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Onde comer no Rio de Janeiro: 10 lugares escolhidos a dedo na Zona Sul

Onde comer no Rio de Janeiro: uma seleção top de 10 casas na Zona Sul pra entender a cena gastronômica carioca atual, baseada nas nossas últimas visitas à cidade. Vem ver!

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Naturalie Bistrô

Onde comer no Rio de Janeiro: instalado numa casinha fofa na estreita Rua Visconde de Caravelas, indicada por uma fusquinha verde com o nome do restaurante, tem ambiente com parede de tijolos no andar inferior e prateleiras com louças coloridas e livros no superior. O menu da chef Natalie Passos, que estudou culinária saudável em Nova York, funciona à la carte (diferente da maioria dos vegetarianos, que têm bufê) e muda com frequência de acordo com a sazonalidade dos ingredientes. Na nossa visita gostamos muito do milho cubano com molho de páprica e queijo (vem três espigas pequenas), do tartar de banana (servido na tapioca) e do crepe de beterraba com creme de páprica. Ah, e o pavê de beijinho e doce de leite vegano de sobremesa é uma sugestão apenas sensacional. Pratos principais por cerca de R$ 30. Rua Visconde de Caravelas, 11, Botafogo.

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Meza Bar

Onde comer no Rio de Janeiro: este bar/restaurante foi um dos pioneiros a apostar no eixo Botafogo/Humaitá como o novo reduto boêmio da Zona Sul e segue acertando na fórmula drinks criativos + comidinhas gostosas. O ambiente escurinho com lâmpadas pendentes laranjas, pé direito alto, sofás coloridos listrados e louças e objetos antigos nas prateleiras é aconchegante, bom tanto pra um date quanto pra botar o papo em dia com alguns amigos. Os “potinhos” do menu têm porções generosas (mais do as porções da maioria dos bares) – amamos o gnocchi de batata doce ao gorgonzola, nozes e tomatinhos. O cardápio de drinks faz uma rápida descrição de cada um (percepção alcoólica, sabor, etc) – nossos preferidos da atual coleção “Essência”, que valoriza ingredientes brasileiros, são o “urutu” (vodka Ciroq de pêssego e abacaxi, cupuaçu, maracujá, licor Mandarinetto e gengibre) e o “savana 55” (vodka em infusão do cumaru, licor de pequi, shrub de caju e limão). Rua Capitão Salomão, 69, Humaitá.

Lasai

Onde comer no Rio de Janeiro: grande destaque da alta gastronomia carioca, tem uma estrela no Guia Michelin e ficou em 18º lugar na última edição dos 50 melhores restaurantes da América Latina pela revista britânica Restaurant. Pra um jantar especial, um casarão antigo de Botafogo acolhe com um salão com iluminação baixa, parede com tijolos à mostra e um espaço com teto de vidro. São duas sugestões de menu-degustação (R$ 245, com quatro aperitivos e três etapas, entre principais e sobremesas; ou R$ 295, com oito aperitivos e seis pratos) do chef Rafa Costa, que trabalhou cinco anos no Mugaritz, na Espanha, um dos melhores restaurantes do mundo. Da cozinha vêm pequenas surpresas como tempurá de ervas e língua de boi e vieira com tutano e rabanete numa sequência dos deuses que você vai lembrar por muito tempo. Muitos dos produtos vêm das duas hortas do restaurante, uma no Itanhangá e outra no Vale das Videiras. É preciso fazer reserva. Rua Conde de Irajá, 191, Botafogo

Massa

Aberto em agosto de 2016, o restaurante de Pedro Siqueira (que já ganhou prêmio de chef revelação da Veja Rio) tem uma varanda gostosa virada para a rua e um interior que lembra um armazém, com prateleiras com livros, temperos e garrafas de vinho (eles também vendem pães frescos feitos diariamente na casa). Fomos de gôndole recheado com pera e maçã e molho de gorgonzola e castanha (R$ 65) e polvo crocante com nhoque de espinafre e bolonhesa de porco (MUITO BOM, R$ 79). De sobremesa, o pudim de leite cru com flor de sal vem com uma fatia grande e firme e mistura deliciosamente o doce com salgado. Vale a pena vir no almoço para o menu executivo de segunda a sexta: por R$ 49 vem com pão, entrada, prato, sobremesa e café. Rua Dias Ferreira, 617, Leblon

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Zazá Bistrô Tropical

Onde comer no Rio de Janeiro: jamais saberei porque eu demorei tanto pra conhecer essa casa azul instalada na esquina da Joana Angélica com a Prudente de Morais desde 1999. O andar de cima, onde você precisa tirar os sapatos pra sentar, é possivelmente o salão mais acolhedor do Rio, com mesas baixas, tapete felpudo e coisinhas fofas tipo casas de passarinho pendendo do teto vermelho. O mais gostoso ali é pedir várias entradinhas e compartilhar; pra sentir a vibe meio asiática do menu, peça as trouxinhas de frango orgânico com massala, castanhas e melaço (R$ 35), o sashimi de atum (R$ 49) e as samosas indianas (R$ 35) – este último um pastel de porco desfiado com especiarias e chili doce. Uma série de ingredientes, como manjericão, hortelã, pimentas, lavanda, tomilho, sálvia, orégano e alecrim, são da horta do restaurante. Pra beber, gostei da série “soft”, espécie de drinks sem álcool – o de com morango, gengibre, suco de framboesa e suco de laranja é delícia. Rua Joana Angélica, 40, Ipanema

Formidable Bistrot

A casa francesa do chef Pedro de Artagão tem toda pegada de um bistrô parisiense: o salão apertadinho, as mesas próximas umas das outras e o pratos escritos numa lousa. A fórmula couvert + entradas + principal + sobremesa + água por R$ 140 é a melhor pra entender toda proposta. Outra ideia é pedir alguns petiscos para compartilhar, como o croquete de língua de boi e os pãezinhos “gougères” com requeijão. O destaque do menu é o clássico boeuf bourguignon, feito com cupim e guarnecido de purê de batata. Quase 80% dos rótulos da carta de vinho são orgânicos. Rua João Líra, 148, Leblon

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Casa da Táta

Onde comer no Rio de Janeiro: fofíssimo, esse lugar tem vibe da casa da vovó, com uma construção estilo chalé, paredes de tijolos e enfeitinhos rústicos. Entre qualquer hora do dia pra provar os pães feitos na casa e assados diariamente, as fatias de bolo generosas e o prato do dia para almoço (comida boa e caseira tipo picadinho e empadão de frango) ou jantar (quase sempre sopas e caldos). Em algumas noites também tem saraus e música ao vivo – veja a programação no site. A grande sensação da casa, porém, são os combinados de café da manhã; o mais guloso, chamado de “café da táta” (R$ 42), tem suco, bebida quente, cesta de pães artesanais, geleia, manteiga, fruta, frios, porção de pão de queijo, fatia de bolo e pãozinho doce. Rua Professor Manuel Ferreira, 89, Gávea

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Bagatelle

Seguindo a linha do badalado restaurante com matriz em Nova York, a casa abriu no Jockey Club carioca há cerca de dois anos e ainda hoje até de quarta-feira requer reserva. Quem vai em busca da comida francesa requintada e moderna encontra pratos como o delicioso magret de pato e o polvo grelhado, mas termina a noite mais envolvido é com a atmosfera festeira e de ostentação que toma conta do restaurante lá por umas 23h: shots que chegam ao mesmo tempo em que as luzes do local piscam e os garçons e garçonetes com naipe de modelos fazem a maior farra, enquanto a galera animada por um DJ dança em cima das mesas e sofás. Quem vai ao Bagatelle não precisa de balada depois. Praça Santos Dumont, 31, Baixo Gávea.

Prosa na Cozinha

Um portãozinho de ferro azul gracinha do Jardim Botânico, espremido entre duas construções, é a entrada do prosa na Cozinha, restaurante da chef Manu Zappa que oferece aulas culinárias para até 20 pessoas num agradável espaço onde está uma cozinha aberta integrada à mesinhas com cadeiras coloridas. O almoço executivo com entrada, prato principal e sobremesa sai por R$ 41 – a saladinha de grão de bico vai bem com o salmão assado com legumes. Já as aulas variam entre pratos simples do dia a dia a aulas de comida dinamarquesa e aula de pães, por exemplo, sob o comando da Manu e diversos chefs que ela convida a dividir seus segredos em seu recinto. Saem, em média, por R$ 150. Você pode conferir as próximas neste link. Rua Lopes Quintas, 147, Jardim Botânico.

Aconchego Carioca

O lugar (antigo Comedoria) dá a chance de provar a comida da chef Kátia Barbosa, que ficou famosa na Praça da Bandeira com seu bolinho de feijoada, na Zona Sul. Com clima de boteco, o bar/restaurantes tem paredes amarelas e redes pendendo do teto. O forte aqui são os tira-gostos: o tal bolinho de feijoada, claro, mas o de aipim com bobó de camarão e o de arroz com toque de curry e recheio de queijo de minas padrão também fazem bonito. Entre os pratos, vale provar o camarão no coco, acompanhado de arroz e farofa. Pra beber tem algumas cervejas artesanais do Rio, como a Saison du Leblon. Rua Rainha Guilhermina, 48, Leblon

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A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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