Os 5 voos semanais de São Paulo a Casablanca da Royal Air Maroc viajam lotados de brasileiros indo à Europa em tarifas econômicas.

Com antecedência dá pra achar passagens pra Lisboa, Paris e Londres, com conexão no Marrocos, desde US$ 800. Pegando uma promoção, o valor pode cair pra US$ 500. E o trecho também liga, claro, quem viaja do Brasil ao Marrocos, sem escalas. Mas a experiência nem sempre costuma ser 100% boa: há casos mil de atrasos e bagagem extraviada relatados na web. Veja aqui como é voar com a Royal Air Maroc.

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Veja aqui como é voar com a Royal Air Maroc no relato da viagem do Carpe Mundi:

(voo de São Paulo a Casablanca em maio de 2017)

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INFRA DO AVIÃO

A Royal Air Maroc voa do Brasil ao Marrocos e vice-versa num Boeing 787 Dreamliner, que nem algumas das cias aéreas europeias mais conhecidas usam – a Air France só vai iniciar a rota SP-Paris em 2018. Foi, inesperadamente, um dos mais modernos e novinhos aviões em que eu já viajei. As poltronas da classe econômica são de couro, confortáveis e com espaço ok entre as fileiras. As TVs individuais são de modelos recentes, com entrada USB pra carregar o celular. Nas paredes da frente da aeronave, telas maiores vão mostrando o plano de voo. As janelinhas do avião são também de nova geração: não têm persianas, ficam claras e escuras através de um botãozinho. Os compartimentos de bagagem são espaçosos e num design que é fácil de fechar mesmo com muita coisa. Nos banheiros, nada de diferente de outros aviões.

EXECUTIVA: Aqui o assento reclina inteiro e faz massagem, com todo serviço que outras companhias aéreas oferecem. Como de costume, as TVs são maiores e os banheiros também são mais espaçosos.

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Como é voar com a Royal Air Maroc:

COMIDA

Nos voos de ida, noturnos, são servidos janta e café da manhã. Na volta, diurna, almoço e um lanchinho. Eu voei de noite e não jantei, mas dei uma conferida no prato: salada, pão, peixe e purê de batata. Estava com uma cara ok e as pessoas ao meu lado disseram que gostaram. No café comi um pão e tomei chá. Também veio um iogurte e um bolinho de chocolate. De bebida, há água, sucos e vinhos sendo servidos.

EXECUTIVA: Pra quem viaja de executiva é servido um menu de quatro cursos, escolhido antes da decolagem, com entradinha, salada gourmet, prato quente (há três opções, entre elas o camarão com purê apetitoso da foto) e sobremesa. Há vinhos marroquinos e franceses e uma variedade bem maior de bebidas, incluindo digestivos pós-refeição. Também tudo dentro do usual de outras cias aéreas nessa classe.

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ENTRETENIMENTO

A tela de entretenimento individual de cada assento é, como eu disse, novinha, com entrada USB pra carregar o celular. Há uma ótima seleção de filmes: eu viajei em maio de 2017 e estavam passando títulos como A Chegada (de novembro de 2016), Animais Fantásticos e Onde Habitam (também de novembro de 2016) e Manchester À Beira-Mar (de janeiro de 2017). Os três com indicações ao Oscar. Álbuns de música, joguinhos e o plano de voo também ficam disponíveis, em português, inglês, francês e árabe, além da revista impressa da companhia, a RAM Magazine. A mesma programação vale pra classe executiva. Mas não há Wi-Fi disponível a bordo.

SERVIÇOS E AMENITIES

Fui bem atendida nos aeroportos de Guarulhos e de Casablanca e durante o voo todo. Tudo dentro do normal, não tenho nenhuma crítica. A tripulação da Royal Air Maroc fala em inglês, francês e árabe. Na classe econômica foram entregues um cobertor, um travesseiro e uma mininécessaire de plástico com máscara para os olhos e meias (foto). Na executiva vem uma nécessaire maior, de tecido e mais completa, com escova e pasta de dente e creminhos.

Como é voar com a Royal Air Maroc:

BAGAGEM

Eu não tive nenhum problema com mala despachada. Como eu ia pra Marrakech, minha mala foi encaminhada direto pra lá e não precisei fazer check-in de novo no aeroporto de Casablanca. Admito que fiquei com medinho de perderem minha mala pela quantidade de relatos que li sobre isso na web, mas analisando bem cada um dá pra dizer que isso costumava acontecer com mais frequência até 2015. De qualquer forma, bati um papo com o atendente da Royal Air Maroc em Guarulhos e ele me contou que, quando uma mala ainda é extraviada hoje, isso quase sempre acontece no retorno do Marrocos pro Brasil porque prendem mal a tag. Então vale ficar esperto com isso.

EM TEMPO: as malas costumam chegar embaladas no aeroporto de Casablanca, então não se desespere se não enxergar de cara a sua. A companhia coloca um plástico filme transparente nelas pra protegê-las.

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AEROPORTO DE CASABLANCA

Como é voar com a Royal Air Maroc: entre a conexão de Casablanca pra Marrakech, meu destino final, passei 6 horas no aeroporto Mohammed V, base da Royal Air Maroc, em Casablanca. Ao descer do avião foi impressionante ver absolutamente todos os passageiros indo pra área de conexão internacional e só eu em direção às conexões nacionais. Ficou bem claro que o principal papel desse voo é mesmo ligar o Brasil à Europa de uma forma mais barata. Caminhei sozinha cerca de 10 minutos ao descer do voo até o portão de embarque do meu próximo voo, que estava vazio. Aos poucos locais e outros viajantes foram chegando, começando a encher as mesinhas do café onde eu sentei pra escrever este post. E é só isso por ali, um saguão bonito com uma maquete da Mesquita Hassan II, o principal ponto turístico de Casablanca, cadeiras com tomadas e os portões de embarque. Pra quem quer comprar chip internacional ou outra coisinhas, precisa sair da área de embarque e fazer check-in de novo depois. Em tempo: há wi-fi de graça e que funciona bem disponível por todo o aeroporto.

*É bom saber que a Royal Air Maroc oferece hospedagem gratuita em Casablanca nas conexões internacionais acima de 8 horas. Um transfer leva os passageiros aos hotéis parceiros da empresa, três-estrelas próximos ao aeroporto e um no centro da cidade, e depois traz de volta.

Pelo ranking da Skytrax, o principal da aviação, a Royal Air Maroc é uma companhia 4 estrelas (a cotação máxima é 5). Companhias com as quais estamos acostumados, como a American Airlines, a Iberia e a TAP, têm cotação pior: 3 estrelas.

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*Como é voar com a Royal Air Maroc: o Carpe Mundi viajou ao Marrocos por conta própria, sem qualquer apoio da Royal Air Maroc. Este post reflete a opinião independente e pessoal da autora.

Anna Laura

Jornalista por formação e fotógrafa por vocação, a editora do Carpe Mundi registra o mundo com sua Nikon desde que se entende por gente - e hoje cultiva um feed milimetricamente pensado. Passou pelas redações da CARAS Online e da Viagem e Turismo e, depois de uma temporada em Paris, resolveu ser viajante full time: você pode encontrá-la por aí, cobrindo paraísos tropicais.

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