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Por que se hospedar em Tulum, a linda vizinha roots de Cancún

Tulum é absolutamente apaixonante. Vale muito a pena se hospedar por lá depois de ver Cancún e Playa del Carmen – é um desperdício ir só pra visitar o sítio arqueológico.

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Tulum fica a 128 km de Cancún, seguindo ao sul. Digamos que, na prática, há 3 Tulums. 1) O sítio arqueológico beira-mar que todo mundo visita // 2) Uma cidadezinha (pueblo) feiosa na beira da estrada 307, que leva à Cancún // 3) A chamada Zona Hoteleira (numa clara referência a de Cancún, apesar de não absolutamente nada a ver com ela), que se estende pela Carretera Tulum – Boca Paila por mais ou menos 15 km.

A Zona Hoteleira de Tulum começou a se desenvolver há pouco mais de 15 anos. É uma Jericoacoara ou Trancoso de alguns anos atrás, onde pousaram americanos e outros gringos que não se identificavam com o turismo montado da região e foram buscar tranquilidade. Passando pelo sítio arqueológico e seguindo à esquerda, você entra pela tal Carretera Tulum – Boca Paila, ainda parcialmente coberta por vegetação dos dois lados.

MAPA DE TULUM:

Ali se instalaram pequenos hotéis e pousadinhas, butiques de designers locais, bares, restaurantes, lojinhas de artesanato. Em vez de carro, se usa a bicicleta. No lugar de balada non-stop, há spas e aulas de yoga. O mar é lindamente azul, a vibe é relaxada. Uma pena que partes da praia estejam bem castigadas pelo sargaço agora (veja mais sobre o problema do sargaço aqui), mas nada que impeça a visita.

Tulum não tem agito, mas badalação contida. E aquele magnetismo leve e praiano que faz a gente amar lugares como Caraíva e Pipa. Lugar para você se hospedar com o pé na areia e não colocar o sapato pelo resto da estadia. Pra quem achou Cancún muito americanizado e Playa muito baladeira, este pode ser o seu lugar.

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ONDE FICAR EM TULUM:

Quando for reservar seu hotel em Tulum, jogue o nome dele no Google Maps e certifique-se de que está na Zona Hoteleira, na estradinha Tulum – Boca Paila, margeando o mar. Muitos levam “Tulum” no nome mas ficam, na verdade, em outros trechos da Riviera Maia. Em tempo: Tulum não tem resorts.

Mezzanine Hotel (diárias desde US$ 217, RESERVE AQUI!)
Hotel em Tulum: pertinho da bela Playa Paraiso, o hotel abriga um restaurante tailandês e um delicioso lounge virado pra praia com camas, bar e mesas ao ar livre. O mar em frente é turquesa, mas é praia é pedregosa. O café chega no quarto.

Posada Margherita (diárias desde US$ 145)
Difícil por em palavras quão linda é essa pousadinha, toda ornada com vasinhos de plantas, madeira de demolição e garrafas dispostas em prateleiras e penduradas em varais de luzes. Ela abriga uma lojinha e um restaurante.

Maia Tulum (diárias desde US$ 212)
Hotel em Tulum: a ideia aqui é ficar em bangalôs charmosos com teto de palha, participar de aulas de yoga e aderir aos tratamentos do delicioso spa. Parte do combo também são as refeições sempre orgânicas.

RESTAURANTES EM TULUM:

Hartwood
Do chef nova-iorquino Eric Werner, que encontrou em Tulum seu refúgio, o restaurante é disputadíssimo (sim, é preciso reservar). O menu faz uma profunda imersão nos ingredientes e sabores da região: são servidos empanadas de papaya, peixe defumado com chaya (erva local), hibisco e ovo, lagosta grelhada. É a experiência gastronômica mais intensa da região.

Avenida principal tulum, restaurante hartwood e praia
Avenida principal, restaurante Hartwood e praia

Restaurare
Em mesas introduzidas na mata, com luzinhas penduradas nas árvores, come-se pratos típicos de origem maia vegetarianos, todos feitos com produtos locais e sustentáveis.

El Tábano
Com a mesma vibe “casinha da selva” do Restaurare, une galeria de arte com um menu econômico de frutos do mar e pratos mexicanos como guacamole e afins.

Casa Jaguar
Num jardim lindo, iluminado com lanterninhas durante a noite, são servidos drinks (prove os com mezcal, uma tequila mais forte e rústica) e petiscos com ingredientes da estação.

Tacolum
Um food truck de tacos (numa van grafitada) debaixo de um pergolado de madeira com bancos e mesas de piquenique.

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O QUE FAZER EM TULUM:

Playa Paraíso
A praia mais afamada de Tulum tem cenário de folheto de agência de viagem, com mar de um azul inebriante, areia branca que ofusca o olhar e barquinhos coloridos que parecem ter sido colocados ali propositalmente para a foto. Quiosques dispõem espreguiçadeiras na areia e servem almoço.

Chamico’s
Uma prainha conhecida por poucos locais que foi divulgada pelo New York Times em 2014 – não sei se ela começou a aparecer no Google Maps antes ou depois disso, mas o fato é que está lá. Seguindo pela estrada Tulum – Cancún, pegue a saída do hotel Jashita e enverede por uma estrada de terra até uma cancela – diga ao segurança que você vai ao restaurante Chamico’s. Siga até o fim e estacione. Ali, um quiosque serve peixe fresco (200 pesos o PF) em mesas esparsas entre palmeiras que seguram redes. Uns poucos gringos (que provavelmente leram o NYT) e locais curtem a calmaria e nadam no mar tipo piscina. Um achadinho.

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Cenote dos Ojos
Fica na estrada entre Tulum e Playa del Carmen. Assim como a maioria dos cenotes, é preciso ir de táxi ou carro, o transporte público não chega ali. Na entrada você escolhe se quer um tour guiado com equipamento de mergulho (que vale a pena mas é corrido) ou se vai visitar as duas cavernas por conta. Com o guia dá pra mergulhar na água azul translúcida com snorkel, entre estalagmites e estalactites.

Grand Cenote
Menos cavernoso que o Cenote dos Ojos e com entrada baratinha, vale uma parada para nadar entre as cavidades rochosas na água turquesa, envolta pela vegetação.

Tulum (sítio arqueológico)
Rara cidade maia construída à beira-mar, protegida por muralhas. Hoje você percorre caminhos de areia (com iguanas correndo aos seus pés) entre várias ruínas, com a água turquesa gritando ao fundo. O Castelo, a estrutura principal, tem três pisos e 12 metros de altura. É o sítio arqueológico mais bonito do Caribe.

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Reserva da Biosfera De Sian Ka’an
Patrimônio da UNESCO ainda bastante desconhecido pela turistada, é uma reserva de 5 280 km². Organizados por uma cooperativa maia, os passeios maravilhosos levam por lagoas e canais de água verde-fluorescente com parada em pequenos sítios arqueológicos. Em certo momento, o barco aporta em um píer para você continuar nadando pelo canal, flutuando na verdade, deixando a correnteza te levar. O único som que se ouve é dos passarinhos e do vento correndo entre a vegetação baixa e o manguezal. Um verdadeiro refúgio de natureza selvagem.

Mais informações aqui:
The Weekender Travel: Tulum
36 hours in Tulum – NYT

*O Carpe Mundi viajou a Cancún, Playa del Carmen e Tulum com assistência da TAM e da Secretaria de Turismo do México. O conteúdo deste post é independente e reflete apenas a opinião da autora.

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