Especialmente famosa por abrigar Anse Lazio, praia que figura em diversas listas entre as faixas de areia mais belas do mundo, e o Vallée de Mai, selva tropical que reverencia o bíblico Jardim do Éden, Praslin é a segunda ilha mais visitada de Seychelles, no meio do caminho entre a ilha-mãe Mahé e a low profile La Digue.

Curtir Praslin sem pressa pede pelo menos 3 dias inteiros na ilha, pra poder dar check em seus pontos mais bacanas. Separamos aqui os 7 melhores programas de Praslin pra incluir no roteiro de viagem a Seychelles.

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Seychelles: 7 programas em Praslin, a ilha da paradisíaca praia de Anse Lazio

Constance Lemuria

Primeiro resort de luxo de Seychelles, hospedando de presidentes americanos a Mick Jagger, não é à toa que o Lemuria tem sua fama no destino – e consegue ir ainda além das cinco-estrelas que carrega a rede Constance e seus resorts paradisíacos no Oceano Índico. Recentemente todo reformado e redecorado, preza pelos superlativos, sendo dona do único campo de golfe de 18 buracos do destino e de uma das praias mais bonitas da ilha de Praslin, competindo com Anse Lazio – é a encantadora Anse Georgette (veja o item abaixo). Mas suas duas outras faixas de areia merecem a mesma importância: a Petite Anse tem balanços redondos pendurados nas árvores perfeitos pra curtir o fim da tarde e a Grande Anse tem um cantinho com o mar mais calmo e cristalino do Noroeste da ilha. Na parte de acomodação são 105 suítes e villas, algumas com piscinas privativas e serviço de mordomo. Seus 5 bares e restaurantes têm de comida crioula e deck privado entre as rochas para jantar romântico no The Nest à atmosfera chique e a experiência gastronômica impecável do Diva. Mas a experiência mais autêntica é o Private Cocktail at Sunset, no cênico campo de golfe a 100 metros do nível do mar, em que você vai aprender a acertar os buracos abaixo do penhasco apreciando petiscos e champagne ao pôr do sol.

(diárias dede US$ 508, RESERVE AQUI!)

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Anse Georgette

Irmã menos conhecida de Anse Lazio, a prainha que é um refúgio dos hóspedes do Lemuria carrega a atmosfera tropical de praia perfeita, sendo chamada de segunda praia mais bonita de Praslin – e certamente mais vazia, mais intocada e até mais paradisíaca dependendo da leva de turistas do dia em Anse Lazio. Quem não fica no hotel também pode conhecê-la, mas deve chegar cedo para conseguir entrar – há limite de vagas por dia – e não tem acesso ao carrinho de golfe que leva e traz os hóspedes, mas pode alcançá-la numa trilha rápida de 30 minutos. Além de estender a canga e curtir a vibe, dá pra subir a trilha de 40 minutinhos ao lado direito da baía até o cênico Mont-Plaisir, com vistas incríveis do oceano. Dali, você pode retornar à Anse Georgette ou caminhar também 40 minutos até a famosa Anse Lazio.

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Anse Lazio

A paisagem tem cara de cartão-postal em qualquer ponto da baía, com suas pedras graníticas imensas nos cantos da praia, azul do mar estonteantemente de tons turquesas, areia fofa com muitos metros quadrados e sossego na sombra das palmeiras e das árvores takamakas, espécie nativa com folhas de um verde beeem verde. Anse Lazio carrega o 6º lugar como praia mais bela do mundo no TripAdvisor e é justo dizer que faz jus à posição – e figura em outros diversos rankings como a faixa de areia mais paradisíaca do planeta. Quando o mar está calminho, é a praia perfeita para fazer snorkel no mar cristalino. Aos finais de semana, fica mais cheia, mas sempre dá pra achar um cantinho gostoso pra relaxar à esquerda da praia.

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Vallée de Mai

Endêmico de Seychelles, o inusitado coco-de-mer, com seu formato afrodisíaco, pode ser encontrado em montes no parque nacional reverenciado como o Jardim do Éden original, o Vallée de Mai, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983. O fruto é um dos principais símbolos de Seychelles e seu valor não é brincadeira: dependendo do tamanho, pode ser vendido por US$ 500, US$ 1 000 ou mais (e vem até com certificado de autenticidade). Mas pode-se dizer que esses preços não são nada se comparados com a riqueza natural desta floresta. Entre as 50 espécies de palmeiras gigantes cobrindo uma área de quase 20 hectares, também voam livremente os quase extintos papagaios-pretos, além de beija-flores cantantes e pombos-azuis típicos da vizinha Maurício. Há três caminhos dando a volta na paisagem, onde é fato que circunda um ar mais que puro que, durante a visita, parece sim ser de procedência bíblica.

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Bate-volta a La Digue

La Digue é o charme de Seychelles. E o jeito mais comum de conhecer a ilha é num bate-volta desde Praslin: há vários ferries diários de 15 minutinhos operados pela companhia Cat Cocos ligando as duas, das 7h até às 17h45. Uma vez ali, alugue uma bike e vá vivenciar sua gostosa atmosfera: rochas graníticas gigantes enfeitam suas praias branquinhas onde o mar é o mais cristalino ever – Anse Source d’Argent é seu cartão-postal –, enquanto a vida passa calma e lentamente na simpatia de suas estradinhas à beira-mar onde só se dão elas, as bikes. A vegetação ao redor se mistura com casas crioulas de estilo arquitetônico colonial francês dando um ar de antigamente à ilha mais autêntica de Seychelles, onde também há fazendas que são verdadeiras reservas naturais, muitas trilhas para os exploradores, tours em caiaques transparentes no mar, as famosas tartarugas-gigantes e restaurantes rústicos servindo comida típica deliciosa – o melhor almoço está no Chez Jules.

LEIA MAIS SOBRE LA DIGUE AQUI

Cafe des Arts

O restaurante mais legal da ilha de Praslin fica no hotel-boutique Le Duc de Praslin. O barulho das ondas dá o som ambiente ao terraço arejado onde o chão é de areia e as mesas se dispõe embaixo de gazebos à beira-mar, na sombra dos coqueiros. Também dá pra sentar na parte interna, entre suas pinturas, esculturas e decoração tropical colorida, mas melhor mesmo é pedir seus refinados pratos de peixes e frutos do mar – prove o filé de peixe ao molho de maracujá – das mesas ao ar livre. Pufes e sofazinhos ficam livres pra quem quer relaxar depois do almoço sem perder a vista da bonita praia de Cote d’Or.

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Cultura crioula no Paradise Sun

A geografia de Seychelles fez sua história com raízes étnicas oriundas de boa parte do mundo: as maiores heranças são africanas e francesas, dando vida aos traços físicos e à língua oficial de Seychelles, o criuolo. Mas a mistura local também conta com influências europeias, indianas e chinesas, na música, na arte e na culinária. Esse mix deu origem à cultura crioula, que pode ser melhor conhecida no resort Paradise Sun, onde rolam aulas pra aprender a dançar os sons típicos moutya e sega entre tambores, chocalhos de mão e dançarinas que apresentam seus movimentos corporais ao redor de uma fogueira todas às sextas à noite, conhecer a vida local numa casa tradicional crioula construída a partir de folhas de palmeiras pelos funcionários do hotel e aprender a cozinhar pratos crioulos picantes onde curry e açafrão são ingredientes quase que obrigatórios em aulas privadas.

(diárias desde US$ 486 em meia-pensão, RESERVE AQUI!)

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*O Carpe Mundi viajou a Seychelles com apoio do Seychelles Tourism Board. Este post reflete unicamente a opinião da autora.

Anna Laura

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi registra o mundo com sua Nikon desde que se entende por gente - e hoje cultiva um feed milimetricamente pensado. Passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo e, depois de uma temporada em Paris, resolveu ser viajante full time: você pode encontrá-la por aí, cobrindo paraísos tropicais.

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