A atmosfera tradicional de Madri esconde uma capital dinâmica, vivaz e boêmia.

É frequentemente preterida à Barcelona mas, sabendo explorá-la, ganha da vizinha catalã com os melhores museus do país, praças e parques impecáveis, ruas grafitadas, mercados imensos e coloridos e bares de tapas; tudo numa cidade relativamente pequena: na região central, dá pra se virar a pé. Três dias INTEIROS é o mínimo de tempo necessário para conhecer o melhor da capital. Veja aqui o que fazer em Madri neste roteiro completo.

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O que fazer em Madri: roteiro completo de três dias

DIA 1

Com apenas três dias na cidade, é melhor acordar no primeiro (cedo, de preferência) e já ir direto para o MUSEO NACIONAL CENTRO DE ARTE REINA SOFÍA, o grandioso museu de arte moderna e contemporânea de Madri, com obras de Salvador Dalí e Joan Miró e a obra-prima de Picasso, Guernica. O áudio-guia vale muito a pena.

De lá são cerca de 15 minutos andando até a PUERTA DEL SOL, onde está o marco zero da cidade e a famosa estátua El Oso y el Madroño, símbolo madrilenho, um urso de bronze apoiado em uma árvore de morangos. A Puerta foi e é palco de protestos e movimentos políticos e seu acesso é fácil, já que ali fica a maior estação de metrô de Madri, a estação Sol. Não é raro ouvir pessoas falando “me encontra no Sol” ou “fica ali pertinho do Sol”.

Caminhando uma curta distância desde a Puerta del Sol está a imponente PLAZA MAYOR, onde turistas se aboletam em mesinhas e artistas de rua tentam conseguir uns trocados. Suas construções remontam ao fim do século 15, quando sediava o principal mercado de Madri.

De lá, siga para o MERCADO DE SAN MIGUEL, uma caixa de vidro que abriga o mercado mais movimentado e conhecido da capital. Tem grande variedade de comidas típicas espanholas – como jamón, rabo de touro, lula – que fazem com que as poucas mesas do local lotem de gente experimentando as iguarias.

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O que fazer em Madri:

Se apetecer passear pelas lojas, volte a Puerta del Sol e suba pela CALLE DE PRECIADOS vendo as lojas até a GRAN VÍA: Primark, Zara, H&M, Kiko e outras do gênero – nos fins de semana o movimento é tanto que elas chegam a ter filas nas portas.

À noite, a rua CAVA BAJA é destino certo pra tomar uma “caña” (pequeno copo de cerveja, normalmente acompanhado por tapas). Faça como os espanhóis e vá passeando de bar em bar – de caña em caña, começando no Casa Revuelta, na vizinha Calle de Latoneros (peça uma porçao de tajada de bacalao, bolinho frito e bacalhau pra acompanhar) e descendo pela Cava Baja parando em bares como o  La Perejila (não tem erro a pulpo a la gallega, que vem como porção ou sobre uma rebanada) e os tradicionais La Chata e La Martina.

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DIA 2:

Pra começar bem o dia, nada como churros com chocolate, tradição no café da manhã espanhol. A  San Ginés, perto da Puerta del Sol, é a churreria mais famosa e fica aberta 24 horas (boa pra ir depois da balada também). A Los Artesanos 1902 e a Valor são concorrentes de peso – ficam próximas umas das outras, todas ao redor da Calle Arenal e da Opera. Não estranhe, o chocolate quente é bem grosso justamente pra que se molhe o churros nele.

Caminhe então em direção à CATEDRAL DE LA ALMUDENA, a principal da cidade. Como quase toda igreja na Espanha, tem influência de diferentes povos que ocuparam o país, o que resulta numa arquitetura colorida e imponente. Quase em frente está o PALÁCIO REAL (que não é residência dos reis espanhóis, sendo apenas utilizada para eventos de Estado), onde vale entrar para fazer a visita guiada e ver a coleção de artefatos medievais.

Depois de visitar o palácio, caminhe algumas quadras até a PLAZA DE ESPAÑA, com uma fonte que homenageia Dom Quixote, o herói da literatura espanhola. Para aplacar a fome, passe no Misión Café, um café descolado com bebidas especiais, sanduíches e bons quitutes de brunch. Mais adiante está outra atração de peso: o TEMPLO DE DEBOD, templo egípcio dado de presente à Espanha – a visita por ele é relativamente rápida, vendo os painéis explicativos e projeções que ajudam a desvendar sua história. Dali, é um pulo para o TELEFÉRICO DE MADRI, um passeio gostoso para fazer no fim da tarde: você sobrevoa um pedaço da cidade, apreciando a vista, e vai até o bonito parque Casa de Campo, com vastos espaços verdes (no fim, volte para o mesmo lugar onde começou).

Para a noite, uma boa peregrinação pode ser jantar no La Sanabresa, que faz estilo restaurante de bairro, com comida caseira bem feita e preços amigáveis, e aí seguir para curtir a vida noturna do bairro LAVAPIÉS, que concentra bares de tapas, restaurante indianos e casas de flamenco principalmente na Calle Argumosa. Com cara de boteco, o Café Melo’s é capaz de passar despercebido, mas é um point ótimo pra fugir dos lugares pega-turista. Também recomendamos o Casa de Asturias, com comida tradicional da região espanhola de Asturias, e o La Playa de Lavapiés, que faz sucesso no verão.

Se prefere uma noitada mais arrumadinha, faça reserva para comer no Angelita Madrid, um dos restaurantes mais desejados do momento, com petiscos incríveis (com muitas opções para vegetarianos), vinhos selecionadíssimos e, no andar debaixo, alguns dos melhores coquetéis da cidade.

DIA 3:

Não se pode sair de Madri sem passar no monumental MUSEO NACIONAL DEL PRADO, um dos museus mais visitados da Europa, famoso pelas grandes obras de Diego Velazquez, El Greco e Francisco Goya. Vale pegar o áudio-guia e fazer o tour pelas obras campeãs de Ibope do museu, como As Meninas. Dali, a próxima parada é mais um museu importantíssimo de Madri: o THYSSEN-BORNEMISZA, com pinturas conhecidas de Dalí, El Greco, Monet, Picasso e Rembrandt.

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Depois desse banho de arte, vá relaxar no PARQUE EL RETIRO, com 140 hectares de área verde, árvores de mais de 200 anos e caminhos margeados por estátuas de botânicos famosos. Não deixe de visitar o Palácio de Cristal (é literalmente um Palácio de Cristal, sem nada dentro) e o lago ao redor do Monumento ao rei Alfonso XII, onde é possível alugar um barquinho.

Saindo dali, passe pela PLAZA DE CIBELES,  de frente para o Palácio de Comunicaciones, de 1917, que hoje serve como prefeitura da cidade. Dê uma olhada também na PUERTA DE ALCALÁ, portão da cidade que foi construído pela primeira vez em 1599, mas em 1764 o rei Carlos I ordenou a demolição para que se construísse um portão mais glamuroso, que é o de hoje.

Dali (ou de noite, depois de voltar para o hotel), pegue o metrô até o bairro de bairro de MALASAÑA, que herdou uma efervescência cultural meio punk, meio rock do período pós-franquismo, entre os anos 1970 e 1980, e hoje é o “nicho hipster” de Madri, com ruas (a principal é a Calle del Espíritu Santo) grafitadas, brechós, bares, restaurantes e cafés descolados. O La Colmada é legal para começar com drinques e petiscos, e o TupperWare atrai pela decoração kitsch maluca. No verão, o pessoal se junta pra uma caña na gostosa Plaza del Dos de Mayo, onde há vários restaurantes e barzinhos com mesas na rua, como o ótimo Bar Cabreira. Também foi inaugurado na beirada do bairro o Mercado de San Ildefonso, empório de três andares pra beliscar a qualquer hora do dia.

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