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Paris: 14 programas pela descolada região do Haut Marais

O bairro do Marais (pronuncia-se “marré”) continua sendo uma das frações mais cool de Paris. A parte turística concentra-se basicamente no 4º arrondissement, nos arredores da linda Place des Vosges, onde estão as lojas de grife que a gente conhece, galerias de arte famosas, mansões dos séculos XVII e XVIII, a antiga população judaica e barzinhos gay.

Só que, nos últimos tempos, o Marais se expandiu em direção ao norte e deu origem a uma nova região, ainda mais interessante, o sub-bairro Haut Marais, com contornos pouco definidos no 3º arrondissement.

Na simpática área está o melhor Museu Picasso do mundo, boutiques ecléticas com peças de estilistas independentes e cafés artesanais que disputam pelo grão mais saboroso – a maioria nas Rues Bretagne, du Temple e Dupetit-Thouars.

Veja aqui o que fazer no Haut Marais, região hype de Paris, em 14 programas imperdíveis:

Almoçar no Marché des Enfants Rouge

Ponto de encontro dos parisienses no almoço de sábado, o delicioso mercado de 1615 (é o mais antigo de Paris) tem bancas de frutas e hortaliças, minirrestaurantes como o Estaminet, onde dá pra comer ostras e crepes com recheios variados, e barracas vendendo vinhos finos, flores e artigos de papelaria. Chegue cedo pra conseguir uma mesinha.

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Assistir a um show no Carreau du Temple

Antigo mercadão todo envidraçado que foi transformado em centro cultural, sempre sedia algo, de shows de música e desfiles de moda a peças de teatro e feiras de comida. Dê uma chegada até a porta e confira se está rolando um jazz ou se uma bandinha francesa que você provavelmente não conhece está se apresentando.

Dar um pause no sossegado Square du Temple

Já foi base da maçonaria no século XIII, prisão na Revolução Francesa, convento e quartel antes de virar parque. Hoje, guarda uma placa com os nomes de 85 crianças judias do 3º arrondissement que foram deportadas para Auschwitz. Mas dá pra encontrar paz lá sim, em frente ao laguinho e entre as mais de 70 espécies de árvores e quase 200 de plantas.

Comprar uma peça fashion de um estilista francês na The Broken Arm

Em uma esquina em frente ao Square du Temple, a multimarcas tem peças em primeira mão de grifes nacionais como a Kenzo e vende itens únicos e descolados de estilistas franceses independentes. Vale também uma paradinha no café anexo à loja, com excelentes grãos da cafeteria norueguesa Solberg & Hansen.

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Folhear (e comprar) revistas de design na OFR

Mais que uma livraria com as publicações mais lindas do mundo de arte, moda e design (prepare-se pra deixar uma pequena fortuna em exemplares da Cereal e suas irmãs), é o point não-oficial da criatividade em Paris. A galeria dos fundos costuma ter ótimas exposições de fotografia. Ponto também para os guias de viagem fofinhos e originais, dos tipos que não te mandam visitar só pontos turísticos. Nos domingos há chá e bolo.

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Veja aqui o que fazer no Haut Marais:

Tomar uma xícara de expresso no Fondation Café

A mínima cafeteria artesanal de apenas 15 m² já saiu não sei quantas vezes no perfil famosinho do Instagram @parisinfourmonths, da sueca Carin Olsson, e caiu na moda. Faça como ela e tire uma foto você também do seu expresso com desenho de coração. Pra sentar, paciência: há só 7 mesinhas.

Visitar o Museu Picasso e seu acervo com mais de 5 mil obras de arte

É o melhor de todos os museus Picasso que existem por aí, talvez pela relação tão intrínseca do artista com a cidade. Tem gente que critica a casa do século XVII que abriga o museu por ter uma disposição ilógica e confusa. A real: a casa é linda e desorientação é logo suplantada por quadros geniais como Mulheres no Banheiro. São, ao todo, mais de 5 mil obras cobrindo todas as fases de Picasso, tudo doado pelos descendentes do artista pra quitar impostos.

Comer o melhor crepe de Paris no Breizh Café

Críticos e locais concordam: um simples crepe de queijo, presunto, creme de leite e champignons do estabelecimento já é o melhor do mundo. Dizem que o segredo é a massa incrivelmente leve e saborosa. As receitas salgadas são chamadas de galettes e as doces, de crepes mesmo. O lugar é pequeno, vive lotado e tem atendimento até que ok para os padrões parisienses.

Dormir no Hôtel du Petit Moulin

Superbem localizado, não só o influente estilista Christian Lacroix decorou cada um dos 17 pequeninos quartos deste hotel com sua paleta de cores vivas, mobiliário clássico e inconfundível mix de estampas, como o edifício histórico abrigava a padaria onde Victor Hugo supostamente comprava sua baguete. Diárias desde € 170 (RESERVE SUA ESTADIA AQUI!).

Provar o brunch da Rose Bakery

No longo balcão, ingredientes frescos e coloridos são expostos todas as manhãs antes de compor as deliciosas saladas da casa, com fachada moderna e minimalista. O grande destaque local é o bolo de cenoura, mas vale provar também o pudim de caramelo e a torta de chocolate. O sucesso está na qualidade dos produtos: é tudo orgânico e fresco.

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Beber um drink no Little Red Door

Após entrar pela curiosa porta vermelha, a iluminação é suave, os sofás de couro marrom são confortáveis e o mezanino escuro é ideal pra observar o movimento. Bem frequentado pela galera descolada do bairro, o bar tem drinks de € 12 a € 16.

Garimpar peças unicolores na Merci

Uma seleção de peças de roupas, joias, móveis e decoração minimalista é distribuída pelos três pisos da descolada loja, estabelecida numa antiga fábrica de papéis de paredes. Seus lucros são doados pra caridade – daí o nome. O espaço conta também com dois cafés (um com livraria) e um restaurante natureba gostoso.

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Admirar os arranjos do L’Atelier Frédéric Garrigues

Arranjos de flores bastante naturais, sem muita afetação, com um toque rústico-chique inconfundível num lindíssimo espaço. As combinações mudam conforme a estação. Frédéric dá workshops de 2 horas ensinando mais sobre sua arte em flores para grupos de 5 a 20 pessoas. Também tem ateliê na Provence.

Pirar nas câmeras da Maison du Leica

A lendária – e possivelmente melhor – fabricante de câmeras fotográficas não abriu mão de ter filial no Haut Marais. Seus modelos estão entre os mais caros existentes (um protótipo vintage de uma Leica com filme 35mm foi vendido em 2012 por mais de € 2 milhões), mas há as exceções: a compacta Leica C Typ112 custa US$ 699 e a semiprofissional Leica V-LUX (Typ 114) sai por US$ 1 195 com lente 25-400mm.

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