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Como explorar a Cidade Velha de Jerusalém e além: o que ver, saber e fazer

Jerusalém é um caldeirão de religiões que coexistem como em nenhum outro lugar: você vê uma igreja ortodoxa egípcia do lado de um monastério etíope e uma protestante luterana próxima da igreja do Santo Sepulcro, maior símbolo do Cristianismo no mundo.

São 3 mil anos de história e heranças sagradas por trás de suas muralhas, que, junto com a Cidade Velha (ou Old City), formam um complexo nomeado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

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Veja aqui como explorar a Cidade Velha de Jerusalém com dicas de pontos turísticos, religiosos, compras e restaurantes (PREÇOS: US$ 1 = 3,75 NIS).

Mas, antes, vale entender um pouco mais sobre a fusão de culturas, idiomas e crenças que existe por ali. Em tempo: a “cidade nova” de Jerusalém começou a ser construída a partir de 1860, tudo anterior a essa data está dentro ou próximo às muralhas e forma a Old City.

CIDADE VELHA DE JERUSALÉM: CONTEXTO HISTÓRICO

Toda a glorificação do local se resume, basicamente, ao fato de que a Cidade Velha de Jerusalém foi construída no topo do Monte Moriah, no qual, segundo a Bíblia, Abraão quase fez o sacrifício de seu filho Isaac sob às ordens de Deus – mais especificamente, onde está hoje o Domo da Rocha, que coroa Jerusalém. Posteriormente, o islã santificou o mesmo morro porque foi de lá que Maomé supostamente subiu aos céus. E foi também dentro dessas mesmas muralhas da Cidade Velha que Jesus foi sacrificado. E aí dá pra começar a entender o tamanho do problema – a fé de praticamente todas as religiões do mundo começa ali, no mesmo lugar.

Hoje, essa coexistência pacífica é linda de ver, mas até chegar no presente que conhecemos, Jerusalém foi construída e destruída diversas vezes (quem nunca ouviu essa historinha na escola?).Ela foi fundada pelo Rei David, que instalou seu imenso Templo de Salomão em cima do Monte Moriah, e depois foi destruída pelos babilônios. Ela foi então reerguida pelo Rei Herodes, que fez uma imensa plataforma em cima do monte e lá construiu seu Templo de Jerusalém, depois destruído pelos romanos – em tempo: as “paredes” dessa plataforma são, hoje, uma partezinha do Muro das Lamentações.

CIDADE VELHA DE JERUSALÉM: e aí chegaram os muçulmanos e iniciaram a construção do atual Domo da Rocha, nesse mesmo local onde Abraão quase sacrificou seu filho, onde esteve o imponente Templo de Salomão e onde Herodes reinou no ainda mais incrível Templo de Jerusalém. Só que o bairro muçulmano avançou e ficou cansativo para os fiéis subir diariamente à plataforma construída por Herodes pra rezar no domo. E eis que então todo o bairro também foi elevado numa outra plataforma, que acabou por cobrir os cerca de 500 metros da antiga, deixando o Muro das Lamentações com uma profundidade de apenas 60 metros. Com a criação do estado de Israel, foram encontrados esses “túneis” que sustentaram o bairro muçulmano, onde é possível ter acesso a quase toda a extensão do Muro das Lamentações. Hoje, você pode visitá-los com horário marcado (leia mais abaixo).

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CIDADE VELHA DE JERUSALÉM: PORTÕES, BAIRROS E ALÉM DAS MURALHAS

A melhor forma de explorar a Cidade Velha de Jerusalém é com um guia local. A sinalização turística por suas ruelinhas é quase que mínima e não há Google Maps que vá te ajudar a achar o local da sala da Última Ceia, por exemplo (fica no segundo andar do edifício ao lado do portão de uma igreja, difícil de explicar). Além disso, ter um expert te acompanhando garante parada pra fotos nos melhores pontos, dicas e histórias que só os locais conhecem e um panorama melhor de todo o negócio. O Carpe Mundi fez todos os passeios em Israel com a guia brasileira Aline, que conhece o país como ninguém e faz explicações rápidas e precisas em português, sem enrolação. Pra entrar em contato com ela: alinetourism@gmail.com ou @alineguiaemisrael no Instagram.

CIDADE VELHA DE JERUSALÉM: São nove portões (um permanentemente fechado, esperando a chegada do Messias judaico) e quatro bairros divididos pela Old City. O Portão de Damasco é o mais imponente do norte da Cidade Velha de Jerusalém, bem movimentado, com lenços e outros artigos sendo vendidos em frente. O Portão de Jaffa está perfeitamente alinhado com Jaffa, cidadela portuária entre as mais antigas do mundo em Tel Aviv. Já o Portão do Leão é a entrada certa pra quem quer iniciar a Via Dolorosa (ou Via Crucis), a rota feita por Jesus no caminho da crucificação.

BAIRRO CRISTÃO

É repleto de igrejas e capelas com diferentes denominações, peregrinos carregando cruzes e lojinhas vendendo imagens de Jesus. Mesmo pra quem não crê em Cristo, vale percorrer a Via Dolorosa desde o Portão do Leão, conhecendo suas 14 estações pelas quais se crê que Jesus passou carregando a cruz, vivendo momentos marcantes como seu julgamento, as chicotadas e a crucificação. O final do caminho dá na Igreja do Santo Sepulcro, erguida no morro em que Jesus teria sido enterrado e depois ressuscitado. Duas opções boas e baratas de onde comer na Cidade Velha ficam por ali: é o Lina, restaurante de comida árabe ao lado da 8ª estação da Via Dolorosa; e o restaurante armênio (sem nome) dentro da 4ª estação. Também é válido ver a Igreja do Redentor, igreja luterana alemã com escavações interessantes e a torre mais alta da Cidade Velha de Jerusalém, 177 degraus acima, ótima pra fotos. Custa NIS 15. Não saia do bairro sem visitar o Parque Arqueológico de Jerusalém e o Centro Davidson, que reúnem ruínas fotogênicas e um centro tecnológico que reconstrói em 3D a Jerusalém do passado (NIS 30).

BAIRRO JUDAICO

Sinagogas, bandeirinhas de Israel, palmeiras, judeus ortodoxos vestidos com sobretudos pretos e chapéus. Ali está o Cardo, principal avenida da cidade dos tempos romanos e bizantinos que mantém tesouros arqueológicos como pilares romanos; o Muro das Lamentações, dividido entre a parte dos homens, das mulheres e a mista (não se esqueça de já levar seus bilhetinhos prontos no dia em que for visitá-lo, melhor se escritos em papéis bem pequenos pra ser mais fácil de “enfiá-los” nos buracos do muro); e os Túneis do Muro das Lamentações, que podem ser explorados com hora marcada e guia através deste site por NIS 30. Outra ideia legal é visitar uma sinagoga local; uma boa é a Sinagoga Hurva, aberta aos turistas por NIS 20 e com um terraço com as melhores vistas do bairro judaico. Já pra comprar souvenirs e arte judaica, vá às lojas entre as ruas Habad e Hayehudim, ao longo do Cardo; pra comer, o Between the Arches, numa caverna com piso de mais de dois mil anos, próximo ao Muro, serve comida kosher incrementada num ambiente curioso. Mais simples e rápido é o The Quarter Cafe, também kosher.

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BAIRRO MUÇULMANO

É o maior bairro e também o mais pulsante graças a seu enorme mercado com tendinhas sem-fim que vendem de tudo, o shuk, onde a regra principal é pechinchar. Por lá você encontra de joias a bugigangas, porcelanas e narguilés. É bom deixar a ida ao mercado pro fim do dia, assim você evita de carregar muito peso durante os outros passeios. O Domo da Rocha (ou Cúpula da Rocha) é o monumento islâmico mais antigo do mundo ainda em pé. A impressionante edificação tem uma cúpula dourada datada do início do século 8, um dos principais marcos visuais da cidade. Ela e a Mesquita de Al-Aqsa (dona de uma cúpula cinza também evidente em toda Cidade Velha de Jerusalém) ficam, na verdade, no bairro cristão, mas são controlados pelos muçulmanos e não permitem a visita de não-muçulmanos – contente-se com as fotos de longe.

BAIRRO ARMÊNIO

É o menor e mais recluso bairro, fechado pra visitação – exceto por sua rua principal e o pátio da Catedral de St. James (entre os Portões de Sion e Jaffa), centro espiritual da vizinhança, aberto pra visitação todos os dias às 15h num ritual lindo com missa armênia cristã com cantos e incensos. Datada do século 12, a catedral foi construída no local da tumba do apóstolo Tiago. O bairro também conta com uma opção legal de restaurante, o The Armenian Tavern, dentro de um edifício milenar com tetos arqueados e mesas de madeira rústica. Experimente o lahmejoun (pão sírio com carne de cordeiro).

ALÉM DOS MUROS: No Portão de Jaffa, encostado nas muralhas da Cidade Velha de Jerusalém, está a Torre de David, museu a céu aberto numa fortaleza antiga restaurada que oferece vistas incríveis da cidade – foi o Rei David que conquistou Jerusalém e a fez capital dos judeus; a estrela de seis pontas que virou símbolo de Israel inclusive remete ao escudo usado por ele. De noite, o local fica ainda mais mágico com o show de luzes The Night Spectacular, que através de imagens projetadas nas muralhas, músicas e sons, conta a história de Jerusalém todos os dias (com exceção das sextas, quando Israel para). O combo sai por NIS 70. O Rei David é lembrado no local de sua tumba, separada entre mulheres e homens segundo a tradição judaica na chamada Cidade de David (também colada nas muralhas), o bairro mais antigo de Jerusalém, que deu origem à cidade. Ambos ficam em cima do local onde está o sagrado Monte Sião, também base da Abadia da Dormição, onde diz a tradição cristã que Maria subiu aos céus. Por ali também está o Cenáculo, a sala da Última Ceia, onde acredita-se que ocorreu a primeira missa na noite anterior à crucificação. A história também conta que 50 dias após a ressurreição de Jesus, os apóstolos se reuniram ali e e então saíram pregando o evangelho pelo mundo.

MONTE DAS OLIVEIRAS

Apesar de não estar, de fato, dentro dos muros da Cidade Velha de Jerusalém, o Monte das Oliveiras é considerado parte desse pedaço da cidade – é de seu mirante, inclusive, que você tem a melhor vista das muralhas, com o Domo da Rocha reluzindo ao fundo. O melhor horário pra tirar fotos é ao pôr do sol, quando o céu fica lindamente colorido. No monte também estão: a Igreja do Paternoster, onde acredita-se que Jesus ensinou a oração do Pai Nosso; a bonita Igreja de Maria Madalena, com sete cúpulas douradas que lembram uma cebola; a Igreja de Todas as Nações, também chamada de Basílica da Agonia, por ter sido o local onde Jesus teria realizado uma oração um dia antes de ser preso, e o jardim de oliveiras centenárias Jardim de Getsêmani.

Em tempo: hotéis e restaurantes dentro da Cidade Velha de Jerusalém não são os mais recomendados (exceto pelos endereços indicados pra almoço aqui neste post). Os estabelecimentos são, em sua maioria, velhos, sem serviço de qualidade e com preços elevados, fora que a vida noturna dentro das muralhas é escassa.

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E NA “CIDADE NOVA” DE JERUSALÉM…

Jerusalém é a cidade mais sagrada do mundo. Mas não é só fé; é também uma cidade pulsante, cosmopolita, bonita, com tamanha modernidade por trás de suas muralhas que mal dá pra imaginar.

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Yad Vashem (entrada grátis)

É a homenagem mais linda – e chocante, emocionante e profunda – aos 6 milhões de pessoas assassinadas no Holocausto. Fundado 8 anos após a Segunda Guerra, o museu se utiliza de variadas mídias na tentativa de transmitir o horror que permeou esse evento traumático. São imagens, fotos, vídeos, áudios, escritos, mapas interativos e elementos arquitetônicos – a construção triangular corta a montanha em que foi construída como o holocausto cortou a vida dos judeus. A fortaleza de espíritos bons dos “Justos entre as Nações”, ou seja, não-judeus que ajudaram a salvar a vida de judeus, reúne árvores e plaquinhas com nomes homenageando mais de 26 mil personalidades – há dois brasileiros marcantes, o ex-cônsul do Brasil na França Luiz de Souza Dantas e a esposa de Guimarães Rosa, Araci de Carvalho Guimarães Rosa, que trabalhava na embaixada concedeu vistos a mais de 600 judeus. Como uma linha do tempo, a visita ao museu termina na sala Yad Vashem, que dá nome ao local, com pastas contendo os nomes de 4 dos 6 milhões de judeus assassinados (são 250 folhas por pasta e uma pessoa por folha), dando um nome e um memorial a cada um (na tradução da frase hebraica). Pra quem tiver estômago forte há ainda a ala das crianças, em lembrança ao menino Uziel, que morreu aos 3 anos em Auschwitz – seus pais, sobreviventes, contribuíram construindo o memorial em homenagem a 1,5 milhão de crianças mortas.

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A oeste do Portão de Jaffa, o cartão-postal do bairro é seu shopping a céu aberto, o histórico e moderno Mamilla Mall – durante a reforma, todas as pedras originais da construção foram catalogadas, e, posteriormente, postas nos mesmos lugares. Há todas as grifes que estamos acostumados, Zara e lojas locais que valem o investimento, como a AHAVA (amor, em hebraico), de cosméticos naturais do Mar Morto – mulheres, invistam numa máscara de lama. A rua charmosa de lojas e restaurantes dá na Cidade Velha de Jerusalém de um lado e no ótimo Mamilla Hotel (diárias desde US$ 340; RESERVE AQUI!) de outro, onde o Carpe Mundi se hospedou. Seguindo uma linha clean minimalista, sua escada flutuante de metal é a marca local. Nos quartos, o vidro do banheiro fica fosco apertando um só botão. O lindo terraço tem vista para as muralhas da Old City.

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Museu de Israel (NIS 54)

O supermuseu é dono do patrimônio arqueológico mais importante do país, os Pergaminhos do Mar Morto, uma coleção de centenas de textos e fragmentos da Bíblia Hebraica compilados pelos Essênios, povo que viveu no Deserto da Judeia do século 11 a.C. até aproximadamente o ano 70. Os manuscritos são, de longe, a versão mais antiga do texto bíblico existente. O Modelo do Segundo Templo é outro dos artefatos interessantes do museu: uma maquete gigante de Jerusalém nos tempos de Jesus e do templo construído por Herodes. O jardim do estabelecimento reúne obras de artistas famosos como a do americano Robert Indiana, das letras da escultura LOVE de Nova York.

Hutzot Hayotzer Artists Colony

Colado nas muralhas da Old City, esse lugarzinho fotogênico todo de pedra calcária e enfeitado com plantas e flores era terra de ninguém até a década de 70. Hoje, é casa de 24 estúdios e galerias de artistas israelenses cuidadosamente selecionados, nos campos de pintura, escultura, caligrafia, tapeçaria, couro, cerâmica e joias, que te recebem pessoalmente em seus ateliês. Ali também está o boníssimo restaurante Eucalyptus, do iraquiano Moshe Basson. O menu é inspirado na Bíblia, com uma e outra alteraçãozinha de acordo com as ervas e cogumelos que o chef colhe durante as viagens pela região.

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Machane Yehuda Market (shuk)

Mais famoso mercadão de Israel, tem de tudo o que você possa imaginar. Se esbalde nos temperos e doces típicos, pra provar na hora e pra levar pra casa. E pechinche, até não poder mais. Não há destino melhor pra viver o dia a dia local. Em busca de uma experiência mais autêntica ainda, adquira o bite card do shuk, cartão que te dá direito a provar delícias típicas em seis das mais de 250 tendinhas e restaurantes do mercado. Compre aqui.

Ben Yehuda Street (centro)

Cafés, restaurantes e bares com mesinhas agradáveis na calçada caracterizam o centro da cidade, próxima ao shuk. Você também vai encontrar lojinhas de souvenir e multinacionais, artistas de rua, McDonald’s e um tantão de gente nesta rua e nos arredores. É um passeio gostoso pra um fim de tarde depois de conhecer o mercadão de Jerusalém.

The First Station

Antiga estação de trem transformada em espaço cultural, com lojas e restaurantes. Todos os dias há alguma exposição, workshop ou feirinha acontecendo por ali. Com mais tempo em Jerusalém, vale uma volta no estabelecimento.

*O Carpe Mundi viajou a Israel à convite do Ministério do Turismo de Israel. Os relatos expressos aqui são de opinião única, exclusiva e independente da autora deste post. Todos os passeios em Israel foram realizados com a guia brasileira Aline, que conhece o país como ninguém e faz explicações rápidas e precisas em português, sem enrolação. Pra entrar em contato com ela: alinetourism@gmail.com ou @alineguiaemisrael no Instagram.

A autora

Anna Laura Wolff

Anna Laura Wolff

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo. Depois de uma temporada em Paris, decidiu ser viajante full time.


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Há 10 comentários para “Como explorar a Cidade Velha de Jerusalém e além: o que ver, saber e fazer

  1. Oi, que dicas maravilhosas. Estou indo em maio de 2018. Vc poderia me dizer quanto custou com a Aline. Tentei entrar em contato então obtive resposta. Obrigada

    1. Oi, Edimara! Não sei quanto está o preço dos tours dela hoje, já fiz essa viagem há mais de um ano. Sugiro que você tente contatá-la pelo Instagram se por email ela não respondeu. Bisous

  2. Ola Anna e obrigada por teu belo relato, estarei em jerusalem em janeiro proximo por 8 noites e minha ideia é ficar em duas guesthouse na cidade antiga – ECCE guest house e LUTHERAN guest house, alguma dica?

    1. Oi, Vivian! Não conheço essas! Ficar na Cidade Velha não é tão recomendado, pois a noite fica tudo muito morto. Mas se quiser ficar por lá mesmo assim, procura por hotéis que sejam mais próximos aos muros, pra dar pra sair mais facilmente. Beijos!

  3. Estou impressionado pelas imagens de Jerusalém, conhecida como Terra Santa. Minha maior ambição é de um dia poder conhecer de perto aquela Cidade e beber cultura do povo cristão da Cidade de Jerusalém. Creio, o Misericordioso Deus me dará a benção de poder lá chegar.

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