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Ponto de Luz: hotel para descanso e autoconhecimento pertinho de SP

Veja nossa experiencia no Ponto de Luz, a 2h30 de São Paulo (SP), hotel holístico imerso na natureza que oferece comida vegetariana, sessões de meditação e yoga e terapias que vão de massagem a constelação familiar.

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O HOTEL

Se autoconhecimento está em alta agora, o Ponto de Luz já está nessa jornada há tempos: a proprietária Libertad Sanchez começou o lugar como um centro de meditação nos anos 1990.  Em um terreno na Serra da Mantiqueira no município de Joanópolis (SP), o autointitulado “centro de realização do ser” cresceu junto com vegetação da mata ao redor (no lobby há uma foto aérea tipo “antes e depois” que mostra a enorme área reflorestada do lugar). Hoje há por volta de 50 profissionais trabalhando no Ponto de Luz. A estradinha de 13 km de terra da cidade até o hotel e o fato de não haver antena de celular nas proximidades colabora para uma sensação de isolamento.

As dependências são rústicas, mas confortáveis. No prédio principal fica a recepção, com uma área com sofás com lareira, e o refeitório. Descendo por alguns degraus chega-se à salinha do wi-fi (o único local do hotel com internet para os hóspedes). Espalhados ao redor estão uma piscina externa com redário, piscina aquecida e salas de tratamento, saunas, parquinho com cama elástica (sim, pode ir com crianças), campinho de futebol. A sala principal de meditação, chamada Rubi, é linda, ornada com janelões que dão para a mata e equipada com almofadas, cadeirinhas e mats de yoga.

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OS QUARTOS

Todos os apartamentos têm varandas ou janelas com vista para a mata e também são pensados para integrar o clima zen (vide o incenso de benjoim colocado no quarto todos os dias, a garrafa de água com caneta para você escrever mensagens no vidro e “turbinar” as moléculas com positividade, o simples fato de não pegar internet e não ter televisão). As camas confortáveis e o silêncio de noite convidam a dormir cedo; a rede na varanda, a ler um livro ou meditar nos muitos momentos de chuva que o clima imprevisível e inconstante da Serra da Mantiqueira oferece. Para famílias e grupos, pode valer ficar nos chalés, afastados do prédio principal. Para quem vai sozinho e quer pagar menos, há quartos compartilhados.

AS ATIVIDADES

Durante há semana, há três por dia – em feriados e fins de semana a programação é mais recheada e inclui por exemplo apresentações de música ou exibição de filmes. De manhã o alegre Natel, nascido num sítio perto dali, leva para um alongamento e caminhada e fala da potência da natureza e do cuidado com a terra e com os animais. Ao meio-dia há uma vivência corporal, muitas vezes sessão de yoga ou meditações ativas do Osho (há uma foto do polêmico guru indiano na porta de entrada da Sala Rubi). Às 18h30, mais uma sessão de meditação. Tudas são pensadas para iniciantes, curtas e introdutórias. No resto do tempo, a ideia é participar de alguma terapia e curtir as dependências do hotel: tomar um banho de cachoeira, ler sob a sombra dos bambuzais, deitar no redário perto da piscina, flutuar na água quentinha da piscina aquecida, meditar em espaços como o Templo da Alegria.

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AS TERAPIAS

Acho essencial ir com uma graninha extra para fazer uma ou duas terapias durante a estadia (a maioria sai na faixa de R$ 200 e durante de 1h a 2h). Elas complementam a programação e  proporcionam um atendimento mais individualizado. Recomendo as opções mais holísticas principalmente a leitura de alma com a Lola e constelação ou limpeza energética com Fátima Pinsard, a terapeuta-chefe da casa, maravilhosa.

A NATUREZA

O Ponto de Luz parte do princípio que para estar no nosso prumo é preciso se conectar com a natureza. E ali tem uma oportunidade linda para isso: é só sair da recepção e caminhar dez minutos para chegar por exemplo em um mirante, com espaço para sentar sobre pedras e admirar o panorama verde da mata. Também partindo da recepção, mas indo para o lado oposto, você dá numa longa trilha que acompanha um rio e vai passando por múltiplas quedas d’água – a lotação máxima do hotel é cerca de 100 hóspedes e a área é enorme, então é muito fácil se isolar e ter a paisagem só para você.

A COMIDA

Um dos maiores méritos do hotel, a gastronomia pensada ali ganhou até um livro de receitas, à venda na recepção. Com ingredientes majoritariamente orgânicos, muitos vindos da enorme horta do hotel, os pratos servidos do café, almoço, lanche da tarde e jantar figuram uma cozinha vegetariana simples, saborosa e criativa, pra inspirar qualquer um a largar a carne. Alguns que ficaram na minha memória: a sopa de inhame cremosa, a feijoada vegetariana com tofu defumado, o doce de abacaxi (sem açúcar!) com frutas secas, a saladinha de beterraba agridoce. Tudo é absolutamente delicioso, mesmo que seja só um prato de quiabo refogado. Os sucos são sempre naturais. Chás variados são servidos o dia todo e pensados para cada refeição (gengibre para acordar, anis para digestão, cidreira para ajudar a pegar no sono).

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SOZINHO OU ACOMPANHADO

Eu levei minha prima para o Ponto de Luz e adoraria voltar com a minha mãe, minha tia, minha irmã. O lugar proporciona momentos legais de conexão com pessoas queridas e mulheres (ah, sim, 80% do público do hotel é feminino. Uma hora os homens chegam lá ¯ \ _ (ツ) _ / ¯). Para quem quer tirar um tempo para si, ir sozinho é supertranquilo. E, para quem não quer ir dirigindo, saiba que eles oferecem um serviço de van saindo de São Paulo; consulte antes de reservar.

OS PREÇOS

O valor mais em conta é R$ 205 por pessoa a diária no quarto compartilhado (isso inclui TODAS as refeições e as atividades que mencionei acima). Na acomodação dupla, a diária mais barata é R$ 270 por pessoa – veja todos os valores aqui.

O VEREDICTO

O hotel é uma delícia para tirar uns dias para você ou com alguém com quem você quer se reconectar. A comida é deliciosa e a estrutura integrada com a natureza é especial. Não há ali a pretensão de ser um hotel de luxo ou um spa (gosto da ideia de manter quartos compartilhados, por exemplo, para deixar a estadia mais acessível), mas sim um espaço rústico e bem equipado pensado para quem quer se recolher.

*O Carpe Mundi visitou o Ponto de Luz a convite do hotel. O conteúdo do post reflete apenas a opinião da autora.

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