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O que visitar no Camboja: lugares pra montar o seu roteiro

Em uma viagem pelo Camboja transparecem as marcas de sua história ao mesmo tempo fascinante e dura, desde o majestoso complexo de templos ao redor de Angkor Wat, do Império Khmer, que reinou dos séculos 10 ao 13, às heranças das ocupações francesa, japonesa e vietnamita e da tenebrosa ditadura do Khmer Rouge. 90% da população é budista, gente gentil, pacífica e otimista que de quebra fala o melhor inglês da região. O país é pequeno e tem menos atrações do que os vizinhos, mas engloba de praias idílicas até cidades interessantes. Eis aqui o que fazer no Camboja.

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O QUE FAZER NO CAMBOJA:

Siem Reap

A cidade entrou no mapa por ser a base para os viajantes que querem conhecer o complexo de templos de Angkor, e de uma década pra cá tem crescido com restaurantes, cafés e lojas bacaninhas e hotéis estilosos. Os mercados de rua vendem os mesmo temperos, comidinhas, roupas e artigos de decoração que você vai ver na Tailândia e no Vietnã. À noite, a “Pub Street” é a Khao San Road cambojana, com baladas e bares com copo de chope a US$ 0,50.

Há muito o que fazer no Camboja e seu complexo de ruínas, uma das maiores riquezas arquitetônicas da humanidade, espalhado num parque gigantesco. Angkor Wat é sensacional, mas lotado – siga o mapa pra encontrar outros quase tão impressionantes e vazios. O ideal é comprar o ticket de 3 dias, porque um dia está longe de ser suficiente. A galera costuma fechar tuk-tuks, mas eu prefiro ir de bicicleta elétrica, pra ter liberdade e curtir o parque em ritmo mais lento.

VEJA AQUI NOSSO ROTEIRO COMPLETO EM SIEM REAP E OS TEMPLOS DE ANGKOR

Battambang

Pra quem tiver tempo vale pegar a viagem de barco roots de cerca de oito horas pelo Tonle Sap Lake de Siem Reap até essa cidadezinha simpática que conserva a arquitetura colonial francesa. A atração é mais a viagem do que o destino em si, já que a embarcação transita por pequenos canais e vilarejos ribeirinhos. Coisa pra ver a vida como ela é longe das aglomerações.

Battambang-camboja

Phnom Penh

capital do Camboja é uma das menos ocidentalizadas do Sudeste Asiático. Tem ruas levemente zoneadas e nem sempre limpas, um belo Royal Palace com templos ao redor, praças jardinadas deixadas pela o ocupação francesa, ateliês locais com peças de decoração. De manhã os tuk-tuks todos rumam aos Killing Fields, um passeio interessante e deprimente nos antigos campos onde prisioneiros da ditadura do Khmer Rouge eram assassinados – foram mais de 2 milhões de pessoas mortas nos anos 1970, um holocausto cambojano pouco falado no resto do mundo.

VEJA AQUI O QUER FAZER E ONDE COMER EM PHNOM PENH

Koh Rong e Koh Rong Samloem

Passe a feiosa cidade praiana Sihanoukville pra chegar a essas duas joias do Golfo da Tailândia. Pra quem gosta de explorar points de praia quase inexplorados, essas ilhas têm ruas de areia, wi-fi ruim, nada de caixas eletrônicos, guesthouses e bangalôs simplinhos. Koh Rong é tomada por jovens mochileiros, com uma ruinha com sofás de palha e mesas onde o pessoal come camarão, ouve música ao vivo e curte a vibe relaxada (balada, balada não tem). Quilômetros de praias vazias com mar cor azul-paraíso completam o passeio. Koh Rong Samloem tem zero agito e é preferida por casais. Em tempo: se você entrar no Booking.com e não encontrar muitas opções de hotel, não esquente, eles não estão ali mesmo. Dá tranquilamente pra arranjar onde ficar só quando chegar lá, mesmo na alta temporada.

VEJA AQUI O ROTEIRO COMPLETO PRA IR A KOH RONG

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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