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A Terra está derretendo, esquentando e matando.

Não só a Amazônia, que tantos veem frequentemente no noticiário, mas ignoram. Vai acabar com Nova York, a cidade mais frenética do mundo, que vai alagar. Vai acabar com as Maldivas, as ilhas paradisíacas que moram no imaginário coletivo da lua de mel, que podem afundar. Vai acabar com as vielas entre os fotogênicos canais de Veneza.

E a única parte boa a falar aqui é que ainda dá tempo de mudar. A conscientização é o primeiro passo. Mude hábitos, mude hoje, mude agora, como puder. No seu ritmo. Mas lembrando que o ritmo do planeta talvez não consiga te alcançar.

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*Principais fontes utilizadas na pesquisa: Insider Time Reuters Nature NY Times BBC National Geographic

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DESTINOS QUE PODEM SUMIR DO MAPA

BARREIRA DE CORAIS, AUSTRÁLIA

A Barreira de Corais está sofrendo o maior branqueamento de corais já visto. Entre 2016 e 2017, diminuiu mais da metade de seu tamanho. Por causa do aquecimento global, as temperaturas dos oceanos vão aumentando, causando o fenômeno. Em resposta ao estresse das águas quentes, os corais expulsam ou destroem as algas, principal fonte de energia e pigmento que vive neles.

Atualmente, 93% da Barreira de Corais já foi devastada, e, se nenhuma ação for tomada para previnir a acidificação dos oceanos, a barreira poderá morrer completamente perto de 2030.

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VENEZA, ITÁLIA

As mudanças climáticas têm provocado inundações e o aumento do nível do mar globalmente. Na flutuante Veneza, estima-se que o nível do mar esteja, em média, 20 cm mais alto que no último século. O nível do solo da cidade também vem cedendo, cerca de um milímetro por ano, devido aos seus fatores geológicos e, principalmente, às indústrias locais que bombardearam a água subterrânea até a década de 1970.

Veneza está afundando. Numa enchente em 2019, a água ali chegou a 1.8 metros. Estima-se que o nível do mar deve aumentar mais dois metros ali nos próximos 80 anos.

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PATAGÔNIA ARGENTINA E CHILENA

As geleiras polares estão perdendo seu volume de dez a 100 vezes mais rápido que nos últimos 30 anos. As emissões de gases estufa aumentam as temperaturas globais e a quantidade de chuvas, causando o derretimento acelerado das geleiras. O fenômeno é um círculo vicioso, porque quanto menos gelo e mais água no oceano, mais radiação solar é absorvida na Terra, resultando em águas e temperaturas, veja só, cada vez mais quentes.

As geleiras da Patagônia estão derretendo e pode ser que desapareçam já em nosso lifetime.

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AMAZÔNIA, AMÉRICA DO SUL

As previsões para o futuro da Amazônia são alarmantes. 20% da maior floresta tropical do mundo já foram desmatados e a maior questão diz respeito a atingir o ponto de inflexão, no qual não será mais possível evitar seu desaparecimento total – cientistas dizem que estamos perto disso. Em tempo: em 2020, o desmatamento aumentou 55% em relação ao ano retrasado.

A Amazônia é extremamente importante para combater o aquecimento global e assegurar a vida na Terra. Concentrando a maior biodiversidade do mundo, metade das suas espécies de árvores correm riscos de extinção antes de 2050.

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ILHAS MALDIVAS, OCEANO ÍNDICO

Mais de 80% das terras das Maldivas estão a menos de um metro acima do nível do mar. Com o aquecimento global acelerando o derretimento das calotas polares e o nível do mar aumentando, seus 26 atóis com mais de mil ilhas correm o risco de inundar – outras ilhas menores e menos conhecidas da região já sumiram nos últimos tempos. Além disso, as mudanças climáticas causam tempestades, tsunamis e climas severos, colocando população e turistas em risco.

As Maldivas estão sob ameaça de desaparecer num futuro não tão distante, ainda neste século.

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DESTINOS QUE PODEM SUMIR DO MAPA

CALIFÓRNIA, ESTADOS UNIDOS

A Califórnia pega fogo. O aquecimento global afeta seriamente o estado: as ondas de calor, já intensas, serão mais longas e frequentes, piorando a poluição do ar e colocando em risco a saúde de todos. A tendência de verões ainda mais secos aumenta, deixando florestas mais suscetíveis a incêndios cada vez piores – no deserto, as temperaturas batem os 50°C.

Em 2016, incêndios levaram ao fechamento dos parques nacionais do Big Sur, evacuando turistas. Em 2018 e 2020, milhares de californianos precisaram sair de suas casas ao redor de Los Angeles e milhares de turistas tiveram que cancelar suas viagens.

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GALÁPAGOS, EQUADOR

As Ilhas Galápagos são lar do mais alto índice de endemismo (espécies só encontradas ali) da Terra. Além do mar subindo e o oceano acidificando, as mudanças climáticas intensificam o El Niño, que coloca sua abundância de seres catalogados por Darwin em perigo – em 2016, seu fundo do mar alcançou 31°C.

Cada vez mais regras são implementadas para evitar a degradação ambiental turística, outro problema junto com a pesca desenfreada. Mas só isso não será suficiente: cientistas preveem que o aquecimento global levará a extinção das ricas espécies de Galápagos: adaptam-se ou morrem.

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UM FUTURO ALARMANTE

Este post tem o objetivo de mostrar a todo mundo que ama viajar que nossos destinos preferidos correm um perigo real. Mas a verdade mesmo é ainda maior e mais séria: a vida toda na Terra como um todo está ameaçada. É hora, portanto, de fazer a nossa parte enquanto há tempo.

Assegure a preservação dos destinos e a continuidade das viagens mudando pequenos hábitos que podem reverter o aquecimento global:

  • PRATIQUE OS 5 R’s: REFUSE (recuse o que não precisa) + REDUCE (compre só o que precisar) + REUSE (reutilize e não jogue fora) + ROT (composte) + RECYCLE (recicle lixo).
  • Reduza seu consumo de produtos animais ao máximo. Não sabe por onde começar? Pela SEGUNDA SEM CARNE.
  • Os meios de transportes estão entre os maiores poluentes. Faça rodízio, ande de bicicleta, invista em veículos sustentáveis.
  • Economize energia! Apague as luzes e invista em lâmpadas LEDs (usam 1/4 da energia das lâmpadas tradicionais e duram até 25 vezes mais).
  • Evite comprar roupas de baixa qualidade que duram pouco. Prefira marcas conscientes. Lave suas roupas com água fria.

Anna Laura

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi registra o mundo com sua Nikon desde que se entende por gente - e hoje cultiva um feed milimetricamente pensado. Passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo e, depois de uma temporada em Paris, resolveu ser viajante full time: você pode encontrá-la por aí, cobrindo paraísos tropicais.

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