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Onde comer e beber em Miami: os melhores points (com novidades!)

Onde comer em Miami: a vida gastronômica/boêmia de Miami nunca esteve tão turbinada. Aqui vão os lugares mais legais da cidade.

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Onde comer em Miami:

Pura Vida

Tá calor e apetece um almoço/lanche saudável? O Pura Vida é uma lanchonete deliciosa com pratos que parecem ter saído do Pinterest. Tem cumbucas lindas com açaí orgânico com morango, banana, blueberry e granola, saladas variadas, sanduíches em wraps ou pão pita, sopas e até pudim de chia. E também tem gordices tipo waffles, cookies, bolos e o smoothie de chocolate, banana, caramelo, leite de amêndoas, sal do himalaia e chantilly. O lugar ainda é uma graça, com um balcão de madeira com plantas e frutinhas. Fica aberto o dia todo, então dá tanto pra ir no café da manhã (já que os hotéis de Miami não tem incluso na diária) quanto aproveitar a localização próxima do lindo South Pointe Park pra ir antes ou depois de ver o pôr do sol na pontinha de South Beach.

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Pubbelly Sushi

O grupo Pubbelly tem uma porção de empreendimentos na cidade, mas esse japa é sensacional. A unidade de Miami Beach fica numa esquina com mesas ar livre e é ideal para um almoço – a ideia é pedir várias porções para dividir. O “butter crab roll” (US$ 12) é maravilhoso, assim como o polvo grelhado (US$ 18) e os tostones com ceviche (US$ 17) – banana da terra tostada estilo cubano com ceviche de peixe. Eles também tem filiais convenientes no Brickel City Centre, na American Airlines Arena e o Aventura Mall. Continue lendo pra saber mais onde comer em Miami.

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Pao by Paul Qui

Se for pra ter um jantar sofisticado em Miami hoje, que seja aqui. Fica dentro do Faena, num complexo que revolucionou a região de Mid-Beach – e jantar aqui te deixa dar uma olhada no hote. Repare antes de subir para o restaurante no enorme mamute dourado do artista Damien Hirst que fica na entrada da piscina. No meio das mesas do Pao tem outra escultura dele, um unicórnio gigante com as vísceras à mostra. O chef Paul Qui é de origem filipina e venceu o programa Top Chef em 2011 nos EUA. A ideia é pedir várias porções para dividir na mesa – o menu tem influência asiática e americana moderna. Gostei muito do “unicorn” (US$ 29), um milho docinho com apresentação maluca num prato com pimentas, e do “east side chicken” (US$ 19) um frango com ketchup de banana (!) feito na casa. Mas o melhor do menu é o “smoked shortrib asado”, bife wagyu cozido por 72 horas acompanhado de purê de batata doce japonesa. Atente para alguns menus prontos que podem valer a pena (há um de 4 pratos por US$ 55 por pessoa).

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Comida peruana está em alta em todo lugar do globo, e este restaurante focado em ceviche com preços bons caiu na moda nos últimos tempos. Vai lá tanto quem quer comer algo mais rápido antes de cair na night em Miami Beach como quem quer fazer uma refeição mais completa, curtindo o local, pedindo o ótimo arroz com mariscos ou o pescado do dia.

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Broken Shaker

Quem diria que uma das maiores referências no quesito drinks em Miami hoje seriam nesse bar dentro de um hostel, o Freehand. Num prédio antigo em Mid-Beach, o bar tem um balcão pequeno onde você pede as bebidas (escolha do menu ou simplesmente diga para o barman o que você gosta e ele prepara algo surpresa) e comidinhas (tacos de peixe – US$ 12, cheeseburguer – US$ 13, empanadas – US$ 10). Aí você sai para caçar um lugar no quintal lindo, entre varais de luzinhas, árvores frondosas, mesinhas brancas e espreguiçadeiras a redor da piscina. A coisa bomba nos fins de semana. Se quiser comer propriamente, dentro do hostel também tem um restaurante bem bacana, o Twenty-Seven.

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Juvia

O badalado restaurante de 1 000 m² com cozinha francesa-asiática e terraço chiquetoso com pé direito alto tem uma bonita vista panorâmica de Miami de dia. Mas é de noite que o local fica mais disputado e lota, seja pra ver gente bonita petiscando burratas e tomando drinks caros – prove a Juvia Lemonade (US$ 18) – ou se deliciando com os steaks do local: o rib eye (US$ 85, pra dividir em duas ou mais pessoas) é o que mais sai.

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Casa Tua

Considerado um dos melhores italianos de Miami, fica numa casa art déco branca e arejada onde funciona o hotel homônimo. A decoração é bonita e aconchegante, lembrando realmente uma sala de estar de casa, com enormes estantes de livros cobrindo as paredes, mesinhas de centro com arranjos de flores e mesas discretas com toalhas brancas e cadeiras de um material que imita palha. Quem senta do lado de fora, no terraço, fica embaixo de uma agradável figueira com luzinhas penduradas. As burratas, risotos e massas são os mais pedidos.

Yardbird

Pertinho da Lincoln Road, o Yardbird é especializado em confort food do sul dos EUA e tem um dos melhores brunches da cidade. A estrela do cardápio é o frango frito, sequinho por fora e suculento por dentro, que pode ser acompanhado pelos biscuits da casa. Também são absolutamente incríveis o “77 elvis pancakes”, panquecas com pedacinhos de chocolates, maple syrup e manteiga de amendoim, e o “yardbird benedict”, ovos pochê com bacon, tomate e biscuit. Fiquei uma três horas lá comendo num domingo chuvoso. Saudades.

Onde comer em Miami: Downtown/Wynwood/Little Havana

Brickell City Center

Em novembro de 2016, foi inaugurado o Brickell City Center, um projeto ambicioso e bilionário que ficou quatro anos em obras. Ali estão mais de cem lojas (nem todas ainda ocupadas), com pedidas comuns como Sephora e Victoria’s Secret e também marcas que têm poucas (ou nenhuma) outra loja nos EUA, como a Font, de sapatos, e a Illesteva, de óculos, ambas italianas. Ao revés dos outros shoppings climatizados de Miami, o City Centre tem uma construção moderna com vãos ao ar livre que tornam o passeio agradável até para quem não pretende voltar com as malas cheias de compras. Mesmo porque, há muito mais a se fazer ali, como pegar um filme no Cinemex e comer no Luke’s Lobster, da rede nova-iorquina que serve pratos em conta com lagostas fresquíssimas. Até o fim do ano deve abrir o La Centrale, um mercadão italiano tipo o Eataly que vai misturar restaurantes com empório gourmet. Continue lendo pra saber mais onde comer em Miami.

Garcia’s Seafood Grille & Fish Market

Supertradicional, este restaurante com mais de 50 anos é de imigrantes cubanos (que hoje andam de Porsche) , fica na beira do rio Miami e serve alguns dos frutos do mar mais frescos de Miami. O andar de baixo também funciona como mercado de peixe, e o de cima tem aquários e fotos antigas da família. De entrada tem várias gostosuras tipo ceviche, ostras fritas, mexilhões com molho creole e crab cake. Depois dá para pedir peixe, lagosta e camarão grelhados e também sanduíches e sopas.

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Sugar

Sábado à noite tem fila em frente ao novo hotel East, em Brickell, para subir a esse bar no rooftop no 40º andar, com vistão para as luzes da cidade. Chegue cedo (o lugar abre às 16h) para conseguir sentar e provar as tapas asiáticas (lula crocante com tempero tandoori – US$ 14, asinha de frango estilo coreana com amendoim – US$ 16). O lugar tem vibe de um jardim asiático e também serve drinks como o “sweet life” (US$ 15), com chá gelado tailandês, limão e whisky . Noite adentro a música vai aumentando e o lugar vai ficando lotado com o público arrumadinho. Continue lendo pra saber mais onde comer em Miami.

Seaspice

Antigo Seasalt and Pepper, agora rebatizado de Seaspice, fica à beira do rio Miami num ambiente elegante e ao mesmo tempo descontraído, com música agradável e bons drinks, onde a badalação rola solta desde que o local caiu no gosto dos jovens endinheirados – tem até quem chegue ali de barco e ancore os superiates no estabelecimento durante a janta. O cardápio tem ênfase em frutos do mar: peça a caçarola “market seafood”, um grande cozido de lagosta, camarão, peixe branco, mexilhões, lulas e açafrão. E, para a entrada, as pizzetas, massas fininhas de pizza com sal grosso, são as mais pedidas.

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Sugarcane

Um dos melhores restaurantes de Miami no momento, um pouquinho fora de Wynwood, serve pratinhos pra compartilhar. Tudo é delicioso, até a aparentemente despretensiosa salada de morango com tomate e ricota. Também são boa pedida a linguiça com tâmara e bacon, o bolinho de queijo de cabra (tão macio que parecia um catupiry) e a almôndega de frango com purê de couve-flor e castanha. A carta de drinks é supercriativa: o mojito de beterraba, para o qual eu não dava nada, é sensacional, e o “leite de tigre”, feito com pisco e servido num canequinho de cobre, também agrada.

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Zuma

Reserve um horário pro brunch superstar do Zuma, no lobby do Kimpton EPIC Hotel, em que o auge é, sem dúvidas, a sobremesa. As guloseimas chegam em uma bandeja enorme com pedras de gelo embaixo de mil e uma frutinhas, bolos quentes, bolas de sorvete e mais gordices. É gigante e surreal. Antes disso, o bufê é de chorar: experimente os melhores sushis da vida e outras invenções asiáticas que são mescladas com ingredientes pomposos, como a trufa. Ainda tem mil e uma opções de drinks.

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Wood Tavern

Um dos ícones de Wynwood, a cervejaria superdescolada tem uma gostosa área externa grafitada com bancos e arquibancadas de madeira onde é legal passar o tempo tanto de dia quanto de noite, além de vender boas cervejas artesanais por US$ 4 (long neck) e ter noites de música ao vivo. Às terças eles servem tacos de graça (!). Entre no site antes de ir para ver a programação do dia. Este também pode ser seu ponto de partida para peregrinar pelos outros mil lugares legais de Wynwood. Continue lendo pra saber mais onde comer em Miami.

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Ball and Chain

Se tem um lugar certeiro para ir a Little Havana entender um pouquinho a energia cubana que flui nas veias de Miami, é esse. Enorme, o restaurante com paredes verdes e chão de azulejos antiguinhos sempre tem uma banda ao vivo tocando ritmos variados (salsa, jazz, entre outros). Nos fundos há um belo pátio ao ar livre onde dá passar umas horas comendo tapas (tem milho cozido, tacos, quesadilla, asianha de frango) e tomando daiquiri de goiaba (delícia). Depois dali passe no Maximo Gomez Park, onde os velhinhos jogam dominó.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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