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Como conhecer Cinque Terre, na Itália: roteiro rapidinho

DICAS DE CINQUE TERRE:

Pedacinho singular da costa da região da Ligúria, patrimônio da UNESCO, Cinque Terre consiste em cinco vilinhas coloridas desafiadoramente equilibradas em penhascos sobre o mar. Carros não correm entre as ruas apertadinhas, a maior parte dos hotéis são pequenas pousadas familiares e os restaurantes servem frutos do mar fresquinhos. O que se faz ali? Não muito além de olhar o mar, curtir a brisa em passeios de barco e morrer de fotografar as trilhas que interligam as vilas, com paredões cobertos de vinhedos. Para sentir Cinque Terre com propriedade, durma uma ou duas noites em um dos vilarejos.

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Dicas de Cinque Terre: como chegar

Vá até a cidade de La Spezia de trem. Aí, faça uma “conexão” para o pegar a linha de trem que percorrer os cinco vilarejos: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare. É bem fácil de se localizar. Você pode ver os horários de trens no site da Rail Europe. Chegando em Cinque Terre, compre o passe de trem ilimitado Cinque Terre Card Train Multiservice para transitar entre os vilarejos (€ 12 para um dia, € 23 para dois).

Vale a pena fazer bate-volta de Florença?

Não, porque demora 2h30 no mínimo de trem (ou seja, 5h de deslocamento no total). E assim que você olhar para Cinque Terre você vai imediatamente se arrepender de não ter dormido ali.

Dicas de Cinque Terre: quando ir

De abril a outubro. Precisa de um pouquinho de sol e calor para aproveitar Cinque Terre – estamos falando de um lugar de praia, ainda que você provavelmente não vá ficar com a canga estirada na areia (só o vilarejo de Monterosso tem praia em si, o resto são prainhas de pedregulhos). Eu fui nos últimos dias de outubro e achei o limite; dali para frente ficaria muito frio. Ir em abril, maio, setembro e outubro significa não ter que dividir Cinque Terre com a multidão de turistas que vai no verão, ainda mais com o pessoal que desembarca dos cruzeiros que param em La Spezia.

Dicas de Cinque Terre: onde ficar

Muita gente prefere ficar em La Spezia, que tem oferta hoteleira maior e mais barata, e ir a Cinque Terre passar o dia. Eu particularmente acho muito mais interessante ficar em um dos vilarejos – o lugar é tão lindo que quanto mais tempo você tiver lá, melhor. Reserve com antecedência para conseguir pousadinhas em conta. Meio que tanto faz o vilarejo que você escolher se hospedar; é muito fácil ir de um para outro. Monterosso é o mais “desenvolvido”, tem hotéis maiores e uma praia propriamente dita. Os mais agitadinhos de noite são Vernazza e Riomaggiore.

Como eu disse acima, a maior parte das hospedagens de Cinque Terre são pousadas relativamente simples. Eu fiquei na Colombo Guest House (diárias a partir de € 99), em Riomaggiore, e adorei. Os donos são superatenciosos e te dão um minigua feito por eles com mapa e indicações de programas e restaurantes na chegada. Dentro de um sobrado na vila, os quartos são novinhos e espaçosos e bem equipados com secador, roupão e máquina pra esquentar água. Só não tinha café da manhã. Outras opções bacanas são o Il Giardino Incantato (desde € 180), em Monterosso, e a La Malà (desde € 140), em Vernazza. Pra um hostel baratinho, fique no Mar-mar (desde € 30 no quarto coletivo), em Riomaggiore.

O Carpe Mundi viajou à Itália com apoio da Hoteis.com – escolha já seu hotel em Cinque Terre aqui!

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Dicas de Cinque Terre: o que fazer

Se você for no alto verão, pode valer a pena ficar em Monterosso para pegar praia ou ficar num hotel com piscina (não são muitos). Se não, o melhor programa em Cinque Terre é pular de vilarejo em vilarejo de barco ou com as trilhas que os ligam. A viagem de trem entre eles é rapidinha (do primeiro ao último são só 20 minutos), mas não é bonita: ele corre por dentro da montanha na maior parte do tempo. Os trechos de trilha que estão abertos variam de ano para ano (partes ainda sofrem com os deslizamentos de terra que ocorreram em 2011). Em 2017, era possível cumprir o trecho de Monterosso al Mare a Vernazza (2h de caminhada) e de Vernazza até Corniglia (1 a 1h30). Para percorrê-los você precisa estar com o Cinque Terre Trekking Card (€ 7,50 por dia), que é cobrado em alguns postos pelas trilhas (deixe para comprar quando passar por eles).

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Para quem tem só um dia inteiro na região, sugiro que vá de trem de manhã, umas 9h, até Monterosso, e dê uma voltinha pela orla. De lá, comece a caminhada até Vernazza – tem alguns trechos de subida puxados no começo, mas no geral é bem tranquilo para quem é moderadamente condicionado. As vistas no caminho são absolutamente maravilhosas. Chegando em Vernazza, se perca momentaneamente pelas ruelas de lojinhas do centro e depois vá almoçar no Ristorante Belforte (espaguete com tinta de lula <3), porque vista para o mar nunca é demais.

Depois de um gelato de sobremesa, continue pela trilha até Corniglia, a única das vilas que não tem acesso para o mar. Que linda ela fica quando vai surgindo no horizonte. Corra para conseguir pegar o pôr do sol em Manarola – esse trajeto precisa ser feito de trem caso a trilha não esteja aberta (ou você estiver muito cansado para andar).  Em Manarola, veja se tem algum barco saindo do cais (normalmente há de 15 em 15 minutos) para ir até Riomaggiore; se não rolar, vá de trem mesmo. Termine o dia com um jantar na marina de Riomaggiore, de preferência no Rio Bistrot, que tem menu fixo por € 39 e umas das melhores refeições em Cinque Terre. Se tiver mais tempo, você pode dividir esse passeio em dois dias ou então deixar um dia para percorrer todas as ilhas de barco e vê-las de outro ângulo – aqui tem os horários dos barcos.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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