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O que fazer em Toronto: dicas imperdíveis da principal cidade do Canadá

O QUE FAZER EM TORONTO, NO CANADÁ:

Toronto não é apenas a maior cidade do Canadá como sua principal porta de entrada. Mesmo escolhendo qualquer outro destino no país, vale a pena abrir a passagem para ficar um tempo nessa metrópole vibrante, curiosa e muito divertida e que acaba de superar Chicago, sua arquirrival norte-americana, em número de arranha-céus. Toronto cresce para o alto – e para baixo, como não deixam mentir seus 31 km de cidade subterrânea (dez anos atrás, eram 27).

A Air Canada viaja direto de São Paulo a Toronto diariamente (são 10 horas de voo).

VEJA NESTE POST O QUE FAZER EM TORONTO, COM DICAS DE PASSEIOS, RESTAURANTES E HOTÉIS

O que fazer em Toronto: Curiosidade número um é que os mapas turísticos, em geral, têm duas faces de igual importância: de um lado, o mapa da superfície e, do outro, o mapa do PATH, que interconecta estações de metrô a galerias, lojas, serviço, saguões de hotel, museus e outros espaços culturais por três andares debaixo do solo. Tudo a ver numa cidade que pode chegar, no inverno, a ter -8oC de temperatura.

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O QUE FAZER EM TORONTO:

Novidades não param de surgir no coração financeiro do Canadá.

Prédios, hotéis e restaurantes novos inauguram a cada ano – o que não muda em essência é seu cartão-postal principal, a CNTower, a torre mais alta do mundo, que pode ser ticada logo de cara (jantar lá não vale tanto a pena, apesar de ser divertido ficar olhando a vista no restaurante giratório).

Quem gosta de um friozinho de barriga adicional pode já agendar a vez no EdgeWalk, um passeio pelo lado de fora, amarrado por cordas como num bungee jump. A ideia é encostar os pés bem na beiradinha do anel externo da torre e se deixar cair para trás, lá embaixo só o vazio (mas as cordas elásticas bem amarradinhas!).

O que fazer em Toronto: pra quem vai com pouco tempo, o ideal é ficar em Downtown, onde reina soberano um edifício coberto em ouro: o Royal Bank Plaza. Caminhar por ali, perto das atrações do Waterfront, todo revitalizado, do agito do Entertainment District, das compras no Eaton (foto acima), o maior de seus shoppings (dá para entrar por baixo ou por cima), enfim, de tudo o que a gente gosta é definitivamente uma boa – ainda mais se você tiver dificuldade em escolher, já que Toronto tem mais de 240 bairros, muitos deles de imigrantes, como Little Portugal, Little Italy ou Koreatown. Dundas Street? Outra boa referência de turismo clássico: com toques de Times Square (não parece?), é o centro de marcas que a gente conhece e gosta de visitar.

Com mais dias para explorar, ficar em Yorkville (fotos abaixo) é uma ideia charmosa. O bairro que nos anos 1960 hospedava hippies & malvados – Neil Young costuma ser citado como celebridade local – hoje é um dos mais chiques de Toronto. A mesma Yonge Street que você vê lá embaixo perto do lago lotada de bugigangas aqui se cobre de lojas de grife. Na Bloor, elas ganham as vitrines mais bonitas. Mas nem tudo é luxo estratosférico no bairro do lindo Queen’s Park, do maravilhoso ROM, do curioso Bata Shoe Museum, e de outras gracinhas por descobrir entre as casinhas vitorianas e prédios imponentes como do Toronto Royal Conservatory of Music (foto) e da University of Toronto.

Você pode até se perguntar: mas um museu de sapatos? Pois sim. A ideia é contar a história da civilização através de como nos calçávamos no passado até os dias de hoje. A seção mais divertida conta a história de homens sobre saltos. A mais glamourosa mostra exemplares usados por Marylin Monroe e Elisabeth Taylor.

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O QUE FAZER EM TORONTO:

Para ver um show de museu de arte, reserve um período do dia ao menos para a Art Gallery of Ontario, a AGO, cujo projeto mais recente de restauração foi assinado pelo escritório de Frank Gehry, Prêmio Pritzker de arquitetura e uma das estrelas nascidas em Toronto. A imensa escada em caracol toda de madeira: dele. Os pavilhões em forma de barco, feitos de madeira e vidro: dele. Arte para a arte. Quando puder prestar atenção às obras, volte-se para as mais de 4 000 telas, fotografias, esculturas e instalações que dão conta de europeus, canadenses, americanos e africanos (a seção africana mais prestigiosa do Canadá), com ênfase em arte contemporânea.

Flanar deliciosamente em uma pequena viagem no tempo é possível no Distillery District, uma antiga área industrial de produção de whisky do século 19 que virou um lugar de lojinhas, restaurantes, cafés, em 47 galpões restaurados que são um charme só. Você pode tanto ir por sua conta como contratar um tour a pé, de bike ou naqueles Segway, que inclui degustação de chocolate e cerveja, entre outros produtos oferecidos nos estabelecimentos locais.

Ainda faltam ideias do que fazer? Se dê o luxo de conhecer um spa como algumas boas almas torontonians. Instalado em um prédio histórico em pleno Downtown, o Elmwood Spa é um sonho em quatro andares. Escolhendo a Tastes of the World, você será conduzido por uma viagem que começa com esfoliação, segue com massagem feita com pedras quentes e frias, terá o rosto coberto por uma máscara de proteínas, receberá óleos naturais nos cabelos, sairá e desejará ficar de roupão para sempre.

O que fazer em Toronto: mas calma que pode ser a hora de voltar ao aeroporto. Nada melhor do que contar com um trem veloz que chega ao Pearson em 25 minutos, pela UP Express. Pela janela, ainda dará tempo de se despedir das paisagens insólitas dos arredores de Toronto, quase uma Blade Runner com seus viadutos e fábricas despontando no céu.

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ONDE FICAR EM TORONTO:

InterContinental Toronto Yorkville (diárias desde US$ 211, RESERVE AQUI!)

Excelente hotel no pedaço mais exclusivo da Bloor Street, entre o ROM e o Bata Shoe Museum, a poucos quarteirões do Queen’s Park – e tem uma Shoppers, a maravilhosa drugstore que tem tudo o que a gente gosta bem na esquina. Fica bem no meio de Yorkville, o bairro das lojinhas charmosas, restaurantes mais top, bem gostoso de andar e descobrir. O prédio é do século 19, todo remodelado por dentro. O restaurante, chamado Signatures, é um charme, com ar vintage e temática de jornalismo de antigamente (uma máquina de escrever fofa decora a entrada). Tem piscina coberta no último andar.

The Drake Hotel (diárias desde US$ 166, RESERVE AQUI!) – foto ao lado

Para uma experiência mais moderninha, com quartos de design supercolorido decorados com obras de arte de artistas contemporâneos, este hotel é perfeito. A localização é mais cêntrica, perto do agito. Como o bar fica aberto até tarde, podem rolar baladinhas mais barulhentas, por isso convém pedir pelos quartos mais altos ou afastados.

Hotel Victoria (diárias desde US$ 115, RESERVE AQUI!)

Bem no miolinho de Downtown fica este predinho de 1909. Todo remodelado, é simples e funcional.

Planet Traveler Hostel(diárias desde US$ 29 no quarto coletivo e US$ 70 no privativo)

No Downtown, o hostel tem boas instalações. A melhor parte é o lounge no rooftop, com vista para o skyline de Toronto, onde o café da manhã é servido.

RESTAURANTES EM TORONTO:

Frank Restaurant

O restaurante da Art Gallery of Ontario (AGO) leva o nome do arquiteto responsável pela reforma mais recente do museu: Frank, o Gehry. Autodenominado “global bistro cuisine”, o restaurante tem um cardápio de pratos tradicionais combinados com toques de surpresa, como uma salada de folhas de mostarda com pedaços de abóbora, cerejas e vinagrete de maple (você está no Canadá e tudo poderá ter um toque de maple syrup, lembra?). O menu muda a cada estação, portanto vale estar aberto para a experiência da vez.

Cibo Wine Bar

A rede tem vários restaurantes pela cidade, mas este é especial por algumas razões. Primeiro, a localização, no meio do charmoso bairro de Yorkville. Depois pelo ambiente, muito divertido, decorado com garrafas de vidro em forma de caveira (parece de mau gosto, mas não é!). Uma das salas tem um grafite impagável: “Life is beautiful”. Esse ambiente descolado ganha mais corpo quando se pedem um dos drinques (a carta de martínis é excelente!), um vinho (of course), um prato de ravioli ou outra massa fresca, risoto, salada ou uma pizza.

Cluny Bistro & Boulangerie

Eles se chamam “neo-parisian bistrô”. Realmente não tem clima de bistrô, pois o salão é imenso e pouco intimista. Mas o charme fica por conta da decoração, dos garçons que atendem com sotaque francês, da comida deliciosa, com inspiração francesa e toque modernizado. Eles fazem os próprios pães, que ficam expostos bem na entrada, junto a uma adega invejável. O cafezinho é um charme: vem na French Press, com torrões de açúcar branco e mascavo e xícaras grandes de porcelana. Ah! Fica em pleno Distillery District, um charme por si só.

Jazz Bistro
Pra uma saidinha noturna, conta com a programação de um de seus próprios donos: Colin Hunter, um crooner invejável que canta o repertório de Frank Sinatra como poucos. Outros nomes bacanas do jazz também frequentam a casa, inspirada na tradicional Blue Note, de Nova York. A comida não é assim tão deliciosa (a carne é meio pesada).

Sassafraz

No coração de Yorkville, entre casinhas vitorianas transformadas em estabelecimentos chiques e descolados, este restaurante moderninho de cozinha contemporânea vale 1) pelo ambiente 2) pelos peixes levíssimos 3) pelas sobremesas divinas 4) pela carta de vinhos (peça um canadense sem medo de errar).

O QUE FAZER EM TORONTO: e você, tem alguma dica?

*O Carpe Mundi foi a Toronto a convite da Air Canada e do órgão de turismo local. O conteúdo do post reflete apenas a opinião da autora.

A autora

Gabriela Aguerre

Gabriela Aguerre

É uruguaia, jornalista, escritora, já trabalhou como diretora de redação da Viagem e Turismo e colabora com diversos veículos de comunicação, como o Carpe Mundi. Nada a define melhor como a incompetência pra tirar selfies.

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