucia! Legal, obrigada pelo comentário 🙂 mas infelizmente já peguei muito guia credenciado que não estava nem aí para as minhas necessidades de jornalista e fotógrafa e ficava seguindo um roteiro chato. Mas acontece, em qualquer profissão, com qualquer pessoa. Não é um post contra os guias de turismo em geral, de maneira alguma! Só estereótipos que não são os ideais. Beijocas!

  10. Total desserviço ao profissional Guia de Turismo e até ao turista esse post. Totalmente tendencioso. Uma hora o guia é rápido demais. Outra hora ele é super lento. Um verdadeiro favor a ambos seria destacar os pontos positivos de um Guia e não os 11 motivos para não se contratar um tour guiado e deixar para um parágrafo insosso no final, que ninguém mais vai ler, quais as vantagens de contratar um profissional. Sim, sou Guia de Turismo e também trabalho em uma agência de receptivo. Damos um duro desgraçado para ganhar espaço e provar para os visitantes da importância de se fazer um passeio contratado e especialmente, guiado por um profissional qualificado. Antes de mais nada, ninguém precisa gastar todos os dias de uma viagem com tours organizados e guiados. Basta um walking tour ou um city tour para ver e entender a cidade visitada de um outro jeito, afinal, o guia estudou e estuda muito pra isso. Além disso, sobre o excesso de história e tempo pra foto, primeiro pense que se você não quer mesmo conhecer a história de um lugar, então realmente, contratar qualquer serviço desse tipo,não é pra você. Mas de qualquer maneira, existem guias e guias, assim como existem blogueiros e blogueiros, agências e agências. Certo? Vai um pouco da sorte? Lógico que vai, mas também vai principalmente do perfil de um turista. Em geral, o povo que contrata um serviço guiado está interessado sim em saber de cada tijolo, mas muitos guias atualmente já trabalham com o foco de dar um ar para o grupo, pois é lógico que falar muito cansa o turista e as gerações atuais, literalmente estão mais interessadas em colecionar fotos do que lembrar o nome do lugar que visitaram ou quando foi fundado. Aliás, tempo para fotos nesses passeios tem que ser restrito, mas embora o post tenha exagerado nesse assunto, pense que você contratou um tour guiado e não um curso de fotografia. Coitado do Guia que quer mostrar algo interessante e o povo fica tirando 200 selfies. Mas o povo tá pagando né, não é pra isso que o guia tá ali??? Não, não é. E como eu disse, existem muitos tipos de profissionais por aí, isso não se restringe a guias, não é mesmo. Seu post generalizou bastante para o negativo.
    Sobre restaurantes, você deveria saber que ninguém é obrigado à ir no restaurante indicado pelo guia. O problema é se o almoço está incluso no pacote. Aí, em 100% dos casos, a culpa é da agência e não dele. Outro problema é se o local não possui opções. Daí, ou vc come ou vc come.
    Por último, só desconhece o roteiro de um passeio quem quer. Quando você contrata esse tipo de tour ou você conhece previamente o que vai ver ou pergunta pro guia o itinerário. Não quer conhecer as igrejas de colonizadores do passado? Tenta o próximo. Só vai ter 10 minutos na atração que mais tem interesse? Vai pro próximo…#ficaadica

    1. Eu não sou guia, só viajante, mas achei um desserviço esse post, para desestimular ainda mais a contratação do serviço que para muitos é o trabalho que sustenta. Claramente a autora é viajante solo, por isso todos os pontos são chatos no passeio guiado.
      *First world problems*

  11. Olá Anna Laura, meu marido Silvyo Benbassat e eu Claudia Demasi Benbassat somos guias credenciados de turismo na Turquia e temos uma agência de turismo receptivo para atender ao mercado brasileiro, a Dreieck Turismo.
    Exerço essa profissão desde 1986 posso dizer que conheço um pouco do setor e vejo que ao generalizar você se precipitou, pois como em cada profissão há profissionais bons e ruins.
    Porém se o turista tem verdadeiro interesse em conhecer o local que esta visitando, já vem com idéias do que quer ver e sabe que um bom guia pode ajuda-lo e muito, facilitando na locomoção, na logistica do tour dando informações condizentes e praticas, otimizando o tempo disponivel.
    E principalmente se o turista caiu de paraquedas em uma cidade, sem ter a minima noção da mesma, se esta entre um ou dois continentes, se o país que visita tem fronteiras e é banhado por mares diferentes, etc, compete ao guia profissional, que estudou para isso (historia, geografia, arqueologia, teologia, psicologia e todas as demais matérias que fazem parte do curso de guia), localiza-lo e fazer com que o cliente tenha momentos inesquecíveis no local que visita. B

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