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Tudo pra você viajar pela rota de vinhos da Borgonha, na França

Pátria de alguns dos vinhos mais prestigiosos do mundo, a região da Borgonha, na França, guarda campos cobertos de vinhedos, vilas simpáticas, comida de primeira e duas belas cidades, Dijon e Beaune.

A viagem na Borgonha é totalmente voltada para três coisas: comer bem, beber bem e dormir bem. A ideia é passar o dia provando vinhos, jantar em um dos 32 restaurantes estrelados no Guia Michelin e, se possível, se hospedar em algum dos lindos hotéis. Veja abaixo como cumprir a rota dos vinhos da Borgonha, na França.

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Domaine-du-Chateau-de-Chassagne

SOBRE AS VINÍCOLAS DA BORGONHA, NA FRANÇA

Na Borgonha, há basicamente dois tipos de uva: pinot noir, que faz tintos, e chardonnay, que faz brancos. Os vinhos são classificados em quatro tipos: grand cru (os top), premier cru, AOC comunal e AOC régional. Essas denominações dizem respeito ao terroir (o terreno, o solo) onde as uvas são plantadas. Se você não fala francês, ali só precisa saber as palavras “bonjour” e “terroir”.

Como em toda região produtora de vinho, a experiência nas vinícolas varia, e não necessariamente quem faz o melhor vinho oferece a melhor experiência pra visitantes – e a maioria das vinícolas da Borgonha não tem estrutura para recebê-los. Isso porque ali predominam pequenos produtores (com, em média, 7 hectares de vinhedos por “domaine”), então há grandes chances de você ser recebido por uma dona de avental e mãos sujas de terra em espaços improvisados (o que também é legal, claro). Algumas poucas montaram salas de degustação e tours estruturados, eu indico algumas abaixo.

Algumas vinícolas têm uma plaquinha na frente escrito “cave ouverte”, informando que você pode entrar para conhecer e degustar. Na grande maioria delas, porém, é preciso marcar horário para fazer a visita – entre no site, procure um email de contato e escreva. É um processo meio chatinho mesmo. Escolher duas ou três para visitar (algumas oferecem restaurante também) está de bom tamanho, depois de um tempo as visitas começam a ficar meio repetitivas. Um ótimo jeito de ver vinhedos é de bicicleta – eu indico uma empresa em Beaune pra fazer um tour abaixo.

QUANDO IR A ROTA DOS VINHOS DA BORGONHA, NA FRANÇA

A partir da segunda quinzena de maio até setembro, quando o clima é gostoso e você vê os vinhedos crescidos. Se for na época da colheita, em setembro, vai conseguir ver cachos de uva carregados, mas muitas vinícolas fecham e não recebem visitantes nessa época. Eu não acho que vale a pena fazer rotas de vinho na Europa no inverno, porque a paisagem não fica tão bonita e os vinhedos estão “mortos”.

COMO CHEGAR NA REGIÃO DA BORGONHA, NA FRANÇA:

É preciso alugar um carro pra fazer a rota de vinhos da Borgonha. Você pode alugar um carro em Paris ou ir a Dijon de trem (desde € 26, 3h de viagem, veja no site da SNCF ou de ônibus (desde € 14, 4h de viagem, veja no site da Flixbus) e aí alugar carro direto em Dijon. Fuja das rodovias expressas (cujos nomes começam com a letra A), e pegue as estradas menores (cujos nomes começam com a letra D).

ROTEIRO: A ROTA DOS VINHOS GRAND CRUS DA BORGONHA, NA FRANÇA

O filé da região, onde está a maior parte dos premier crus e grands crus, está condensado na chamada Côte d’Or, um trecho de 60 km cujo ponto de partida é Dijon e o final é o sul da cidade de Beaune. A Côte d’Or é dividida em duas partes: a Cône de Nuits (de vinhos tintos) e a Côte de Beaune (onde predominam brancos).

Como você vai cumprir a rota vai depender da localização do hotel que você escolher, mas, como deu pra ver, as distâncias são bem curtas. Em três dias inteiros dá para ver o centrinho de Dijon e as vinícolas entre Dijon e Beaune e o centrinho de Beaune e as vinícolas da Côte de Beaune.

Como eu disse acima, a viagem é basicamente observar a paisagem, ver alguns castelos, visitar vinícolas, comprar vinho, parar para comer e dormir. E começar o ciclo de novo 😉

IMPORTANTE: PRA PERCORRER A ROTA A PARTIR DE DIJON, LEMBRE-SE DE IR PELA ESTRADA D-974, E NÃO PELA RODOVIA A31. Se não você não vai ver os vinhedos e as vilinhas fofas, e sim uma estradona sem graça.

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DIJON

Com 150 mil habitantes, Dijon é uma cidade lindinha com um centro histórico tomado de construções medievais e renascentistas e lojas gourmet vendendo mostarda, geleias e outras maravilhas. Deixe o carro perto da Place de la Libération, uma praça ampla do século 17, e passeie a pé. O principal ponto turístico é o monumental Palais des Ducs et des États, outrora lar dos poderosos duques da Borgonha. A ala leste abriga o Museu de Artes de Borgonha; se não estiver a fim de vê-lo, vá direto a Tour Philippe le Bon, uma torre de 46 metros onde você pode subir para admirar a cidade do alto. Perto dela fica a Église de Notre Dame, uma bela igreja gótica do século 13. Depois, é só perambular pelas ruinhas,usando como eixo central a Rue de La Liberté, que sai da Place de la Libération e vai até o Parc Darcy, um bonito parque verde. Se você curte um mercadão com frutas, queijos, pães e afins, passe no Les Halles.

Onde comer em Dijon: No Loiseau des Ducs, restaurante com uma estrela no Guia Michelin colado na Place de la Libération. Num ambiente elegante com mesas e cadeiras escuras (se estiver calor, sente nas mesas na calçada), serve pratos bem franceses com toques moderninhos como o mil-folhas de salmão com pêra, curry e coco. No almoço tem menu de dois pratos por € 25; no jantar, o mais barato custa € 55. Outra opção é a La Maison des Cariatides, também com uma estrela Michelin – o menu-degustação sai € 62.

GEVREY-CHAMBERTIN

É uma das vilas mais bonitas da Borgonha, com casas cor de areia com parapeitos floridos e alguns grandes grands crus.

VINÍCOLAS PRA VISITAR EM GEVREY CHAMBERTIN:

Domaine Drouhin Laroze: Peça para o seu hotel ligar nessa linda vinícola, onde a proprietária Christine Drouhin cozinha almoços para os visitantes (você também pode agendar com ela por e-mail). Christine tem um salão estreito com janelões que dão para os parreirais. E aí você prova os vinhos feitos ali, harmonizados com uma refeição típica, o boeuf bourguignon (carne guisada em vinho tinto), a receita de coração da Borgonha. Experiência muito bacana.

Domaine des Varoilles: Aqui não precisa marcar horário, é só aparecer para conhecer umas das propriedades mais antigas da região, de antes do século 11. É menos pela experiência da visita e mais para degustar e comprar: são vendidos grand crus e premier crus com ótimo preço.

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VOUGEOT

Aqui está o Château du Clos de Vougeot (foto ao lado), criado por volta de 1336 por monges da Ordem Cisterciense. Um palácio renascentista foi adicionado ao lugar no século 17, e hoje abriga hoje um museu com quatro gigantescas prensas de uvas usadas pelos monges – fazer vinho naquela época não era mole, não. Vale a pena visitar.

Onde comer: O Le Millésime, numa casinha de vila, foi transformado num restaurante contemporâneo e elegante com produtos da região usados com criatividade. No almoço dá para gastar por volta de € 20 por pessoa.

Clos-de-Vougeot

VOSNE-ROMANÉE

É a terra do mítico Romanée-Conti, possivelmente o vinho mais caro do mundo – a garrafa sai tipo € 3 000, e não, não é possível visitar a vinícola. Mas há muitas outras com os barris e as plaquinhas de “cave ouverte”.

BEAUNE

A cidade é a capital turística da Borgonha, na França, e evidencia o sucesso do mercado de exportação de vinho para os Estados Unidos – os gringos invadiram o lugar. Todos eles rumam invariavelmente para a maior joia da cidade: o Hospices de Beaune, um suntuoso hospital gótico do século 15, com telhas coloridas e belos murais. Em uma horinha você pode percorrer todo seu interior vendo inclusive as antigas instalações onde ficavam os doentes. Às quartas e sábados também rola uma colorida feira de rua em Beaune na Place de la Halle.

Outro lugar interessante é o Marché aux Vins, uma mistura de loja, museu e sala de degustação que ensina sobre o vinho da Borgonha, na França. É legal pra provar rótulos de produtores diferentes numa mesma visita.

Hospices-de-Beaune
Hospices de Beaune

Vale fazer o tour da Fallot Moutarderie , uma das mais antigas produtoras familiares de mostarda da região. Eles montaram uma espécie de museu onde mostram como é feito o processamento das sementes da mostarda e deixam degustar vários tipos. Fica no endereço 31 Faubourg Bretonniere, em Beaune – reserve horário pelo site.

Outro rolê legal é o passeio de bicicleta com a Bourgogne Evasion. O monsieur Florian Garcenot, um “borgonhense” bem-humorado, conduz pelas trilhas entre os vinhedos e leciona sobre grand crus e terroirs. Ele leva a alguns vilarejos próximos e a duas vinícolas onde conhece a proprietária e você pode provar uns rótulos.

A 17 km de Beaune, não perca a visita ao Château de La Rochepot, um belo castelo medieval cujas origens remontam ao século 12. Destruído durante a Revolução Francesa, ele foi reconstruído em estilo neogótico no século 19 e também tem belas telhas coloridas.

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Chêteau de La Rochepot

VINÍCOLAS PARA VISITAR EM BEAUNE E ARREDORES:

Chateau Le Pommard: Essa propriedade de 1726 virou uma grande atração turística. Num bonito palácio com jardins impecáveis ao redor, os tours levam para uma caminhada pelos vinhedos, visita as adegas e a loja. O lugar também inclui um museu com mostras temporárias e uma coleção de esculturas do Salvador Dalí. Você pode reservar o passeio pelo site – o mais barato é o “Climats Experience”, que explica sobre os diferentes terroirs da Borgonha (tem uma caixinha com um pouco de cada terra pra você ver a diferença). Custa € 25 por pessoa com degustação de 4 vinhos. Em tempo: os vinhos são caros aqui, deixe pra comprar no Château de Meursault.

Château de Meursault: Com 8 hectares, tem  caves (as mais antigas do século 12) impressionantes, com centenas de milhares de garrafas, e degustações generosas. O belo palácio fica superfotogênico com os corredores de vinhedos em frente. A visita dura cerca de uma hora e custa € 21 com prova de 4 tintos e 3 brancos – dá para reservar no site.

Domaine du Château de Chassagne-Montrachet: Pra entendedores de vinho, esse é um dos endereços mais icônicos da Borgonha, numa região onde estão alguns dos vinhos brancos mais caros do mundo. Num bonito palácio em forma de U, os atuais proprietário constam a história da propriedade, com adegas do século 11, e mostram um pequeno museu e os vinhedos (o tour sai € 17). Também é possível reservar um almoço harmonizado por € 65.

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Mercado de rua em Beaune

ONDE COMER EM BEAUNE: TEM QUE INVESTIR EM PELO MENOS EM UM JANTAR ESTRELADO NA BORGONHA, NA FRANÇA. Estes são meus preferidos:

Hostellerie de Levernois: Instalada a 6 km de Baune, fica dentro de um hotel lindo que lembra a casa de campo chique de algum ricaço (tem dois restaurantes lá, o estrelado é o “restaurant gastronomique”). Eu jantei ali no salão com vista para o jardim e pedi de entrada aspargos com trufa e ovo pochê porque achei uma combinação dos deuses (de fato era). A carta de vinhos parecia uma enciclopédia; deixei o sommelier decidir. Depois veio lombo de vitela com crosta de avelãs, e, de sobremesa, um parfait de coco. Mas nada tão impressionante quanto a tábua de queijos, que precisava de duas pessoas para ser carregada até as mesas. Menu a partir de € 70.

Maison Lameloise: Em Chagny, a 16 km de Beaune, tem nada menos que três estrelas Michelin, a cotação máxima do guia. O salão é bem mais formal do que o da Hostellerie de Levernois, com mesas redondas com toalhas brancas, cadeiras vermelhas e quadros clássicos pendurados nas paredes de tijolos. O menu do chef Eric Pras tem receitas clássicas respeitando a sazonalidade dos ingredientes – a maioria de origem regional. Quando eu fui era época de aspargos, então teve o vegetal em quase todos os pratos. Também lembro do chef brincar muito com texturas: num prato tinha o mesmo ingrediente assado, frito, em espuma, em mousse, etc. O menu do almoço, mais simples, sai € 82. O do jantar, no mínimo € 145 (ambos sem vinho).

ONDE SE HOSPEDAR NA ROTA DOS GRANDS CRUS DA BORGONHA, NA FRANÇA:

A hospedagem conta bastante para a experiência na Borgonha, na França, e há muitos pequenos hotéis familiares dentro de vinícolas e castelos que proporcionam experiências superautênticas. Não fique no Ibis de Beaune, pelo amor. Ah, e entre se hospedar em Dijon e Beaune, eu prefiro a segunda, porque ela fica perto tanto da Côte de Nuits quando da Côte de Beaune.

Hotel Athanor Centre (diárias desde € 80): Parte de um antigo convento, o hotel é bonitinho e econômico, com décor que mescla rusticidade com toques modernos. Fica no centro de Beaune. RESERVE AQUI!

Château de Gilly (diárias desde € 100): A chance de ficar num castelo com mobiliário de época pagando pouco. Tem piscina e bicicletas e fica bem próximo do Château du Clos de Vougeot. RESERVE AQUI!

Château de Melin (diárias desde € 150): No vilarejo de Rochepot, a 12 km de Beaune, é um achado. O castelo do século 16 foi lindamente renovado pelo casal Hélène e Arnaud Derats. Ela prepara um café da manhã fantástico, incluso na diária, e ele, que é dono de alguns lotes de vinhedos, leva os hóspedes a uma adega de noite para provar vinhos. RESERVE AQUI!

Hostellerie Le Cèdre (diárias desde € 198): No centrinho de Beaune (bom pra quem não quer ter que pegar o carro pra passear pela cidade), o hotel cinco-estrelas fica num casarão histórico com jardins com árvores centenárias. Os quartos são lindamente decorados e aconchegantes e têm camas king-size. O restaurante não é estrelado mas também é muito bom. RESERVE AQUI!

Hostellerie de Levernois (diárias desde € 250): Hotel membro da rede Relais & Châteaux que abriga o restaurante do qual falei acima. Instalado a 6 km de Baune, a casa tem quartos com diferentes perfis e jardins impecáveis. Coisa rara em hotéis cinco-estrelas, o lugar é tocado de perto pelo casal de proprietários Jean-Louis e Susanne Bottigliero, que arranham o português e cuidam da programação dos hóspedes, checam a arrumação dos 26 quartos e rondam as mesas do restaurante com um estrela no Michelin. Se estiver na dúvida do que fazer ou que vinícola visitar, eles abrem o mapa da região na sua frente e fazem sugestões e reservas. RESERVE AQUI!

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Um dos quartos da Hostellerie de Levernois

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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Há 19 comentários para “Tudo pra você viajar pela rota de vinhos da Borgonha, na França

  1. Olá adorei o seu roteiro, irei fazer este passeio mas sentido Bordeaux. Gostaria de saber dicas de onde me hospedar, e se dar para ficar numa cidade e sair a passear pelas outras.

    1. Oi Maristela! Bordeaux fica longe da Borgonha, cerca de 600 km. Você precisaria primeiro se hospedar em Beaune, na Borgonha, e depois em Bordeaux mesmo pra fazer as duas rotas de vinho.

  2. Betina pelo visto vou fazer rota ao contrário, saindo de Bordeaux. Pelo que vejo nos seus apontamento ficarei em Beaune lá alugo um carro e conheço as vinícolas.

  3. Betina, se eu ficar 4 noites em Beaune eu consigo conhecer tudo, ou deixo 1 noite para Dijon? estou vendo o Hotel Athanor Center indicado por você.

    1. Oi Maristela! Então, Dijon só fica a 45 km de Beaune, então não precisa necessariamente dormir lá, não! E 4 noites está suficiente sim.

  4. Betina, vi algumas fotos do instagram pessoas que visitaram a Romanée- Conti parece que até tem um restaurante no local o Le Conty. Foi algum evento fechado ou abriu para visitação?

    1. Oi Marcelly, como vai? É muito difícil conseguir uma visita lá, depende da boa vontade do proprietário. Tem gente que manda email e consegue, mas são pucos. E não há restaurante lá, o Le Conty é um restaurante de Beaune que não tem a ver com a vinícola!

  5. Muito obrigado por compartilhar essas informações. São valiosas pra quem pretende ir pela primeira vez, como é o meu caso. Daqui a duas semanas estarei na Borgonha e escolhi a cidade de Beaune como base para explorar a região durante uma semana. Pretendo comprar algumas garrafas de vinho e achei excelentes suas sugestões, especialmente a do Domaine des Varoilles. Você poderia indicar alguma vinícola semelhante nos arredores de Beaune, que se possa chegar sem marcar horário e comprar vinhos grand cru, de preferência Corton Charlemagne, bem pontuados?
    Agradeço antecipadamente.

  6. Marcelly,

    Parabéns pelo o site!!! Muito bom! Gostaria de sua ajuda. No dia 17/10 eu e minha esposa dormiremos apenas uma noite na região da borgonha na verdade mais perto de Djion do que de Beaune, mais precisamente no chateau Du Saulon. Como só temos uma noite pois depois subiremos de carro para Paris gostaria de sua experiência com o local. Qual vinicola visitar e degustar alguns bons vinhos, quais os lugares imperdíveis na região para esse curti tempo? Desde já obrigado.

    Att,
    João Gustavo.

  7. Nós visitamos a Borgonha saindo de Lyon ano passado, com uma guia brasileira, Pricila, da Empresa Gimtravel (acho que é gimtravel.com.br o site) , foi maravilhoso, chegando por lá encontramos com um produtor e com um outro brasileiro que é sommelier, super famoso que nos abriu uma das maiores caves particulares do mundo, com milhões de garrafas, um vinho delicioso, de guarda… depois visitamos Beaune e almoçamos em meio aos vinhedos em um restaurante estrelado, os melhores escargots (não sei se é assim que escreve) da minha vida! Nós eramos iniciantes ela nos ensinou os métodos de degustação, e mostrou lugares que não achariamos sozinhos. Já voltamos duas vezes com eles, uma no Beaujolais em 2015, em 2016 na Borgonha e ano que vem queremos visitar o Vale do Rhône, sempre que posso indico eles, pois vale cada centavo.
    Com saudades da França e de seus vinhos.
    Claudia M

  8. A Borgonha é maravilhosa, contratei uma guia chamada Aline Mendonça e ela é demais o, marido é enologo e aprendemos muito com eles. Uma bela aula de vinhos e da Borgonha.

    super recomendo.

    santé aos apaixonados pela Borgonha
    Ulysses

  9. Olá, Betina, tudo bem contigo?

    Excelente post!

    Minha esposa e eu passaremos 20 dias na França em junho próximo e incluímos Borgonha e Bordeaux na viagem, por isso, gostaria de pedir algumas dicas:

    1. Chegaremos em Paris e iremos direto para Borgonha, onde pretendemos pernoitar por 3 dias. Acho que acataremos a sugestão de fixar a base em Beaune. O roteiro apresentado por ti se encaixa nesta janela de tempo?

    2. Depois de Borgonha iremos à Lyon para mais dois pernoites. A dúvida aqui é a melhor e mais eficiente maneira de ir à Bordeaux: de carro ou de trem com conexão em Paris?

    Muito obrigado pela atenção.

    1. Oi Darby!
      Sim, 3 dias está bom para conhecer o principal da região da Borgonha a partir de Beaune!
      Não entendi, depois de Lyon você vai pra Paris e aí Bordeaux?

      1. Olá Betina!

        Muito obrigado pelo retorno.

        Minha intenção é, após Beaune, ir à Lyon para passar dois dias e duas noites e de Lyon ir à Bordeaux. Paris ficará como última base, onde ficaremos 7 dias.

        Estou quebrando a cabeça para decidir se vou de carro para Bordeaux ou se vou de trem.

  10. Ola Betina,
    Vc pode me ajudar com passeio de bike pelos campos de mostarda?
    Sei que tem um passeio assim em Dijon, mas nao estou encontrando.
    Obrigada

  11. Olá, Betina! Primeiramente, parabéns pelo post, muito bem escrito e explicativo! Pretendo ir apenas para Paris e Borgonha em outubro ou novembro. Estou ciente de que não é exatamente a melhor época, mas em função das férias no meu trabalho e no da minha esposa, é o que conseguiríamos esse ano! Viajaremos com a nossa filha que na viagem terá um ano e um mês de vida. Realmente precisamos da sua opinião para nortear nossas decisões!

    Primeira dúvida – A temperatura é muito baixa? E as chuvas? Vc recomendaria deixar de ir em outubro/novembro e escolher outro destino na França?

    Segunda dúvida – As visitas guiadas e degustações ficam muito prejudicadas nesses meses ou seria apenas a questão das plantações que estarão mais peladas?

    Terceira dúvida – Como estaremos com a nossa filha de apenas 1 ano e 1 mês, pensamos em reservar 6 dias para cobrir o roteiro sugerido por você, envolvendo Dijon, Beaune e arredores. A idéia é fazer de uma forma mais lenta e relaxada, mas cobrir todos os passeios sugeridos. É suficiente?

    Quarta dúvida – Com um bebê, acho que o melhor seria ir de trem até Dijon a partir de Paris e aí sim alugar o carro para rodar a região, se hospedando apenas em uma cidade por questões logísticas. Qual cidade devemos escolher, Dijon ou Beaune? Ou algum lugar no meio do caminho…

    Desde já, muitíssimo obrigado pela atenção, ficamos no aguardo ansiosos para fecharmos ou não esta viagem! Como já conhecemos Paris e outras regiões na França, nosso foco seria mesmo a Borgonha e três ou quatro noites em Paris desta vez.

    Um abraço,

    Renato Barretto.

    1. Oi Renato tudo bem?
      A média de temperatura é entre 7 e 15 graus em outubro e 3 e 9 em novembro. Se conseguir outubro, melhor. Tem degustações sim, mas as vinícolas estão mais peladas.
      6 dias está ótimo! E sim, você pode alugar carro em Dijon. Eu acho Beaune mais charmosa pra se hospedar.

      Se você estiver disposto a mudar o roteiro, eu sugeriria ir a Bordeaux em vez em Borgonha, porque a temperatura no sul costuma ser bem mais amena e a viagem é igualmente bacana. Dá uma olhada: https://www.carpemundi.com.br/o-que-fazer-em-bordeaux-franca/

  12. Oi Betina,

    Achei suas dicas ótimas, parabéns. Se puder me ajudar, estarei em Lyon em Outubro 2018 e gostaria de visitar algumas vinícolas perto de Lyon. Como estarei vindo de Grenoble de carro e vou passar quatro dias na região, você poderia me indicar algum local?

    Obrigado,

    Taner Fortunato

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