Ibitipoca (MG) é um destino de cachoeira redondinho. O centrinho gracinha e percorrível a pé tem comida mineira barata, lojinhas de artesanato e bares. A oferta de hospedagem vai de campings até hotel de luxo. E as atrações ficam concentradas em um parque estadual que, graças ao limite de visitantes diário, nunca enche (e onde você deixa o carro na portaria e faz tudo por trilhas). Descubra neste post o que fazer em Ibitipoca.

E, claro, a natureza dá um show ali: na Serra do Ibitipoca, uma ramificação da Serra da Mantiqueira, a região é protegida pelo Parque Estadual do Ibitipoca, com 1 400 hectares de Mata Atlântica, campos rupestres e matas ciliares ao longo dos vários cursos d’água que formam piscinas naturais e cachoeiras. Também há belas grutas e formações rochosas.

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IBITIPOCA (MG)

Onde fica:

No sul de Minas, a cidadezinha de Conceição de Ibitipoca fica a 264 km do Rio, 318 km de Belo Horizonte e 439 km de São Paulo. O melhor é ir de carro – de  ônibus é um rolê, porque normalmente tem que fazer “baldeação” em Juiz de Fora, ir até o município de Lima Duarte e de lá ainda até Conceição de Ibitipoca.

Quando tempo ficar:

Para os cariocas, acho que até rola ir em um fim de semana – de SP ou BH, vá com pelo menos três dias inteiros lá. Se der pra ficar cinco, melhor ainda.

Quando ir:

Entre abril e outubro chove pouco e predominam dias ensolarados – mas tem que ter aquela coragem de entrar na água fria das cachoeiras. O verão é mais quente, mas bem chuvoso. Durante o ano todo as temperaturas caem consideravelmente à noite (mesmo em janeiro) – leve casaco. É importante saber que, nos feriados mais lotados (Ano-novo e Carnaval, por exemplo), tem que entrar no parque até 7h, se não lota – então, se estiver a fim de dias preguiçosos acordando tarde, esquece. Lembrando que também há passeios para fazer em propriedades particulares no entorno do parque, pagando passeios com agências da cidade. Uma agenda de eventos também recheia a programação da cidade e pode dar mais graça à sua visita – em junho, tem festival de jazz; em agosto, de blues; e, em setembro, de cerveja artesanal.

Onde se hospedar:

No centro tem campings e chalés para alugar e pagar bem pouquinho, como o Ibitilua. Para mais conforto, há pousadinhas como a Tangará (diárias desde R$ 225), estilo casinha de campo, a Sangha Pyara (diárias desde R$ 220), com instalações simples e café da manhã caprichado, e a Janela do Céu (desde R$ 270), com panoramas bonitos para a região. Mais requintada, a Meu Recanto (fotos abaixo) (diárias desde R$ 364) conta com chalés românticos com banheira e roupões, e a Alto dos Manacás (desde R$ 350), colada no parque estadual, descortina vistas lindas de todas as partes. Daí pule vários patamares para chegar ao Comuna do Ibitipoca (diárias a partir de R$ 1 500), um hotel cinco-estrelas construído em uma antiga casa de fazenda em uma propriedade com suas próprias cachoeiras e restaurante com menu do chef Claude Troisgros.

O que fazer em Ibitipoca:

Parque Estadual do Ibitipoca

A 3 km da vila, o parque funciona diariamente das 7h às 18h e tem estrutura na entrada com estacionamento (pago), banheiros, lanchonete e mapas explicativos. São três circuitos diferentes para explorar – indo devagarinho, dá para fazer um por dia (não precisa de guia, já que as trilhas são bem sinalizadas – é só prestar atenção no caminho). É possível acampar dentro da área do parque, por ordem de chegada (mas aí leve um conta que a portaria fecha e não dá para sair de lá à noite).

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O que fazer em Ibitipoca: atrações dentro do parque

Circuito das Águas: com 5 km de caminhada, é o mais light, com pequenas quedas d’água e piscinas naturais para entrar. Não perca a Ponte de Pedra, que dá boas fotos com rio passando dentro, e o belo Lago das Mirangens, embaixo do paredão de Santo Antônio.

Circuito Janela do Céu: é o rolê mais longo é mais procurado do parque: totaliza 16 km de caminhada (ida e volta) e tem subida. O destino é a famosa Janela do Céu, um mirante em um poço no alto dessa cachoeira com vista incrível para o vale e cujas águas refletem as nuvens. O pessoal faz fila para tirar foto na bordinha. No caminho, tem alguns desvios para outras cachoeiras e grutas.

– Circuito do Peão: com 11 km, o percurso foi recentemente ampliado, e agora inclui, além de grutas e do mirante no alto do Pico do Peão, acesso às cachoeiras da Pedra Furada e do Encanto e ao Poço do Campari. Essa expansão deu mais graça ao circuito, antes preterido em relação aos outros, e faz valer um terceiro dia no parque.

IMPORTANTE: apronte uma mochilinha para passar o dia no parque com toalha, protetor solar, boné, água e lanche (não tem onde almoçar entre as trilhas). Dá para comprar comidinhas nos mercadinhos da cidade.

O que fazer em Ibitipoca: atrações fora do parque

Com agências da cidade, como a Sauá Turismo, você pode visitar outras partes da queda da cachoeira Janela do Céu, que ficam fora do parque, com trilhas e paradas para banho. Eles também podem levar para mirantes para ver o pôr do sol – como o do Serra Da Rancharia – que só podem ser acessados por carro 4×4, e para tours de caiaque e bote no rio Grande. Dica: você pode marcar o passeio do pôr do sol no dia da chegada à cidade, antes de começar a explorar o parque.

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O que fazer em Ibitipoca: atrações da vila

Com ruas de paralelepípedo, a pequena vila de Conceição de Ibitipoca tem um centrinho compacto com uma vibe de Campos de Jordão (bem) modesta. Dê uma espiada na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e pare nas lojinhas para comprar queijos, geleias, mel e o quitute da cidade por excelência, o pão de canela (é legal provar de vários lugares diferentes para eleger o melhor). Também tem boas lojas de artesanato têxtil.

Para almoçar baratinho, tem quilos como o Restaurante Tia Túnica, com comida mineira honestíssima. Para jantar um troço mais gostosinho, vá à Pizzaria Serra Nostra, com pizzas e caldos, ao Serrafina Bistrô, com pratos mais elaborados, e ao Cabra da Peste, de pratos mineiros e cervejas artesanais. O Portal da Serra congrega uma série de restaurantes e barzinhos para curtir à noite, às vezes com música ao vivo. O bar mais famoso da cidade é o excêntrico Bar do Firma, decorado com uma tralha que vai objetos de antiquário a pôsteres de piratas, plantas secas e capas de discos.

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Betina Neves

A jornalista é perita em traçar roteiros e vive na eterna busca pela passagem aérea mais barata. Escreve um e outro post por aqui enquanto explora o mundo dentro e fora de si. Pode ser encontrada em cachoeiras na Chapada dos Veadeiros, retiros budistas na Tailândia e montanhas na Califórnia.

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