espanha


O que fazer em Madri: roteiro completo de 3 dias com hotéis e restaurantes

A atmosfera tradicional de Madri esconde uma capital dinâmica, vivaz e boêmia.

É frequentemente preterida à Barcelona mas, sabendo explorá-la, ganha da vizinha catalã com os melhores museus do país, praças e parques impecáveis, ruas grafitadas, mercados imensos e coloridos e bares de tapas; tudo numa cidade relativamente pequena: na região central, dá pra se virar a pé. Veja aqui o que fazer em Madri em 3 dias.

LEIA TAMBÉM: Onde se hospedar em Madri: melhores bairros e hotéis

madri-roteiro-viagem

plaza-mayor-madri-roteiro-viagem

DIA 1: O QUE FAZER EM MADRI

Uma primeira visita a Madri começa invariavelmente na Puerta del Sol, onde está o marco zero da cidade e a famosa estátua El Oso y el Madroño, símbolo madrilenho, um urso de bronze apoiado em uma árvore de morangos. A Puerta foi e é palco de protestos e movimentos políticos e seu acesso é fácil, já que ali fica a maior estação de metrô de Madri, a estação Sol. Não é raro ouvir pessoas falando “me encontra no Sol” ou “fica ali pertinho do Sol”.

Ao seu redor, o movimento é ininterrupto graças ao comércio da região, que hoje mescla lojas estilo Sephora e Apple a tradicionais magazines espanholas, como o El Corte Inglés e seus oito andares de mercadorias e restaurantes. Uma sugestão é subir no último andar e visitar o terraço com vista para a cidade – atenção que há dois El Corte Inglés muito próximos, separados por uns 400 metros e apenas um deles tem essa vista (o mais perto do metrô Callao).

Aproveite a vibe consumista e suba pela Calle de Preciados vendo as lojas até a Gran Vía: Primark, Zara, H&M, Kiko e outras do gênero – nos fins de semana o movimento é tanto que elas chegam a ter filas na porta. Se quiser “tapear” (comer tapas, os famosos petiscos espanhóis), a Casa Labra é um dos únicos restaurantes de qualidade da região, tomada por fast foods e lanchonetes.

PS. A “rua chique” de Madri – Chanel, Prada, etc – é a Calle Serrano, que, além de afastada, é meio paradona. Só vá se quiser comprar nas grifes.

Calle-de-Preciados-madri-espanha-compras

Caminhando uma curta distância desde a Puerta del Sol está a Plaza Mayor, onde turistas se aboletam em mesinhas e artistas de rua tentam conseguir uns trocados. Contudo, vale conhecer o ponto histórico, entre os mais visitados da cidade.

O que fazer em Madri: de lá, siga para o Mercado de San Miguel, uma caixa de vidro que abriga o mercado mais movimentado e conhecido da capital. Pequeno e caro, tem grande variedade de comidas típicas espanholas – como jamón, rabo de touro, lula – que fazem com que as poucas mesas do local lotem de gente experimentando as iguarias.

Por ali está o Sobrino de Botín, dito restaurante mais antigo do mundo, com quase 300 anos e cardápio que não muda desde então; o prato mais pedido é o porco assado na lenha. Faça reserva e peça uma mesa no andar inferior, a ala mais velha do restaurante. Personalidades de Ernest Hemingway a Kaká eram/são clientes e fizeram a fama do local. Outra ideia é o El Madroño, tipicamente madrilenho, com serviço simpático e um “shot” de licor num copinho de chocolate pra sobremesa.

la-chata-madri-passeios-espanha-restauranteÀ noite, a rua Cava Baja é destino certo pra tomar uma “caña” (pequeno copo de cerveja, normalmente acompanhado por tapas). Recomendo o La Chata pra algo mais tradicional e o La Sureña pra bebidas e porções baratas (um balde com 6 cervejas custa em torno de € 4). Faça como os espanhóis e vá passeando de bar em bar – de caña em caña.

DIA 2: O QUE FAZER EM MADRI

churros-madri-chocolateria-san-gines

Pra começar bem o dia, nada como churros com chocolate, tradição no café da manhã espanhol. A San Ginés, perto da Puerta del Sol, é a churrería mais famosa e fica aberta 24 horas (boa pra ir depois da balada também). A Los Artesanos 1902 e a Valor são concorrentes de peso – ficam próximas umas das outras, todas ao redor da Calle Arenal e da Opera. Não estranhe, o chocolate quente é bem grosso justamente pra que se molhe o churros nele.

Caminhe então em direção a Catedral de la Almudena, a principal da cidade. Como quase toda igreja na Espanha, tem influência de diferentes povos que ocuparam o país, o que resulta numa arquitetura colorida e imponente. Quase em frente está o Palácio Real (que não é residência dos reis espanhóis, sendo apenas utilizada para eventos de Estado). Dica: a visita é gratuita pra brasileiros a partir das 16h (exceto nos fins de semana).

LEIA TAMBÉM: As melhores casas de fado de Lisboa

Ao lado e ao fundo do Palácio há dois pequenos jardins bem fotogênicos, a Plaza de Oriente e o Jardines de Sabatini. Se a fome apertar, o Café de Oriente, em frente a Plaza de Oriente, é tradicional para se tomar um lanche e apreciar a vista. O La Bola é uma opção pra provar o famoso cocido madrileño, com grão de bico, verduras e carnes.

churros-madri-espanha-comer

O que fazer em Madri: caminhando algumas quadras chega-se à Plaza de España, com uma fonte que homenageia Dom Quixote, o herói da literatura espanhola. Mais adiante está o Templo de Debod, templo egípcio dado de presente à Espanha e point esperto pra apreciar o pôr do sol.

Pra jantar antes da noite espanhola – que normalmente só começa lá pelas 2 da manhã – o Gau & Café tem um concorrido terraço com bons drinks e comida mediterrânea de qualidade. O Azotea é outro terraço bacana, no topo do Círculo de Bellas Artes, museu e centro de arte madrilenho. No cardápio há mais aperitivos do que refeições, mas o vistão pra cidade compensa. Pra algo mais sofisticado, o Yakitoro by Chicote é um dos restaurantes do famoso chef Alberto Chicote e serve comida japonesa adaptada ao paladar espanhol – melhor fazer reserva.

Pra estender a noitada, a balada mais famosa é a Teatro Kapital (a partir de € 17 pra entrar, caro para os padrões europeus) com seus sete andares de música, reduto de estrangeiros em busca de uma noite “loca” na Espanha.

Uma alternativa às baladas é o bairro Lavapiés, que concentra bares de tapas, restaurante indianos e casas de flamenco. Com cara de boteco, o Café Melo’s é capaz de passar despercebido, mas é um point ótimo pra fugir dos lugares pega-turista. Também recomendo o Casa de Asturias, com comida tradicional da região espanhola de Asturias. Se quer assistir a um show de Flamenco, as casas mais famosas são a Candela e a Casa Patas (faça reserva).

DIA 3: O QUE FAZER EM MADRI

Se estiver em Madri num domingo, comece o dia no Mercado El Rastro, com barraquinhas que vendem desde souvenirs até utensílios de cozinha, tudo baratex. Se não for o caso, siga de uma vez ao Parque El Retiro, com 140 hectares verdes, árvores de mais de 200 anos e caminhos margeados por estátuas de botânicos famosos. Não deixe de visitar o Palácio de Cristal (é literalmente um Palácio de Cristal, sem nada dentro) e o lago ao redor do Monumento ao rei Alfonso XII, onde é possível alugar um barquinho.

malasana-parque-retiro-madri

museu-madri-prado

O que fazer em Madri: com apenas 3 dias na cidade, sugiro eleger um ou dois entre os três principais museus – Prado, Reina Sofia (casa do monumental Guernica de Picasso) e Thyssen-Bornemisza – e se dedicar a ele. Em qualquer um você passa mais de três horas sem perceber. E em todos vale alugar o áudio-guia, no Prado pra entender a genialidade de Velázquez, no Reina e no Thyssen para captar a evolução da arte moderna.

Perto está o El Tigre (que tem três filiais por ali), meu restaurante preferido. As bebidas são um pouco mais caras (meio litro de cerveja custa € 5), mas pedindo-as você recebe dois pratões cheios de jamón, patatas bravas, linguiças, croquetas e, se der sorte, paella. Está sempre lotado, já que é a escolha de muitos madrilenhos para beber e comer antes de sair à noite. Peça a refrescante sangria e o tinto de verano (vinho + refrigerante).

Ali dá pra checar dois megamercados: o Mercado de San Antón, onde você fica perdido com tantos queijos, massas e carnes (tem um ótimo restaurante no terraço, o La Cocina da San Antón) e o Platea Madrid, mercado chique aberto no ano passado com restaurantes, bares e estandes comandados por chefs estrelados no Guia Michelin – tem comida mexicana, italiana, japonesa, peruana e música ao vivo quase todas as noites.

LEIA TAMBÉM: Roteiro Segóvia: bate-volta desde Madri

Saindo dali, passe pela Plaza de Cibeles,  de frente para o Palácio de Comunicaciones, de 1917, que hoje serve como prefeitura da cidade. Dê uma olhada também na Puerta de Alcalá, portão da cidade que foi construído pela primeira vez em 1599, mas em 1764 o rei Carlos I ordenou a demolição para que se construísse um portão mais glamuroso, que é o de hoje.

Pra encerrar a noite, vá ao bairro de Malasaña, que herdou uma efervescência cultural meio punk, meio rock do período pós-franquismo, entre os anos 1970 e 1980, e hoje é o “nicho hipster” de Madri, com ruas (a principal é a Calle del Espíritu Santo) grafitadas, brechós, bares e cafés descolados. Dois locais legais da região são o Madklyn (Madri + Brooklyn), que tem inspiração novaiorquina, e o Fábrica Maravillas, cervejaria com produção própria. No verão, o pessoal se junta pra uma caña na gostosa Plaza del Dos de Mayo, onde há vários restaurantes e barzinhos com mesas na rua. Recentemente também foi inaugurado no bairro o Mercado de San Ildefonso (10h/1h), empório de três andares pra beliscar a qualquer hora do dia.

Onde ficar em Madri/Hotéis e hostels em Madri

ME Madrid Reina Victoria (RESERVE AQUI!, diárias a partir de € 190): Com um rooftop bonito e um restaurante bem avaliado, é uma opção perto dos museus e do Parque el Retiro, região mais tranquila da cidade.

Hotel Atlántico (RESERVE AQUI!, diárias a partir de € 150): Tradicional e localizado na Gran Vía, seu prédio tem mais de 100 anos. Fica no foco das lojas.

Vincci Vía 66 (RESERVE AQUI!, diárias a partir de € 90): Hotel-boutique descoladinho, tem localização central.

Las Musas Hostel (RESERVE AQUI!, diárias a partir de € 16 em quarto coletivo e € 50 em privativo): No coração do boêmio bairro de Lavapiés, este hostel é badalado e organiza várias festas e eventos para seus hóspedes, desde noites de Sangria até excursões pela cidade.

Room007 Ventura Hostel (RESERVE AQUI!, diárias a partir de € 14 em quarto coletivo e € 59 em privativo): A poucas quadras da Puerta del Sol, é um hostel relativamente tranquilo com instalações novas, staff bacana e quartos espaçosos, alguns com banheiro dentro.

A melhor época para ir a Madri

madri-espanha


  1. JAN
    1°/10°

  2. FEV
    2°/12°

  3. MAR
    4°/16°

  4. ABR
    5°/17°

  5. MAI
    8°/22°

  6. JUN
    13°/29°

  7. JUL
    16°/33°

  8. AGO
    16°/33°

  9. SET
    14°/29°

  10. OUT
    9°/21°

  11. NOV
    4°/15°

  12. DEZ
    2°/11°

Por ser uma cidade grande, há sempre o que fazer em Madri, não importa a estação. Em relação ao clima, de janeiro a março é frio e faz pouco sol, e o verão extremamente é quente e seco. O ideal é ir na primavera e no outono. Evite a cidade em agosto pois muitos espanhóis estão de férias e fecham seus restaurantes e lojas.

Há 4 comentários para “O que fazer em Madri: roteiro completo de 3 dias com hotéis e restaurantes

  1. Olá! Muito legal seu post!!!! Poderia me tirar uma dúvida? Esse negócio de tapas grátis… Só vem com cerveja ou vinho? Se eu pedir refrigerante vem um prato de tapas tb? Bjus e parabéns!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *