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Como é ficar no W South Beach, em Miami

A marca W, lançada pelo grupo Starwood em 1998, foi pensada por algum gênio do marketing, branding ou sei lá o quê. Porque conseguiu bolar uma rede com identidade muito forte, na qual você reconhece coisas em comum esteja na Tailândia, esteja em Nova York: os tapetes dos elevadores que dizem “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”, dependendo da hora, o serviço “whatever, whenever”, que atende o telefone te dando de fato a entender que você pode pedir o que quiser, quando quiser, a fragrância e a música do lobby, que te fazem sentir que você está entrando numa espécie de templo cool.

O W de South Beach leva esse cool a outro extremo, talvez porque esteja em Miami. O lobby meio escuro tem paredes com quadros de gente como Andy Warhol, Julian Schnabel, Kenny Scharf, com alguns sofás e almofadas com estampa de zebra e lustres dourados diferentões pendendo e uma loja de produtos de design. Alguém muito sorridente te recebe na chegada (a saber, o hotel é sofisticado sem ser afetado – eu não me sentia mal de andar de chinelos e canga no lobby) – se der sorte  vai ser um funcionário brasileiro. Subindo pelo elevador, você adentra os corredores chiquetosos, com a mesma música lounge e a mesma fragrância quase entorpecente, e dá com as portas pretas dos quartos, cujas maçanetas redondas lembram portas de cofres.

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O quarto é moderno e ligeiramente sóbrio, com detalhes preto e branco. O banheiro de mármore tem secador potente, shampoozinhos da marca Bliss (a mesma do spa) e aqueles chuveiros que têm esguichos de todos os lados.

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As camas são king-size, daquelas que te abraçam e te desafiam a levantar. De roupão fofinho (e com o champanhe que me deixaram de cortesia na mão), a vista para o mar escancarada da varanda parecia ainda mais bonita.

A área da piscina do W South Beach (na qual você tem que fazer “check-in” ao chegar, e um mocinho de viseira te leva à sua espreguiçadeira com a sua toalha) é, de novo, muito cool, com poltronas listradas, day beds escuras e uma coleção de palmeiras. O mesmo mocinho pode te trazer um drinque ou petisco do bar. Na praia, a poucos passos dali, as espreguiçadeiras superacolchoadas são listradas de vermelho e branco.

Sem nenhum exagero, no spa Bliss, que tem 650 m², eu fiz uma das melhores massagens da vida, com uma terapeuta que soube que eu estava com dor de estômago ou ansiedade ao apertar um ponto do meu ombro ou no meu pé. Surpreendente. A academia, que funciona 24 horas, é tão bonita e tecnológica que quase me fez malhar – quase. O hotel também tem quadras de tênis e squash e aluga bicicletas.

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O café da manhã custa bizarros US$ 52, e um simples espresso no restaurante sai US$ 7. Melhor guardar essa grana pra jantar no restaurante chinês Mr. Chow, o melhor (chinês) que eu já comi na vida. O jantar de dois pratos sai US$ 66 por pessoa, mas também dá para pedir à la carte: o macarrão com tinta de lula (US$ 25) é mara, assim como o siri do imperador (US$ 40, 50). Dá para esticar a noite na balada Wall – o segurança não vai te olhar feio, como acontece em muitas baladas de Miami, se você for hóspede.

Por último, a localização do W South Beach é boa: não muito colada no buchicho da Ocean Drive e da Lincoln Road, mas perto o suficiente para você alcançar as duas a pé. O W também tem um sistema de traslados gratuitos ao redor de South Beach, é só pedir para o concierge.

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PRÓS

O hotel te faz sentir muito cool
Muitos dos quartos têm vista deslumbrante para o mar
O lobby parece uma galeria de arte
Áreas da piscina e da praia maravilhosas
Tem balada, restaurante chinês top e spa
Serviço sensacional
Localização estratégica no finzinho de South Beach

CONTRAS

Café da manhã caríssimo
Taxas para usar as cabanas na piscina
Estacionamento caro
Wi-fi instável no quarto

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O VEREDICTO

O W South Beach é uma das melhores opções de luxo de Miami. O hotel une design de primeira, serviço atencioso  e áreas da piscina e da praia lindas. Tudo a ver com a vibe de Miami, desde a coleção de arte turbinada até o restaurante e a balada bombados. Tudo vem com um preço, claro – a diária custa desde US$ 379.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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