Como compensar a emissão de carbono em viagens: o que é, como funciona, vale a pena?

De acordo com a organização Sustainable Travel International, o turismo é responsável por cerca de 8% das emissões globais de gases de efeito estufa. Só a aviação responde por cerca de 3% desse total.

Os números são altos, mas isso não significa que você precisa deixar de viajar. Entender o impacto das suas escolhas e adotar ações mais conscientes é parte do caminho. Quer entender como compensar a emissão de carbono em viagens, sites para calcular esse impacto e quais estratégias ajudam a reduzir essa pegada? Vem que a gente explica tudo.

ÍNDICE

  1. O que é pegada de carbono?
  2. Como calcular a compensação de carbono?
  3. O que é compensação de carbono?
  4. Como reduzir a pegada de carbono na viagem?
  5. Compensar carbono de voo vale a pena?
  6. Como compensar a emissão de carbono em viagens 
  7. Como saber se um projeto de compensação é sério?

O que é pegada de carbono?

A pegada de carbono corresponde à quantidade de gases de efeito estufa liberados na atmosfera direta ou indiretamente por uma pessoa, empresa, produto ou atividade. Chamamos de pegada porque é o rastro ambiental que deixamos no mundo, já que, consequência disso em grande escala, é o agravamento do aquecimento global. Por isso, reduzir essa pegada de carbono é um passo essencial para o futuro.

Em tempo: no contexto das viagens, essa pegada de carbono inclui não só (mas principalmente) voos, como também energia em hospedagens, deslocamentos locais e até na alimentação. 

Como calcular a compensação de carbono?

aviao voando

Ainda é muito difícil calcular as emissões de carbono de uma pessoa só durante a viagem inteira, até porque os padrões de comportamento variam conforme transportes escolhido, tipo de acomodação, as atividades… por isso que a maioria das calculadoras online mostram apenas a pegada de carbono gerada pelo transporte aéreo. Ferramentas online como o Iniciativa Verde, Atmosfair, Cool Efect automatizam o cálculo, considerando combustível e tipo de transporte. Basicamente, multiplica-se a distância percorrida pela quantidade média de CO2 emitida por passageiro.

Algumas companhias aéreas e plataformas de busca de passagens, como o Skyscanner, também indicam a estimativa de emissões para determinados trajetos, ajudando o viajante a ter mais clareza sobre o impacto da escolha.

O que é compensação de carbono?

Aí que entra a famosa compensação de carbono. Em resumo, ela funciona como uma tentativa de equilíbrio ambiental, para ficar um pouco mais próximo do 0 a 0. Basicamente, você emite CO2, mas paga uma cota para financiar projetos que contribuem para a redução ou captura desse gás em outro lugar. Ou seja, não é que você deixa de emitir, mas investe em iniciativas que ajudam a compensar esse impacto.

folhas de palmeira na mata atlântica

Nem toda compensação de carbono funciona da mesma forma. Para que ela realmente tenha impacto, é importante escolher projetos sérios e transparentes. Tenha em mente que só “plantar uma árvore”, por exemplo, não garante que a quantidade de carbono emitida será de fato compensada, até porque elas podem levar décadas para conseguirem capturar uma quantidade significativa de CO2. Por isso, especialistas indicam que o investimento vá para projetos que evitam o desmatamento ou protegem florestas já existentes para um impacto mais imediato. Muitos desses projetos seguem programas como o REDD+, desenvolvido dentro da United Nations Framework Convention on Climate Change.

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Como reduzir a pegada de carbono na viagem?

Pela lógica, para reduzir a pegada de carbono, o ideal mesmo seria não voar. Mas, sejamos realistas, isso não é uma opção. Mas existem outras atitudes que podem ajudar.

+ seja um turista mais ético: 9 dicas pra minimizar seu impacto social e ambiental

ITENS SUSTENTÁVEIS PARA VIAJANTES CONSCIENTES

Quando o assunto é reduzir o impacto ambiental das viagens, pequenos hábitos também contam, inclusive os que levamos na mala. Marcas como a Alva apostam em fórmulas naturais, embalagens mais duráveis e produtos multifuncionais que ajudam a diminuir o desperdício. 

Desodorante de cristal

Uma das formas de evitar o contato com substâncias químicas e contribuir com o consumo sustentável é usando o desodorante natural, que pode ter a mesma eficiência dos industrializados

Protetor solar ecológico

De acordo com a Green Cross, todos os anos são mais de 25 mil toneladas de protetores solares chegando aos oceanos. Um exemplo de um protetor solar ecológico é o Balm Multifuncional FPS 45.

Fio dental natural

Diferente dos fios dentais convencionais, geralmente feitos de nylon ou outros materiais sintéticos e embalados em plástico, os fios dentais naturais da Alva são produzidos com materiais ecológicos.

Hastes de bambu

As hastes de bambu são uma alternativa sustentável para substituir materiais plásticos, já que o bambu é uma planta de crescimento rápido e renovável. A ponteira ainda é feita de algodão biodegradável.

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Opte pela versão sustentável da pasta, sem aditivos artificiais, corantes, produtos químicos e ainda veganos. Proporciona uma limpeza eficaz com ingredientes naturais como óleos essenciais orgânicos.

Desodorante Roll On

Desodorante Roll on Cristal, livre de cloridrato de alumínio, não mancha as roupas, além de ser vegano. Contém óleos essenciais que acalmam peles sensíveis e irritadas e oferece proteção duradoura.

Hidratante Labial Neutro

Proporciona uma hidratação intensa diária para os lábios, com um toque leve. Sua fórmula é completa, além de contar com ativos que protegem e acalmam. Sem fragrâncias artificiais ou ingredientes sintéticos.

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SOBRE A ALVA

Alva, empresa brasileira e consciente, com diversos selos que garantem a transparência dos produtos e serviços, que funcionam com um mix de produtos e cosméticos naturais para toda a família, que vão desde o desodorante em cristal nas suas variações, até uma linha capilar e de banho, saúde bucal e mais. Tudo cruelty Free e livre de ingredientes sintéticos, derivados de petróleo, parabenos, sulfatos, fragrâncias e corantes artificiais.

Compensar carbono de voo vale a pena?

A resposta curta é: pode ajudar, mas não é perfeito. Segundo o relatório da Comissão Europeia acerca de programas de compensação de emissões de carbono, cerca de 85% dos projetos avaliados tinham baixa probabilidade de gerar reduções reais de emissões, enquanto apenas uma pequena parcela demonstrava potencial concreto de impacto climático. Resultado disso: a própria União Europeia decidiu, desde 2021, que compensações de carbono não poderiam mais ser usadas para cumprir metas climáticas, com exceção da aviação, onde ainda é utilizado como ferramenta complementar.

asa do aviao e o céu

Claro, isso não significa que compensar emissões seja inútil. Até porque, seguimos a lógica do: plantar árvores é melhor que não plantar árvore nenhuma, certo? Mas ela deve entrar muito mais como uma  forma de conscientizar as pessoas sobre o impacto climático de suas escolhas, além de viabilizar iniciativas que realmente evitam ou capturam emissões e que contam com monitoramento, transparência e verificação independente. Ainda assim, é importante lembrar que as emissões continuam existindo. A compensação funciona mais como uma espécie de equilíbrio, não uma solução definitiva para o problema.

Primeiro reduzir o impacto sempre que possível, depois compensar aquilo que realmente não dá para evitar.

Como compensar a emissão de carbono em viagens 

Na prática, compensar a emissão de carbono significa calcular quanto CO2 foi gerado durante a viagem, principalmente em voos, e investir em projetos ambientais capazes de reduzir ou capturar uma quantidade equivalente de gases de efeito estufa. Escolha uma empresa responsável, invista a quantia que você pode pagar e automaticamente seus créditos são transformados em iniciativas. Exemplos: Iniciativa Verde, que mantém projetos de restauração florestal, Turismo CO2 Legal, que apoia ações socioambientais voltadas à agricultores familiares, pescadores, marisqueiras e catadores da coleta seletiva, além de outros programas internacionais como World Land Trust.

Como saber se um projeto de compensação é sério?

Nem todo projeto de compensação de carbono gera impacto real. Por isso, antes de investir em créditos de carbono, é importante verificar alguns critérios como certificaçõe, nacionais ou internacionais, como Gold Standard e o Verified Carbon Standard e, principalmente, transparência nas atividades, seja através de relatórios públicos, ou dados de monitoramento e outras atualizações. No fim das contas, quanto mais rastreável e transparente for o projeto, maiores são as chances de que a compensação de carbono seja real.

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Por Pietra Palma
@pietrapalma

É a viajante profissional e principal repórter do Carpe Mundi. Coleciona momentos e pedaços de seus caminhos pelo mundo através da escrita e em seus quase três anos de blog já escreveu mais de duas centenas de posts com dicas de viagens. Férias, feriados e finais de semana são sempre oportunidades para conhecer um novo lugar e exercitar a corrida, seu esporte preferido, além de acreditar que uma boa viagem tem o poder de reanimar a alma.

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