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O que fazer em Cartagena, a joia da Colômbia: roteiro de 3 dias

Veja abaixo o que fazer em Cartagena, o cartão-postal perfeitinho da Colômbia.

Suas muralhas do século 16 bem conservadas guardam um conjunto arquitetônico colonial impecavelmente colorido, com pracinhas jardinadas, igrejas, monumentos históricos e casas antigas com pátios recônditos que hoje viraram hotéis-boutique, cafés charmosos, lojinhas e uma porção admirável de restaurantes. Pra sentir a magia do lugar o melhor é ficar necessariamente dentro do Centro Histórico, e não nos prediões sem graça de Bocagrande, a parte nova da cidade. A seguir, um roteiro de 3 dias com o que fazer em Cartagena, os melhores restaurantes, passeios e hotéis de Cartagena, a melhor época para ir a Cartagena e dicas de compras em Cartagena.

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O que fazer em Bogotá: roteiro de 3 dias

DIA 1: O QUE FAZER EM CARTAGENA

Assim que você pisar em Cartagena vai dar vontade imediata de bater perna no Centro Histórico, onde está tudo o que interessa. Perca-se pelas ruinhas e aviste monumentos como a Catedral Basílica Menor, decorada com muito ouro, o Palacio de la Inquisición y Museo Histórico de Cartagena (que García Márquez achava o mais bonito da cidade), o Museo del Arte Moderno e a Plaza de los Coches, onde carruagens levam os turistas para passear (é cafona mas é fofo). Veja também a Puerta del Reloj, uma torre de 30 metros de altura amarelo-mostarda, e  Las Bóvedas. Entre os 47 arcos da construção colonial branca e amarela que já serviu de prisão, depósito de armas e quartel, hoje estão enfileiradas lojinhas de souvenir e artesanato, com as famosas bolsas coloridas da tribo Wayuu, quadrinhos, chaveiros, bonecas, roupas e outros acessórios e objetos de decoração. Fora isso, minhas lojinhas preferidas são a Ábaco Libros y Café (livraria fofa com mesinhas e um café), a Pastelería Mila (doces gostosos e ambiente fofo) e a St. Dom (mais pra ver do que pra comprar, é uma loja-conceito inspirada na maravilhosa Colette, de Paris, com roupas, acessórios e artigos de decoração de mais de 50 designers colombianos). O almoço pode ser no La Cevicheria, que, como indica o nome, tem várias preparações diferentes de ceviches sensacionais, e o pôr do sol tem que necessariamente ser de cima das muralhas, seja sentado no muro, seja tomando umas nas mesas do famoso Café del Mar.

NOITE: A vida gastronômica de Cartagena é intensa. Para começar, o La Casa de Socorro serve comida típica colombiana  a preços módicos, em Getsemaní, o bairro imediatamente fora das muralhas. Para algo mais chicoso (e caro), vá no El Santíssimo, um sucesso na cidade há quase duas décadas, onde os pratos tem o nome dos sete pecados capitais. Continue lendo pra saber mais o que fazer em Cartagena.

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Muralha e loja St. Dom
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Prato do La Cevicheria e lojinhas de Las Bóvedas

DIA 2: O QUE FAZER EM CARTAGENA

MANHÃ: Vá até o Castillo de San Felipe de Barajas. Construído em 1657, é o maior forte da América colonial. Suas galerias subterrâneas eram usadas no deslocamento de munições – hoje dá para caminhar por lá e aproveitar a vista panorâmica.

TARDE: Alugue uma bicicleta e saia do Centro Histórico pedalando pela orla de Bocagrande, a parte mais moderna da cidade, beirando o mar. Dá pra ir até El Laguito, na outra ponta, e zanzar pelo shopping ao ar livre Pierino Gallo para ver as lojas de joia com a famosa esmeralda colombiana. Ou até melhor: contrate um dos tours de bicicleta do Gerardo Nieto, o neto do idealizador do Festival de Cinema de Cartagena. Agende com ele por email ou telefone e o cara vai te contar tudo e mais um pouco sobre a cidade, é só arranhar um portunhol.

NOITE: O Frank & Frank  é o point do momento para comer. Tem uma vibe meio chique, meio vintage, numa casa histórica de três andares: no primeiro, um pianista toca jazz enquanto o pessoal prova pratos como a de carne de porco cozida lentamente, e no último rola um bar agitado com terraço ao ar livre e drinques feitos com champanhe. Para prolongar a noitada, o Bar Discoteca Tu Candela é uma ótima. Dá tanto para provar drinques sentado nas mesas quanto encarar a pista e tentar acompanhar o gingado local na salsa, merengue e afins.

DIA 3: O QUE FAZER EM CARTAGENA

Se tem uma coisa que falta em Cartagena é praia bonita. Há alguns jeitos de sanar essa carência. Um deles é ir até Islas del Rosário (45 minutos de barco). Os tours de um dia são bastante corridos e param no Oceanário da Ilha de San Martin de Pajares, centro de pesquisas marinhas que tem golfinhos saltitantes. Mas o melhor mesmo é ficar hospedado por lá ao menos uma noite. Recomendo o Hotel San Pedro de Majagua (desde US$ 100; RESERVE AQUI!).

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Outra ideia é tomar um tour de barco DIRETO a Playa Blanca (certifique-se que é direto e não para em nenhum outro lugar antes), uma bela faixa de areia com mar turquesa para passar o dia. Só evite fins de semana e feriados locais, quando ela fica pior do que Copacabana no Carnaval. Os barcos partem do Muele, perto da Torre del Reloj, onde várias agências ficam vendendo os mesmo passeios – não precisa reservar com antecedência.

EXTRA: OS MELHORES RESTAURANTES DE CARTAGENA

A vida gastronômica de Cartagena é intensa.

La Vitrola: Um clássico local. Uma vitrola antiga recebe a clientela na porta, que logo dá de cara com uma banda tocando música caribenha e a vibe de cuba dos anos 1950 do lugar, formal sem ser pretensioso. Os pratos com frutos do mar estão entre os mais caros da cidade.

La Perla: Difícil encontrar um destino sem um restaurante peruano nos dias de hoje. Há outras cevicherias na cidade, mas essa é especialmente boa e tem um clima descoladinho, bom pra ir à noite, e preço ok.

Restaurante 1621: Quem leu “Do Amor e outros Demônios”, de Gabriel García Márquez, vai curtir a ambientação: o restaurante fica no hotel Sofitel Santa Clara, antigo Covento de Santa Clara de que Gabo fala no livro. O lugar conserva a construção histórica com um banho de loja de hotel cinco-estrelas- procure as mesas que ficam no pátio, cercado por um belo jardim. O menu é francês, com toque do chef catalão e usa frutos do mar locais em opção degustação ou à la carte, e a carta de vinhos tem 250 títulos. Jantar pra nunca esquecer.

La Cocina de Pepina: A proprietária e lenda local, a socióloga, arquiteta e chef Maria Josefina “Pepina” Yances, faleceu ano passado, mas sua família dá continuidade ao restaurante e às receitas dedicadas a explorar os sabores do caribe colombiano. Fica fora do Centro Histórico, em Getsemaní. Um restaurante simples e autêntico para conhecer a culinária da região.

MAREA by Rausch: Os irmãos Rausch são os Alex Atala da Colômbia. O restaurante fica no bonito Centro de Convenções da cidade, 200 metros para fora das muralhas, ladeando um espelho d’água. O cardápio é baseado em, adivinha, frutos do mar, em versões elaboradas (prove o “pescado do dia com crosta verde”), e o ambiente é arrumadinho.

viagem-cartagena

A melhor época para ir a Cartagena:


  1. JAN
    23°/29°

  2. FEV
    24°/29°

  3. MAR
    25°/29°

  4. ABR
    25°/30°

  5. MAI
    26°/30°

  6. JUN
    26°/30°

  7. JUL
    26°/30°

  8. AGO
    26°/30°

  9. SET
    25°/30°

  10. OUT
    25°/30°

  11. NOV
    25°/30°

  12. DEZ
    24°/30°

Faz calor o ano todo, mas de agosto a novembro há chance de pegar chuva. O período de janeiro a abril tem a melhor relação preços dos hotéis/clima (seco e ensolarado).

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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Há 4 comentários para “O que fazer em Cartagena, a joia da Colômbia: roteiro de 3 dias

  1. Olá… que matéria maravilhosa! Viajarei para a Colômbia em julho e uma dos destinos mais desejados por mim é Cartagena.
    Apenas uma observação: na chamada está escrito VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS DA COLÔMBIA PRA MONTAR SEU ROTEIRO. Na verdade, não é apenas os pontos de Cartagena e não de todo país? Erro em detalhes que (quase) passam despercebidos… obrigado!

    1. Oi Marina tudo bem? Eu fiquei 3 dias e depois segui a Santa Marta para conhecer o Parque Nacional Tayrona. Dá pra ficar mais, claro, mas em 3 dias você vê tudo na cidade pelo menos. De hostel dá uma olhada no El Viajero – fiquei lá e achei bem ok e tem café incluso. Ficar no centro histórico é essencial na minha opinião.

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