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Juma Amazon Lodge: nossa experiência de hospedagem num hotel de selva

Palafitas a 30 metros do chão são a base do Juma Amazon Lodge, hotel de selva construído no meio da selva amazônica,

a 3h de Manaus, que oferece uma das experiências de viagem mais autênticas, diferentes e sustentáveis que se tem no país.

Juma Amazon Lodge: a viagem é feita em pacotes, de uma a cinco noites, com transfers, alimentação e tours já inclusos no preço. O roteiro clássico é ficar três diárias pra viver dias de imersão na selva mais intensos.

A aventura começa já na saída da capital do Amazonas, de onde se pega uma van até o porto, um barco que atravessa o fenômeno do Encontro das Águas até o outro lado do rio, mais uma van e mais um barquinho que navega entre os igapós e igarapés até o hotel. É chegar pra avistar os bangalôs escondidos entre a mata, um refúgio paradisíaco e selvagem sem sinal telefônico ou internet, conectado por passarelas de madeira na beira do Lago Juma, um afluente do Rio Negro.

Das áreas comuns, a mais bacana é a piscina de rio, que é cercada por grades dos lados e no fundo, impedindo a entrada de peixes e outros bichos, mas deixando a água circular – de primeira, a cor escura do rio fica um pouco intimidadora. Um deck de madeira flutuante com espreguiçadeiras e mesinhas com guarda-sóis de palha fica em volta. Ali, os hóspedes se reúnem no tempo livre entre os passeios e aliviam o calor na piscina e na brisa que vem do rio.

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Bem em frente está a recepção, onde também é servido o chá da tarde e há um telescópio pra contemplar as estrelas de noite. E, ao lado, o “redário”, um quiosque com redes pra relaxar no tempo livre.

É seguir passarelas adentro que os macaquinhos do hotel começam a aparecer, brincando com os funcionários e hóspedes. Apesar da instrução ser de evitar a interação com eles, que são animais selvagens, todo mundo faz carinho na Anita, a macaca que está ali há mais tempo, e no filhote que ela adotou. Eles são vacinados anualmente e passam por um período de quarentena ao chegar ali.

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E é na entrada do restaurante que você sempre vai encontrá-los, caçando comida. São tão espertos, aliás, que aprenderam a abrir as portas: a do restaurante é aberta de baixo pra cima pra despistá-los. Ali, os hóspedes se reúnem na hora das refeições, que acontecem em horários fixos justamente pra promover a interação entre o pessoal. O café é servido das 7h às 8h com delícias como sucos naturais de açaí e tapioca de tucumã, já o almoço e a janta, entre às 12h e às 13h e das 20h às 21h, pedem peixes pescados e grelhados no dia, seguidos de sobremesas de cupuaçu.

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Já nos quartos é sempre preciso passar a chave ao sair. Tem hóspede que esquece e quando volta encontra os macacos deitados na cama, fazendo a festa no bangalô, que pode ser com vista pra mata, pro rio ou ainda o panorâmico, maior e mais legal deles. Os 21 quartos possuem varanda com rede, ventilador e banheiro com água quente – a eletricidade vem de painéis solares instalados no rio.

Dentre as ações sustentáveis também está o aquecimento solar da água, o sistema de tratamento de esgoto, a reciclagem central de resíduos, palestras educacionais à comunidade ribeirinha e o próprio emprego de funcionários locais – 90% da força de trabalho do Juma vêm da população ribeirinha.

Mas são nos tours diários que o contato e interação com o meio-ambiente e à natureza tem seu ápice, seja nas caminhadas e piquenique na selva, no passeio de canoa entre a floresta alagada, na pesca de piranhas, na canoagem no rio, na focagem de jacarés ou na escalada nas enormes árvores sumaúmas. Tudo é feito com guias experts, que além de te conduzirem pelo caminho, dão uma aulinha sobre a fauna e flora da Amazônia, mostrando as plantas que dão origem a remédios como o Vick, desentupidor nasal, e por aí vai.

Quem busca uma imersão ainda maior pode incluir uma noite literalmente no meio da selva, dormindo em redes amarradas entre as árvores, no pacote. O nado com os botos em Novo Airão e a visita a uma tribo indígena também é pago à parte e acontece no retorno a Manaus.

É desembarcar de volta à capital que o sinal do celular volta e você vai passar alguns instantes aflito respondendo mensagens e checando e-mails. Sensação que passa alguns minutos depois, quando a sua mente volta aos dias na selva amazônica buscando aquela calma, sossego e bem-estar que a maior floresta tropical do mundo traz.

JUMA AMAZON LODGE: PACOTES DE 3 NOITES DESDE R$  2 855 em pensão completa com transfers e passeios; RESERVE AQUI!

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*O Carpe Mundi viajou à Amazônia à convite do Juma Amazon Lodge. O conteúdo do post é independente e reflete apenas a opinião da autora.

A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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