arrumando a mala


10 razões pra aprender a viajar com pouca bagagem

Por que fazer intercâmbio

Há um tempo, publicamos o post “9 coisas pra NÃO levar na mala e aprender a viajar mais leve”. Inesperadamente, foi um auê nos comentários (sério, com textões e tudo mais): basicamente gente que acha importante sim viajar com menos bagagem versus quem gosta de levar o guarda-roupa inteiro e prefere ter vários looks na manga.

Só pra esclarecer, eu obviamente não sou dona da verdade e cada um viaja como bem entender. Mas eu sou sim uma defensora de viajar com pouca bagagem porque acho que traz praticidade, mobilidade, economia e, no fim das contas, otimiza seu tempo pra que você aproveite mais sua viagem. Por isso, vou mais uma vez bater nessa tecla, explicando algumas razões de por que viajar com pouca bagagem traz benefícios.

Por que viajar com pouca bagagem:

Você não paga excesso de bagagem e pode usar companhias aéreas low-cost

Cias aéreas (até as que não são low-costs) estão com políticas cada vez mais rígidas em relação à bagagem. Com pouca coisa, você evita ter que pagar taxas extras (que às vezes podem custar tanto quanto foi a passagem).

Você pode viajar de trem e ônibus sem estresse

Carregar a mala pesada nas estações, descer e subir escadas, ter que acomodá-las no bagageiro: quem já passou por isso sabe como é perrengue. Trens normalmente não tem despache de bagagem, você precisa achar um compartimento vago pra elas ou levá-las com você junto ao assento.

Se vai fazer um roteiro muito picado, você otimiza o tempo na hora da troca de hotel

20 dias na Europa, 10 cidades diferentes, e a cada check-in e check-out uma zona de roupas pra arrumar. Quando a mala é muito grande você acaba tendo que tirar tudo de dentro pra chegar no que está mais embaixo, e isso significa muitos minutos preciosos gastos com arrumação. E ao viajar com pouca bagagem tem menos chances de você esquecer algo no hotel.

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por que viajar com pouca bagagem

É mais fácil de usar transporte público pra chegar e sair do aeroporto

Diante do dilema gastar mais com táxi X economizar e pegar ônibus e metrô, dá muito menos preguiça de tomar transporte público ao viajar com pouca bagagem. Aeroportos normalmente ficam longe do centro e o táxi costuma sair caro, por isso é uma economia muito bem-vinda.

Você nunca usa tudo o que leva

Quem nunca voltou com várias peças intocadas na mala? E, se acontece com tanta frequência, não é porque provavelmente estamos levando coisas demais? Isso também é sintoma de outra mania, aquela de levar roupas que você nunca usa em casa porque acha que na viagem vai dar na telha de vestir. E não acontece, né?

Se faltar alguma coisa, você sempre pode comprar no destino

A não ser que você esteja indo pro meio da Amazônia ou passar uma temporada na Sibéria, é muito provável que qualquer coisa que faltar na mala você possa comprar no destino. Peças de roupa, shampoo, pasta de dente, gilete, absorvente, cadeado, toalha, o que for. Quando eu viajo pra Europa ou para os EUA no inverno eu sempre deixo pra comprar um casacão lá, é bem mais barato do que aqui. Essencial, essencial mesmo, é só documento e cartão de crédito.

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Você tem mais espaço pra trazer lembrancinhas pra casa

Por que viajar com pouca bagagem: indo com a mala meio vazia, você tem lugar pra comprinhas. Artesanato do Nordeste, vinhos do Chile, vestidos da Tailândia: coisas autênticas e com bom custo/benefício e que ainda vão te fazer lembrar da viagem.

Você se arruma mais rápido

Com um mundo de opções de roupas, é muito mais provável que você leve mais tempo pra se arrumar pra sair do hotel. Com uma mala enxuta e objetiva (de preferência com combinações pré-pensadas), esse processo é acelerado.

Você tem mais segurança

Você é daqueles que fica paranoico quando perde de vista suas malas (no aeroporto, por exemplo)? Pois bem, quanto menos malas, menos paranoia. E menos chance de você ser furtado em alguma situação.

Você tem mais flexibilidade

Com menos bagagem, você pode ousar mais no seu roteiro: pegar uma balsa pra ir a uma ilha, tomar um trem para pousar numa cidadezinha uma noite só, se hospedar na casa do amigo de um amigo (chegar com um monte de mala na casa de alguém é meio chato, né); tudo fica mais fácil.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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