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Tijuana, na fronteira dos EUA com o México, está com outra cara

Cidade fronteiriça entre o México e os Estados Unidos, a apenas 30 km de San Diego, Tijuana – ou TJ – está mudando seu status de destino alcoólico para adolescentes californianos (que aproveitam a restrição de 18 anos para beber, comparados aos 21 anos dos EUA) para uma cidade viva, cheia de novos comércios e points culturais. Boa oportunidade para acrescentar um gostinho mexicano à sua road trip californiana. Veja aqui o que fazer em um dia em Tijuana, no México.

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Tijuana começou ganhar notoriedade na década de 1920, quando a Lei Seca norte-americana baniu bebidas alcoólicas do país. Por ser colada aos EUA, TJ começou a ver seu movimento crescer. Ao longo dos anos, contudo, os cartéis de droga foram tomando as ruas e a violência passou a circular nas manchetes dos jornais. Foi só em meados de 2010 que Tijuana começou a mudar. Hoje, a violência caiu muito e, aos poucos, restaurantes de qualidade, galerias de arte respeitadas, museus e comércios hipsters estão tomando conta da cidade. Um bom exemplo disso é a Club Tengo Hambre, empresa que realiza excursões gastronômicas pela cidade. Apaixonados por Tijuana, os donos querem que ela faça jus jus à famosa música do Norte Collective, Tijuana makes me happy!

UM DIA EM TIJUANA, NO MÉXICO

Manhã

Comece o dia no tradicional Mercado Miguel Hidalgo, onde você encontra desde frutas frescas, temperos exóticos e artesanato local piñatas coloridas. Aproveite para tomar o café da manhã por lá mesmo e provar iguarias típicas, como doce feito de cacto e quesadillas vendidas nos estandes de comida.

Siga então para a praia, nas proximidades da Plaza Monumental Playas de Tijuana. É lá que fica a fronteira “turística” com os EUA – já que a oficial, com alfândega, está mais distante. Muitos turistas tiram fotos e aproveitam para dar uma passeada e comprar souvenirs. Mas não se engane: histórias tristes de tentativa de imigração perpassam a atmosfera, e vale sentar e bater um papo com um local para compreender algumas.

Se tiver pique, dê uma passada no Tijuana Cultural Center, o mais importante – e arquitetonicamente lindo – centro cultural do norte do país. Com infraestrutura de ponta, fica numa área de 3,5 hectares e homenageia a arte contemporânea. Cheio de eventos, há itens grátis e outros pagos, vale ficar de olho na agenda.

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Tarde

Para ter uma experiência mexicana autêntica, se apresse para almoçar no Tortas del Wash Mobile. Comida de rua famosa desde 1964, fica ao lado do primeiro lava-jato de Tijuana e serve sanduíches deliciosos e suculentos. Não pergunte o que vem dentro, apenas pague a – ínfima – quantia e se jogue.

Hora de conhecer então a Avenida Revolución, a mais famosa da cidade, que concentra lojas e restaurantes. Vá direto para um beco chamado Pasaje Rodriguez, onde estão murais grafitados coloridos e que rendem ótimas fotos, além de lojinhas vintage. Antigamente, o local era um descuidado buraco sem qualquer atração. Com a revitalização artística da cidade, seus painéis foram feitos e hoje são ponto certeiro de passeio em TJ. Se arte é algo que te interessa, a alguns minutos está também a pioneira galeria La Caja, bem moderna e com obras lindíssimas, uma das iniciantes deste movimento artístico na cidade.

Na avenida Revolución, fique se divertindo enquanto passeia pelas milhares de lojinhas de souvenir e restaurantes com música alta. Uma paradinha no Container Coffee Roaster para aquele café da tarde é ideal. Além do sabor delicioso, lá eles fazem aqueles desenhos divertidos com espuma de leite em cima do café que ficam lindos no Stories.

Um prédio que chama muita atenção por lá é o Caesar’s Hotel. Reza a lenda que a famosa Ceasar Salad foi inventada no restaurante do hotel, em 1927, pelo então chef e proprietário Cesar Cardini. Verdade ou não, anualmente em junho há um Festival Ceasar Salad, quando centenas de pessoas comem a salada na rua em sua homenagem.

Noite

Para iniciar a noite, não deixe de conhecer a cervejaria Teorema/Lúdica Co., cheia de sabores e num ambiente todo modernoso e agradável. Se possível, peça a tábua de degustação com quatro sabores diferentes de cerveja. O ideal é sentar na área externa e relaxar enquanto se observa o movimento da avenida.

Para a janta, nada melhor que um dos locais mais adorados pelos locais: o Tacos El Frank, a poucas quadras da Avenida Revolución. Nada de glamour ou serviço atencioso; fique de pé ou sente-se em alguma cadeira de plástico e peça um taco ou quesadilla. E esqueça o estereótipo de comida mexicana que tanto é sustentado. Aqui temos muuuuita carne, guacamole escorregando pelos dedos e massa mole feita com farinha típica: isso sim é taco de verdade! A cozinha é toda aberta, e pode-se ver o processo de preparo, o corte da carne, a forma que molda a tortilla e os atendentes correndo para servir os milhares de pedidos.

Depois dos passeios e refeições deliciosas, a pedida para descansar é o One Bunk TJ, um hotel descolado em que só são aceitas reservas feitas pelo Airbnb (também há uma unidade em San Diego). Há um segurança na porta, mas nada de recepção ou mimos. São poucos quartos – dos mais variados estilos, desde casal atá coletivos em beliches – espalhados por dois andares, cada qual com sua própria decoração e especificação. Para deixar o ambiente mais divertido ainda, lá dentro há um barbeiro tradicional, que fica numa pequena sala com uma cadeira, aberto a reservas de corte e barba.

*O Carpe Mundi viajou à Baja California a convite do órgão de turismo mexicano. O conteúdo deste post é independente e reflete apenas a opinião da autora.

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