Chicago é a terceira maior cidade americana,

um oásis pulsante no miolo das cidadezinhas sem graça do Mid-West, como é chamado o meião dos States. Lugar de fanáticos por esportes, arquitetura arrojada, parques bonitos, restaurantes estrelados, museus top, uma das melhores orquestras do mundo, muito blues e jazz e até praias, Chicago merece pelo menos três dias inteiros de visita. Veja aqui o que fazer em Chicago.

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DIA 1: O QUE FAZER EM CHICAGO

O centro da cidade fica no chamado Loop. A rua de comércio que o corta é a State Street, com as lojas de sempre que a gente sempre quer ver: Barnes & Noble, Macy’s, Urban Outfitters, H&M, Target. E o coração verde do Loop é o agradável Millenium Park, onde está a famosa escultura de ameba de metal do artista Anish Kapoor, a Cloud Gate. No verão, crianças brincam ao redor das Crown Fountains, uma obra interativa em que imagens de duas bocas em telas de LED cospem água e refrescam o calorão. No inverno, fica todo branquinho, coberto de gelo. O parque também emana a maior parte da energia cultural da cidade: ali fica o fantástico Art Institute, um museu de primeira classe com um dos meus quadros preferidos: Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grand Jatte, do pintor pós-impressionista francês Georges Seurat. A ala moderna do museu, toda envidraçada, foi projetada pelo badalado arquiteto italiano Renzo Piano. Quase em frente a ele, o Symphonic Center, casa da Orquestra Sinfônica de Chicago, uma das mais tops do mundo.

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Cloud Gate, a conhecida escultura de metal do Millenium Park

O Loop é o melhor lugar pra entender como Chicago tem tudo a ver com arquitetura: depois do chamado Grande Incêndio de 1871, que torrou a maior parte da cidade, arquitetos como Daniel Burnham e Frank Lloyd Wright construíram os primeiros arranha-céus do país. Mais tarde, o alemão Mies van der Rohe e seus seguidores revolucionaram a paisagem local com prédios modernos cheios de estruturas de aço e vidro. E depois deles os pós-modernos.

Pra sacar tudo isso a boa é fazer o tour da Chicago Architecture Foundation, que tem guias simpáticos que sabem tudo de explicar arquitetura pra quem não entende nada de arquitetura. Dá pra ir a pé ou de barco pelo lago Michigan (só se estiver calor), que enquadra a cidade – veja as opções no site.

De noite, vá até o bairro de Meatpacking District (sim, o mesmo nome do de Nova York), onde fica a Restaurant Row, com os melhores restaurantes da cidade enfileirados. O Blackbird, de comida americana moderna, é elegante sem ser pretensioso e tem preços consideravelmente razoáveis, pra você esquecer que está nos EUA e comer muuuucho bem. Outra opção é investir num clássico e assistir a uma peça no icônico Chicago Theatre.

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O que fazer em Chicago: visitar o famoso Chicago Theatre – e tirar fotos da fachada!

DIA 2: O QUE FAZER EM CHICAGO

No Loop há um super complexo de museus rodeados por um parque gramado. Ali estão o Field Museum, um museu de história natural giga cheio de esqueletos de dinossauros e boas exposições temporárias, e o Adler Planetarium, o planetário mais antigo dos EUA, com museu interativo sobre o espaço e a vida dos astronautas.

Ainda no Loop há outro ponto turístico clássico: o Skydeck, observátorio da Willis Tower, o prédio mais alto da cidade. Pra dar mais vertigem, os caras instalaram uns cubos de vidro encaixados pra fora do prédio. A sensação é de flutuar a 400 metros de altura. Paga-se US$ 22 pra entrar.

O QUE FAZER EM CHICAGO:

SUBIR NO OBSERVATÓRIO DA WILLIS TOWER

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Atravessando o rio, ao norte, está a região de River North, onde fica a Magnificent Mile, alcunha pra um pedaço da Michigan Avenue que é a 5ª Avenida local – “o” lugar pra compras em Chicago. Tem Apple, Chanel, Best Buy…

Escorregue alguns quarteirões a oeste, no cruzamento entre as ruas Superior e Franklin, pra ver uma pequena concentração de galerias de arte e outras lojas. Passeie por ali e depois coma na Lou Malnati’s Pizzeria a típica “deep dish pizza”, patente chicaguina, uma pizza-torta grossa, queijuda e deliciosa. E de sobremesa vá na The Doughnut Vault, uma portinha escondida que vende os melhores donuts da cidade <3

O fim de tarde pode ser no Navy Pier, clássico de o que fazer em Chicago. Parte dele lembra aquelas feiras de filme em que o mocinho leva a mocinha nas comédias românticas, com parque de diversões com carrossel, roda-gigante e joguinhos – tudo de cara pro Lago Michigan. O complexo ainda engloba um museu pra crianças, cinema, restaurantes, teatro, lojas… Dica pra quem curte fotografar.

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DIA 3: O QUE FAZER EM CHICAGO

Pouca gente sai da área turística, mas vale muito a pena rumar um pouco ao oeste do Loop pra região de Wicker Park, fora dos clássicos de o que fazer em Chicago. Do Millennium Park é só pegar a linha azul do metrô suspenso (que eles chamam de “The L”) na estação Monroe e descer na estação Damen.

A Milwaukee Avenue, no trecho entre a Divion Street até a North Avenue, é um burburinho hipster com vários brechós, cafés vintage, lojinhas independentes pra presentes originais, livrarias. Adoro a Reckless Records, coberta de vinis e cds, e o Filter Cafe (1373 N Milwaukee Ave), um lounge enorme com sofás antigos e um bar que faz sucos espremidos na hora (uma raridade nos EUA). Entre na Damen Avenue pra comer: no estiloso mexicano Big Star ou no gracinha do Mindy’s Hot Chocolate, com pratos quentes, sanduíches e sobremesas. E chocolate quente.

Não dá pra sair de Chicago sem ouvir um jazz ou blues. De noite, tome um táxi até o Kingston Mines, um bar tradicional com bandas ao vivo e cerveja gelada.

Milwaukee-Avenue

A melhor época pra ir a Chicago:

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Lugar de temperaturas extremas. O inverno é frio, ventoso e brumoso, com muita neve. O auge do verão, em julho, é extremamente quente e úmido. O clima é ameno entre maio e setembro, com a maior opção de o que fazer em Chicago.

Betina Neves

Seus 10 anos de experiência escrevendo sobre turismo deram o tom da linguagem do Carpe Mundi. Perita em traçar roteiros e na eterna busca pela passagem aérea mais barata, escreve um e outro post por aqui enquanto explora metrópoles insones, prova comidas exóticas e relaxa em praias vazias deste mundão.

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