Bangkok é possivelmente uma das cidades mais apelativas ao público mochileiro do mundo – e há décadas já é visitada por europeus e americanos atrás de seus hostels e restaurantes baratíssimos e o clima jovem e descontraído. Aqui vai um miniguia de Bangkok para mochileiros, tanto para quem vai de passagem como para quem quer ficar mais tempo,para gastar pouco, sair do lugar comum e se divertir.

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BANGKOK PARA MOCHILEIROS

BANGKOK, O HUB DO SUDESTE ASIÁTICO

Saindo do Brasil, Bangkok é o destino mais barato para voar no Sudeste Asiático. Além disso, a capital da Tailândia é um hub aéreo da região (junto com Singapura) e o PONTO DE PARTIDA COMUM PARA UMA MOCHILAGEM PELA REGIÃO. Quem ficar bastante tempo vai ver que você sempre acaba voltando a Bangkok para pegar um voo para algum lugar (digamos que você está no sul da Tailândia, por exemplo, e queira ir pra Myanmar. Será preciso voltar pra Bangkok pra voar).

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COMUNICAÇÃO

Mochileiros, ouçam meu conselho: chegue no aeroporto e COMPREM UM CHIP DE CELULAR (recomendo o da True). O 4G na Tailândia é baratíssimo, funciona superbem e vai te salvar a vida para se locomover nessa cidade enorme. Com ele você pode usar apps de mapas e também o Grab, o Uber local. Além disso, o chip vai ser útil no resto da sua viagem pela Tailândia e pode inclusive ajudar na comunicação com os locais (Google Tradutor na veia).  Ah, e salva a vida em hostels onde o wi-fi não pega direito dentro do quarto (acontece bastante).

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SEGURANÇA

Bangkok é uma cidade de 8 milhões de habitantes onde PRATICAMENTE NÃO HÁ VIOLÊNCIA URBANA e por isso também é tão acolhedora para mochileiros – dá para andar dia e noite na rua sem se preocupar (pra ter uma ideia, o índice anual de homicídios é 12 vezes MENOR que o do Brasil). Mas você deve sim ficar atento com furtos e golpes. Não adquira pacotes e tours em agências aleatórias na rua – é melhor pagar mais comprando nos hostels do que correr o risco de o transfer não aparecer (já aconteceu comigo). Não pegue tuk-tuks te oferecendo pra dar uma volta por um preço fixo (é sempre furada) e não acredite em gente na frente de pontos turísticos dizendo que eles estão fechados e oferecendo outro passeio. E NÃO vá aos famosos “ping pong” shows, as apresentações de pompoarismo em que as mulheres muitas vezes são abusadas e eles te prendem dentro do bar te forçando a gastar um valor mínimo com bebidas.

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TRANSPORTE

Bangkok tem um sistema de TREM SUSPENSO, O BTS. Com ele dá para ir e vir do aeroporto e transitar pela partes mais novas da cidade (como a área de shoppings ao redor do MBK) e também ir ao mercadão de fim de semana Chatuchak. Ele não chega, porém, na Old Town, onde estão o Grand Palace, a Chinatown e os templos mais famosos (e onde eu acho mais legal ficar hospedado). Lá o negócio é fazer as coisas a pé ou de táxi (eu disse táxi, e não tuk-tuk). Tuk-tuk é furada: eles cobram muito mais caro do que os táxis. Ah, e sempre peça pro taxista ligar o taxímetro (aponte e diga “meter”), não deixe ele tentar combinar um preço fixo (nunca vale a pena). O melhor na verdade agora é USAR O APP GRAB (o Uber do Sudeste Asiático, que de fato pertence ao Uber). Ele resolve o perrengue que pode ser pegar táxi em Bangkok (taxistas que não quererem ligar o taxímetro ou, pior, não entenderem pra onde você quer ir). É só digitar o endereço e pronto, todos os momentos lost in translation são evitados. Se usar o Google Maps também dá pra saber que ônibus pegar (eles são baratíssimos, uma alegria para mochileiros em Bangkok) para fazer descolamentos curtos (para longos não vale a pena porque o trânsito é caótico e os ônibus são velhos e lentos).

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COMIDA

Uma boa MÉDIA DE GASTO POR REFEIÇÃO PARA MOCHILEIROS EM BANGKOK É 100 BAHT (algo como US$ 3), nos restauratezinhos locais que têm sempre os mesmos pratos (pad thai, arroz frito, tom yam). Dá para gastar menos? Sim, você encontra frango com arroz, por exemplo, por 40 baht . Mas uma hora cansa comer frango com arroz. Os hostels mais baratos não costumam ter café da manhã (ou tem um pão branco horroroso e uma geleia radioativa), então recomendo que você vá a um mercado ou uma lojinha 7-eleven e compre alguns mantimentos pra essa refeição.

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COMPRAS

Bangkok é uma TENTAÇÃO pra compras, com mercados e shoppings de tamanho descomunal por todo lado. Por isso, 1) tome cuidado pra não torrar sua grana de mochileiro com calças hippies estampadas (história da minha vida); 2) se estiver numa viagem longa e precisar comprar algo (roupas, eletrônicos, malas, etc) faça tudo ali; vai ser mais barato e ter mais variedade do que em qualquer outro lugar.

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ONDE FICAR

Calcule ENTRE 250 E 300 BAHT POR NOITE (algo entre US$ 7,50 e US$ 9). Por esse valor dá para ficar em hostels decentes e, se tiver alguém para dividir, até em quartos privativos. Bangkok tem uma gama variadíssima de hostels – de muquifos a hostels-butique lindos onde os beliches chegam a custar 600 baht. Minha sugestão tanto pelo preço como pela localização é ficar ao redor do Everyday Bangkok Hostel @Khaosan (diárias desde US$ 7,60). Essa rua e as ruelas ao redor são como um pequeno vilarejo onde você encontra tudo o que precisa (7-eleven, lugares pra lavar roupa, barzinhos e restaurantes baratinhos de rua) e ainda se sente vivendo com os locais, que ainda habitam casinhas fofas por ali. Nessa localização dá pra ir a uma série de templos e para a Khao San Road a pé. O Grand Palace está a 10 minutos de Uber (ops, Grab). Atenção: se você já tiver conhecido o centro antigo da cidade e estiver passando rapidamente por Bangkok (tipo no fim da sua viagem), sugiro dormir próximo à alguma estação do BTS para poder ir ao aeroporto com o trem, como o Bed Station Hostel Phetchaburi Road (diárias desde US$ 11,20). Um hostel mais descoladinho na parte nova da cidade, pra quem já conheceu a área mais turística, é o OneDay (diárias desde US$ 19). Leia mais sobre o OneDay aqui.

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A KHAO SANROAD

Essa rua de 500 metros é o EPICENTRO DA VIDA MOCHILEIRA em Bangkok. É do tipo que você quer visitar mas não quer ficar muito perto, porque à noite ela vira um caos de bares tocando música pop em alto volume e europeus pós-adolescentes enchendo a cara (você eventualmente pode se juntar a eles, claro, mas é provável que se você tiver mais de 25 anos não curta tanto a vibe).

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O QUE FAZER  DE DIA

A única atração “cara” (entre aspas porque não é nada comparado a atrações da Europa, por exemplo) de Bangkok é o Grand Palace, onde é preciso pagar 500 baht (cerca de US$ 15) para entrar. Além disso, NÃO TEM NADA QUE VOCÊ PRECISE DEIXAR DE FORA DO ROTEIRO EM BANGKOK PORQUE ESTÁ COM O ORÇAMENTO CURTO. Para ver o que fazer na cidade, veja este post de programas essenciais em Bangkok e este aqui com um roteiro pronto de 3 dias.

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ONDE IR À NOITE

A vida noturna da Khao San Road, como eu disse acima, é trash: música ruim, bebida pior ainda e galera meio nada a ver.Dá para se divertir se estiver com uns amigos e abstrair de tudo isso? Dá sim. Outro ponto alto (literalmente) da vida noturna de Bangkok são os sky bars, bares no topo de arranha-céus (normalmente em hotéis) – vale dar uma chegada em algum deles, mas os drinks costumam ser caros. Se você leva musica a sério vale apena conhecer o Adhere The 13 Blues Bar, um bar descolado na Old Town com apresentações ao vivo quase diárias. Há bares hipsters nas partes mais novas da cidade, como o bairro de Thong Lor (o Shades of Retro é bacana), mas aí não espere álcool barato. Eu diria que numa perspectiva Bangkok para mochileiros O MELHOR PROGRAMA NOTURNO É IR AOS MERCADOS: funcionam depois que o sol se põe o JJ Green Night Market, bem perto do Chatuchak, e o Ratchada Rot Fai Night Market.

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TRABALHOS PARA TROCAR POR HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO

O site Worldpackers tem VÁRIAS OPÇÕES DE TRABALHO EM BANGKOK Bangkok, daqueles para trocar trampo por hospedagem e alimentação de graça. Para quem curte cidades, eu superrecomendo: viver em Bangkok é uma experiência interessantíssima; parece que a cada dia a um cantinho novo para explorar. Eu fiz esse aqui, de ensinar inglês para crianças tailandesas, e foi uma experiência bem legal.

Betina Neves

Seus 10 anos de experiência escrevendo sobre turismo deram o tom da linguagem do Carpe Mundi. Perita em traçar roteiros e na eterna busca pela passagem aérea mais barata, escreve um e outro post por aqui enquanto explora metrópoles insones, prova comidas exóticas e relaxa em praias vazias deste mundão.

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