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O que fazer em Phnom Penh, a interessante capital do Camboja

Em sua viagem pelo Sudeste Asiático vale dedicar pelo menos um dia pra conhecer Phnom Penh, a subestimada capital do Camboja.

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Phnom Penh é um retrato do momento que vive o Camboja: um país que se reergue de um passado duro (a dominação francesa entre 1887 a 1957, a ocupação japonesa durante a 2ª Guerra, o regime brutal do Khmer Rouge nos anos 1970 que matou 2 milhões de cambojanos), onde a população jovem (50% dos 15 milhões de habitantes têm até 24 anos) redescobre as tradições da cultura khmer (a principal etnia do país) e também se abre pra adições modernas.

A cidade está longe de ser Bangkok ou Ho Chi Minh City e ainda mantém um clima bastante provinciano, com um tiquinho de atrações que em um dia e meio você vê. Mas vale visitá-la pra descobrir mais sobre a cultura cambojana e acompanhar as novidades que chegam e se integram à energia local.

Tuk-tuks são baratos e ajudam a transitar pela cidade, mas ficando hospedado perto do Royal Palace dá pra fazer quase tudo a pé. Phnom Penh é uma cidade pra andar observando devagarinho, vendo os monges mesclados entre a população, os mercados que se amontoam desregradamente pelas esquinas, o movimento no calçadão à beira do Rio Tonle Sap, os templos que surgem aqui e ali (95% da população é budista). Phnom Penh é um respiro de vida real numa região muitas vezes descaracterizada pelo turismo em massa, o que acontece um pouco em Siem Reap.

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O QUE FAZER EM PHNOM PENH:

Royal Palace

Bem próximo do bonito calçadão que margeia o Rio Tonle Sap e em frente a uma ampla praça com vendedores ambulantes e crianças correndo atrás de pombos, o palácio lembra o de Bangkok e é bastante bonito. Os prédios reais dentro têm belas estruturas brancas, verdes e douradas, incluindo o Wat Preah Keo Morokat, um templo com piso prateado e uma coleção de objetos sagrados com o Buda com olhos de esmeralda. A entrada custa US$ 10.

National Museum

Eu gosto mais da área externa desse museu do que da coleção de cerâmicas e esculturas do Império Khamer em si, apesar da de ela ser bem interessante, principalmente pra uma região tão carente de bons museus. O pátio é amplo e arborizado, e convida a sentar em banquinhos e degraus ou mesmo no gramado.

Plae Pakaa

Sempre tendo a achar esses shows de dança típicos meio coisa pra turista ver, mas esse merece a visita. Ele é organizado pelo Cambodian Living Arts, cujo fundador, Arn Chorn-Pond, é um músico sobrevivente da ditadura do Khmer Rouge, quando 90% dos artistas do país foram mortos. A instituição sem fins lucrativos forma jovens de todo país e recupera traços da cultura khmer. Esse show, sediado todos os dias no terreno do National Museum às 19h custa entre US$ 20 e US$ 25 e mostras danças e músicas folclóricas com historinhas narradas em inglês.

Wat Phnom

No topo da única colina dessa cidade plana, a 27 metros de altura, o templo é alcançado por uma escadaria e tem balaústres com leões e uma serpente na entrada. Locais vão ali pedir por sorte – e os que são atendidos retornam com oferendas tipo guirlandas de jasmins e e cachos de bananas. Ele é cercado por um bonito parque com banquinhos.

Central Market

Fica dentro de uma construção art déco de 1937 (uma das heranças dos franceses na cidade), cujo formato lembra uma espécie de aranha com um domo central. Como a maioria dos mercados do Sudeste Asiático, lá dentro há um labirinto difuso e zoneado com tudo desde peixe fresco a perfumes falsificados e moedas antigas.

Choeung Ek Killing Fields

O passei mais intenso da cidade esmiúça um período obscuro no qual mais de 2 milhões de pessoas foram mortas (20% da população na época), um holocausto cambojano pouco falado no resto do mundo. O partido comunista de Kampuchea, conhecido como Khmer Rouge, tomou o poder em 1975, emerso de um país abatido pós-independência da França e influenciado pelo regime do Vietnã. Choeung Ek é um dos muitos campos onde prisioneiros da ditadura eram executados. No passeio, um audioguia comovente narrado por sobreviventes conduz por espaços que exibem restos de roupas e de ossos e pequenas homenagens às vítimas. No centro, um memorial dispõe mais de 5 mil crânios que foram encontrados ali empilhados em prateleiras. Ele fica a 17 km da cidade, combine com um tuk-tuk pra te levar e buscar.

Tuol Sleng Genocide Museum

Tuol Sleng Genocide Museum

Se ainda tiver pique pra mais informações sobre o trágico genocídio cambojano, o museu está instalado numa escola que nos anos 1970 foi usada com prisão no regime de Pol Pot – pessoas eram mantidas ali antes de serem levadas para os campos de extermínio. Estão expostos documentos e fotos sobre esses prisioneiros, instrumentos de tortura e outros objetos relacionados à época. A estrutura é modesta, mas a história é muito forte.

RESTAURANTES E BARES EM PHNOM PENH:

Romdeng

Sediado numa linda villa colonial, serve as melhores especialidades regionais da cidade (como salada de grapefruit com camarão e sopa de frango com cogumelos). A entrada da casa é um prato com aranhas fritas (!!!!) – que lembra siri de casca mole, pra quem já comeu. O restaurante também faz um trabalho legal treinando crianças carentes pra serem cozinheiras.

Malis

A chef-celebridade do país, Luu Meng, traz versões sofisticadas de pratos típicos khmer num bonito ambiente aberto ornado com plantas, espelhos d’água e o onipresente Buda. Uma das especialidades é o café da manhã, com vários minipratos (em média US$ 4 cada), se você tiver estômago pra comer porco, arroz e noodles de manhã como eles fazem por lá.

Bassac Lane

Uma viela na área residencial de Tonle Bassac acomoda uma série de barzinhos descolados que poderiam estar em qualquer bairro hipster mundo afora. O Harry’s serve martinis e é decorado com antiguidades, o The Library vende livros e drinks, o Meat & Drink serve hambúrgueres bem-feitos. A maioria fica aberto de terça a sábado das 17h às 23h.

ONDE FICAR EM PHNOM PENH:

Sla Boutique Hostel

Os móveis são arrojados, as instalações são novas, a decoração é linda e há um bar que proporciona boa interação entre os viajantes. (diárias desde US$ 11 no quarto coletivo e US$ 21 no privativo).

Villa Borann

Numa antiga villa, tem um pátio inteiro que guarda uma bela piscina. Os quartos são simples, mas confortáveis e bonitinhos. Há restaurante, lavanderia e serviço de massagem. (diárias desde US$ 52).

Rambutan Resort

Dos melhores hotéis-butique da cidade, tem quartos supermoderninhos e uma área deliciosa com piscina, espreguiçadeiras e sofás coloridos. (diárias desde US$ 78).

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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