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Parque Tayrona é obrigatório em viagens pela Colômbia

O Parque Tayrona fica em Santa Marta, a 230 km de Cartagena. Como dificilmente você irá à Colômbia sem visitar Cartagena, aceite meu apelo e conheça também a maravilha que é o Parque Tayrona, o melhor pedacinho do Caribe no país.

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O Parque Tayrona tem uma combinação infalível de 15 mil hectares de vegetação virgem + praias banhadas pelo Mar do Caribe + trilhas + esquema super rústico, sem farofa + todo tipo de viajante interessante (o que inclui mochileiros jovenzinhos, mas não só) de todas as partes do mundo. É uma das paisagens naturais mais fantásticas da Colômbia. E você ainda aproveita pra conhecer Santa Marta, que tem um centro histórico bacana e bons restaurantes.

                               

OS 3 MELHORES ESQUEMAS PARA CONHECER O PARQUE TAYRONA:

1) Se hospedar em Taganga, uma pequena vila a dez minutos de Santa Marta – eu programaria pelo menos dois dias inteiros, idealmente três. O lugar é bem simplinho, com um calçadão à beira-mar, agências de mergulho, restaurantes e hotéis – os melhores são o Ecohabs Taganga e o La Ballena Azul Hotel (RESERVE AQUI!), mas, se quiser pagar pouco, Taganga é cheeeeia de hostels. De lá dá pra fazer bate-voltas a várias praias diferentes do Parque Tayrona (como a Playa Crystal, uma das mais bonitas) com barqueiros que ficam em Taganga. O esquema é bom porque você consegue conhecer praias que são muito difíceis ou impossíveis de chegar por trilha. Se preferir contratar excursões, veja com a Magic Tour.

2) Ficar no único hotel dentro do Parque Tayrona, o Ecohabs Tayrona Park, cuja diária custa a partir de US$ 294. Sim, é caro. Mas são cabanas lindinhas com serviços de spa e restaurante de frente para aquele visual mágico. Um jeito de ficar confortável, mas sem perder totalmente a rusticidade: pra chegar lá você precisa ir de táxi até a entrada do parque em Santa Marta e aí subir num cavalo (você em um, suas malas em outro) por uma trilha de 45 minutos.

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3) Minha opção preferida. Você vai a Taganga e dorme uma noite em algum hotel ou hostel. No outro dia, monte uma mochilinha só com o que você precisa para ficar uma ou duas noite no parque e deixe a bagagem pesada guardada no hotel. Aí, pegue o barquinho em Taganga (vá cedo, de preferência antes das 11 da manhã) e peça para ir até Cabo San Juan del Guia, onde está o melhor espaço de “hospedagem” do parque: um camping, dois redários, cabanas com camas (mas são bem poucas e não tem muito com reservar antes, tem que dar sorte de estarem disponíveis), um restaurante e uma sala com armários onde você pode trancar sua tralha. O estado dos banheiros é bastante lamentável e os chuveiros são ao ar livre. Um guardinha fica lá sentado fazendo o “check-in e check-out” da galera, se é que dá para chamar assim.

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parque tayrona, colômbia

Eu recomendo enormemente as redes, simplesmente porque um dos redários fica no alto da encosta da praia. Ou seja, você dorme ao som do mar e acorda com essa vista delirante da foto anterior. E aí passa os dias conhecendo as praias próximas, como Arrecifes (onde também há camping mas o mar é nervoso e não dá pra entrar na água), a bela Las Piscinas, a Playa Nudista, autoexplicativa, e outras faixas de areia que vão surgindo entre as trilhas.

Outra trilha de 2,5 km vai  até o sítio arqueológico de Pueblito Chairama – o parque é originariamente casa do povo tayrona, que viveu na região até pouco depois da chegada dos espanhóis, no século 15. Acredita-se que Pueblito foi habitado por 2 mil pessoas entre 450 e 1600 D.C. Hoje dá para ver ruínas de terraços de cultivo e canais (parecidos com aqueles que você vê nos sítios arqueológicos do Peru, por exemplo).

parque tayrona, colômbia

parque tayrona, colômbia

parque tayrona, colômbia À noite, o pessoal se junta no restaurante de Cabo San Juan pra jogar cartas e jantar (não são permitidas bebidas alcoólicas no parque, mas o tiozinho da venda costuma burlar a regra). Eu fechei minha estadia comendo peixe com patacones papeando com duas australianas e um israelense tão encantados com o lugar quanto eu. Até que fui descalça até a escada de pedras que levava a minha rede e dormi. Essa noite, olhos nos olhos com o Parque Tayrona, é daquelas experiências que te fazem ter certeza de que vale passar alguns perrengues para encarar a natureza em estado mais bruto.

COMO CHEGAR A SANTA MARTA? Se estiver em Cartagena, veja com agências locais o transfer até Santa Marta. Se vier de Bogotá, pegue um voo até Santa Marta com a Avianca, e do aeroporto vá de táxi até a entrada no parque, até Taganga ou até o centro de Santa Marta, dependendo do esquema que você vai seguir.

PREÇO DA ENTRADA: $ 39 500 pesos colombianos (cerca de R$ 46) – veja o site do Parque Tayrona para outras dúvidas.

O QUE LEVAR: Casaco (a noite venta e fica friozinho), lanterna (pra noite também), repelente e protetor solar (por motivos óbvios), papel higiênico, tênis (para trilhas), toalha e chinelo. Não é permitido entrar com bebidas alcoólicas.

Há 10 comentários para “Parque Tayrona é obrigatório em viagens pela Colômbia

    1. Oi Patricia! Hmm com crianças acho que é melhor você ir ao parque em estilo bate-volta, ficando em Taganga ou Santa Marta mesmo. Tem passeios de barco que vão direto às praias. Também dá pra ir de táxi pra alguma das entradas do parque – reserve um dia para ir à bela Playa Crystal (a partir da portaria Mamatoco).

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