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Hotel de selva na Amazônia: um FAQ completo sobre a experiência de viagem

Se hospedar num hotel de selva no meio da selva amazônica está entre as experiências de viagem que todo brasileiro deveria ter em algum momento da vida. Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia é dona de uma energia inexplicável. Mas como é, afinal, a estadia em um hotel de selva? Não tem sinal? Muitos mosquitos? Você vê aranhas, cobras e onças? Como faz pra chegar? É caro? FAQ hotel de selva na Amazônia: veja aqui as perguntas e respostas mais comuns sobre a hospedagem.

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HOTEL DE SELVA NA AMAZÔNIA: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ESSE TIPO DE HOSPEDAGEM

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Como são as acomodações em um hotel de selva?

Apesar de ficarem no meio da selva amazônica, os hotéis de selva têm boa infraestrutura: há bangalôs, restaurantes, piscinas, áreas comuns com deques, redários, salas de estar. Ela varia entre estadias mais simples, como o Amazon Ecopark Lodge, e hotéis mais top como o Juma Amazon Lodge.

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E como funciona a hospedagem? É caro?

Os pacotes variam, normalmente, entre três a sete noites. E incluem no preço, além da estadia, transfers de ida e volta de Manaus até o hotel, todas as refeições (três por dia + chá da tarde) e todos os passeios na selva (de dois a três por dia). Na Pousada Flutuante Uacari, três noites saem por R$ 1 930, e no Amazon Tupana Lodge, três diárias custam R$ 2 430. No Juma, as três noites saem por R$ 2 855.

Tem eletricidade e água quente? E ar condicionado?

Sim. E o melhor é que em hotéis sustentáveis como o Juma, tudo é proveniente de painéis solares, ou seja, a interferência no meio ambiente é bastante minimizada. Já ar condicionado e televisão poucos hotéis de selva tem, como o Anavilhanas, o mais luxuoso deles.

E sinal telefônico e wi-fi?

Na maioria das vezes, não. E essa é uma parte que, por mais que à primeira vista não pareça tão atraente, tem tudo a ver com a experiência de se estar na selva. É incrível se desligar do mundo e viver aquele momento de conexão intensa com a natureza.

Como funcionam as refeições?

As refeições são feitas sempre em grupo, em horários fixos. O café da manhã é normalmente servido das 7h às 8h, o almoço das 12h às 13h e o jantar das 19h às 20h. Peixes como tambaquis e pirarucus são servidos frescos e acompanham arroz, feijão e farofa. Você senta com o seu guia e o seu grupo e comem juntos. A ideia é promover a interação entre os hóspedes. Toda a alimentação está inclusa no preço que você paga pela hospedagem, só as bebidas alcoólicas que são pagas à parte.

Como são os tours na selva?

Os passeios acontecem de duas a três vezes por dia e vão de caminhadas na selva a tours de canoa, focagem de jacarés, visita a comunidades ribeirinhas, rapel nas árvores, piquenique na floresta, pesca de piranhas, entre outros. Um guia e um ajudante, que normalmente também é o canoeiro, sempre acompanham o grupo. Quem fica mais tempo tem passeios mais exóticos inclusos no programa, como uma noite na selva dormindo numa rede amarrada entre duas árvores literalmente no meio da floresta.

Qual é a melhor época do ano pra viajar pra Amazônia?

Prepare-se pra sentir o calor o ano todo, independente da época. O inverno amazônico, de dezembro a junho, é quando chove mais e os rios entram no período da cheia, quando a floresta alaga, sendo possível navegar entre os igapós. De julho a novembro é a seca: prainhas se formam nas margens dos rios na selva e nas cidades. São duas experiências diferentes e igualmente interessantes.

O que precisa levar na mala?

Roupas leves, um boné ou um chapéu pra se proteger do sol, protetor solar, repelente, óculos. Livros e revistas são boas ideias já que nos hotéis de de selva não vai ter muito o que fazer nas horas vagas.

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Dá pra ir a um hotel de selva com crianças?

Sim. É uma experiência de viagem incrível para aos pequenos aprenderem sobre respeito à natureza, vida animal e esse patrimônio inigualável do nosso país. O recomendado é que a criança não seja muito medrosa, já que ver uma cobra é algo bem possível de acontecer.

Você vê muitos animais selvagens, de cobras a onças? E os mosquitos?

A Amazônia, por incrível que pareça, não é lugar de ver bicho. Se esse é seu objetivo, melhor ir ao Pantanal, bioma onde a concentração animal é muito maior. O que você deve ver são macacos, bichos-preguiça, jacarés, e piranhas, em pequeno número. Além disso, a fauna e a flora não são das mais abundantes em alguns trechos como nos arredores do Rio Negro, onde a acidez da água empobrece a vida ao redor. O que não é, de todo, ruim: praticamente não há mosquitos na região. Diferente é no Solimões, onde, apesar do solo mais fértil e da presença de flores, pássaros e de outros animais, você não consegue ficar um minuto parado sem sentir as picadas brotando na pele. Em caminhadas pela floresta, contudo, há chances de ver aranhas e cobras – caso aconteça, a instrução é não se mexer e deixar que o guia lide com a situação -, mas não se preocupe que tem local que passa a vida toda sem ver uma sucuri (a anaconda). O mesmo acontece com as onças: tem guia com 20 anos de carreira que só viu elas duas vezes na vida.

Pode interagir com macacos e botos cor-de-rosa?

Nos hotéis de selva você vai encontrar macacos pulando pelos galhos das árvores, andando nas passarelas e interagindo com os funcionários do local. Esses animais normalmente são trazidos ao local, ficam em quarentena e tomam vacinas anualmente pela proximidade com os hóspedes. Mas ainda são animais selvagens, imprevisíveis, que eventualmente podem morder ou agredir, então a orientação é evitar o contato excessivo. Pra ver botos a pedida é ir pra Novo Airão, a 180 km de Manaus, no Flutuante dos Botos, no Parque Nacional de Anavilhanas. A concentração de botos-cor-de-rosa dóceis que interagem com os turistas fez do lugar um sucesso, onde você pode alimentá-los. Os hotéis de selva fazem o passeio por uma taxa extra de cerca de R$ 350 por pessoa na volta a Manaus.

É preciso tomar algum tipo de vacina antes da viagem?

Sim, a vacina contra a febre amarela é extremamente recomendada.

A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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