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Roteiro de 3 dias em Bangkok explicadinho para facilitar sua vida

Bangkok tem uma quantidade considerável de programas e organizar um roteiro pode ser desafiador: a cidade é grande, o trânsito é intenso, se deslocar nem sempre é fácil. Veja aqui como organizar um roteiro de três dias e conhecer os rolês principais da cidade.

ROTEIRO BANGKOK – IMPORTANTE (1): Se for sua primeira visita à Bangkok, se hospede na Old Town, o centro antigo. A maioria dos pontos turísticos está por ali. Ficar no centro novo (na região de Silom ou Sukhumvit, perto de estações do trem suspenso, o BTS) é mais interessante se você está só de passagem na cidade (por exemplo, se vai dormir lá um dia antes de voltar para o Brasil).
ROTEIRO BANGKOK – IMPORTANTE (2): Se possível, tente estar em Bangkok durante o fim de semana para conhecer uma série de mercados só abertos sábado e domingo.

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ROTEIRO BANGKOK: DIA 1

Comece o dia dando uma olhada no BANGKOK NATIONAL MUSEUM (aberto de quarta a domingo das 9h às 16h; ingresso 200 baht), que abriga a maior coleção de arte e artefatos tailandeses do país em três áreas diferentes com boas descrições em inglês. O prédio principal tem um salão enormes só de Budas, de todos os tamanhos e idades. É provavelmente o único museu que você vai em Bangkok e uma visita rápida dá conta de uma introdução cultural ao país.

Saia dali caminhando pelo gramadão do Samam Luang e ande cerca de 20 minutos até o WAT PHO, o templo mais interessante da cidade. Um gigantesco Buda deitado com 46 metros de comprimento parece quase apertado na construção principal, protegido por pilastras e paredes impecavelmente pintadas. Saindo de lá, explore o complexo, com fileiras de Budas dourados, pequenas capelas e 91 chedis (estruturas em forma de torre ou sino que guardam as relíquias do Buda) decorados com mosaicos coloridos. Ali também fica a principal escola de massagem tailandesa do país: faça ali sua primeira sessão; 1h por 430 baht. Você acha mais barato por aí, mas vai na minha: vale muuuuito a pena.

Do templo são apenas 700 metros até o GRAND PALACE, a principal atração de Bangkok. A visita ao complexo pode durar uma manhã toda (aliás, quanto mais cedo chegar, melhor, depois o troço lota) e vale o valor levemente inflacionado do ingresso. Construído em 1782 e por 150 anos a residência do rei e a sede administrativa do governo tailandês, o Grand Palace (aberto das 8h30 às 15h30; ingresso 500 baht) tem arquitetura absolutamente deslumbrante.  São várias construções diferentes, incluindo o Wat Phra Kaew (Wat significa templo), que guarda o louvado Buda com olhos de esmeralda.

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A fome já deve estar batendo e é hora de conhecer a cena de comida de rua tão rica e farta de Bangkok – não se preocupe, no geral não há problemas com higiene. Saindo do Grand Palace de frente para o Rio Chao Phraya, caminhe para a direita uns 400 metros até chegar num pequeno terminal de balsas. Diga que você quer ir ao WANG LANG MARKET. Depois de uma travessia rapidíssima, você desembarca praticamente dentro do mercado, ao redor do hospital Siriraj. Vai sem medo e prove o que te apetecer mais. Saindo dali caminhe 18 minutos nessa margem do rio até o WAT ARUN, o templo cartão-postal de Bangkok, que desponta na paisagem da cidade com seu “prang” (torre) de 70 metros de altura, ricamente detalhado.

Ainda nessa margem do rio, pegue um táxi até o LHONG 1919 (mostre para o taxista no mapa ou peça um Uber ou Grab Táxi). Aberto em outubro de 2017, esse espaço incrível bem pertinho de Chinatown transformou um conjunto de galpões e um templo chinês do século 19, conservando algumas características da construção original. Ali foi colocado um conjunto de lojas de design maravilhosas (mais para ver do que para comprar, pelos preços altos), com artigos de couro, perfumes, artigos de decoração, roupas, entre outros produtos. Além do templo, há barraquinhas de comida (tailandesa, chinesa, japonesa), alguns murais de grafite, músicos tocando jazz ao vivo, um hall para exposições de arte e restaurantes.

Veja o pôr do sol ali e atravesse o rio com a balsinha que fica em frente ao Lhong. Você vai dar direto em CHINATOWN, um mundo de lojas e lanternas chinesas que de noite tem uma feira gigante pelas ruas com mesinhas para você se aventurar pela comida de rua da cidade.

ROTEIRO BANGKOK: DIA 2 (SÁBADO OU DOMINGO)

Pela manhã, vá conhecer mais dois templos bacanas. Primeiro, o GOLDEN MOUNT, ou WAT SAKET. Na plana Bangkok, os 300 degraus que levam a esse templo te permitirão ver a cidade do alto. Um “chedi” imenso e dourado de 58 metros coroa o conjunto, com pequenos altares pra venerar o Buda. Dizem que dá sorte tocar todos os sinos que têm na subida. Desça e caminhe até o WAT RATCHANATDARAM, onde fica o Loha Prasat (foto ao lado), uma estrutura com com 36 metros de altura, 37 pináculos (que representam as virtudes pra chegar à iluminação do budismo), e teto coberto por azulejos de bronze. Lá dentro há estátuas e espaços para meditação, com um mirante no topo.

Saindo dali, rume direto ao restaurante JAY FAI e coloque seu nome na lista de espera. Ele abre às 14h, mas o ideal é chegar às 12h30 ou 13h para conseguir sentar assim que abrir (outra opção é pedir pro seu hotel reservar uma mesa antes, mas como sei que somos brasileiros e não gostamos de fazer reserva, dou essa dica de chegar bem cedo). Se acomode nas mesas do lado de fora, peça um suco ou uma cervejinha e espere. Único restaurante simplinho de Bangkok a receber uma estrela no Guia Michelin (lançado na cidade pela primeira vez no fim de 2017), ele serve supostamente os melhores noodles da cidade por cerca de 500 baht o prato (caro para os padrões da Tailândia, mas vale pela experiência gastronômica). E, pensando bem, são só R$ 50.

Depois, chame um táxi e diga simplesmente BTS pra ele te levar até a estação mais próxima do trem suspenso. Vá até o MERCADO CHATUCHAK, um mercadão gigantesco com nada menos de 8 mil estandes. O lugar é impressionantemente ajeitado e tem lojinhas bonitinhas (mais caras) com roupas, artigos de decoração, sabonetes, velas, acessórios para animais (!), livros, antiguidades, obras de arte, entre mil outras coisas. É tão grande que nem vale a pena ficar pirando no mapa: vai segundo seus instintos pelas vielas de produtos. Bem perto dele ainda fica JJ GREEN (qui/dom 17h/1h) fica bem próximo e rola às quintas-feiras também, mas só de noite. Ele é ligeiramente mais hipster e, mais legal, tem bares com música ao vivo entre as bancas de produtos. Foi um dos mercados noturnos que mais gostei de Bangkok.

ROTEIRO BANGKOK: DIA 2 (SE FOR SEXTA)

Na sexta você pode fazer o mesmo roteiro mostrado acima, só lembrando que neste dia o Chatuchak só abre às 18h.

ROTEIRO BANGKOK: DIA 2 (QUALQUER OUTRO DIA)

Comece o dia como no roteiro acima, mas depois de almoçar no restaurante JAY FAI, siga o itinerário abaixo:

Tome um táxi ou Uber até o terminal de balsas Rajchawongse (fica bem perto de Chinatown, você pode dizer Chinatown para o taxista como referência). É hora de um passeio quase gratuito de barco pelo Rio Chao Phraya. Você vai tomar a balsinha com destino ao MERCADO ASIATIQUE, um espaço bem bacaninha a beira do rio há uns 20 minutos dali. Arrumadinho, num estilo bem ocidental, tem uma série de restaurantes e lojas, uma coisa meio shopping a céu aberto, meio parque de diversões (pela presença da roda-gigante).

Se ainda sobrar tempo (e pique), saia dali e pegue uma balsa até a estação de balsas Oriental. Desça e caminhe 500 metros até o SKY BAR DO LEBUA HOTEL, o bar rooftop mais famoso da cidade. Saiba que costuma encher e pode ser que você fique meio apertadinho lá em cima. Outra opção é, do Asiatique, pegar uma balsa até o Sathorn Pier (ou Saphan Taksin). Desça ali e procure o barco shuttle para o hotel MILLENIUM HILTON BANGKOK (teoricamente é só para hóspedes, mas eles não perguntam nada e, se perguntarem, diga que você vai ao bar do hotel). Chegando lá, suba até o 31 andar para o BAR 360, bem menos disputado que o Sky Bar e com uma vista bem legal para a cidade e o rio.

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ROTEIRO BANGKOK: DIA 3

Acorde cedo e faça um bate-volta a AYUTTHAYA. Fundada em 1350 na confluência de três rios, Ayutthaya foi a segunda capital do Reino de Sião (antigo nome da Tailândia), depois de Sukhothai e antes de Bangkok, e tornou-se um grande centro de diplomacia e comércio na Ásia. A cidade foi invadida pelo exército birmanês (do atual Myanmar) em 1767, que a incendiou por completo e forçou os habitantes a abandoná-la. O que você vê hoje por lá são as ruínas de templos e palácios que restaram dos tempos de glória. Normalmente não indico pegar tours na Tailândia, mas acho o de Ayutthaya prático: custa 500 bath e te leva a todos os principais atrativos, que ficam espalhados, e para almoçar. Se quiser ir por conta, pegue um ônibus ou trem e veja nosso guia completo de Ayutthaya.

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ROTEIRO BANGKOK: AO FIM DO DIA, VOCÊ PODE

  • Cair nas festas da KHAO SAN ROAD (tem que gostar de ~zoeira~ e música pop americana em último volume).
  • Ir ao THIP SAMAI PAD THAI, conhecido por fazer o melhor pad thai de Bangkok. Custa 90 baht e abre às 17h.
  • Ter um jantar chiquérrimo no GAGGAN ou no BO.LAN, dos melhores restaurantes da Ásia (pra gastar entre 100 e 400 reais por pessoa).
  • Ir a um BAR ROOFTOP, se você ainda não foi.
  • Ir a mais um mercado noturno bacana, o NEW ROT FAI MARKET RATCHADA – vá de BTS e metrô.

ROTEIRO BANGKOK: COM MAIS TEMPO NA CIDADE,  VOCÊ PODE

  • Se for um fim de semana, ir a algum dos FLOATING MARKETS, os mercados flutuantes. O mais famoso é o imenso e fotogênico Damnoen Saduak Floating Market, totalmente dedicado a turistas e longe demais: 100 km de Bangkok. Outro com a mesma vibe é o Amantawa, também longe (90 km) e lotado. Para os dois você vai precisar comprar um tour ou ficar bastante tempo no busão. Algo mais original está no Taling Chan Floating Market (sáb/dom 8h/17h) decididamente menos charmoso (talvez por não ser feito pra turistas), mas cheio de estandes bacanas de bambu vendendo peixes, frutas e doces, mesas ocupadas por famílias tailandesas inteiras fazendo almoço de domingo e barquinhos que te levam pra observar a vida como ela é entre os habitantes das margens dos canais. O melhor é que fica apenas a 10 km do centro: o táxi até lá custa cerca de $ 100 baht.
  • Fazer umas comprinhas em algum dos SHOPPINGS. O gigante MBK é mais barato e tem tanto aquela tralha que você vê na rua quanto lojas mais bacaninhas. Mais sofisticado e cheia de marcas internacionais é o SIAM PARAGON. A saber: os preços dos eletrônicos em Bangkok não são de Estados Unidos mas podem valer a pena – até coisas da Apple.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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