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O que fazer no Rio de Janeiro: 25 programas imperdíveis

O Rio tem passeios pra passar semanas na cidade sem repetir, entre cartões-postais e aqueles que só os cariocas conhecem. Aqui, minha lista de atrações preferidas, óbvias e não óbvias, pra você que nunca foi e pra você que já foi 50 vezes. Veja aqui o que fazer no Rio de Janeiro.

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Parque Penhasco Dois Irmãos

Me admira que esse local seja ainda tão desconhecido, dada a localização óbvia, no fim do Leblon (Rua Aperana, 21/2976-1558) – não confunda com o Mirante do Leblon. Com pouquíssima gente, 40 hectares de jardins bem cuidados, laguinho, anfiteatro, uma escultura de Niemeyer, micos e lagartos passando sem cerimônia, ele abriga quatro mirantes pra ver a Cidade Maravilhosa do alto até cansar. Do primeiro deles, bem perto da entrada, já dá para avistar Ipanema todinha. Dos outros, mais no alto, entra o Corcovado, a Lagoa e até São Conrado. (ter/ dom 8h/17h; grátis)

Forte de Copacabana

O famoso forte, que completou 100 anos em 2014, nasceu da necessidade de reforçar as defesas da Baía de Guanabara. Hoje, você pode visitar um pequeno museu e centro cultural, andar pelos canhões da fortificação e curtir o vistão de Copacabana. Ali também abriu uma filial da clássica Confeitaria Colombo: pra sentar nas mesinhas e traçar doces portugueses. (museu e exposições: ter/dom e feriados, 10h/18h, área externa e café: ter/dom e feriados, 10h/20h; R$ 6)

Bicicleta na orla

O sistema de compartilhamento de bicicletas carioca, o Bike Rio, é um sucesso. Pra aderir, basta ligar no número 21/4003-6054, cadastrar seu cartão de crédito (veja instruções no site) e encontrar a estação mais próxima. Uma vez com a bike, você pode pedalar na ciclovia do Leme atééé o Leblon, passando por Copa, Arpoador e Ipanema. Programão fácil e delicioso.

O QUE FAZER NO RIO DE JANEIRO:

Favela Sunset Tour

O paraense Alberto Mello, morador da Comunidade do Cantagalo e guia turístico, lançou um tour para ver o pôr do sol no alto do Morro do Cantagalo.  Você encontra com ele na Praça General Osório, em Ipanema, e sobe pelo elevador da estação de metrô até a comunidade. Alberto de leva pelas vielas e casas, cumprimentando o pessoal, e envereda por uma trilha que ele mesmo abriu no mato até o topinho do Cantagalo. Difícil descrever a sensação de estar lá em cima, com esse panorama aí da foto na sua frente. Na volta, você desce pelo outro lado do morro, de cara para Copacabana. Ele explica seu objetivo com o tour: “Quero que as pessoas daqui se acostumem a ver gente de fora, e vice versa, e incentivar a abertura de hotéis e restaurantes dentro da comunidade. E assim mudar a visão do que é a favela”. Estamos com você, Alberto.

favela sunset tour, rio de janeiro

Jardim Botânico (o parque e o bairro)

O que fazer no Rio de Janeiro: Jardim Botânico (seg 12h/17h, ter/dom 8h/17h) mais fotografado do Brasil (ninguém resiste à alameda de palmeiras-imperiais) foi criado por Dom João VI e tem cerca de 9 mil espécies vegetais em estufas e canteiros – é permitido e *recomendado* fazer piquenique. Lá dentro também fica uma filial da La Bicyclette, um bistrô e padaria pra comer delícias a qualquer hora do dia. Saindo do jardim, o bairro homônimo também é uma delícia pra bater perna. Espie as lojinhas da Rua Lopes Quintas, uma mais fofa que a outra, como a Dona Coisa, a Overend e o Gabinete Duilio Sartori. Para o almoço, veja as sugestões do Café Carandaí  (já encontrei a chef Roberta Sudbrack almoçando ali) ou do Volta, na Rua Visconde de Carandaí, de comida típica brasileira. A partir das 18h, a boa é o terraço do bar Sobe, na Pacheco Leão, com vista para o Cristo e cardápio de drinks e comidas excelente.

barsobe

Horto Florestal e Vista Chinesa

O que fazer no Rio de Janeiro: Próximo do Jardim e facinho de chegar de táxi ou ônibus, o Horto é um passeio aprazível, ainda mais fora dos fins de semana, quando fica mais vazio. Vá até a entrada (Rua Pacheco Leão, 2040, 21/3875-6211), integrada ao Parque Nacional da Tijuca, e se embrenhe pela trilha fácil da Cachoeira do Chuveiro, entre a vegetação, pedras e raízes, com eventuais correntes para ajudar a segurar (não recomendo para idosos). Um vez na queda d’água, é só aproveitar o banho. Se der sorte, na volta encontre o tiozinho que fica vendendo açaí. Depois, são 6 quilômetros de caminhada pela estrada até a Vista Chinesa (Estrada da Vista Chinesa, s/nº, Alto da Boa Vista), composto por um pagode com gárgulas e dragões colocado ali em 1903. A vista é indescritível, com o Rio de Janeiro ainda mais maravilhoso.

O QUE FAZER NO RIO DE JANEIRO:

Bar Bip Bip

Programa cult e bem diferentão em Copacabana, que promove sessões quase que religiosas de rodas de choro de segundas e terças, bossa nova às quartas e samba às quintas, sextas e domingos, num espaço mínimo onde quem não chegar às 19h, a hora de abertura, não consegue sentar. O proprietário, Alfredo Jacinto Melo, é uma figura folclórica que conversa e repreende quem acabar atrapalhando os músicos falando alto. Nas paredes, fotos e recortes de jornal recontam a história do bar e de antigos frequentadores ilustres como Beth Carvalho, Nelson Sargento, Elton Medeiros, Moacyr Luz e Cristina Buarque. (diariamente19h/1h)

Jantar chique ou ~night~ em Botafogo

Botafogo virou point de inaugurações de restaurantes e bares nos últimos anos – por todo lado novos estabelecimentos invadiram o bairro, muitos em belos casarões antigos reformados. A Rua Conde de Irajá é o epicentro da gastronomia, onde ficam o ótimo Irajá, do chef Pedro Artagão, o Lasai (para gastar os tubos e comer um menu-degustação dos deuses), o Miam Miam, da chef Roberta Ciasca.  Na ~night~ faz sucesso o Comuna, misto de bar, galeria de arte e uma das melhores hamburguerias da cidade conseguiu transformar a Rua Sorocaba numa espécie  de mini-Baixo Gávea nos fins de semana, com gente ocupando as calçadas e o asfalto. E também o Teto Solar, com 40 rótulos de cerveja de várias partes do globo.

Pão de Açúcar e pista Claudio Coutinho

Entre o que fazer no Rio de Janeiro, subir no morro do Pão de Açúcar ,é uma das coisas que todo mundo tem que fazer uma vez na vida. Atração mais famosa do Rio de Janeiro, com seus 396 metros de altura e vista infalível. A entrada é salgada (R$ 62) mas o passeio de bondinho é inesquecível. Na volta, pare na Praia Vermelha e adentre a Pista Cláudio Coutinho para uma caminhada: no começo dela ainda dá para ver o bondinho e a praia; depois, só o mar e a vegetação.

Parasail

O que fazer no Rio de Janeiro: Nova moda do verão carioca, o passeio de parasail da Parasail in Rio sai da Marina da Glória. Enquanto a lancha avança, você recebe o equipamento, uma espécie de cadeirinha. Daí, basta se equilibrar em uma plataforma na traseira do barco, o instrutor acoplar o paraquedas e, em segundos, você está no ar! O voo é gostoso e confortável e não requer muita coragem: o frio na barriga fica por conta da emoção de estar flutuando sobre a Baía de Guanabara. Caso queira se molhar, o piloto diminui a velocidade até que você raspe os pés na água. A volta à plataforma da lancha é suave e, quando acaba, dá aquela sensação de que foi rápido demais (são 15 minutos). Dica: marque o passeio para às 16h pro fim calhar com o pôr do sol.

parasail in rio

O QUE FAZER NO RIO DE JANEIRO:

Bar Urca

No bairro da Urca, bem perto do Forte São João, o bar de 1939 é um programa completo. O pessoal chega, compra uma cerveja e uma porção no balcão (eles também vendem alguns pratos na “canoa” por R$ 26) e se acomoda na mureta em frente, debruçada sobre a Baía de Guanabara. O pôr do sol vai colorido o céu enquanto você curte a vibe – nos fins de semana, a calçada fica apinhada de gente. Quando a noite cair, você pode ir ao andar de cima do restaurante para um jantar propriamente dito, no salão com garçons simpaticíssimos e paredes repletas de prêmios e matérias de revista e jornal sobre o lugar ao longo das décadas. Não tem erro o bobó de camarão e a caipirinha de siriguela.

bar-urca

The Maze

Na Comunidade Tavares Bastos, o lugar é um projeto do inglês e ex-jornalista da BBC, Bob Nadkarni,que comanda concorridas sessões de jazz, shows e festas – para saber a programação, fique de olho no site, no facebook e no twiter Bob Nadkarni@TheMazeRio – normalmente rolam eventos nas primeiras sextas-feiras do mês. O bar (que também abriga um hostel), como quase todos os estabelecimentos nas comunidades, tem vista sensacional para a cidade.

Parque da Catacumba

Esse parque na Lagoa Rodrigo de Freitas é uma área reflorestada que já foi favela e hoje abriga trilhas, uma coleção de esculturas e velhinhos jogando xadrez. Uma caminhada de meia hora leva aos mirantes Sacopã e Pedra do Urubu, de onde se enxerga a Lagoa de frente e do alto. Ali também funciona o Lago Aventuras, que organiza rapel, tirolesa e arvorismo. (Avenida Epitacio Pessoa, 3000, ter/dom, 9h/18h)

Instituto Moreira Salles

O que fazer no Rio de Janeiro: a antiga residência da família Moreira Salles na Gávea hoje é um centro cultural com mais de 10 mil m² e jardins do célebre Burle Marx. Vale visitar independente da exposição da vez pra ver a construção, o paisagismo e o café. (Rua Marquês de São Vicente, 476, ter/dom 11h/20h)

instituto moreira salles, rio de janeiro

O QUE FAZER NO RIO DE JANEIRO:

Santa Teresa e Mirante Dona Marta

O que fazer no Rio de Janeiro: Com o bonde funcionando parcialmente agora, Santa Teresa ganhou seu ícone de volta. Mas nem precisava, porque cursar as ruas do bairro ainda é um programão. Veja as lojinhas da Rua Almirante Alexandrino (na altura do número 402) e o Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre, 169, 21/2252-1039): tem vista linda para o Centro e sempre algum evento rolando. Se abasteça então dos pães de queijo mais viciantes da cidade na Cultivar Brasil (Rua Paschoal  Carlos Magno, 124, 21/3173-8952) e veja o charmoso Largo dos Guimarães. Pra comer, temos o Bar do Mineiro, que serve a tradicional feijoada, o top restaurante Aprazível, para um jantar com vistão para a cidade. Dali também pode-se embarcar em um ônibus e conhecer um dos mirantes mais bonitos do Rio, o Dona Marta. As linhas 006 e 007 que passam ao longo da Rua Almirante Alexandrino levam, em 20 minutos, a uma das entradas do Parque da Tijuca. Você desce no ponto final, o Silvestre, e caminha meia hora até chegar ao mirante. Lá de cima se vê o Maracanã, o Pão de Açúcar, o bairro de Botafogo inteirinho e o Cristo.

Morro da Conceição

No século 16, o morro marcou o movimento de ocupação inicial da cidade e hoje permanece como uma joia histórica em meio às obras que revitalizam a Zona Portuária. Pra quem está na Avenida Rio Branco, ande até o cruzamento com a Rua Acre, atravesse e pegue a Travessa do Liceu, onde uma escadinha com uma placa indica a Ladeira Felippe Nery. Ali está a Ladeira do João Homem, uma das portas de entrada do morro. Lá em cima, além da vista bonita da Baía de Guanabara, há casinhas coloridas, o ateliê do pintor Paulo Dallier, a Fortaleza da Conceição, construída entre 1713 e 1718 pra proteger a baía contra invasões, e o Jardim Suspenso do Valongo, de inspiração inglesa que surgiu após a abolição.

Samba da Pedra do Sal

O local é meio surreal, com uma grande rocha encrustada no meio das casas e predinhos antigos. No passado, servia como ponto de embarque e desembarque de sal pelos escravos que trabalhavam nos cais. Ali começou o samba urbano carioca, batido na palma da mão, no pandeiro, no prato-e-faca; frequentado por gente como Donga, Pixinguinha e João da Baiana. Hoje, num clima animado e quase familiar, continuam rolando rodas de samba todas as segundas e sextas, abastecidas pelos carrinhos de cerveja e comidas como o “feijão bombado”, uma cumbuca que te segura a noite toda. Uma experiência incrível.
(Rua Argemiro Bulcão, Saúde, 21/99701-8905 , seg/sex a partir das 20h)

O QUE FAZER NO RIO DE JANEIRO:

MAR e Museu do Amanhã

Depois de quatro anos em obras, a Praça Mauá reabriu uma belezura só, de cara pra carcaça supermoderna do Museu do Amanhã, do badalado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, recém-aberto. Por ali também fica o Museu de Arte do Rio (R$ 8), com sua forma ondulada e quatro andares de exposições, com um piso destinado a mostras sobre o Rio de Janeiro e outro só para arte contemporânea.

museu de arte MAR, rio de janeiro

Fábrica Aberta (Fábrica Bhering)

Essa antiga fábrica de chocolates abandonada no bairro de Santo Cristo, na Zona Portuária, é ocupada por  artistas, estilistas, restauradores e fotógrafos que montaram lá seus ateliês, junto a lojas de decoração e projetos de coworking. Normalmente o local fica fechado e você precisa marcar horário para visitar, exceção nos eventos Fábrica Aberta (veja datas no facebook) quando todos os ateliês abrem as portas ao mesmo tempo. De segunda a sábado, entre às 12h e 16h, também funciona ali o aconchegante Café da Fábrica. (Rua Orestes, 2, Santo Cristo)

O QUE FAZER NO RIO DE JANEIRO:

Praça da Bandeira

Poucos motivos te levarão à Zona Norte do Rio, e este aqui é um deles. Nas ruas ao redor dessa praça, onde a atual bandeira brasileira foi hasteada pela primeira vez em 1889, formou-se um polo gastronômico autêntico e delicioso (mas não barato, porque quase nada nessa cidade é barato). Os dois grandes expoentes do local são o Aconchego Carioca, da chef Kátia Barbosa, autora do inigualável bolinho de feijoada, e o Bar da Frente, cujo carro-chefe é o porquinho no quimono: rolinho-primavera recheado de costela suína defumada e requeijão de ervas, acompanhado por molho agridoce à base de melado.

Voo de helicóptero com a Vertical Rio

Não tem jeito melhor de eternizar o Rio num clique do que de um helicóptero sem portas, unindo a experiência de voar com a fotografia. E foi isso que a Vertical Rio idealizou, levando em conta a ideia de um fotógrafo que é também piloto de helicóptero. O mais legal é que é você quem decide o seu trajeto de voo: pode tirar ou acrescentar algo no roteiro de voo sem complicações. Mas o mais bonito, claro, é a vista do Cristo com o Pão de Açúcar ao fundo, além do Morro Dois Irmãos ao fim do Leblon. E, ao sobrevoar a Pedra do Arpoador, o piloto te deixa colocar os pés pra fora da aeronave e curtir a sensação do vento batendo no corpo. A experiência sai por R$ 690, mas vale cada centavo. Os voos partem do Aeroporto de Jacarepaguá, depois da Barra. Leia mais sobre o passeio aqui.

Trilha da Pedra Bonita

O que fazer no Rio de Janeiro: Lá, onde o pessoal mais intrépido pula de asa-delta, está a trilha com melhor relação esforço/vista do Rio. Pra chegar até lá de carro, partindo da Zona Sul, deve-se partir pela estrada Lagoa-Barra, pegar a saída para o Joá e subir a Estrada das Canoas. Logo na interseção com a Estrada da Pedra Bonita tem uma placa indicando a subida para a rampa, na mão contrária. São cerca de 40 minutos de trilha fácil pela mata fechada para chega lá em cima, a quase 700 metros de altitude, um espaço enorme na rocha pra caminhar e encontrar o melhor ângulo pra a foto. À frente. a Pedra da Gávea, à esquerda, São Conrado e o Cristo pequenino, à direira, a Barra da Tijuca e Recreio. É bastante segura e não requer guia. seg/dom, 8h/17h, grátis

Joatinga

Mais uma praia pra série “cansei só de Copa-Ipanema-Leblon”. Pra chegar (de táxi ou carro) deve-se subir pela Estrada do Joá depois de São Conrado até a entrada de um condomínio (selecione a Rua Lasar Segall no GPS do Google Maps ou no Waze), onde um punhado de sortudos habita casarões murados. Pra alcançar a faixa de areia – de apenas 300 metros –, é preciso descer um caminho tortuoso (pero no mucho) pelas rochas. Joatinga é daquelas praias mais bonitas e fotogênicas quando vistas de cima: só assim você percebe a água mudando do azul para o verde-esmeralda. Mas lá embaixo também não é nada mal. Em tempo: nos fins de semana é bom chegar cedo para conseguir estacionar.

praia joatinga, rio de janeiro

O QUE FAZER NO RIO DE JANEIRO:

Museu da Seleção Brasileira

Apesar dos pesares, o museu que a CBF deixou depois da Copa é um espetáculo até pra quem não gosta de futebol. Tem uma monitoria super escolada e atenciosa (até exageradamente) que conduz pelas salas com filmes, projeções e experiências interativas e audiovisuais que contam toda a história do Brasil com o futebol, incluindo a exposição com as cinco taças do pentacampeonato mundial. Uma das coisas mais legais são os óculos de realidade virtual com os quais você se vê dentro de vestiários e campos com os jogadores em partidas famosas. O lugar também tem lojinha e café. A localização na Barra da Tijuca é estranha e não prática, mas vale o deslocamento. (seg/dom 10h/18h, R$ 22)

Secreto

Pra chegar, é preciso seguir Avenida Lúcio Costa, no sentido Recreio, e se orientar pelas placas até a Estrada do Pontal e a Praia da Macumba. Mas nada como belo Secreto. Para descobri-lo, você pode sair da Macumba andando pelas pedras ou subir pela estrada que liga Macumba e Prainha, encontrar uma trilha no mato rasteiro (é bem fácil) e depois encarar uma descida desafiadora (melhor ir descalço e bem abaixado) pelo barranco. Tchanan: eis o Secreto, onde as pedras formam uma deliciosa piscina natural de água claríssima. Evite os fins de semana, quando o Secreto não fica tão secreto assim.

Prainha e Grumari

O que fazer no Rio de Janeiro: seguindo pela Barra em direção ao Recreio, pegue a Estrada do Pontal para encontrar essas duas joias, ambas em áreas de proteção ambiental. Pra dar um tempo de praias cercadas por prédios e barulho de carros da Zona Sul, essas faixas de areia dão um belo dia com mar verdinho, areia fofa e matagal virgem. Grumari é mais extensa e ampla e no canto esquerdo abriga Abricó, trecho dedicado ao naturismo.

Barra de Guaratiba

Se estiver na Zona Sul, haja estrada pra chegar: a Barra de Guaratiba fica pra lá do Recreio. Mas essa pontinha no extremo oeste da cidade guarda uma série de passeios interessantes. Ali estão as quatro praias mais selvagens do Rio de Janeiro: do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno. O acesso, por trilha, se dá na Rua Parlon Siqueira; dali são 40 minutos a pé entre árvores e pedras pichadas (ainda é o Rio, afinal) até a do Perigoso, a mais pop entre elas, linda e quase sempre vazia. Outra experiência incrível na Barra de Guaratiba é fazer SUP no Canal do Mangue. Alugue a pranchona na Casa do Remo, que vez ou outra recebe globais, e saia pela água tranquila e amarronzada entre túneis de troncos retorcidos onde estalam guaiamuns e pousam garças. Melhor ainda: vá às Remadas da Lua Cheia, na primeira noite de lua cheia de cada mês, quando um DJ embala o passeio noturno e há comes e bebes. Por último, dá tempo de conhecer o Sítio Burle Marx, antiga casa do famoso paisagista. A visita guiada leva pela casa, forrada de obras de arte, e o esplendoroso jardim (com 3 500 espécies de plantas!). Agende pelo 21/2410-1412. Quando a fome bater, estacione no Restaurante do Bira e sente na área externa, com vista fenomenal pro mangue e a mata ao redor. Peça pastelzinho, polvo grelhado, camarão ou peixe na panela de barro.

restaurante do bira, barra de guaratiba, rio de janeiro

O QUE FAZER NO RIO DE JANEIRO: e você, o que indica?

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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Há 22 comentários para “O que fazer no Rio de Janeiro: 25 programas imperdíveis

  1. Muito boa a reportagem! Só fiquei um pouco confusa quando foi mencionado a Rua Lopes Quintas, entre o meio e o começo. Pois lá foi colocado uma imagem de algum restaurante mas está sem nome. Pode ser qualquer um dos três que foi mencionado. Achei que com a foto o lugar parece ser muito agradável – para ser mais precisa a foto está em cima do “Horto Florestal e Vista Chinesa”. Gostaria muito de saber que local é esse da foto pois gostaria muito de ir.

  2. Achei bem interessante, mas sabemos que o Rio de Janeiro apresenta inumeras opções, e escolher apenas 25 deve ser uma tortura, uma pena não falar nas belissimas praias da Costa verde do RJ onde podemos citar Angra dos Reis com suas inumeras ilhas e nem na Região dos Lagos, onde encontramos paradisíacas praias como Buzios entre outras…

  3. Escadaria Selaron, Uruguaiana, Arcos da Lapa, Monsteiro São Bento, Favela Dna Marta e Estátua Michael Jackson, Sitiê Vidigal c trilha para Morro Dois Irmãos, Minhocão, Planetário, Sta Teresa o Rest Espírito Santa e passeio de bondinho, Bar do Davi no Morrovda Babilônia c trilha, ui.
    Se for p falar do entorno…fazendas de cafe, etc e tal. Bjs

  4. Muito boa e ótimas dicas na reportagem!! Porém, tem um erro no badalado endereço em Botafogo, pois não é Rua Visconde de Irajá e sim Rua CONDE de Irajá.

  5. Ótima ideia, não sou carioca e moro no Rio a 32 anos, cidade que escolhi pra morar, então, vivo turistando pela cidade e adoro mostrar a cidade para os meus amigos e familiares de fora. Parabéns

  6. Indico o stand up PADDLE em diversos lugares.
    A remada até as tijuquinhas (alugando prancha no pepê)
    SUP no pôr do sol em Ipanema ( pra fugir da lotada pedra do arpoador)
    SUP no posto 6 ! Visual arrebatador de Copacabana!
    Sup na urca (belíssimo).
    Points de aluguel/instruções de Sup em todas as praias citadas acima..

    1. Em tempo: Floresta da Tijuca, Paineiras, também tem acesso à Vista Chinesa, Cristo Redentor pela trilha nas Paineiras, a boemia de Vila Isabel, Quinta da Boa Vista, Cadeg… Enfim, muitas coisas podem te levar à zona nortr do Rio. 😉

    2. Oi Camila! Quis dizer que normalmente quem está turistando pelo Rio não vai muito à Zona Norte, e não que lá não tem coisas legais 😉 Anotadas as dicas, muito obrigada!

    1. Oi Carlos! Eu fiquei dez dias no Rio no ano passado e fiz quase todos esses passeios sozinha! Foi bem tranquilo. Só tomar as precauções de sempre!

  7. Vou ao Rio durante o ano todo. E um programa por mais óbvio que seja l, se tratando da cidade do Carnaval, é: ir a uma quadra de escola de samba! Eu frequento a quadra do Salgueiro (Rua Sílvia Téles 104, Andaraí) no mínimo a 6 anos.
    Nunca observei qualquer problema nem tão pouco sensação de “medo” naquelas proximidades!
    Fácil acesso da zs pelo metro, fácil volta para zs (via taxi, um média de 50$)
    Ambiente familiar…. pessoas daa comuodade misturadas a todo tipo de “gringo” , samba de ótima qualidade e uma energia contagiante!
    Serviço de bares e quitutes dentro da quadra, onde é cobrada entrada, que vaira de 30 a 50$ dependedo da epoca e da programacao! Seguracao em toda a quadra e entorno….
    vale a pena apreciar fora da quadra rua Silvia Téles, a infinidade de barraquinhas com os mais diversos tipos de lanches de qualidade!!! E claro cerveja gelada e caipiras preparadas no local!
    Ótima pedida para quem curte carnaval e fica receoso em ir na quadra!

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