VIAGEM AÉREA BARATA:

Fazer uma viagem aérea barata não tem grandes segredos: o negócio é unir um bom monitoramento de preços a algum entendimento das ferramentas online disponíveis para fazê-lo e das flutuações de preços dependendo da época do ano. Veja aqui nossas dicas essenciais.

Como fazer uma viagem aérea barata: dicas essenciais

Entenda a época do ano que você quer viajar (e seja flexível com o destino)

Aqui você pode partir de dois lugares. 1) Quando já tem em mente o destino que quer ir, pesquise quando é a alta temporada do lugar (sugiro dar um Goodle em inglês “best time to go”; vêm informações mais completas do que em português). Aí você vai descobrir  há brechas durante o ano que têm uma boa relação clima/preços. Por exemplo: você quer ir à Tailândia e as passagens para dezembro e janeiro (alta temporada por lá) estão muito caras. Se pesquisar, vai perceber que abril e maio ainda são bons meses para ir e têm preços consideravelmente menores. 2) Você tem um mês específico para tirar férias. Pesquise então que destinos tem boas tarifas para aquela época. Para isso você pode usar ferramentas como esse mapa incrível do Skyscanner, que mostra no globo preços dos destinos de acordo com o mês e o aeroporto de partida indicados. Desse modo, você deixa o preço da passagem guiar a sua escolha.

Monitore os preços com muita frequência durante um período para entender qual a média de valor para o destino desejado

Digamos que esteja no início do ano e você já escolheu: quer viajar em setembro para Los Angeles. Ainda é cedo para comprar a passagem, mas você já pode começar a monitorar os preços: usando os melhores buscadores (para mim o Momondo e o Skyscanner), veja quanto estão as passagens algumas vezes por semana durante alguns meses (você pode usar as ferramentas de alerta de preço que esses sites mandam por email). Nessas, você vai ganhar uma noção ao redor de que valor a passagem está orbitando. E, se de repente uma hora aparecer algo mais barato, vai saber se vale a pena comprar. Então, se durante alguns meses você percebe que a passagem está sempre entre R$ 3 e R$ 3 200 e um dia dá com uma de R$ 2 500, sabe que esse é um bom preço para uma viagem aérea barata.

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Acompanhe as promoções

No Brasil, os sites Melhores Destinos e Passagens Imperdíveis fazem um bom monitoramento de promoções de passagens, já com as cidades de saída e as opções de data. Se você quer começar a planejar sua viagem, se acostume a consultá-los com frequência, algumas vezes por semana, para ver o que está rolando.

Seja flexível com as datas (e com horários)

SEMPRE use das ferramentas dos sites que mostram a variação de preço para cada dia. Pode haver diferenças enormes. O mesmo vale para horários. Voos muito cedo ou com saída de madrugada costumam ser mais baratos – mas reflita se vai valer a pena. Ficar exausto e perder um dia de viagem às vezes não vale. Ou chegar em uma cidade onde o transporte é caríssimo (Londres, Nova York, Paris, San Francisco) em uma hora onde o metrô/trem não funciona e ter que gastar com Uber talvez também não.

Compre com antecedência (mas não demais)

Para passagens internacionais, eu diria para NÃO comprar com mais de quatro meses de antecedência. Algumas pesquisas mostram (como essa do site americano CheapAir) que os melhores preços estão entre 4 meses a 3 semanas antes da viagem. Ok, essa janela é grande e deixar para comprar muito em cima pode ser arriscado. Mas fazendo o monitoramento que eu proponho acima você pode ir acompanhando os preços e, quando passar da marca de 4 meses antes de viagem, se preparar para comprar. Para passagens nacionais, é recomendável um a dois meses de antecedência para períodos de baixa temporada e cinco meses para feriados que bombam (Natal, ano-novo, Carnaval, 7 de setembro, 15 de novembro).

Veja onde você pode chegar com poucas milhas

Vamos partir do pressuposto que você não é um ninja das milhas (porque quase ninguém é; no Brasil cerca de 50 milhões de milhas expiram por ano sem uso), mas tem lá seu acúmulo no cartão de crédito. Alguns trechos têm promoções constantes (4 mil milhas na Smiles, por exemplo), como SP – Rio, SP – Brasília, SP – Porto Alegre, SP – Curitiba. Use essas oportunidades para viajar pelo Brasil conhecer lugares como Chapada dos Veadeiros, Ilha do Mel, cânions de Cambará do Sul. Eu já cheguei a comprar uma passagem para Bolívia (!) por 4 mil milhas.

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Tenha atenção com conexões

Conexões malucas vão aparecer em suas buscas por uma viagem aérea barata, ainda mais se for para lugares que não têm voos diretos saindo do Brasil. Avalie bem as condições antes de comprar. Em uma pesquisa de voos para San Francisco, por exemplo, apareceram três opções baratas. A primeira, um voo da Air Canada com conexão em Buenos Aires, Santiago e Toronto (!), que, além de superlongo, acarretaria ter que tira rum visto de trânsito para o Canadá. A segunda, um voo da Aeromexico com conexão na Cidade do México que na volta tinha uma parada de 13 horas durante a madrugada. E a terceira, um voo da Avianca com conexão em Lima e em El Savador com horários decentes e intervalos curtos. Acabei ficando com a última.

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Não tenha medo de companhias aéreas que você não conhece

No Brasil, a gente tem uma variedade muito pequena de companhias aéreas operando comparando com Estados Unidos, Europa e Ásia. Então, não se impressione se estiver procurando uma passagem (partindo daqui ou para um outro trecho na região que você vai visitar) e der com um nome que você nunca ouviu falar. Muitas vezes são justamente esses os de companhias low-cost, ou de baixo custo, que têm as tarifas mais baratas. Ou são de companhas de países que não operavam no Brasil até pouco tempo, como a Ethiopian Airlines, que costuma ter os melhores preços pra ir daqui pra Ásia. Para te deixar mais tranquilo, você pode consultar o Skytrax, que ranqueia companhias aéreas pelo mundo (e descobrir que, por exemplo, a EVA Air e a Thai Airways, que provavelmente você não conhece, estão entre as dez melhores do mundo).

Sempre compare o preço que aparece site consolidador com o preço direto no site da companhia aérea

Sites buscadores são, por exemplo, o Skyscanner, o Kayak, o Momondo: você não compra através deles, eles só te direcionam para o site de compra. Sites consolidadores são o eDreams, o Decolar, o Viajanet, o Submarino, entre outros, por onde você pode de fato emitir seu bilhete. Antes de comprar, sempre entre no site da companhia aérea e compare o preço com o que o consolidador mostra, porque pode haver muitas variações, inclusive nas opções de pagamento.

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Tenha atenção na hora da fechar a compra com IOF e parcelamento

Alguns sites de companhias internacionais permitem parcelar (como o da Avianca colombiana, o da Copa Airlines e o da American Airlines) em 5 ou 6 vezes sem juros, mas muitos não deixam e ainda cobram o IOF de 6,38% do cartão de crédito por compra internacional (dê um Google ou ligue na companhia antes de comprar para descobrir). Sites consolidadores de compra por vezes permitem parcelar em 10 vezes sem juros – mas lembre-se de comparar os preços com os do site da companhia para não pagar muito mais caro por isso.

Encontre aeroportos (ou destinos) próximos que tenham voos mais baratos

Essa dica precisa de cautela: nem sempre vale a pena comprar uma passagem que não vai exatamente para onde você quer. Isso vale mais para destinos que tem uma conectividade (de malha aérea) muito ruim com o Brasil ou ficam muito longe. Digamos, por exemplo, que você queira ir para Bali, na Indonésia, e está achando as passagens muito caras. Nesse caso, vale pensar nos aeroportos que recebem mais voos na região (Cingapura ou Bangkok) e ver como estão os preços. Dependendo do caso, pode valer a pena incluir mais um destino na sua viagem (aqui eu simplesmente acho que é melhor gastar dinheiro passeando e conhecendo mais um lugar do que torrar em passagem aérea). Outra situação seria você querer ir a um destino no Caribe, como Bahamas ou Porto Rico. Nesse caso, seria melhor comprar uma passagem para Miami, cidade que tem voos constantes e baratos para esses lugares, ficar alguns dias, e depois comprar voos de ida e volta de lá para as ilhas.

Betina Neves

Seus 10 anos de experiência escrevendo sobre turismo deram o tom da linguagem do Carpe Mundi. Perita em traçar roteiros e na eterna busca pela passagem aérea mais barata, escreve um e outro post por aqui enquanto explora metrópoles insones, prova comidas exóticas e relaxa em praias vazias deste mundão.

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