Saco do Manguá, único fiorde brasileiro

Saco do Mamanguá: as principais dicas para ir ao único fiorde brasileiro

Cachoeiras, prainhas intocadas, trilhas e vilarejos caiçaras: o Saco do Mamanguá reúne tudo isso em um só lugar, formando um dos paraísos mais especiais do litoral brasileiro.

É um gigante da natureza: o primeiro e único fiorde brasileiro, um braço de mar que adentra as montanhas cobertas por floresta, numa região protegida por duas unidades de conservação: a APA do Cairuçu e a Reserva Estadual da Juatinga. Veja abaixo as principais dicas do Saco do Mamanguá e de Paraty-Mirim para aproveitar ao máximo essa região incrível.

Saco do Manguá, único fiorde brasileiro
Vista panorâmica do fiorde brasileiro, Saco do Mamanguá, entre montanhas

ÍNDICE:

  1. Como chegar no Saco do Mamanguá?
  2. Quando ir para o Saco de Mamanguá e Paraty-Mirim?
  3. Onde se hospedar no Saco do Mamanguá?
  4. O que fazer no Saco do Mamanguá?
  5. Onde comer no Saco do Mamanguá?
  6. O que levar para o Saco do Mamanguá?
  7. O que fazer em Paraty-Mirim?

Como chegar no Saco do Mamanguá?

O acesso ao Saco do Mamanguá é feito a partir de Paraty-Mirim, a cerca de 15 km de Paraty. De lá, você pode seguir de barco pelo cais – a travessia leva entre 20 e 40 minutos – ou fazer uma trilha que, para quem gosta de aventura, começa com uma subida íngreme e leva cerca de 1h30, dependendo do ritmo e do ponto do Mamanguá que se pretende alcançar. Como alguns trechos não têm sinalização oficial, vale contar com um guia local se você não conhece a região. Além disso, para quem estiver de carro, há estacionamentos próximos à Praia de Paraty-Mirim.

Morro do Pico, Saco do Mamanguá, fiorde brasileiro

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Quando ir para o Saco de Mamanguá e Paraty-Mirim?

MELHOR ÉPOCA PARA IR AO SACO DO MAMANGUÁ E PARATY-MIRIM: O verão é quente e bastante chuvoso e é considerada a alta temporada. No inverno, predominam dias ensolarados, mas a temperatura pode cair bastante, o que deixa o banho de mar e cachoeira mais desafiador. As meias estações, em abril e maio ou em setembro e outubro, são boas pedidas para pegar um climinha agradável sem a grande quantidade de turistas da alta temporada.

LEIA MAIS: Por que viajar para Paraty entre setembro e outubro

JAN
22°C
27°C
FEV
22°C
27°C
MAR
21°C
26°C
ABR
20°C
25°C
MAI
17°C
23°C
JUN
16°C
22°C
JUL
16°C
22°C
AGO
16°C
23°C
SET
17°C
23°C
OUT
18°C
24°C
NOV
19°C
25°C
DEZ
20°C
26°C

Onde se hospedar no Saco do Mamanguá?

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Holmy é uma plataforma que conecta viajantes aos melhores anfitriões, que ofertam não só acomodações, mas experiências únicas e exclusivas perfeitas para momentos inesquecíveis a dois, com a família, amigos ou em home office. São diversas casas selecionadas em todo o país, com curadoria feita por especialistas e suporte personalizado de uma concierge digital, garantindo praticidade, segurança, melhores taxas do mercado e parcelamento em até 3x sem juros.

Apesar de ser possível se hospedar dentro do próprio Saco do Mamanguá, com algumas pousadas, casas de temporada e campings espalhados pela região, a oferta é pequena e muitas dessas opções fazem reservas diretamente com os proprietários. Para quem busca mais praticidade, Paraty-Mirim é uma ótima base: fica perto do ponto de embarque e concentra mais opções de hospedagem. Já para quem pretende apenas fazer um passeio de um dia ao Mamanguá, vale ficar em Paraty, a cerca de 18 km, de onde também saem passeios para a região.

Casa de Vidro Paraty Mirim

Localizada em uma costeira privativa de Paraty-Mirim, a hospedagem de alto padrão acomoda até 12 hóspedes em cinco suítes, sendo uma delas equipada com banheira de hidromassagem e banheira de imersão. Com vista panorâmica para o mar, a casa ainda conta com uma área de lazer completa, com piscina de borda infinita, sauna seca e deck de madeira com espreguiçadeiras, além de sofá e mesa com cadeiras para aproveitar o visual. Para completar a experiência, a diária inclui serviços de concierge, governança, cozinheira, arrumadeira, manobrista, barqueiro, serviço de praia e cardápio personalizado, porém as compras são cobradas à parte. O acesso é feito de carro até o píer, seguido de uma travessia de barco de cerca de cinco minutos, já incluída na diária. Também é possível chegar de helicóptero, com pouso em um estacionamento próximo à propriedade. (diárias a partir de R$ 11 600) 

Paraty Paradiso

Ao lado da praia de Paraty-Mirim e do famoso fiorde tropical, o Paraty Paradiso oferece uma estadia em meio à natureza. A propriedade está inserida em uma comunidade tradicional de pescadores, cercada por praias, trilhas e cachoeiras, além de ficar próxima a uma comunidade indígena. A estrutura inclui piscina, área de lazer, espaço para jogos, cozinha compartilhada, churrasqueira e jardim, além de bicicletas gratuitas à disposição dos hóspedes. E mais: a hospedagem é pet-friendly, permitindo que os animais de estimação também acompanhem a viagem. (diárias a partir de R$ 283) 

Tiny House Colonial 

Localizada a 700 metros da praia de Paraty-Mirim e do píer de onde saem os passeios de barco para o Saco do Mamanguá, a Tiny House Colonial é perfeita para quem quer estar em contato com a natureza na cidade mais charmosa da Costa Verde Fluminense. A casa conta com estrutura completa para dois hóspedes e área externa com deck para refeições, churrasqueira e rede para relaxar. Nos arredores, trilhas cortam a floresta e levam a praias paradisíacas, como a Praia do Furado e a do Cantinho, e há bicicletas à disposição para pedalar pela cidade. (diárias a partir de R$ 406) 

Domo Deva

Localizado em Paraty, a cerca de 18 minutos do Centro Histórico, o domo está em meio à Mata Atlântica, sendo um refúgio perfeito para momentos a dois. Na área externa, a natureza é a grande protagonista: o deck de madeira conta com um ofurô para banhos relaxantes e cadeiras para apreciar a vista privilegiada da Serra da Bocaina. Além disso, há acesso privativo a uma cascata de águas cristalinas, tornando a experiência ainda mais especial. E mais: a cama fica de frente para uma grande janela panorâmica, criando a sensação de estar dentro da natureza. (diárias a partir de R$ 672)

Refúgio Entre Mar e Montanha

Na região rural da cidade, a 9 km do Centro Histórico, o refúgio está localizado a 280 m de altitude, próximo ao Parque Nacional da Serra da Bocaina – entre o mar cristalino de Paraty e a exuberante Mata Atlântica. Conta com vista para a baía e para as montanhas da Serra da Bocaina, além de uma área externa perfeita para quem ama estar ao ar livre, com deck e rede de balanço. Para completar a experiência, uma cachoeira fica a apenas 15 minutos de caminhada. (diárias a partir de R$ 690) 

O que fazer no Saco do Mamanguá?

Praia Saco do Mamanguá
Praia Saco do Mamanguá, em Paraty

Praias e enseadas

O Mamanguá reúne mais de 30 praias e pequenas enseadas, escondidas entre a Mata Atlântica e as águas calmas do fiorde. O acesso é sempre por barco ou trilha. Entre as mais bonitas, estão:

Saco da Velha: fica na entrada do Mamanguá, é cercada de vegetação densa, com mar cristalino, e uma pequena gruta; 
Praia do Engenho: é uma das paradas mais procuradas do Mamanguá. Cercada pelo verde, tem águas cristalinas e uma pequena ducha de água doce, além de ser é ponto de partida para diversas trilhas;
Laranjeiras: mais reservada e geralmente tranquila, é uma boa escolha para quem quer fugir do movimento. A praia fica cercada pela vegetação e conta com uma pequena cachoeira;
Praia do Cruzeiro: é a praia da vila de pescadores, com clima caiçara e também a praia com melhor estrutura, com restaurantes e algumas hospedagens. Além disso, dali, dá para avistar o Morro do Pico;
Praia do Buraco: pode ser a “Seychelles brasileira” por causa da cor do mar – turquesa – e das enormes pedras polidas de tom claro que formam a sua paisagem.

Para contratar passeios de barcos ou lancha no Saco do Mamanguá, você pode entrar em contato com a Paraty Tours ou com a Palombeta.

LEIA MAIS: Guia de Paraty (RJ): charme colonial, praias e tudo o que você precisa saber
Onde ficar em Paraty: 10 opções de estadias charmosas

Vista Saco do Manguá, único fiorde brasileiro

Trilhas

A mais famosa é a trilha que leva ao Morro do Pico, também conhecido como Pão de Açúcar do Mamanguá. O percurso começa na Praia do Cruzeiro e leva cerca de 40 minutos até a base da subida final, que é bastante íngreme e dura aproximadamente uma hora. Apesar do esforço, a recompensa é uma vista panorâmica do fiorde, com o mar e a cadeia montanhosa que contorna o Mamanguá. Outra opção é a Trilha do Curupira, que percorre trechos do interior do Mamanguá e passa por áreas de Mata Atlântica e comunidades caiçaras, sendo uma alternativa para quem quer explorar a região a pé além do tradicional Morro do Pico.

Alugar uma prancha de stand up paddle

Para quem gosta de atividades esportivas, uma boa opção é alugar uma prancha de SUP e se aventurar pelo mar azul-esverdeado do Saco do Mamanguá e de Paraty-Mirim. A Palombeta oferece um roteiro completo para quem curte bastante o stand up paddle, com várias paradas e duração de 6 horas. Veja aqui!

Caiaque no Saco do Mamanguá, em Paraty-Mirim

Cachoeira e caiaque no mangue

Ao final do Saco Mamanguá, a água do mar se encontra com um mangue que ocupa uma área de sete quilômetros quadrados na Reserva Estadual da Juatinga. É uma área absolutamente preservada, atravessada por um rio de águas salgadas, calmas e cristalinas. Fazer a travessia aqui é uma das cerejas do bolo: são 40 minutos remando por esse rio, ora cerca de mangue, ora de mata densa, até chegar na Cachoeira do Rio Grande. Indicamos fazer o passeio com a Paraty Tours.

Onde comer no Saco do Mamanguá?

Restaurante do Orlando e da Maria

Fica na Praia do Cruzeiro, perto da entrada para a trilha do Morro do Pico. Serve comidas caseiras, com pratos completos e frutos do mar, sendo uma parada prática para quem vai fazer a trilha ou passar o dia na praia.

Restaurante Dona Gracinha

Em um ambiente familiar e com cardápio que valoriza sabores simples e ingredientes da região, o restaurante é uma parada certeira para quem está fazendo a trilha ou passeio de barco e quer parar para um almoço caiçara.

Restaurante do Cruzeiro

Na praia de mesmo nome, o restaurante é um lugar simpático, daqueles em que a comida caseira é a grande estrela. O destaque são os pratos feitos com peixe fresco, uma opção certeira para quem quer almoçar bem no estilo caiçara.

Restaurante do Dadico

Fundado por um pescador nativo, o Dadico, o restaurante fica do lado direito do saco do Mamanguá e oferece uma experiência gastronômica bem autêntica. O menu é o que ele pesca no dia – pode ser uma ostra ou um dos camarões GGG que existem na região. Para acompanhar, peça uma porção de mandioca, colhida ali mesmo pelos quintais.

Restaurante do Dadico, Saco do Mamanguá

O que levar para o Saco do Mamanguá?

Mochila Fjällräven

Tem 24 litros de capacidade e é uma boa companheira, seja nas trilhas ou nos passeios de barco.

Short Fjällräven

Leve e de secagem rápida, acompanha caminhadas, passeios e atividades aquáticas.

Pochete Fjällräven

Conta com bolso interno, porta-chaves e dois bolsos externos de fácil acesso aos itens do dia a dia.

Camiseta Fjällräven

Leve, respirável e de secagem rápida, ideal para trilhas e atividades ao ar livre.

Óculos de sol Zerezes

Essencial para aproveitar os dias ao ar livre com conforto e estilo, seja em trilhas, na praia ou curtindo a vista.

Bota Columbia

Impermeável e com amortecimento avançado, mantém os pés secos e garante conforto a cada passo.

Garrafa Térmica Pacco

Prática para levar nas trilhas e passeios, mantém a bebida gelada por até 24 horas e quente por até 12h.

Balm Multifuncional Alva

Protetor solar 100% natural e vegano que protege dos raios UVA e UVB, enquanto nutre e hidrata profundamente a pele.

Cupom Fjällräven: ANNALAURA
Cupom Zerezes: EZ-ANNALAURA
Cupom Columbia: ANNALAURA
Cupom Pacco: CARPEMUNDI10
Cupom Alva Personal Care: ANNA15

O que fazer em Paraty-Mirim?

Igreja em Paraty-Mirim

A vila de Paraty-Mirim costuma servir mais como porta de entrada para quem quer explorar o Saco do Mamanguá, mas tem também a sua dose de praias desertas e uma vibe caiçara, para quem quer fugir da agitação de turistas de Paraty. A principal praia é a Praia de Paraty-Mirim, com suas águas calmas e uma maior estrutura para turistas. Além disso, lá está localizada a igreja Nossa Senhora da Conceição, uma igrejinha à beira-mar que data do período colonial. Já a Praia do Furado é acessível através de uma curta trilha e também mantem o mesmo aspecto de calmaria, sendo ainda mais vazia. A Praia da Estrada Velha, por sua vez, requer uma trilha um pouco mais longa que passa perto da aldeia indígena de Paraty-Mirim – no caminho, há uma cachoeira também.

Em tempo: o acesso até a Praia de Paraty-Mirim percorre oito quilômetros de estrada de terra, que pode ser bem desafiadora em períodos chuvosos.

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