O QUE FAZER EM CUNHA

Na entrada da cidade, a placa já indica, você chegou ao “roteiro turístico municipal, onde encontrará montanhas, clima rural e cachoeiras”. Chegamos a Cunha.

É terra de ceramistas, mas também é lar de aconchegantes chalés serranos, restaurantes de alta gastronomia com um toque caseiro, campos de lavanda, cachoeiras, trilhas e parques que vão fazer você se apaixonar pelo destino.

Geralmente seus turistas passam por lá a caminho de Paraty e acabam só conhecendo uma atração ou outra, mas Cunha merece dias de viagem dedicados 100% a ela. Fizemos aqui um roteiro de três dias com tudo que você precisa saber para aproveitar o melhor do local, de onde ficar aos melhores points gastronômicos e, claro, os passeios imperdíveis.

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Como chegar em Cunha

SÃO PAULO

Cunha fica a 250 km de São Paulo, em uma viagem que dura cerca de 3h15 com acesso via Rodovia Presidente Dutra (até Guaratinguetá) e Rodovia Paulo Virgínio (SP-171). É ao entrar na saída 65 da Dutra que você começa a desapegar da paisagem mais urbana e ir se acostumando e se infiltrando por meio da estrada acompanhada do verde, onde predominam lojinhas de artesanatos e móveis rústicos. A via em questão faz parte do Caminho Velho da Estrada Real, usado para escoar o ouro do interior de Minas Gerais até Paraty no século 17.  Para quem vem de São Paulo são quatro pedágios, em cada sentido: R$ 3,70 em Arujá; R$ 3,70 em Guararema; R$ 6,70 em Jacareí e R$ 15,20 em Moreira César.

RIO DE JANEIRO

Para quem vem do centro do Rio de Janeiro, são 295 km de distância com acesso pela Rodovia Governador Mario Covas e BR-101 sem pedágio. Já para quem está saindo de Paraty, são apenas 46 km via trecho Paraty-Cunha.

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Quando ir pra Cunha

Cunha é democrática e tem espaço para atividades para o ano todo. O verão (de dezembro a março) e a primavera (de setembro a novembro) tem calor mais intenso, ideal para quem quer aproveitar as cachoeiras, as trilhas, os campos de lavandas mais floridos e a região toda rodeada de um verde natural, contudo, é também nesses meses que tem a maior tendência de chuva, o que pode atrapalhar seus planos, uma vez que a maioria das atividades são ao ar livre. No inverno e no outono o que predomina é a boa gastronomia, lareira acesa nos chalés e as diversas festas sazonais como a as do Pinhão (em abril), o Festival de Inverno (em julho) e Festa do Cordeiro (em agosto) momentos em que ocorrem diversos shows gratuitos na praça principal, além das várias barracas com comidinhas.

Em tempo: Se seu foco é no turismo de cerâmica, nos feriados como o Carnaval (entre fevereiro e março), a Páscoa (abril) e o Dia da Independência (setembro), os ateliês da cidade realizam as aberturas de fornadas para apresentar ao público as novas e belas peças em cerâmica. 

Quanto tempo ficar em Cunha

Para aproveitar todas as atrações da cidade, duas noites e três dias são suficientes. Para aqueles que querem fazer um turismo mais slow, conhecendo cada cantinho sem pressa, dá para estender mais um dia. Outra opção é ir de Cunha à Paraty e, de lá, seguir viagem para outras praias do Litoral Norte de São Paulo.

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Quanto custa uma viagem pra Cunha

Pensando num valor médio de gastos, uma viagem de carro de São Paulo ou do Rio de Janeiro a Cunha tem o custo de cerca de pedágio mais gasolina num valor arredondado de R$ 300 reais. Na estadia, espere gastar em média R$ 450 a diária para dois em uma pousada charmosa e bem equipada. No fator comida, almoço e jantar em bons restaurantes saem em torno de R$ 150 por pessoa. Pensando nisso, dá pra dizer que uma viagem de 3 noites por Cunha sairá, em média, R$ 1 300 por pessoa (pensando em custos de locomoção e estadia divididos para dois).

Onde ficar em Cunha

Pousada Candeias (diárias a partir de R$ 460)

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A 20 minutos de carro do centro de Cunha, com 200 mil m² e apenas 10 chalés bem reservados, a pousada Candeias recebe hóspedes há 17 anos e, junto com a comida caseira, a natureza bem generosa ao redor e o atendimento personalizado e carinhoso da  Kika e do Antônio, o clima é de casa. Tudo foi pensado pra preservar a vegetação do local, o que garante uma paisagem deslumbrante de Candeias, Pinnus e remanescentes da Mata Atlântica, assim como as duas trilhas em meio à propriedade que dão, por fim, em uma leve queda d’água, proporcionando um momento de relaxamento e pleno contato com a natureza.

Nossa dica de hospedagem é a Pousada Candeias, leia mais sobre ela aqui.

Existem três opções de chalés: Standard, Superior e Master, sendo os dois últimos mais isolados e exclusivos, com quarto, sala e deck em madeira com vista privilegiada. Todos respiram uma vibe rústica, com paredes e fundações feitas com tijolos artesanais de Cunha e dois ambientes: sala e quarto, além da lareira, item indispensável no inverno, ducha com aquecimento a gás, camas queen size, TV, frigobar, e varanda ou deck com rede. Na cozinha, o padrão segue o mesmo: comidinhas caseiras feitas ali mesmo, na cozinha aberta, de onde você pode observar todo o processo de preparação de pães, bolos e geleias. 

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Nossa recomendação para um guia de 3 dias por Cunha

DIA 1

  • Viagem de carro a Cunha
  • Almoço no Quebra Cangalha
  • Fazenda Aracatu
  • Trilha da Pedra da Macela
  • Jantar no hotel

DIA 2

  • Contemplário 
  • Olival
  • Almoço no Casa da Serra
  • Estrada Real 
  • Jantar no Il Pumo

DIA 3

  • Parque Estadual da Serra do mar
  • Almoço no Veríssima
  • Ateliês de cerâmica
  • Café Moara
  • Lavandário

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DIA 1

O QUE FAZER EM CUNHA

Trilha da Pedra da Macela

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A Pedra da Macela está idealmente localizada em Paraty, no Rio de Janeiro, mas seu acesso se dá por uma trilha a partir de Cunha, em São Paulo, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Para chegar até lá a partir do centro de Cunha são cerca de 23 km, sendo 17 km na Estrada Real e depois mais 6 km na estrada de terra – esta, por sua vez tem um percurso bem esburacado, é preciso estar atento à direção e um carro off road passa com grande dificuldade, pois em dias chuvosos é até perigoso o veículo derrapar ou atolar no caminho. Chegando lá, há um estacionamento simples onde basta estacionar e seguir em direção ao portão, que fica permanentemente fechado para evitar que entrem com carro, então é preciso passar caminhando pelo lado. A trilha é autoguiada, não é necessária a contratação de um guia e seu acesso é totalmente gratuito.

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São cerca de 2,3 km de uma caminhada ~bem~ íngreme, porém com o bônus de ser asfaltada, apesar do buracos. Antes de começar a jornada (sim, jornada, é um passeio cansativo), esteja certo que está bem equipado: tênis e roupas confortáveis, água, pelo menos uma garrafinha cheia para cada um, e talvez até uma fruta picada ou barrinha pra recarregar as energias no topo. A caminhada é intensa, de nível médio (não se deixe enganar pelos apenas 2,3 km), mas certamente a experiência compensa todo o trabalho. De lá de cima, a 1 850 metros de altitude e em dias com o tempo bom, a vista é única. São dois mirantes disponíveis: no fim da trilha, à direita, está o mais disputado para assistir ao nascer do sol no mar – de lá é possível ter uma visão 360º de Paraty, da serra de Cunha, Angra e até Ilha Grande. À esquerda, a vista é exclusivamente montanhesca, mas também é possível contemplar o pôr do sol por trás dos cumes – o sol começa a cair por volta das 17h40, mas o espetáculo colorido fica lá pras 18h20. Vale ficar, pois não há dificuldade em descer de volta no escuro.

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DIA 2

O QUE FAZER EM CUNHA

Contemplário

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Logo atrás das cerâmicas, Cunha também virou destino para apreciar os lindos campos de lavanda retirados diretamente das paisagens francesas. O mais conhecido deles é o Lavandário, mas um vizinho mais novo, de apenas 5 anos de existência e entrada gratuita, também cumpre seu papel na representação. O Contemplário possui campos de lavanda, capim-limão e alecrim e por lá destilam os óleos para produzirem sabonetes, aromatizadores, velas e outros produtos disponíveis na lojinha. Os campos são menores que do Lavandário e o aroma predominante não são das lavandas, mas ainda assim tem como um de seus principais diferenciais poder chegar mais perto das plantas aromáticas, passando literalmente por dentro da plantação.

Como o próprio nome já propõe, o Contemplário é um lugar pra passar algumas horinhas, sentar no deck suspenso sobre o campo (por vezes bem disputado, então chegue cedo), aproveitar a vista, fazer uma pausa para piquenique em uma das diversas mesas em madeira espalhadas ou curtir a paisagem panorâmica do café. Na loja, produtos simples feitos a partir da destilação das plantas aromáticas e com preço mais justo que no concorrente. Aberto de quinta a segunda, das 10h às 18h.

Onde fica: Km 61,5 da SP-171 (Rodovia Cunha-Paraty)

O QUE FAZER EM CUNHA

O Olival

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Há uns 10 minutos de carro desde o Contemplário, chega-se ao Olival, uma propriedade com pomar de oliveiras e infraestrutura gostosinha com café, artesanatos e um pequeno restaurante com um cardápio repleto de pratos feitos com produtos regionais. A visita não precisa ser longa, mas vale a passada. Por lá, as oliveiras são desenvolvidas ao som de música clássica, e por onde você anda, seja no mirante ou no restaurante, é possível curtir a vibe. Segundo os técnicos, a  música, na frequência e tons certos, pode entrar em ressonância com frequências de oscilação natural das folhas, eliminando o número de pragas e o risco de doenças. Para uma imersão no mundo das olivas, o Olival ainda oferece visitas guiadas pelos campos para conhecer mais sobre as condições de cultivo e manejo, junto com uma análise sensorial para aprender a reconhecer um azeite extra-virgem. Aberto de quinta a segunda, das 10 às 17h – as visitas guiadas acontecem de sábados domingos e feriados em horário agendados. 

O QUE FAZER EM CUNHA

Cachoeiras

Cunha também é destino de ecoturismo e lindas cachoeiras. Além das trilhas do Parque Estadual da Serra do Mar, a região rural da cidade, há cerca de 15 km do centro, também tem seus achados, a Cachoeira do Pimenta e a do Desterro. A primeira tem 70 metros de queda d’água em três níveis, é também a mais procurada pelos turistas, já a segunda tem 12 metros de altura e não é volumosa, mas como está confinada entre paredões, é bem tranquila.

Cachoeira do Pimenta

A cachoeira do Pimenta está inserida em uma paisagem preservada com três níveis de contemplação, que podem ser acessados por uma trilha leve e fácil. Na parte mais baixa, onde o acesso é feito de carro, há estacionamento, deck, banheiro e lanchonete. Subindo cerca de 50 metros pela trilha, há um espaço com grandes pedras mais tranquilo para ficar e tomar banho de cachoeira. E seguindo mais em frente no trajeto é possível chegar ao local onde ficava a antiga usina hidrelétrica da cidade – também um dos pontos mais bonitos da queda d’água (a regra é sempre a mesma: quanto mais alto, melhor a paisagem). A entrada é gratuita – cobra-se apenas pela utilização do banheiro caso não consuma no estabelecimento.

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Cachoeira do Desterro

A do Desterro é menos conhecida por ser menor, mas, consequentemente é mais tranquila. Ela fica localizada em uma propriedade particular, mas é só abrir a porteira e seguir caminho. A queda d’água é leve, pouco volumosa e  tem três véus de água. Para chegar até lá não é difícil: é seguir pela estrada de terra e ir olhando as placas caseiras que indicam a direção. Outra opção é colocar no Waze ou Google Maps off-line antes de sair do hotel ou de uma zona de Wi-Fi.

DIA 3

O QUE FAZER EM CUNHA

Parque Estadual da Serra do Mar

O Parque Estadual da Serra do Mar consiste na maior Unidade de Conservação de toda a Mata Atlântica. São 232 mil hectares que abrangem e protegem 25 municípios paulistas, desde o Rio de Janeiro e Vale do Ribeira, até o litoral sul do estado. O núcleo de Cunha corresponde a 13,3 mil hectares e abriga uma das porções de maior biodiversidade e trilhas variadas em meio à mata, sendo três delas abertas ao público: a do Rio Paraibuna, de cerca de 1,7 km e menos de 1h de duração (autoguiada e passa por três pequenas quedas d’água) – é a mais indicada para quem quer conhecer o parque rapidamente e aproveitar o resto do dia em outros lugares. A do Rio Bonito, com 7,6 km e duração de 4h30 com paradas, e a das Cachoeiras, a mais longa, com 14,5 km e quatro quedas d´água – as duas últimas devem ser feitas obrigatoriamente com guia (guia gratuito no parque aos sábados, domingos e feriados prolongados) e tem duração de cerca de 5h30. Aberto todos os dias das 8h às 17h.

O QUE FAZER EM CUNHA

Ateliês de cerâmica

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Não à toa, Cunha também é conhecida por ser a cidade da cerâmica. Os ateliês fazem parte da história do município e o tornaram um importante pólo de arte cerâmica do Brasil e da América do Sul. Grande parte dos artistas incorporaram no seu trabalho técnicas provenientes da imigração japonesa e principalmente a utilização do forno noborigama para as queimas das peças a 1 350ºC – no total, são seis ateliês espalhados pela cidade e os dias de abertura, geralmente em feriados, são de muita movimentação. 

Casa do Artesão

Se estiver com o tempo mais curto, vá à Casa do Artesão. O local fica situado na sede da Secretaria de Turismo e funciona como um espaço artístico desde 1988, quando foi aberto o primeiro ateliê de cerâmica da cidade. Lá você encontra o trabalho de diversos artistas – tigelas, canecas e pratos às pinturas, bordados e até doces.

Ateliê Carvalho Cerâmica

O Ateliê do Carvalho é muito comentado entre as indicações dos moradores de Cunha. O artista tem como padrão a simplicidade tecida pela arte milenar da argila, mas com a exclusividade artística ao usar de técnicas como esgrafito com colagem e multiqueima no forno a gás que chega a 1 240 graus – o que proporciona uma peça única e com cores bem diferentes. 

Suenaga e Jardineiro

Com peças de Kimiko Suenaga e Gilberto Jardineiro, o grande galpão é um clássico entre os ateliês locais. Finalizadas no forno noborigama com câmaras interconectadas, as peças estão por toda parte: na decoração, na exposição e até no chão. Elas têm como característica padrão o uso de argilas locais envelhecidas e esmaltação a base de minerais decantados ou cinza de casca de arroz, cinza de eucalipto e vitrificada.

Augusto Campos e Leí Galvão

O Ateliê do Augusto e do Leí permite a imersão real na produção das cerâmicas, mas a grande atração mesmo é o forno noborigama que, com suas cinco câmaras, é o maior de Cunha. Na parte debaixo estão os produtos a venda, e ao subir as escadas, é possível assistir aos artesãos colocando a mão na massa, moldando as argilas e dando o acabamento final em peças como tigelas, sopeiras, travessas, xícaras, vasos e peças artísticas.

O QUE FAZER EM CUNHA

Lavandário

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Tudo sobre as lavandas em Cunha (SP): quando, onde e por que ir visitar

Do alto da montanha, as plantações de lavanda com o aroma clássico da planta criam o cenário de filme que todos esperam conhecer em Cunha. São mais de 40 mil pés, em uma área equivalente a 15 campos de futebol e, graças ao seu sistema de poda rotativo e o clima ideal (temperatura amena de dia e mais friozinho de noite), tem flor o ano inteiro para garantir lindas fotos. Por lá, além do ar serrano e os banquinhos espalhados sentar e admirar a paisagem, ainda é possível viver experiências imersivas à parte, como assistir à destilação do óleo essencial, ajudar na plantação de mudas ou acompanhar o processo de podas (ingressos desde R$ 40). As massagens relaxantes e terapêuticas com óleo de lavanda também são um must – mas são disputadíssimas, feitas aos sábados e domingos mediante agendamento (a duração é de 1 hora e o valor é de aproximadamente R$ 200). Se quiser levar o cheirinho do local pra casa, não deixe de passar na lojinha e escolher produtos feito à base das plantas pra chamar de seus: óleos, sabonetes, shampoo, condicionador, cremes, aromatizadores de ambientes e velas.  Deixe para conhecer o local pro fim do dia, no pôr do sol, onde as flores ficam ainda mais roxinhas.

Onde comer em Cunha

Quebra Cangalha

Há mais de 24 anos no ramo da gastronomia, o Quebra Cangalha é um ambiente acolhedor e arborizado bem pertinho do centro de Cunha. Uma de suas premissas é valorizar a cidade, seja através da arte, quadros, joias e cerâmicas e até da própria culinária local – é por isso que tem no seu cardápio produtos como o shitake, a truta, o cordeiro, o pinhão e a amora. Além deles, há também leitoa e cordeiro no menu, carregados com temperos da família, levados de geração em geração. As refeições com gostinho caseiro são servidas no inconfundível sousplat azul e branco de cerâmica do Maurício. A nossa indicação é pelo Linguado grelhado com risoto de arroz vermelho e purê de banana da terra (R$ 68) ou uma massa fresca como o Fettuccine integral com rúcula e tomate seco (R$ 40).

Casa da Serra 

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Para um almoço rústico, simples e em meio a natureza, vá ao Casa da Terra, situado na beira da Estrada Real, sentido Paraty. Do lado de fora estão as mesinhas em madeira com vista para o jardim e os pergolados bem floridos; já pra dentro, mesas maiores para famílias e o fogão à lenha. Seu cardápio, exposto em lousa na parede, é dividido em quatro carros chefes: frutos do mar, massas artesanais, risotos e comidas típicas, sendo todo o menu rotativo, a fim de respeitar os ingredientes da época, além de utilizarem tudo 100% orgânico – o chef costuma passar de mesa em mesa para pegar críticas e sugestões, o que dá ainda mais a sensação de acolhimento. De entrada, peça a Burrata com acompanhamento, que custa R$ 30, depois, siga para Truta defumada com risoto de limão siciliano, R$ 65, ou o Porco na lata servido com couve fresca, arroz e tutu de feijão (R$ 50).

Veríssima Bistrô

Em um ambiente mais intimista, o Veríssima é um bistrô clássico, bem clean e com um cardápio enxuto, mas rotativo, com o intuito de sempre inovar e manter a qualidade dos produtos. As mesas são separadas em três ambientes, sendo dois numa configuração de tendas semi fechadas e o outro em um deck ao ar livre, com guarda-sóis e vista pra natureza. De noite, o espaço caminha para uma vibe mais romântica, com música de fundo clássica e iluminação à luz de velas. O menu conta com uma seleção fina de risotos, massas, carnes, peixes e sabores clássicos com uma pintada de requinte – fica a indicação para o Portafoglio de mignon recheado com queijo brie e acompanhamento de batata rosti (R$65).

Pietra Palma

Aspirante a viajante profissional aqui no Carpe Mundi, coleciona momentos e pedaços dos seus caminhos através da escrita e em seu mais de um ano de blog, já escreveu cerca de 80 matérias com dicas de viagens e destinos. Férias, feriados e finais de semana são sempre oportunidades para conhecer um novo lugar e acredita que uma boa viagem tem o poder de reanimar a alma.

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