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O que fazer em Vancouver, no Canadá: as melhores atrações, do verão ao inverno

VANCOUVER CANADÁ

Entre grandes prédios comerciais, casinhas charmosas afastadas do Centro, e uma imensidão de vegetação verde está localizada Vancouver: a linha tênue entre o calmo e o agitado, com atrações turísticas para todos os gostos, indoor em seus centros comerciais e outdoor em seus parques e praias com temperatura razoável o ano todo.

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VANCOUVER CANADÁ

Quando ir a Vancouver

Em abril a neve já cessou e até outubro o clima da cidade fica agradabilíssimo: não muito calor, mas sem o frio rigoroso. Durante o inverno, de novembro a março, apesar dos termômetros baixos, também há atrativos mil para aproveitar Vancouver – e vale lembrar que a região é a menos fria de todo Canadá, com temperaturas que raramente ultrapassam zero graus negativos.

Como chegar em Vancouver

Não há voos diretos para Vancouver. A Air Canada é a melhor opção com trajetos saindo do Brasil com conexão em Toronto – a viagem leva 17 horas e custa desde CAD$ 1 000.

(CAD$ 1 = US$ 0,76)

Documentos obrigatórios

O visto é obrigatório. Quem possui visto de turismo para os Estados Unidos, ou já visitou o Canadá nos últimos 10 anos, pode solicitar o ETA (autorização eletrônica de viagem), emissão de um documento virtual que vale como visto e tem validade de até 5 anos. O período do visto de turismo é de 24 semanas (quase 6 meses). Para aqueles que não se enquadram na categoria citada anteriormente, é necessário organizar e reunir todos os documentos e formulários solicitados pelo governo (confira a lista aqui), preencher, pagar a taxa de CAD$ 100 e submeter à aplicação, que pode ser tanto online, ou pessoalmente em um CVAC (Canadian Visa Application Centre). Além disso, desde 2018 está vigente a obrigatoriedade da biometria, que deve ser cadastrada em algum centro de visto disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Recife, pelo valor de CAD$ 85 por pessoa.

O seguro de viagem para o Canadá não é obrigatório, mas se a sua programação incluí atividades de trilha, ski ou snowboard, é sempre bom estar bem amparado. Para maiores informações, leia este post: qual é o melhor seguro viagem para esportes na neve? (em perguntas e respostas)

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O que fazer em Vancouver

Entre as 10 cidades mais habitáveis do mundo segundo a The Economist (graças ao tanto de verde que Vancouver conserva), essa província da British Columbia reserva atrações mil pra você. Vem ver as melhores:

Stanley Park

O maior parque urbano do Canadá, com mais de 400 hectares, é tudo que você já leu e muito mais. Suas ciclofaixas são quase todas cercadas pelo mar, o som dos passarinhos é constante, e a cada novo percurso descobre-se algo novo ou mais um point especial para relaxar debaixo de suas mais de meio milhão de árvores. A pedida é alugar uma bike em uma das lojas disponíveis na entrada do Stanley e aproveitar a vibe do passeio. Para quem quiser algo mais calmo, também é possível fazer um piquenique e reunir os amigos para uma tarde gostosa. Se a fome bater, há três restaurantes lá dentro (fora as barraquinhas espalhadas). A The Tea House, que oferece lanches e saladas em um ambiente mega charmoso e com uma vista privilegiada pro oceano, o The Fish House, como o nome já indica, uma ótima opção para quem gosta de frutos do mar, e o The Waterfall Café,  que possui o menu mais variado e está do ladinho do aquário.

LEIA MAIS: Um giro pelo Stanley Park, em Vancouver, o maior parque urbano do Canadá

Aquário de Vancouver

Aproveitando a passada pelo parque e sua reserva natural, há também o Vancouver Aquarium para visitar. São mais de 70 mil animais, parte deles resgatados de situações de risco e cuidados hoje por voluntários ativistas. As maiores e mais procuradas atrações são as águas-vivas, a baleia branca, golfinhos, leões marinhos e muito mais. Além disso, há um jardim tropical com borboletas e um espaço totalmente dedicado à Amazônia.

Em tempo: não perca o cinema  com um filminho sobre as mais variadas espécies marinhas, em 4D – já está incluso no valor do ingresso, que custa a partir de CAD$ 30.

English Bay

Ainda perto do parque está a faixa de areia urbana mais famosa da cidade, a English Bay. A praia, que no inverno fica coberta por neve, no verão dá espaço para seu grande gramado verde, banquinhos de tronco e muitas pessoas observando o espetacular  pôr-do-sol que se reflete nas águas do Oceano Pacífico. Quase todo fim de tarde artistas de rua ligam seus instrumentos e divertem os turistas e moradores locais com um som calmo e vibe de fim de tarde. Em datas comemorativas também há memoráveis fogos de artifício.

Em tempo: lembre-se de que no verão o pôr-do-sol começa mais tarde, por volta das 21h.

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Capilano Suspension Bridge

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Esse parque é uma parada obrigatória se você vai passar por Vancouver.  Além de dar pra aproveitar a mata tropical e andar por suas árvores, ele também rende lindas fotos. A ponte principal fica a 70 metros de altura do Capilano River e possui 140 metros de comprimento. Além dela são mais 7 pontes suspensas, a 30 metros do chão, que se encontram espalhadas pela floresta, e o Cliffwalk, caminho que te leva para o meio da vegetação numa série de passarelas suspensas. As entradas custam  desde CAD$ 16. Quanto ao acesso, há um ônibus gratuito que sai e volta para o Canada Place.

Dica: para conseguir ainda melhores cliques, vá no perído da manhã, perto do horário de abertura (9h), assim, a movimentação da ponte não é tão forte e o número de pessoas atrapalhando sua foto é mínima.

Science World

É um dos cartões-postais de Vancouver por conta de seu formato redondo e bem grande visto de vários ângulos da cidade – é um programa recomendado especialmente para as crianças. Seu museu de ciências proporciona diversas atividades interativas aos seus visitantes, com experiências que testam a ciência e às vezes até a mente como uma sala dedicada à quebra cabeças e jogos de ilusão e a famosa bola de plasma para te deixar de cabelo em pé. Além das atrações permanentes, o museu constantemente inova na programação com exposições de arte e exibição de peças e filmes. Ingressos a partir de CAD$ 18. Se ainda tiver um tempo, aproveite para conhecer os arredores da vizinhança aconchegante de False Creek com uma bike.

Canada Place

Localizado no coração da cidade, o Canada Place, além de ser um ponto de encontro chave em Vancouver, também é um lugar privilegiado por conta de sua arquitetura moderna em forma de uma navio gigante, infraestrutura com restaurantes chiquetosos como o Five Sails e o Oceans 999, ambos localizados dentro do hotel Pan Pacific, e uma bela vista do mar da cidade (onde, inclusive, os grandes navios atracam). Fique atento à programação, lá os eventos nunca acabam: entre julho e agosto há exibição de filmes ao ar livre e aulas de zumba gratuitas.

Dica: é também o melhor lugar para se comemorar o Dia do Canadá, no dia 1º de julho, e, durante dezembro, toda sua extensão se ilumina com as luzes de Natal.

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Fly Over

Depois de dar uma volta pelo Canada Place, ainda no porto, nada como um passeio relaxante e emocionante pelos céus do Canadá – só que de uma maneira diferente. A experiência proporcionada pelo Fly Over é nada mais, nada menos, que um voo de realidade virtual, em uma espécie de cinema 4D, pelas mais belas paisagens do país. Cachoeiras, rios, mares, matas e muito mais, a bordo de um uma cadeira flutuante que espirra água, vento e cheiros característicos. Preços desde CAD$ 29.

Estádio BC Place

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Aos fãs de esportes em geral, a passada pelo BC Place é mandatória. A casa do time de futebol Vancouver Whitecaps é considerada a maior de todo país, e é também o maior estádio do mundo com um teto retrátil e inflável. Sua infraestrutura é impecável, e se não der para assistir um jogo, vale uma visita guiada para ver a instalação e o mini museu esportivo que há dentro dele. E não é só em partidas de futebol que você pode conhecer o espaço: lá também são sediado jogos de basquete, hockey e os maiores shows de música em Vancouver.

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Vancouver Public Library

Vancouver Canadá: essa biblioteca pública com certeza não vai passar despercebido pelos seus olhos enquanto estiver andando pelas ruas do Centro. Ela, além de encantar com a arquitetura inspirada no Coliseu de Roma, é considerada uma das maiores bibliotecas do mundo, com seus 9 andares de estrutura com um gigantesco acervo. No seu interior, as grandes janelas trazem a luminosidade ideal e uma perspectiva diferente de Vancouver. Mesmo pra quem não é muito fã de livros vale a passada pelo prédio e talvez até entrar para tomar um café, no térreo.

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The Granville Island Public Market

Além de ponto turístico, essa dica também se encaixa muito bem na parte de restaurantes gostosos da região. Esse mercado público é uma verdadeira experiência sensorial de sabores e cores, onde você encontra uma variedade imensa de vegetais, frutas, queijos, doces e muitas delícias da região – além de ficar petiscando em cada tendinha. Fora do galpão existem estabelecimentos e um espaço para ficar sentado e vendo os artistas de rua fazerem suas apresentações como shows de mágica.

Robson Street

No coração do Centro de Vancouver está localizada a badalada e versátil Robson Street. Lá, além de estarem localizadas ótimas opções de restaurantes, como o Cin Cin, uma pausa sofisticada e deliciosa para uma boa comida italiana, também é o point ideal para ir às compras. Você vai encontrar as maiores e mais conceituadas lojas da Sephora, New Balance, Victoria’s Secret e todas os nomes de marcas que amamos.

Grouse Mountain

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Ao Norte de Vancouver, tem diversão pro ano todo. No verão, a neve derrete e da lugar ao sol e ao verde. Quem quiser pode subir a montanha pela gôndola e aproveitar a vista panorâmica da cidade, mas a experiência principal nesta época do ano é a Grouse Grind, uma trilha íngreme e bem sinuosa de aproximadamente 2 horas para ir ao topo da Grouse Mountain. No inverno, o local torna-se um centro invernal em meio à cidade. Para ir ao topo é necessário pegar a gôndola para chegar na estação de ski. Mais acima ainda está o Eye of the Wind, primeira e única turbina eólica que te permite ficar sob um chão de vidro no topo da montanha e de quebra ainda ver Vancouver de cima com uma vista de 360° (aberto entre maio e outubro, período em que não produz energia).

Durante o verão há transporte gratuito com intervalo entre 30 ou 60 minutos a partir do centro até a montanha.

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Bate-voltas desde Vancouver

Whistler

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A 2 horas de Vancouver, Whistler é considerado como destino de bate-volta preferido desde Vancouver. Lá, existem duas grandes montanhas com uma vila alpina aconchegante, onde o destaque vai para a estação de ski e snowboarding, os cursos de golfe, os shoppings com artigos pro frio, com lojas como a North Face e Patagonia e muitos souvenirs (vale a passada pela temática Bear Necessities), restaurantes e bares à beça como o italiano Trattoria di Umberto e spas. No inverno, as montanhas se tornam o maior aglomerado invernal de ski do país e com a descida mais íngreme da América do Norte. Já no verão, um ponto da cidade para aproveitar a vista linda dos montes, fazer caminhadas e trilhas na natureza. Independente da época do ano, não deixe de ir ao Peak 2 Peak, teleférico a mais de 2 mil metros do chão por onde pelas janelas de vidro ou pela abertura transparente no chão (disponível nos bondes de cor prateada) você pode admirar a imensidão da natureza, os riachos, geleiras e bosques, formando um tapete verde embaixo dos seus pés. Desde CAD$ 51.

Se a ideia for estender o passeio e passar a noite nas montanhas, opte pelo Nita Lake Lodge (diárias desde CAD$ 299), que tem pegada rústica e chique na décor e nos aposentos, equipados com banheira e lareira e com vista para o lago a apenas 500 metros do teleférico de Whistler.

Victoria

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Capital da província canadense de British Columbia, Victoria é localizada na ponta sul da ilha de Vancouver. Para chegar até lá a partir de Vancouver é necessário pegar um ferry moderno e equipado de aproximadamente 1 hora.  Na cidade, há um parlamento, com uma estrutura monumental e um gramado onde você pode ficar deitado aproveitando o tempo passar. Mas a verdadeira atração se encontra a 40 minutos do centro, no Butchart Gardens, um campo de flores lindíssimo que com certeza você já viu fotos por aí. Durante todo o ano seus jardins ficam abertos para a visitação, proporcionando uma bela experiência visual: são mais de 900 variedades de flores e árvores bem cuidadas e que por vezes nem parecem reais – fora o cheiro delicioso das plantações. Preço do ingresso desde CAD$ 14.

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Onde comer em Vancouver

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Tim Hortons

Vancouver Canadá: essa cafeteria é um clássico canadense e motivo de orgulho nacional. É perfeita para um café da manhã, café da tarde e até mesmo um brunch. Todas as bebidas, tanto gelada, quanto quentes são maravilhosas, e os bagels são uma ótima pedida quando não quer arriscar.

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Frenchies

Se existe uma comida típica canadense, o poutine certamente é ela, e você não pode deixar da passar no Canadá e não experimentar. O prato consiste em uma mistura de batata frita com molhos, queijos e carnes de sua escolha, garantindo uma refeição completa e muito saborosa.

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Japadog

Quem está em Vancouver não pode deixar de experimentar essa iguaria da região: o japadog. Ele nada mais é que um cachorro quente de filme americano, feito em um trailer perto da estação Waterfront e com sabores um tanto quanto inusitados – como um que é servido com alga.

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Tea House Stanley Park

Com uma vista privilegiada para o Stanley Park e o oceano, este restaurante é a opção ideal para um almoço ou jantar mais chique e romântico acompanhado de um bom vinho. O carro chefe da casa  é o cogumelo recheado com camarão e cream cheese.

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Onde se hospedar em Vancouver

Hotel Fairmont Pacific Rim (diárias desde CAD$ 367)

A 5 minutos a pé do Canada Place, na região central, esse é um dos hotéis mais respeitados e conhecidos de Vancouver, contando com uma bela infra: arquitetura modernosa cheia de vidros, piscina no rooftop, banheira de hidro nos quartos amplos e super equipados, academia, spa, fogueira pro frio e tudo que hotéis cinco-estrelas proporcionam no melhor esquema. Dentre suas três opções de bares e restaurantes o destaque fica pro Botanist, que apresenta um cardápio sazonal, inspirado na botânica e com princípios sustentáveis e bem saudáveis.

Rosewood Hotel Georgia (diárias desde CAD$ 289)

Aos pés da principal rua de compras da cidade, a Robson Street, se encontra o Rosewood. Sua arquitetura em madeira traz um clima luxuoso ao lounge enquanto seus quartos com enormes janelões proporcionam iluminação natural e vistas deslumbrantes de Vancouver. A piscina interna destaca-se por ser de água salgada.

O Canada House (diárias desde CAD$ 143)

Para se sentir sentir um verdadeiro canadense, este hotel é a opção ideal. Seu edifício se assemelha às casas da região e a decoração é vitoriana, sofisticada, e toda pensada no conforto e na sensação de aconchego familiar. Além disso, ele está localizado a 2 quilômetros do Stanley Park e a alguns minutos da principais atrações turísticas e restaurantes da cidade. Para se sentir ainda mais em casa, durante todo o dia estão disponíveis lanchinhos, sucos, cafés a chás na recepção e na cozinha (que é aberta ao hóspede).

Hotel Budget Inn Patricia Hotel (diárias desde CAD$ 55)

Uma opção mais em conta, este hotel está localizado ao lado da badalada região de Chinatown e mantém a simplicidade e organização nos cômodos amplos e bem iluminados. Ainda em suas instalações há o Pat’s Pub & Brewhouse, com decoração vintage e que serve cervejas artesanais feitas no próprio estabelecimento e petiscos para um bom happy hour.

(CAD$ 1 = US$ 0,76)

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Por Pietra Palma
@pietrapalma

É a viajante profissional e principal repórter do Carpe Mundi. Coleciona momentos e pedaços de seus caminhos pelo mundo através da escrita e em seus quase três anos de blog já escreveu mais de duas centenas de posts com dicas de viagens. Férias, feriados e finais de semana são sempre oportunidades para conhecer um novo lugar e exercitar a corrida, seu esporte preferido, além de acreditar que uma boa viagem tem o poder de reanimar a alma.

1 comentário

Oi, Pietra. Tudo bem? =)
Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com
Até mais,
Bóia – Natalie

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