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O que fazer em Montmartre: uma tarde no mais boêmio bairro de Paris

Existem muitos segredinhos entre as ruelas cheias de turistas de Montmartre.

No começo do século XX, o bairro era ocupado por artistas, que se reuniam em cafés, bares e cabarés da região pra buscar inspiração e farrear. Hoje, um mar de turistas domina os degraus e gramados da Basílica de Sacré-Coeur, que coroa o bairro, mas há uma Montmartre mais curiosa e interessante morro adentro, com novidades e heranças dessa época boêmia. Vem descobrir aqui segredinhos de um dos bairros mais legais de Paris. O que fazer em Montmartre.

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O QUE FAZER EM MONTMARTRE:

A maioria dos turistas opta pelo funicular – o famoso bondinho com tração a cabo – pra ir da parte baixa de Montmartre até a Basílica de Sacré-Coeur. Pra fugir da multidão nos arredores da igreja e das íngremes subidas do bairro, inicie o tour nos arredores da Rue Caulaincourt (metrô Lamarck-Caulaincourt, linha 12): é ali que fica a Montmartre residencial, com casas charmosas, jardins bucólicos e ótimos restaurantes frequentados por locais, como o Chez Ginette (Rue Caulaincourt, 101), que serve tapas e massas fresquinhas entre € 11 e € 20. Outra opção, que tem cara de casa de avó, é o Soul Kitchen (Rue Lamarck, 33), da foto ao lado, pequeno café e restaurante que trabalha com produtos orgânicos sazonais. Vale experimentar a deliciosa torta de berinjela e pimentão (€ 15).

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O que fazer em Montmartre: ali também está o Cemitério de Montmartre, onde você encontra as sepulturas do escritor Alexandre Dumas Filho e dos pintores Jean-Baptiste Debret e Edgar Degas, entre outros. No quesito personalidades famosas, só perde para o Pere-Lachaise, no lado leste de Paris, onde descansam Edith Piaf, Oscar Wilde e Jim Morrisson.

Pra compreender quanta história há pelas ruelas e ladeiras do bairro vale dar um giro no interessante e pouco visitado Musée de Montmartre, localizado em uma construção do século XVII antes utilizada como estúdio de artistas como Auguste Renoir e Émile Bernard. Na exposição permanente você dá de cara com obras de Toulouse-Lautrec e Modigliani que fazem você se sentir na Montmartre da Belle Époque: o museu recria ateliês e cabarés em seus ambientes.

Não muito longe fica o Espace Dalí, numa pequena casa que reúne cerca de 330 obras do mestre espanhol do surrealismo. Uma sala subterrânea dividida por temas expõe esculturas e pinturas interessantes como a que ele produziu inspirado nas histórias de Alice no País das Maravilhas e A Divina Comédia.

O que fazer em Montmartre: adentrando a área mais turística há o famoso Le Consulat, que é digno de mil fotos, mas não vale a pausa para o café. Além dos preços inflacionados que vão surgindo perto da Place du Tertre, as mesas na calçada são empesteadas pelo cheiro de uma fossa que fica ali. E, alguns passos adiante, voilà, bem-vindo ao aglomerado turístico de cafés e restaurantes pega-turistas, artistas de rua pintando caricaturas por € 50 e lojinhas de souvenires careiras – a Place du Tertre é a continuação do mar de gente que domina a Sacré-Coeur.

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O QUE FAZER EM MONTMARTRE:

Falando nela, sua arquitetura romana e bizantina não é tão popular entre os parisienses, mas a igrejona faz muito sucesso entre os turistas que lotam seus degraus.

Finalizada em 1914, começou a se erguer em 1870 em louvor ao Sagrado Coração de Jesus, numa promessa feita na guerra franco-prussiana. Hoje sua cúpula de 80 metros é o segundo ponto mais alto de Paris (só perdendo pra Torre Eiffel). Entre seus tesouros está a escultura da Virgem Maria, o Menino de Brunet e, claro, o panorama inigualável da Cidade Luz. É no fim do dia que a vista fica ainda mágica, quando o céu ganha um tom alaranjado e as luzes da cidade começam a se acender.

No meio das escadas laterais da Basílica, próximo a estação do funicular, pegue a Rue Gabrielle e ande até chegar na Rue Ravignan, número 13, onde Picasso manteve no local um ateliê de artistas por cinco anos. Foi ali que ele pintou o seu famoso quadro Les Demoiselles d’Avignon.

Continuando na Rue Ravignan, vire à esquerda na Rue des Abbesses, com o romântico muro do Je t’aime (Place Jean Rictus). Trata-se de uma parede onde a frase ‘eu te amo’ está escrita em mais de 250 línguas. O pessoal costuma sentar nos banquinhos da pracinha e ficar admirando o cenário.

Do lado do muro fica a Rue Trois Frères, com seus lindos prédios de estilo romântico construídos no seculo XIX. A rua é endereço de diversas lojinhas independentes de roupas, acessórios e souvenires. No número 17 está o descolado restaurante Le Refuge des Fondus, com ambiente mais que descontraído, em uma pequena sala com paredes e teto pichado. Pra chegar aos assentos da parede você pisa em cima da mesa com ajuda do garçom. E o vinho é servido na mamadeira. Fondue de queijo, carne e uma garrafinha de vinho saem por € 21 (as mamadeiras adicionais custam € 4).

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O que fazer em Montmartre: no fim das escadarias laterais ao funicular fica o carrossel vintage de Montmartre, que diverte as crianças e fotográfos do local. Dali você vê a Basilica de Sacré-Coeur la em cima. So cuidado com os golpistas que, nesta área, costumam amarrar pulseirinhas no braço dos turistas e cobrar por isso.

Voltando à Rue des Abbesses e virando na quarta rua à esquerda, a Rue Lépic, você encontrará o icônico Café des Deux Moulins, do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Se for fã do filme, aí sim vale parar pra tomar um café e conhecer os objetos utilizados na filmagem expostos dentro do banheiro. Se não, você pode (sem culpa!) continuar o passeio até o Moulin Rouge – palco de musicais mais badalado da cidade em 1900, cenário de inúmeras noites retratadas pelo celébre pintor Toulouse-Lautrec.

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Próximo ao cabaré você está enfim na parte baixa de Montmartre, onde estão as lojas de souvenires mais baratas de Paris – é essa a hora de comprar. A L’Attrape-Coeurs (Place Constantin Pecqueur, 4) tem itens como nécessaires, canecas, bolsinhas e sabonetes em formato de macarron. Já a Belle du Jour é uma loja especializada em frascos de perfumes antigos e novos. Também tem a Cosi loti (Rue Houdon, sem número), uma loja de decoração que vende luminárias, velas, cadernos e papéis estampados, tudo bem colorido.

O que fazer em Montmartre: no jantar, uma ótima alternativa é o restaurante Le Moulin de la Galette, um clássico da culinária francesa, em um moinho de 1622 imortalizado nas pinturas de Van Gogh e Pissarro. As costas e bacalhau com erva-doce crua e azeite saem por € 22.

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