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East Village é o bairro com o dia a dia mais gostoso de Nova York

Bares lotados até de madrugada, bagels e alta gastronomia, apartamentos pra alugar, cultura da moda de rua, bikes, skates e uma galera jovem ouvindo música em headphones, dogs passeando com seus donos. East Village mistura em suas ruas a rotina prosaica dos moradores com uma boa dose de badalação e tem a rotina mais gostosa de Nova York.

Se eu pudesse escolher um bairro pra morar na Big Apple, com certeza seria lá.

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Ali também está o melhor custo-benefício de apartamentos pra alugar por temporada em Nova York. Se hospedando ali você fica em Manhattan, numa vizinhança jovem e agradável, e tem a sua disposição bares e restaurantes animados pipocando a cada esquina. Ainda é mais caro que regiões alternativas como Hoboken e Long Island City, mas vale a pena se a sua é estar no burburinho de Nova York. E fica a uma estação de metrô de Williamsburg, o bairro mais descolado do Brooklyn.

Tive a experiência de viver o dia a dia de East Village na minha última viagem a Nova York e recomendo pra todo mundo. Achei um apê bem simpático no Airbnb por US$ 130 dólares a noite e dividi com uma amiga. Foi muuuuuuito melhor e ainda mais barato que hostel em quarto pra dois. Pude sentir a vida na cidade mais vibrante do mundo com um pé na realidade, sem as muvucas dos pontos turísticos (mas bem pertinho deles), andando a pé e me perdendo pelos quarteirões bonitinhos do bairro enquanto via locais passeando com seus cachorros, fazendo atividades físicas e caminhando com itens frescos de feiras de rua até suas casas.

O QUE VER, FAZER E COMER EM EAST VILLAGE

O pedaço que vai da 14th à Houston Street, e da Avenue D à Bowery Street, é o mais famoso de East Village por vários motivos: pelo passado hippie, por ser berço de diversos movimentos culturais, pelos bares e baladas divertidos que bombam no fim do dia, pelas lojinhas e brechós e pelos estudantes da NYU que circulam por ali.

THE BOWERY

A The Bowery, como é chamada a avenida badalada que faz parte de East Village e do vizinho Lower East Side, voltou a renascer na última década junto com a gentrificação da vizinhança, e hoje abriga bares, restaurantes, lojas e o ótimo New Museum, de arte contemporânea, e agregando hotéis como o Bowery Hotel (diárias desde US$ 647, RESERVE AQUI!), primeiro cinco-estrelas da região, que trouxe gente bonita e endinheirada. Uma de suas travessas é a Bleecker Street, já fora do bairro, mais interessantíssima pra uma caminhada por lojinhas, mais bares e restaurantes. Veja onde comer e beber na The Bowery abaixo.

TOMPKINS SQUARE PARK

Construído em 1837, sempre foi sinônimo de contracultura – hoje, o clima é de paz, com alguns poucos mendigos dividindo bancos com babás, estudantes, gente descoladex, yuppies, hippies e góticos. Pra baixo (sentido Brooklyn), fica a Alphabet City, zona mais residencial. Pra cima, a explosão de barzinhos de happy hour com os drinks, música e gente mais legal (veja os melhores abaixo). E, claro, o famoso Tompkins Square Bagels, sempre lotado e, na minha opinião, com os bagels recheados mais deliciosos da Big Apple. Ali também há estação de bikes azuis da Citi Bike pra alugar.

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CINEMA E FILMES EM EAST VILLAGE

A maior coleção do mundo de filmes antigos, em formatos que vão de 8 a 16mm, fica na Anthology Film Archives. Também há manuscritos, livros, jornais e documentos relacionados à sétima arte. E abre pra projeção de filmes todos os dias. Consulte a programação aqui. Outra ideia pra amantes de cinema é assistir a um filme independente noSunshine Cinemas, com cadeiras confortabilíssimas e programação alternativa que você dificilmente encontra em outro lugar.

TEATRO E ENTRETENIMENTO EM EAST VILLAGE

O bairro é lar de shows de comédia no UCB East, performances Off-Broadway como o famoso Blue Man Group e o show de dança e percussão STOMP e ainda produções clássicas no Public Theater.

CAFÉS E COMIDINHAS EM EAST VILLAGE

Abraço: cubículo de cafés artesanais. Você pede seu espresso no minibalcão e se apoia na janela ou senta nas minimesinhas do lado de fora.

Ost Cafe: aconchegante cafeteria com cafés artesanais, aromas intensos e doces.

Elsewhere Espresso: cafés, chás e comidinhas em um espaço moderninho com mesas e assentos de bar.

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BARES EM EAST VILLAGE

Em East Village, é difícil acabar em um barzinho ruim. Veja um movimento, luzinhas ligadas e mesas na calçada e entre sem medo. Se, mesmo assim, quiser indicação, aqui vão os três mais famosinhos e uma opção que sempre vai bem de karaokê.

Please Don’t Tell: começou como um bar secreto (acredite se quiser a entrada é por uma lanchonete minúscula de hot dogs), mas logo caiu no gosto e na boca dos nova-iorquinos e turistas. A entrada no local é por uma cabine telefônica. Você disca o número 1 e a porta se abre ou a recepcionista pede pra você voltar mais tarde. Os cocktails são ótimos – prove o Quinitet, preparado com gin e pepino -, rola uma música ao vivo e dá pra pedir os hot dogs da Crif Dogs.

Amor y Amargo(foto): são os drinks com nomes e ingredientes misteriosos como o Di Pompelmo, que leva pomelo, aperol e tequila, que fazem do lugar um sucesso. Todo mundo quer provar. Há comidinhas latinas pra acompanhar a bebedeira – daí o nome do local.

Angel’s Share: outro dos bares secretos que fez tanto sucesso que, no início do ano, abriu um anexo algumas portas ao lado. Dentro de um restaurante japonês tradicional, tem drinks criativos como o Fairy Night, de cidra e licor de maçã.

Sing Sing Karaoke: casa de karaokê com atmosfera asiática, é dividida em 15 cabines privadas onde você pode soltar a voz. No bar, a farra é maior. Vai até de madrugada.

McSorley’s Old Ale House: um pub de 1854 que os turistas parecem não ter descoberto. As regras da casa: só dois tipos de cerveja, escura ou clara, e, se estiver cheio, você vai ter de dividir a mesa com estranhos. Tudo parte da experiência.

RESTAURANTES EM EAST VILLAGE

Momofuku: mais recente estabelecimento de David Chang’s, que toca uma cadeia de restaurantes asiáticos. Point barato e informal pra comer sanduíche de frango e tomar alguma coisa.

DBGB: é o quinto restaurante do chef Daniel Boulud em Manhattan, longe daquilo que se considera comida saudável. Entre os pratos há carne de porco recheada ao vinho tinto, ovo envolto em torresmo de pato e outras gordurices.

Pommes Frites (foto): pouco mais que um balcão, a especialidade do minúsculo estabelecimento é, claro, a batata frita. Servidas à moda belga, são grossas e vêm em cones de papel, fritas duas vezes pra dar mais cor e textura. É o único prato do cardápio.

Superiority Burguer: vegetarianos adoram os wraps e saladas naturais.

Oiji: aposta em comida coreana refinada. O menu é uma lista contínua de pequenos pratos com preços por volta dos US$ 15 pra dividir, como a barriga de porco cozida lentamente com temperos kimchi.

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COMPRAS EM EAST VILLAGE

Há dezenas de lojas de roupas e acessórios vintage como a Screaming Mimi’s e a Eye Candy. Se quiser óculos e chapéus vintage estilosos, vá a Fabulous Fanny’s. O lugar pra encontrar moda urbana e artistas independentes é a Community 54, que mudou do Lower East pra East Village há pouco. Já objetos de design como joias, louças e cadeiras artesanais estão na Still House. E joias mais sofisticadas na VeraMeat, de uma modelo ucraniana.

Três quadras abaixo de East Village, no Lower East Side…

TENEMENT MUSEUM

Vale a pena conhecer o museu que conta a história da imigração da virada do século passado através de visitas guiadas por um antigo cortiço que retrata o difícil cenário da época. Também organiza tours de caminhada por prédios e pontos históricos do Lower East Side.

A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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