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Miniguia de Capitólio (MG), um programão para feriados

Programa bacana para um feriado com amigos, Capitólio (MG) tem cachoeiras, cânions, trilhas e passeios de barco no Lago de Furnas.

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No fim dos anos 1950, Juscelino Kubitschek iniciou a construção da Usina Hidrelétrica de Furnas para aplacar um possível estrangulamento energético no país. As águas do rio Grande foram desviadas para a construção a partir de 1963, começando a formar o Lago de Furnas, que alagou uma área enorme, deixando alguns distritos totalmente submersos e obrigando mais de 35 mil pessoas a se mudar.

Hoje o Mar de Minas, como é conhecido, banha 34 municípios e cobre uma área de 1 440 km², sendo um dos maiores lagos artificiais do mundo. Controvérsias a parte, ele embelezou ainda mais a paisagem montanhosa da região (próxima da Serra da Canastra), com cânions, cachoeiras e matas virgens. A infra turística ao redor de Capitólio (MG), cidadezinha com 8 mil habitantes, se desenvolveu bastante nas últimas duas décadas, o que trouxe alguns restaurantes, pousadas, estrutura para visitar cachoeiras (que ficam dentro de propriedades privadas) e construção de condomínios.

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Melhor época pra ir a Capitólio (MG):

O verão é extremamente chuvoso, grandes chances de isso atrapalhar seu passeio. Abril, maio, setembro e outubro são bons meses pra pegar calor e menos umidade. Junho, julho e agosto são sequíssimos, mas a temperatura é mais baixa e tem que ter um pouquinho de coragem para cair na água do Lago de Furnas e das cachoeiras. Nessa época faz aquele esquema de dias quentes e ensolarados e noites um pouco frias. Nos feriados, o lago fica cheio de barcos e é melhor reservar o seu com antecedência.

Como chegar a Capitólio (MG):

Capitólio fica a 282 km de Belo Horizonte, 440 km de São Paulo e 640 km do Rio. Pela distância, acho cansativo para paulistanos e cariocas irem num fim de semana, mesmo que tirando uma folga na sexta ou na segunda. O ideal é aproveitar os feriados – eu fui de São Paulo no Corpus Christi e achei bem tranquilo, só peguei um pouco trânsito para voltar no domingo. Para circular pela região, precisa necessariamente ter carro, então não vale a pena ir de ônibus.

Onde ficar em Capitólio (MG):

Eu acho Capitólio (MG) uma viagem para ir com um grupo de amigos: poder fazer um churrasco, relaxar numa hidro, tomar umas, ver um filminho e papear na varanda, todo mundo junto, deixa a experiência na região bem mais bacana. O melhor lugar para se hospedar por ali é Escarpas do Lago, a 7 km do centro de Capitólio (MG). O condomínio é entendido como sendo de luxo, mas na verdade tem uma grande variedade de casas (são mais de 800), cujos preços variam entre R$ 200 até R$ 6000 a diária – entre no Airbnb e procure. Tem opções deliciosas como essa, com vista para o lago. Dentro do Escarpas também tem barzinho, restaurante, mercadinho, clube e um píer da onde saem passeios de barco.

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Também há pousadas na região. As mais bacaninhas são a Pousada Lagoa Azul (foto ao lado), que engloba uma cachoeira e um restaurante, a Fecho da Serra e a Pousada do Rio Turvo, bem localizadas perto da Ponte do Rio Turvo, da onde saem os passeios de barco, e de outras atrações como a Trilha do Sol (a pousada da Trilha do Sol também é gracinha). Quem curte acampar pode ver a estrutura do Cascata Eco Parque ou do Paraíso Perdido.

A saber: o centro de Capitólio em si não tem nada, é uma cidade bem feinha. Você só deve passar lá pra fazer mercado e tirar dinheiro (importante: tenha sempre dinheiro vivo, a maioria dos locais não aceita cartão). As atrações e os restaurantes ficam nos arredores.

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O que fazer em Capitólio (MG):

Mirante dos Cânions: Paradinha essencial na chegada (ou na saída) de Capitólio. Um mirante (está marcado no Google Maps) da onde dá pra tirar lindas fotos do Cânion de Furnas (como a do começo deste post).

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Passeio de barco no Lago de Furnas: A maioria deles sai do píer da ponte do Rio Turvo, a 23 km do centro de Capitólio, onde estão o Restaurante do Turvo e áreas para estacionar o carro. O passeio mais barato é nas tais chalanas, por cerca de R$ 40, mas elas levam gente demais (até 100 pessoas!), fazem poucas baratas e são bem lentas, deixando o rolê meio cansativo. O melhor é adquirir um passeio de lancha, que levam normalmente até 12 pessoas, podendo custar entre R$ 70 e R$ 120 por cabeça. Eis então o outro motivo de ir a Capitólio com um grupo de amigos: poder rachar uma lancha só para vocês. Veja neste site algumas opções.

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O tour passar por vários pontos do lago e dos cânions, parando em cascatas pra mergulhar. Mesmo no inverno a água é aguentável (estando sol, claro). Dica: não vale a pena parar na Lagoa Azul, porque lá te cobram um extra de R$ 30 pra ver a cachoeira. Se você estiver hospedado em Escarpas do Lago, vale a pena ver um passeio que saia de lá para não ter que dirigir até a ponte do Rio Turvo.

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Paraíso Perdido: No fim de uma estradinha de terra a 44 km de Capitólio (mais longe do que as atrações abaixo), está situado num vale cortado pelo ribeirão Quebra Anzol. Por R$ 40 você curte uma manhã ou tarde seguindo o caminho entre piscinas naturais e quedas d’água límpidas que correm sobre pedras de quartzito, com vários poços pra mergulhar. Achei bacana porque nem no feriado estava muito cheio; o lugar é a maior paz. A propriedade também reúne camping e um restaurante simples.

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Trilha do Sol: Dentro da pousada homônima, guarda duas trilhas curtas (de 800 e 1200 metros) que dão na Cachoeira do Poço Dourado, que tem um poço bom pra nadar, e na Cachoeira do Grito, com quedas múltiplas. Depois rola almoçar no restaurante da pousada e, quem sabe, conhecer a área de naturismo (risos). Ficar aberto das 9h às 17h e custa R$ 35.

Cascata Eco Parque: Pela proximidade (10 km), dá pra visitar no mesmo dia que a Trilha do Sol, se você começar cedo. Tem a mesma vibe do Paraíso Perdido, um caminho pelo rio que você vai seguindo pra encontrar vários poços e cascatas, com o plus de que em alguns locais dá pra caminhar na beirada do cânion. Custa R$ 40 e também tem camping e restaurante.

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Onde comer em Capitólio (MG):

Capitólio não tem uma variedade muito incrível de restaurantes. Na ponte da onde saem os passeios de barco fica o Restaurante do Turvo, com salão simplão e pratos fartos com peixes como tilápia e traíra. O ambiente mais agradável é o do Kanto da Ilha, de frente para o lago e tem sofás com guarda-sóis para se esticar, cardápio de petiscos e alguns dias de música ao vivo. Pra comida mineira simples e gostosa, o Cozinha da Roça fica no caminho de Capitólio para Escarpas. Dentro do condomínio Escarpas (não precisa estar hospedado pra ir) vale checar o Hud’s Lounge Escarpas do Lago, que tem ambiente animadinho nas noites nos fins de semana. Ah, na estrada não esqueça de parar na Queijos Califórnia, a 8 km de Capitólio, o melhor lugar pra comprar queijos da canastra direto da fonte.

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Restaurante Kanto da Ilha

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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