La Digue é o charme de Seychelles.

Rochas graníticas gigantes enfeitam suas praias branquinhas onde o mar é o mais cristalino ever – Anse Source d’Argent é seu cartão-postal –, enquanto a vida passa calma e lentamente na simpatia de suas estradinhas à beira-mar onde só dão as bikes. A vegetação ao redor se mistura com casas crioulas de estilo arquitetônico colonial francês dando um ar de antigamente à ilha mais autêntica de Seychelles, onde também há fazendas que são verdadeiras reservas naturais, muitas trilhas para os exploradores, tours em caiaques transparentes no mar, as famosas tartarugas-gigantes e restaurantes rústicos servindo comida típica deliciosa. La Digue é um encanto só.

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Quarta maior ilha de Seychelles, recebe turistas de bate-volta hospedados nos resorts top de Mahé e Praslin ou no luxuoso Six Senses Zil Pasyon (diárias desde US$ 1 585) na ilha vizinha de Felicite, e os que não estão tão aí para a quantidade de estrelas e topam acomodação no estilo local: pousadas e hotéis mais contidos, por vezes despojados, fazendo jus à La Digue, como os chalés charmosos do La Digue Island Lodge (diárias desde US$ 291, foto ao lado).

A maioria dos estabelecimentos reúne-se na costa oeste, por onde chega-se em La Digue e onde está o pequeno centrinho local, enquanto o leste permanece uma parte intocada – várias dessas praias e vistas só são alcançadas através de extensas trilhas, como a que leva ao Nid d’Aigle, ponto mais alto da ilha, em que o pessoal costuma chegar depois de parar pra beliscar no lindo restaurante com vista Bellevue.

Mas não que circular pelas vias pavimentadas seja mais fácil: além das bikes, há um ou outro veículo motorizado (leia-se carrinhos de golfe adaptados) e, pasme, carroças de boi. La Digue é mesmo uma ilha roots. Mas como é provável que você vá acabar ficando com a bike, sugiro alugá-la na Tati’s Bicycle Rental, ao lado do píer, com preço justo e bikes em bom estado.

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De passada ou pra ficar, o passeio no L’Union Estate, antiga fazenda, hoje reserva natural, que fez rodar a economia de La Digue por muito tempo graças ao cultivo de seus coqueiros, vai ser obrigatório. É que além da história que o local conta através de suas plantações (hoje, dá pra encontrar baunilha por todo canto) e um e outro artefato histórico como seu moinho, ou suas tartarugas-gigantes, endêmicas de Seychelles, a lindíssima praia de Anse Source d’Argent e suas pequenas baias que se misturam entre enormes rochas de granito ao longo de 1 quilômetro é acessada por ali. Visitá-la pela manhã evita as multidões turísticas, mas dá pra passar o dia todo ali sem erro: a paisagem dominada pelas rochas que parecem ter saído da era dos dinossauros é um deslumbre e a água azul-turquesa repleta de corais é um convite ao snorkel e ao mergulho.

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Se o dia estiver aberto e o sol raiando, o passeio de caiaque transparente com a Crystal Water Kayaks vira um must:

você vai curtindo a brisa do mar a bordo de um caiaque com o fundo translúcido contemplando toda a fauna marinha debaixo de você durante o percurso.

Depois, a boa é pedalar sem pressa pela estrada que beira a costa até o lado leste de La Digue. A vista é deslumbrante, a vibe é de rusticidade e a paz que dá poder percorrer uma via tão cênica sem se preocupar em cruzar com outros veículos além das bikes é algo pra ser vivido em poucos lugares do mundo. Quase ao fim da pavimentação, chegando na praia de Anse Fourmis, está a cabana de madeira e teto de palha do restaurante Chez Jules, eleito o melhor da ilha pelo TripAdvisor já algumas vezes. E o prêmio é justo: a comida crioula servida ali é incrível. Prove o curry de polvo e o filé de atum com coco. O balcão de frente pro mar é onde você deve sentar.

No mais, La Digue é o restante de seu belo conjunto de praias, em que também se destacam a Grand Anse, a Petite Anse e a Anse Coco, as três na costa leste da ilha, com rochas emoldurando o mar igualmente lindas às de Anse Source d’Argent. Em todas elas, quem dita o tempo é a calmaria.

*O Carpe Mundi viajou a Seychelles com apoio do Seychelles Tourism Board. Este post reflete unicamente a opinião da autora.

Anna Laura

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi registra o mundo com sua Nikon desde que se entende por gente - e hoje cultiva um feed milimetricamente pensado. Passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo e, depois de uma temporada em Paris, resolveu ser viajante full time: você pode encontrá-la por aí, cobrindo paraísos tropicais.

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