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Um passeio por Pisa, na Itália: o que ver e onde comer

De Siena ou Florença, Pisa dá um passeio legal numa manhã ou tarde. Mais do que isso, não precisa. O negócio ali é ver a famosa e inclinada Torre de Pisa e dar uma voltinha no centro, parando para o almoço ou só para um gelato.

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BATE-VOLTA NA TORRE DE PISA E CENTRINHO DA CIDADE: O QUE VER E ONDE COMER

Como chegar em Pisa:

De trem. De Florença, em 1h de viagem você está lá (custa desde € 8, só ida). Saindo na estação Pisa Centrale você pega um ônibus que te deixa na boca da torre. De Florença, você pode dedicar um dia a conhecer Pisa e San Gimignano num mesmo rolê bate-volta. Vá de carro se já estiver com um alugado para fazer um roteiro mais aprofundado pela Toscana.

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O que ver em Pisa:

O Campo dei Miracoli

Pisa se tornou uma importante base naval sob o domínio romano e continuou como um porto e centro comercial significativo que rivalizava com Gênova e Veneza até seu declínio no século 13. São de seus anos dourados as construções do Campo dei Miracoli: é ali que estão a Torre de Pisa, a Catedral de Pisa e o Batistério, dispostos num gramadão. Para entrar na bela catedral, que tem estilo românico com influências árabes e asiáticas, não precisa pagar, mas é preciso retirar um ticket com horário para visita na bilheteria. Ali você também escolhe se quer visitar o Batistério, o Camposanto Monumentale (um belo edifício que guarda sarcófagos e esculturas) e o Museo delle Sinopie (antigo hospital com afrescos) – custa € 5 pra ver um, € 7 pra ver dois e € 8 pra ver os três.

Não falta gente tentando encaixar a Torre de Pisa na câmera daquele jeito levemente ridículo que dá impressão de que estamos a segurando. Projetada para abrigar o sino da catedral de Pisa, a torre foi iniciada em 1173 – nos três primeiros andares os caras já notaram que havia inclinação na construção por causa do terreno instável de argila e areia. O engenheiro Bonnano Pisano até tentou consertar a coisa nos andares superiores, mas não funcionou. No século 20, a torre passou a se inclinar cerca de 1,2 milímetro por ano, até ser fechada ao público em 1990, quando a pendência do eixo chegou a 4,5 metros. Um projeto milionário que terminou em 2011 salvou a torre, mas, para a alegria do Instagram, ela continua tortinha. Custa salgadíssimos € 18 para subir na torre, e, se você for no verão é melhor reservar horário antes pela internet. Eu particularmente acho que não vale a pena subir: a vista não é grande coisa (foto abaixo). Melhor investir a grana num bom prato de macarrão.

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Uma volta pela cidade de Pisa

Saindo da Torre de Pisa, vá andando pela Via Santa Maria vendo o movimento e depois vire à esquerda para dar na Piazza dei Cavalieri, que nos tempos medievais era o centro político de Pisa. Hoje ela guarda a Igreja de San Stefano dei Cavalieri e a Scuola Normale di Pisa, parte do conceituado sistema universitário da cidade.

Continuando pela Via Ulisse Dini, passando por outras praças e construções históricas, pare pra almoçar na Osteria Culegna (fechada aos domingos), um restaurante familiar escondido dos turistas – vai bem o nhoque de cogumelos acompanhado de um vinho toscano. Saindo, caminhe até a Piazza delle Vettovaglie pra ver seus arcos e depois siga até a beira do Rio Arno para admirar a vista para a água. Do outro lado do rio fica o Palazzo Blu, um prédio do século 14 com fachada azul lindamente restaurado que tem exposições de arte temporárias. Aí, parta para um gelato na Gelateria De’ Coltelli, uma das melhores da cidade. Se estiver em Pisa de noite, jante na Spaghetteria Alle Bandierine (dá pra imaginar a especialidade) e termine com um drinque na Piazza Garibaldi, o point noturno de Pisa.

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A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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