Cercada por natureza, Paraty tem estampada em suas ruas parte da história do Brasil. Casa de vários festivais, passeios em alto mar, cachoeiras e boas praias, a cidade é um tesouro turístico para quem ama viajar pelo país.

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Entre São Paulo e Rio, Paraty atrai atenção por seu Centro Histórico de muitos casarões antigos e suas ruas de pedra, com lojinhas de artesanato e produtos locais como a cachaça Gabriela, restaurantes de frutos do mar e pousadas charmosas. Rica em cultura, a cidade agrada por seu leque de festivais que agitam vários fins de semana e feriados durante o ano. Paraty também não perde no quesito natureza: praias isoladas e cachoeiras que podem ser alcançadas por trilhas completam seu charme.

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Como chegar e locomoção

A 256 km do Rio de Janeiro e 307 km de São Paulo, o ideal é fazer a viagem de carro ou ônibus. Pra quem deseja não depender de passeios programados por agências de turismo, a dica é ir de carro ou alugar um na cidade. Isso porque, em Paraty,  as principais atividades são distantes do Centro – e isso pode dificultar a locomoção.

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Quando ir

O verão é quente e bastante chuvoso; no inverno, predominam dias ensolarados, mas a temperatura pode cair para menos de 20 graus. Meses como abril e maio e setembro e outubro são uma boa aposta para evitar as multidões da alta temporada e pegar tempo agradável.  Feriados e festivais lotam a cidade – reserve a hospedagem com antecedência. Na agenda de eventos, a cidade celebra todo mês de julho a FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty, que reúne autores e leitores para palestras, debates, oficinas e premiações voltadas ao universo dos livros. Em maio acontece o Bourbon Festival Paraty, uma homenagem ao jazz, blues, r&b e soul. E em agosto é época do Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty.

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Onde ficar

Com uma seleção democrática de hospedagem – de campings e hostels aos hotéis de luxo bacanas –, quem vai pela primeira vez a cidade, ou com tempo limitado, pode preferir ficar no centrinho. Tudo acontece por lá: desde a saída para os principais passeios até as agitações da vida noturna na cidade. Confira quatro opções de estadia abaixo ou leia nosso post completo com 10 opções charmosas de onde ficar em Paraty.

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Minha Casa Guest House (diárias a partir de R$ 60 no quarto compartilhado e R$ 120 no quarto privado)
Casarão amarelo próximo à praia do Jabaquara, funciona com quartos compartilhados e privados. A anfitriã é muito bem avaliada e a casa tem um jardim maravilhoso, bom para descansar e aproveitar a vista arborizada. RESERVE AQUI!

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Pousada Sonho Meu (diárias a partir de R$ 180)
Com ótimo custo-benefício, a pousada tem quartos simples, porém confortáveis e com acesso a um lindo jardim interno. A fachada faz jus ao destino e é toda com inspiração colonial, e o café da manhã, uma delícia, em especial o bolo de limão com cobertura. RESERVE AQUI!

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Pousada Literária de Paraty (diárias a partir de R$ 1 170) 
Um clássico na cidade, a Pousada Literária é citada em todos os guias que falam de Paraty e oferece uma
experiência luxuosa. Imersa no Centro Histórico, o prédio é um casarão colonial bem iluminado, encantador. A instalação, claro, conta ainda com uma biblioteca. Em parceria com a pousada, a Fazenda Bananal, há alguns minutos do centro, recebe visitantes para observação de pássaros. Até o fim do ano será inaugurada por lá uma trilha 100% acessível.  RESERVE AQUI!

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Casa Turquesa (diárias a partir de R$ 1 675)
A Casa Turquesa fica no Centro Histórico e é cercada por bons restaurantes. Os
quartos são exclusivos e com toques individuais, cada um com uma cor como tema. A decoração é impecável e algumas suítes oferecem banheiras de hidromassagem. Com tanto conforto, um dos maiores diferenciais da instalação é a recepção de Tetê Etrusco, dona do hotel, que, com o carinho e hospitalidade, torna a estadia intimista e mais pessoal.  RESERVE AQUI!

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O que fazer

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Passeio de escuna

O passeio de escuna, um dos mais famosos da cidade, custa cerca de R$50 por pessoa e faz uma tour pela baía de Paraty passando por praias e ilhas desertas, como a Praia da Lula e a Lagoa Azul. No geral as escunas fazem quatro paradas, todas com cerca de 40 minutos para banho e mergulho. Na maioria das vezes, a viagem dura o dia todo, com saída às 10h e volta às 17h. Os barcos oferecem serviço de bordo como restaurante e uma atração musical. Além disso, um guia conta a história da cidade e de suas ilhas. Com águas clarinhas e paisagens de tirar o fôlego, prepare o coração e a câmera pois fotos não vão faltar. Todos os barcos saem do cais e é possível contratar a viagem ali mesmo, na hora, ou em agências como a Paraty Tours. Atenção para os períodos de superlotação, em que as escunas devem ser agendadas antes.

Compras no centrinho

De lojas convencionais de marcas já conhecidas e clássicas – como a Havaianas, a Richards, a Osklen ou a Lenny, a pequenas lojinhas como a bomboniere Bombom da Maga e a artesanal Estilo Brasil, que vende camisetas estampadas, o Centro Histórico de Paraty agrada pela variedade de produtos e serviços. Seja para comprar lembrancinhas da viagem ou se jogar nos itens de decoração, aproveite a manhã ou a tarde pós passeios pra se jogar por ali e descobrir os mistérios das ruas de pedra e visitar clássicos como a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios e o Museu de Arte Sacra.

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Visitar cachoeiras

Reserve pelo menos um dia para conhecer as cachoeiras de cidade. É possível fazer o passeio com ou sem guia. Se estiver de carro e preferir algo com mais liberdade, opte pela Cachoeira do Tobogã e o Poço do Tarzan. Para chegar até lá são 20 minutos de carro saindo do centro e outros 10 minutos de trilha. Mas não se preocupe: a trilha é bem intuitiva e com muitos avisos de direção. Já o passeio via agência pode ser feito pela Eco Turismo Paraty, em um Jeep, por cerca de R$60.

Conhecer os alambiques

Famosos pela cachaça Gabriela, feita de cravo e canela, os alambiques são muito populares em Paraty. Conhecer os processos de fabricação da pinga é uma popular atividade oferecida nos estabelecimentos. Na Estrada da Pedra Branca, km 1, fica o alambique Cachaça Paratiana. Lá, além da visita guiada pela fábrica, é possível encontrar um vasto acervo de doces e produtos da fazenda.

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Ir até Trindade

Trindade é um pequeno vilarejo de pescadores ainda pouco desenvolvido e com uma beleza natural sem igual. Saindo do centro da cidade, o percurso até lá dura cerca de 30 minutos de carro. Com poucos moradores e comércios, as praias são bem vazias e ideais para aproveitar muito a beira-mar. Na Praia Brava, uma das primeiras da ilha, a maré é bem agitada e ideal para o surf. Uma das mais famosas e visitadas pelos turistas é a Praia do Meio, com mar calmo e água cristalina. Saindo dali e fazendo uma trilha de 15 minutos é possível chegar à Praia do Caixa d’Aço, onde muitas pessoas acampam. Com outros 30 minutos de trilha e esforço, a paisagem agrada: uma piscina natural em meios às pedras. Com água clarinha e não muito gelada, o lugar é ótimo para mergulho. Com tanta beleza, a visita a Trindade pode ser feita em apenas um dia, mas se quiser pode passar dois dias ali para curtir tudo com mais calma.

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Onde Comer

É fácil comer bem em Paraty. Rica em frutos do mar, a cidade oferece uma vasta lista de restaurantes para todos os paladares. Desde os localizados no Centro Histórico aos mais afastados, como a Fazenda Bananal, os restaurantes em Paraty fazem um mix da culinária tradicional aliada à modernidade dos pratos mais sofisticados e contemporâneos.

Fazenda Bananal

A 7 km do centro de Paraty, no restaurante da Fazenda Bananal, iniciativas sustentáveis e com produtos colhidos diariamente montam um cardápio rico em diversidade. Além das opções de almoço e jantar, servidas entre 11h e 18h, opções de café da manhã, inauguradas recentemente e servidas aos sábados, domingos e feriados, oferecem frutas colhidas no pomar, pães artesanais e bolos.

Restaurante Banana da Terra

Um dos mais tradicionais restaurantes da cidade, o Banana da Terra fica no centro e agrada pelo charme, que vai da fachada fotogênica aos pratos gostosos. Especializado em comida caiçara, o cardápio é recheado por diferentes qualidades de peixes e frutos do mar. O ambiente é aconchegante, com paredes de pedra, janelas amarelas, mesinhas de madeira e almofadas coloridas. Vale fazer a reserva antes da visita.

Café Paraty

Ainda no Centro Histórico, o Café Paraty reúne diferentes tipos de comida em um único lugar. Seja para comer hambúrguer e batata frita,  tomar drinks, jantar comida italiana ou até mesmo tomar café, o restaurante oferece um mix de possibilidades sem abandonar os clássicos frutos do mar.
O espaço colonial tem estrutura de madeira, música ao vivo e é um ambiente bastante familiar.

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Praias

Para chegar às boas praias, você vai ter que dirigir a lugares como Trindade ou tomar passeios de barco para as ilhas. As praias mais próximas ao centro não agradam para o banho.

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Praia do Pontal

A praia mais próxima do Centro Histórico é também a que mais recebe resíduos vindos das navegações que saem do cais. Não muito boa para banho, a praia é cheia de pequenos barcos de pesca e muito bonita *para se observar*. Uma casinha antiga à beira-mar pode ser considerada um patrimônio cultural e uma grande sequência de pedras é o local perfeito para fotos instagramáveis.

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Piscina natural do caixa d’aço

Um verdadeiro paraíso, chegar na piscina natural exige esforço. Uma das últimas praias de Trindade, o acesso é feito por barco ou duas trilhas que somadas levam cerca de 50 minutos. Entre grandes pedras e um mar calminho, é possível mergulhar e nadar com muitos peixinhos coloridos. Na praia não existem comércios e a faixa de areia é bem pequena, quase inexistente para quem deseja ficar tomando sol.

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Praia do Jabaquara

Embora muito frequentada por turistas, a praia do Jabaquara não é uma das melhores para banho. Isso porque a areia é grossa e há excesso de conchas, o que deixa a área à beira-mar bastante desconfortável. Mas tem seus charmes.

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Ilha do Pelado

A cerca de 30 km do centro da cidade, indo no sentido Angra dos Reis, a ilha é calma e tem pouquíssimos comércios. Para chegar nela é necessário ir até a praia de São Gonçalo e, de lá, pegar um barco. Ida e volta custam cerca de R$30.

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A AUTORA

Stefani Sousa

Paulista por nascimento e mineira de coração, ama viajar pelo Brasil e não perde uma oportunidade de pegar uma praia ou se aventurar numa cachoeira. Leva no currículo três anos na Glamour Brasil e passou rapidinho pelo blog com sua expertise em pautas de lifestyle, cultura e moda.

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