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Ouro Preto: saiba o que fazer e onde comer na cidade mineira

É só pisar na Praça Tiradentes, o epicentro de Ouro Preto, pra começar a atinar a rica história da antiga Vila Rica do Pilar. Ali, estudantes e turistas transitam entre o monumento ao mártir que dá nome à praça e o imponente Museu da Inconfidência, que explica o desenvolvimento da cidade. De suas laterais escorrem ladeiras de paralelepípedo que abrigam um dos mais proeminentes conjuntos arquitetônicos do país, com casas e igrejas barrocas e rococós moldadas por mestres como Aleijadinho e Athaíde. Pousadinhas históricas, ateliês, feiras de artesanato e uma vibrante cena de festivais completam o destino. Veja abaixo o que fazer em Ouro Preto.

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O QUE FAZER EM OURO PRETO:

Museu da Inconfidência

Instalado no prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia, o lugar explora a história da cidade e da inconfidência mineira, falando da mineração, da independência do país e do subsequente império. A parte mais importante do acervo está no primeiro andar, com o panteão dos restos mortais de 16 inconfidentes. Praça Tiradentes, 139, terça a domingo, das 10h às 17h20, R$ 10

Igreja São Francisco de Assis

A construção de 1766 surge imponente no Largo de Coimbra, com o fantástico medalhão da fachada esculpido por Aleijadinho. O forro da nave é uma das maiores obras do Mestre Athaíde, que levou mais de dez anos para pintá-lo. Fora fica a Feira do Largo de Coimbra, com barraquinhas com produtos de diferentes tamanhos feitos artesanalmente em pedra-sabão, de porta-joias a xícaras, vasos, jarras e até jogos de tabuleiro. Largo de Coimbra, terça a domingo das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h, R$ 10

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Igreja Nossa Senhora do Carmo

Enche os olhos o dourado da portada, do lavabo da sacristia, dos púlpitos e dos altares laterais, obra de Mestre Athaíde. A igreja em estilo rococó é um dos últimos projetos do arquiteto Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, e costumava ser frequentada pela aristocracia de Vila Rica. Na antiga casa do noviciado da igreja, onde o Aleijadinho viveu seus últimos anos, está o fofo Museu do Oratório (terça a domingo das 8h às 11h e das 13h às 16h50, R$ 3). Ele dispõe mais de 160 oratórios dos séculos XVII ao XX: mínimos e enormes, simples e elaborados, portáteis ou domésticos, com imagens pintadas, esculpidas ou xilogravadas. Rua Brigadeiro Musqueira, s/n, quarta a segunda das 9h30 às 17h30, R$ 5

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar

O que fazer em Ouro Preto: Difícil não ficar extasiado com o interior desta igreja: mais de 400 quilos de ouro forram as talhas da nave a da capela-mor, e a riqueza de detalhes é absolutamente estarrecedora. O Museu de Arte Sacra, no subsolo da sacristia, exibe imagens de Nossa Senhora do Pilar, Santa Bárbara e Nossa Senhora da Conceição. Praça Monsenhor João Castilho Barbosa, segunda a sexta das 9h às 10h45 e das 12h às 16h45, sábado e domingo das 9h às 17h, R$ 10

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Teatro Municipal

O que fazer em Ouro Preto: Descendo a rua da Igreja Nossa Senhora do Pilar, você chega a essa singela casa. De 1770, é discreto, mas cheio de história: a pequena casa de ópera é considerada pelo Guiness Book o teatro mais antigo das Américas ainda em funcionamento. A programação inclui peças, shows e concertos. Rua Brigadeiro Musqueria, 4, visitas segunda a sexta das 12h às 17h30, sábado das 12h às 16h, R$ 2

Igreja Nossa Senhora dos Rosários do Pretos

Frequentada pelos escravos – Nossa Senhora do Rosário é considerada sua protetora -, a igreja tem formas curvas no exterior, o que foge da estrutura retilínea padrão das outras construções mineiras do século XVIII. O lado de dentro é relativamente modesto, com altares dedicados aos santos negros. Largo do Rosário, terça a domingo das 12h às 16h45

Casa dos Contos

O que fazer em Ouro Preto: A visita à antiga casa de pesagem e fundição do ouro extraído na região começa com um vídeo sobre o lugar, que também já serviu de prisão aos inconfidentes. Estão em exposição livros e documentos da época, mobiliário dos séculos XVIII e XIX e, na senzala, um dos poucos espaços da cidade com painéis explicativos dedicados aos escravos. Rua São José, 12, terça a sábado das 10h às 17h e domingos das 10h às 15h, entrada gratuita

Museu de Ciência e Técnica

O acervo da Escola de Minas/UFOP, uma das mais antigas de engenharia do Brasil, foi arranjado no antigo Palácio dos Governadores de 1741. São mais expressivas as áreas dedicadas à mineralogia, com mais de 10 mil amostras de rochas, e à mineração, que reproduz o ambiente de uma antiga mina de ouro. Explora-se ainda história natural, química e astrologia. Praça Tiradentes, 20, de terça a domingo das 12h às 17h, R$ 10

Trem da Vale

O passeio tem início na estação, onde uma maquete e painéis contam sobre a ferrovia. Depois, cumpre-se o trajeto de 18 km até Mariana com montanhas e cachoeiras passando na janela. Pode-se optar pelo vagão convencional ou o panorâmico, climatizado e com janelas maiores. Praça Cesário Alvim, s/n, sextas, sábados e domingos, a partir de R$ 40

Mina du Veloso

O que fazer em Ouro Preto: No bairro de São Cristóvão, é a antiga propriedade do Coronel José Veloso do Carmo, que chegou a ter mais de 200 escravos na região. Ela tem 500 metros de extensão (300 metros deles abertos ao público), com salões com poços d’água e diversas galerias. Rua Platina, 34, diariamente das 9h às 18h, R$ 25

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ONDE COMER EM OURO PRETO:

Ouro Preto não chega nem aos pés da cena gastronômica de Tiradentes. Às vezes, é difícil encontrar um bom prato (tem muita comida ruim e cara pela cidade). Aqui, algumas boas pedidas:

Café Cultural (foto)

Tem entre as suas paredes de pedra mesas de madeira, cercadas por cadeiras coloridas, sofás e poltronas aconchegantes. Os quadros pendurados e os lustres coloridos dão o charme final à casa, que nos sábados conta com apresentações ao vivo de jazz e MPB. Bom pra tomar um café da tarde e comer um bolinho.

Escada Abaixo

Embaixo do Café Geraes Restaurante, é um bar animadinho que toca rock e também serve jantar. Vá de isca de filé com mandioca na manteiga de garrafa e chope da Cervejaria Ouropretana.

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Bené da Flauta (foto)

Um dos melhores da cidade, fica num casarão bem do lado da Igreja São Francisco de Assis – diz-se que que Benê era um trabalhador da estrada de ferro que animava os festivais de inverno tocando flauta. O ambiente é arrumadinho, com toalhas brancas sobre a mesa, mais convidativo para o jantar. Tem algumas outras pedidas no cardápio mas, pra não errar, melhor ir na carne seca refogada no pirão de mandioca, acompanhada de purê de abóbora.

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Restaurante Contos de Réis

Parte da Pousada Vila Mineira, fica na antiga senzala de um casarão do século XVIII. Tem um bom e farto bufê mineiro (paga-se preço fixo, R$ 47, pra comer à vontade) pra almoçar: galinha ao molho pardo, pastel de angu, torresmo, tutu; está tudo ali.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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Há 3 comentários para “Ouro Preto: saiba o que fazer e onde comer na cidade mineira

  1. Olá. Adorei o blog e tenho muita vontade de começar a viajar sozinha.
    Estou planejando a primeira viagem para Ouro Preto.
    Alguma dica de hospedagem?

    1. Oi Ana Paula! Que ótimo! Pra pagar pouquinho, a Pousada Chico Rey é simples, mas cheia de história. O melhor hotel da cidade é o Solar do Rosário. A pousada Solar da Ópera e a pousada dos Ofícios também são legais.

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