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O que fazer em Praga: você não pode ir sem checar nossa lista de programas

O que fazer em Praga: a capital tcheca tem um dos conjuntos arquitetônicos mais singulares da Europa, cortado pelo cênico Rio Moldava.

Ao mesmo tempo, é uma cidade compacta sem aquela imensidão de pontos turísticos pra ticar de Paris, Londres e Roma. Os bondes chegam em tudo que interessa – mas é bem provável que você faça tudo a pé. Reserve pelo menos 4 dias inteiros pra explorar Praga e conseguir sair um pouco do basicão – se for no verão e na primavera, reserve tempo pra curtir a cerveja (o pint é mais barato que a garrafa de água) nos “beer gardens”. Veja o que fazer em Praga. Preços: R$ 1 = 8 coroas

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O que fazer em Praga:

Malá Strana e Castelo de Praga

Malá Strana, ou Cidade Baixa, é a fração mais pitoresca de Praga, com suas casas majoritariamente barrocas. Ali há lojinhas, uma porção de igrejas e a arborizada ilha de Kampa. Ladeira acima, fica o Castelo de Praga. Dá pra explorar tudo numa caminhada. Continue lendo pra saber mais sobre o que fazer em Praga.

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Vrtbovská Zahrada (Jardim Vrtbovská)

Escondidos e inesperados, esses jardins barrocos rodeiam um palácio do século 18 (que hoje sedia eventos) e são abertos ao público. São vários arbustos bem podados, árvores e canteiros floridos enfeitados com estátuas clássicas. O relevo escarpado faz com que do topo tenha uma vista bonita pra cidade. Um passeio lindo e fotogênico para o verão. Aberto de abril a outubro diariamente das 10h às 18h; 65 coroas

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Kostel svatého Mikuláše (Igreja de St. Nicolau de Malá Strana)

Expressão máxima do barroco no Reino da Boêmia (do qual o país fez parte do século 13 até 1918, quando ele foi dissolvido junto com o Império Austro-Húngaro na 1ª Guerra Mundial), a igreja tem uma cúpula monumental de 20 metros de diâmetro (é possível subir até ela pra admirar a vista). Dentro tudo é lindamente pintado com cores claras e decorado com dourado. Aberta diariamente das 9h às 17h (16h de novembro a fevereiro); 70 coroas

Kostel Panny Marie Vítězné (Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa)

É a igreja que guarda o famoso Menino Jesus de Praga, campeão de representações nas lojas de souvernir da cidade. A estátua de 50 cm do cristo criança veio da Espanha quando uma duquesa de lá casou com um nobre tcheco e a deu para as freiras carmelitas que viviam em Praga. Vários milagres foram atribuídos a ele na época das invasões suecas no século 17. Aberta diariamente das 8h30 às 19h; gratuita

Castelo de Praga

Não é propriamente um castelo pra quem estiver procurando torres cônicas. É na verdade um complexo de 70 000 m² com várias construções. Eu entrei e fiquei meio perdida – o melhor é chegar e ir direto pra bilheteria comprar seu ticket (o que mais vale a pena é o circuito A (350 coroas) e pegar um mapinha. Esse ingresso deixa entrar na bela Catedral St. Vitus, no Old Royal Palace, na exposição “The Story of Prague Castle”, na Basílica St. George e na Golden Lane. Essa última é uma ruinha com 11 casas históricas  que pertenciam a artesãos no século 15, coloridinhas e fotogênicas. Áreas gratuitas abertas diariamente das 6h às 22h; a maioria dos prédios históricos, entre 9h e 17h (entre novembro e março até as 16h)

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Monastério Strahov

Esse lugar, bem perto do castelo, é dono de uma pouco visitada biblioteca dos séculos 17 e 18. Não se pode entrar nos halls, então é preciso apurar o olhar pra identificar os incontáveis detalhes dos afrescos coloridos no teto (uma coisa meio Nárnia) e na coleção de manuscritos – chato que tem pagar pra tirar foto. Do lado de fora, a Klasterni Pivovar Strahov (pivovar significa cervejaria) introduz a um dos maiores prazeres tchecos, terra onde foi produzida a primeira pilsen do mundo, em 1842. Nesse restaurante, onde há documentos sobre produção de cerveja pelos monges no século 13, você vê os caldeirões de fermentação  e pode provar india pale ale e special lager. Continue lendo pra saber o que fazer em Praga. A biblioteca abre diariamente das 9h às 17h (fechada pra almoço entre 12h e 13h); 120 coroas

Ilha de Kampa

A ilha de Kampa é outra paradinha gostosa de Malá Strana, um romântico parque do século 16 com árvores e banquinhos beira-rio. Ali fica o pequeno Museu Kampa (diariamente das 10h às 18h, 180 coroas), de arte moderna, e o Muro de John Lennon, com a cara dele pintada (o Beatle se tornou um herói pacifista para os tchecos quando foi assassinado em 1980). Repare nas estátuas do artista tcheco David Cerný chamada Babies, três bebês gigantes engatinhando com códigos de barra em vez de rostos – um protesto ao comunismo, cuja repressão faria os jovens crescerem sem uma identidade definida.

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Karlův Most (Ponte Carlos)

Um símbolo de Praga, talvez por como ela fique fotogênica no fim da tarde com o rio. A quantidade de turistas amontoada em passo contínuo dá uma incomodada, mas mesmo assim a travessia dos seus 520 metros pontuados por 30 estátuas vale a pena (dizem que quem tocar a de São João Nepomuceno voltará a Praga em breve). Ela liga Malá Strana com a Cidade Velha. Continue lendo pra saber mais sobre o que fazer em Praga.

O que fazer em Praga:

Staré Město (Cidade Velha), Josefov (Bairro Judeu) e Nové Město (Cidade Nova)

O centrinho de Praga é um dos mais evocativos da Europa e transporta pra um filme de época – talvez por isso ele tenha sido invadido tão intensamente por um exército de turistas que fazem tours em a pé, de bicicleta, de segway, em carros vintage. Por isso eu sugiro contratar um guia (e nenhum desses tours, pelo amor) pra te conduzir a pé pelas construções e levar a cantos escondidos – a minha foi a dona Eva Sladkova (evasladkova@wo.cz, € 20 a hora) uma senhorinha fofa que fala português. Pra quem quiser gastar menos (ou nada), veja o Royal Walk Free Tour. A Cidade Velha e a Cidade Nova se fundem de maneira quase imperceptível. Continue lendo pra saber mais sobre o que fazer em Praga.

Josefov (Bairro Judeu)

Essa área colada na Cidade Velha reconta a história dos judeus em Praga, desde que eles foram obrigados a se aglomerar ali no século 13 (antissemitismo é um troço muito antigo) até quando Hitler chegou na 2ª Guerra e disse que conservaria o bairro como um “museu de uma raça extinta” (medo). Um mesmo ingresso deixa entrar em quatro sinagogas históricas (na chamada Pinkas tem um memorial ao holocausto), no cemitério judeu e na Galeria Robert Guttmann, que tem exposições sobre a trajetória dos judeus na Boêmia e na Morávia. Continue lendo pra saber mais sobre o que fazer em Praga. De domingo a sábado das 9h às 18h (16h30 no inverno); 330 coroas

Staromêstské Námêstí (Praça da Cidade Velha)

Essa ampla praça é o centro nervoso da região.  A maioria dos palácios que a rodeiam possuem fachadas barrocas e clássicas (ou neobarrocas e neoclássicas) e escondem sótãos e muros muito mais antigos, dos períodos românico e gótico. Diversos eventos importantes da história tcheca aconteceram ali; um dos mais trágicos é lembrado com um memorial situado na frente da prefeitura: depois da derrota das tropas tchecas na batalha da Montanha Branca, 24 chefes da rebelião foram decapitados em 1621, condenando por muito tempo qualquer tentativa de independência do poder dos Habsburgos. Entre na Igreja de São Nicolau (sim, outra com o mesmo nome) e veja o Relógio Astronômico, um dos relógios mais antigos e detalhados ainda em funcionamento, feito em 1410. Um círculo astronômico indica a hora e a posição do sol e da lua, outro tem medalhões que indicam os meses do ano. A cada hora cheia todo mundo se posta com a câmera na frente pra ver o mecanismo todo ganhar vida, com várias estátuas se mexendo.

Kostel Panny Marie Sněžné (Igreja de Nossa Senhora das Neves)

Carlos IX mandou erguer essa igreja para sua coroação, mas a construção foi interrompida por causa das Guerras Hussitas no século 15. Mesmo assim, ela tem a abóboda mais alta de Praga. O que eu mais gosto é aqui é, na verdade, os jardins lindos e cheios de rosas que ficam colados nela, onde praguenses vão tomar sol depois do almoço.

Václavské náměstí (Praça Wenceslas)

Esse boulevard da Cidade Nova é o centro administrativo e comercial da cidade. O olhar é levado para o Museu Nacional, um imponente palácio do século 19 que já testemunhou momentos da história tcheca como a celebração da criação da Tchecoslováquia em 1918 (dissolvida em 1993) e a anunciação do fim do comunismo em 1989. Pena que hoje essa importância seja abafada pelo comércio pasteurizado e as redes de fast-food que se instalaram ali.

Metalmorphosis

Você precisa saber sobre o supracitado David Cerný pra não estranhar suas várias obras instaladas pelas ruas. O cara ficou conhecido em 1991, quando pintou de rosa um tanque que compunha um memorial à 2ª Guerra Mundial. Na rua Charvátova, Metalmorphosis é uma cabeça de Franz Kafka de 45 toneladas composta por pedacinhos de aço que se movimentam e fazem com ela rotacione.

Tančící dům (Casa Dançante)

Do badalado arquiteto canadense Frank Gehry, o prédio moderno construído à beira-rio em 1996 marcou a arquitetura da cidade pós-queda do Muro de Berlim. Lá dentro tem uma galeria de arte com umas exposições temporárias, um hotel e, no topo, o restaurante Ginger & Fred (pratos entre US$ 4 e US$ 13) – você pode subir só pra apreciar a vista do terraço.

Museu Mucha

O tcheco Alfons Mucha (1860-1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico e um dos principais expoentes do movimento art nouveau. Nesse lindo museu, há pôsteres, pinturas e fotografias elaborados por ele e um vídeo sobre sua vida – e uma lojinha onde dá pra comprar quadros, cartões, cadernos e marcadores de livro ornados com as obras. Diariamente das 10h às 18h; 80 coroas

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Naplavka

Equivale as Berges de Seine de Paris: é um espaço cimentado bem na beira do rio Moldava onde o pessoal anda de bicicleta, corre e senta com cerveja pra tomar sol. Vários barcos/bares provêm as bebidas, comidinhas e mesas pra sentar. Um bom jeito de se afastar dos turistas e curtir um cair de tarde de verão. Não perca a (A)VOID Floating Gallery, uma mistura de bar e galeria de arte flutuante. De sábado das 8h às 14h também há uma feira deliciosa ali.

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Žižkov

Pra quem tem mais tempo em Praga, vale explorar bairros residenciais, como Žižkov. Veja primeiro a Torre de TV, uma torre feiosa porém icônica construída nos tempos comunistas (tem os bebês do David Cerný subindo por uma das colunas). Vá ao topo pra uma das melhores vistas de Praga. Siga então ao Parque Parukarka, que tem gramadões também com vista bonita pra cidade e um beer garden. Pra comidinhas, o ótimo Mercado Jirak rola de quarta a sábado na praça Jirího z Podebrad (tem uma estação de metrô com esse nome). Tem mil produtos de fazendeiros locais (queijos, conservas, pães, frutas, cafés, flores, cogumelos, etc…). Ótimo pra sentir a vida dos locais antes de subir na Torre de TV.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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