ALSÁCIA FRANÇA

Inaugurada em 1953, e situada na fronteira com a Alemanha, a Rota dos Vinhos alsaciana é a mais antiga e colorida da França.

Os vilarejos que pontilham a Rota dos Vinhos são muito charmosos. As ruelas de paralelepípedo são preenchidas por casinhas coloridas em estilo enxaimel, fontes, lojas de suvenires e pracinhas floridas. A paisagem e atmosfera em geral nos fazem lembrar dos cenários do filme clássico da Disney, a Bela e a Fera.

Essas pequenas cidades são rodeadas por vinhedos. São no total 70 cidades vinícolas, com mais de mil produtores com adegas abertas pra visita e degustação. Tem vinícolas independentes e produtores de grands crus — classificação que indica que o vinho é de excelente qualidade. Veja aqui o nosso post sobre 5 regiões vinícolas da França.

ALSÁCIA FRANÇA

Quando ir pra Rota dos Vinhos da Alsácia, França

Na Rota dos Vinhos, a paisagem fica ainda mais linda, no mês de agosto, quando os vinhedos estão bem verdinhos, os dias são mais longos e o sol brilha. Mas você também pode fazer a viagem no final do ano, na época das festas. Estrasburgo, Colmar, Kaysersberg e Ribeauvillé tem feiras de Natal maravilhosas. As cidades ficam inteiramente decoradas e pontilhadas por feirinhas que vendem chocolate, vinho quente e decorações de Natal.

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Onde começar a viagem pela Rota dos Vinhos da Alsácia, França

O Rota dos Vinhos na Alsácia tem 170 km de extensão e vai de Marlenheim, no norte, até Thann, mais ao sul. Mas você pode começar a viagem em Estrasburgo, cidade conhecida como a capital do Natal, situada a 2h de trem de Paris.
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Estrasburgo é relativamente grande, por isso não entrou na nossa lista como vilarejo. Mas vale a visita, e diria mais, vale uma estadia de três dias pra conhecer a Catedral que tem um relógio medieval astronômico e uma vista panorâmica da cidade 142 metros de altura. Faça também um passeio de barco, no Batorama e deguste uma refeição estrelada no restaurante 1741. Passeie por Petite France, um bairro no centro da cidade, cortado pelo canal e preenchido por butiques, restaurantes e casinhas coloridas em estilo enxaimel.

É em Estrasburgo que fica o vinho mais antigo do mundo. Ele data de 1472 e está na Cave Historique des Hospices de Strasbourg, uma adega que fica no subssolo de um prédio onde os religiosos abrigavam os pelegrinos. Experimentar esse vinho histórico não é pra qualquer um. Em cinco séculos, ele foi degustado apenas três vezes.

OS VILAREJOS MAIS BONITOS DA ROTA DOS VINHOS NA ALSÁCIA, FRANÇA

Obernai

Depois de Estrasburgo, Obernai é uma das primeiras paradas na Rota dos Vinhos, rumo ao sul. Essa cidade medieval é bem florida, com casas antigas no estilo enxaimel que colorem as ruas de paralelepípedo. A Place du Marché, espaçosa, decorada com uma fonte e flores, rende lindas fotos. Esse é o endereço da prefeitura que tem uma linda fachada renascentista alaranjada com detalhes esculpidos ao redor das janelas. No período de festas, a praça fica cheia de barraquinhas de artesanato e quiosques de guloseimas natalinas.

Fotografe também o charmoso Puits à Six Seaux, um poço tão bonito que virou monumento histórico. Suba também no topo do Mont National, onde fica o Mémorial National d’Obernai (12, Allée du Mémorial), um monumento em homenagem aos soldados alsacianos que foram obrigados a servir o exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Além de ser um lugar cheio de história, a vista lá de cima é deslumbrante.

Em Obernai, experimente uma especialidade alsaciana, o kouglof, um tipo de brioche/bolo feito com farinha, ovos, manteiga e açúcar. Às vezes com um toque de baunilha, limão, uvas-passas ou amêndoas. A Pâtisserie Schaeffer vende um delicioso kouglof. E se quiser comprar objetos artesanais tradicionais, vá na Stecostar.

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Ribeauvillé

Ribeauvillé é uma das cidades mais famosas da Rota dos Vinhos na Alsácia. Muitas construções do vilarejo são classificadas como monumento histórico como os castelos Château de Girsberg, Château du Haut-Ribeaupierre e Château de Saint-Ulrich. As igrejas de Saint-Grégoire e do antigo hospital da cidade também entraram na lista de monumento histórico e valem a visita.

Passeando pelas ruelas do vilarejo você vai se deparar com outros monumentos como o santuário de Notre-Dame de Dusenbach, a torre Tour des Sorcières, várias fontes e o prédio da prefeitura. Ribeauvillé foi uma cidade muito rica, por isso as casas são ainda mais bonitas. Uma das fachadas mais lindas é a da casa Ménétriers e a do Auberge à l’Elefant.

No exterior dos muros de Ribeauvillé, ficam os vinhedos. Se você gosta de andar, faça o percurso pra visitar os três castelos. Lá de cima você tem uma vista linda dos vinhedos e da cidade. No final do dia, você pode degustar cervejas no Bar Saint-Ulrich ( 3, Place de la République) ou comer um delicioso queijo munster derretido sobre batatas no Restaurant Aux Trois Châteaux.

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Riquewihr

Riquewihr se resume basicamente a uma rua íngreme que sobe uma colina de vinhedos. Toda de paralelepípedo, ela é preenchida por restaurantes, lojas de suvenires, hotéis, cafés e butiques. Entre elas, tem a Féerie de Noël que vende decorações de Natal. Mas não se limite à rua principal, visite as pequenas ruas perpendiculares, cheias de casinhas em estilo enxamel, arquitetura típica alsaciana. Muitas dessas casas são classificadas como monumentos históricos.

A prefeitura da cidade, toda rosinha e amarela no estilo neoclássico, fica logo na entrada dessa rua e tem uma vista linda para os vinhedos ao redor. Pra degustar vinhos, vá ao Domaine Agapé que produz um grand-cru, Schoenenbourg, em Riquewihr.

Na hora da fome, experimente a especialidade da aldeia: a Riquewihrienne — o chucrute verde de Riquewihr. O chucrute é preparado com um creme à base de salsinha, sálvia, alecrim e outras ervas. Só existem 5 restaurantes que servem essa preparação, um deles é o Le Dolder. Outra opção de restaurante com comida tradicional alsaciana é o La Grappe d’Or.

Kaysersberg

Kaysersberg fica nos pés de colinas preenchidas por vinhedos. Ao longo dos anos, a aldeia soube preservar seu aspecto medieval. As casas coloridas com janelas floridas se organizam ao redor da Igreja Sainte-Croix. E a ponte fortificada de Kaysersberg, que passa sobre o rio La Weiss, rende cliques bucólicos com a água, as pedras, as casas em estilo enxaimel e as colinas no fundo.

O vilarejo é bem pequeno e pode ser conhecido a pé. A rua principal, General de Gaulle, concentra a prefeitura, a igreja e a famosa ponte. A rua tem cheirinho de pain d’épices, pão de mel, vendido na Pains d’Epices Fortwenger.

As ruínas do castelo de Kaysersberg, construído entre os séculos 13 e 16, são acessíveis por uma trilha íngrime de dez minutos. A vista lá de cima para o vilarejo e as vinícolas é deslumbrante. É o local perfeito pra um piquenique no pôr do sol. Outro jeito bacana de conhecer Kaysersberg e arredores é alugar uma bicicleta na Alsa Cyclo Tours, que tem uma loja na rua principal da cidade.

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Eguisheim

Eguisheim foi eleita não só como uma das cidades preferidas dos franceses, mas também como um dos vilarejos mais bonitos da França. O território desse povoado medieval já era ocupado pelo homem no período Paleolítico. Várias civilizações passaram nessa área, inclusive os galo-romanos que desenvolveram ali a cultura do vinho.

A aldeia é organizada em um círculo. Dentro, as ruelas de paralelepípedo formam um labirinto com casinhas de cores fortes como laranja, amarelo, azul, verde e terracota. Cada fachada em estilo enxaimel é decorada com flores e plantas. A cidade é bem pequena então você pode descobrir as ruas a pé, perambulando aleatoriamente ou seguindo o circuito proposto pelo escritório de turismo.

Além das ruelas coloridas com flores, fontes e passagens secretas, Eguisheim tem a Église Saint-Pierre et Saint-Paul, igreja gótica inaugurada em 1220. Não deixe também de comprar um pretzel salgado na Bretzellerie du Rempart (2 Rue du Rempart N) e degustar vinhos orgânicos no Le Domaine PH. GINGLINGER ou os grands crus de Emile Beyer, família que produz vinhos desde 1580.

Colmar

Kaysersberg, Riquewihr, Ribeauvillé e Eguisheim, vilarejos citados acima, ficam nos arredores de Colmar. E Colmar é uma cidade maiorzinha da Rota dos Vinhos, mas ainda muito charmosa, o que faz dela a base perfeita pra se hospedar durante a viagem.

Colmar tem um ar romântico, principalmente na Petite Venise, bairro preenchido por canais, casas coloridas e pontes pitorescas — por isso o nome Venise, uma referência à Veneza. Na primavera e verão as pontes e janelas do bairro são enfeitadas com flores de todas as cores, parece um cenário de conto de fadas. O Quartier des Tanneurs, bairro vizinho, também vale a visita graças aos seus prédios com fachadas magníficas.

E falando em prédios com fachadas bonitas, não poderia deixar de mencionar a Maison des Têtes. Um prédio, classificado como monumento histórico, com rostos esculpidos em sua fachada. Inclusive a Maison des Têtes abriga um um hotel de luxo de mesmo nome com diárias a partir de € 320. Um dos restaurantes da casa, Restaurant Girardin, carrega uma estrela Michelin.

Giovanna Saba

Você deve conhecê-la de outro endereço, do blog Gigi em Paris, seu diário sobre a vida na capital da França. E, como pode imaginar, aqui no Carpe Mundi produz o melhor conteúdo sobre Paris. Acredita que os macarons ganham um sabor mágico se degustados em um quarto de hotel com vista para a Torre Eiffel.

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