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Dicas de Ilhabela: superguia com tudo o que você precisa saber

Dicas Ilhabela

Pedacinho especial do Litoral Norte paulista, Ilhabela exibe um território forrado de Mata Atlântica preservada, cachoeiras vistosas, praias de água clarinha e um centrinho charmoso com pousadas e restaurantes.

Mas é bom ir preparado: a proximidade com a natureza enche a ilha de borrachudos e o acesso pela balsa quase sempre é demorado, principalmente na alta temporada. Aqui vão nossas dicas pra te ajudar a organizar a trip.

Veja abaixo algumas dicas para se aventurar em Ilhabela:

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COMO CHEGAR

A balsa para Ilhabela fica em São Sebastião (SP), distante 210 km da capital paulista e 440 km do Rio de Janeiro – você pode ir de carro e ou chegar de ônibus na rodoviária da cidade, que fica a apenas 1 km da entrada da balsa. Se estiver a pé,  embarca direto na balsa sem de custo. De carro, o ideal é reservar seu horário com antecedência, principalmente no verão e em feriados durante ano. Reservar fica mais caro (a partir de R$ 46, 40, enquanto o preço normal é R$ 19 em dias úteis e R$ 28,50 sábados, domingos e feriados), mas compensa – a espera na fila pode chegar a 5 horas (!).

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BORRACHUDOS: COMO LIDAR?

Para mim, os borrachudos são um dos maiores problemas da ilha, senão o maior. A presença tão forte deles acontece justamente por conta da área natural preservada e das águas extremamente limpas, que colaboram para a reprodução do inseto. O esquema é se prevenir: principalmente nas praias, trilhas e cachoeiras, use repelente. As marcas tradicionais quase sempre funcionam, mas vale testar o Citroilha, o repelente local feito de citronela. O pequeno custa em média R$ 20 e o grande, R$ 25 – procure nas farmácias do centro.

MELHOR ÉPOCA

Apesar de ser ótimo curtir as praias no verão, essa é a época em que tudo na ilha fica mais cheio e caro. A balsa fica com horas de fila e para andar poucos quilômetros dentro da ilha você demora o dobro do tempo do que em outros períodos dos ano. O mesmo vale para feriados. O período entre março a maio vai muito bem: ainda está calor, tem bem menos gente e as chuvas, abundantes no verão, arrefecem.

Outra época boa para conhecer a ilha é durante a Semana Internacional da Vela, no mês de julho, quando o mar fica salpicado de barquinhos e a cidade se transforma para receber turistas e competidores do mundo inteiro. Também vale ficar ligado nos outros eventos da cidade.

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ONDE FICAR

A ilha é dividida entre a região ao norte da balsa, que concentra a área mais urbanizada e possui uma variedade mais democrática de hospedagens, e ao sul, onde estão as pousadas e hotéis pé na areia mais sofisticados. Você também pode se hospedar em pousadinhas simples, mas confortáveis, nas praias de mar aberto – mas aí fica mais longe do centrinho para passear de noite.

No norte, sugiro o Hostel da Vila Ilhabela (diárias a partir de R$ 40 no quarto compartilhado e R$ 160 no individual) ou o Hotel Itapemar (diárias a partir de R$ 420). No sul, há os badalados DPNY Beach Hotel & SPA (diárias a partir de R$ 760) e TW Guaimbê – Exclusive Suites (diárias a partir de R$ 1000); e, no Bonete, a Pousada Canto Bravo (a partir de R$ 190).

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ONDE COMER

É principalmente entre as praias do Perequê e Santa Tereza, o trecho mais movimentado de Ilhabela, que se concentra a cena gastronômica da cidade, com uma boa seleção de quiosques, food trucks, bares, cafés e restaurantes. Há também os beach clubs, que oferecem a opção de passar o dia na areia pagando uma consumação de quitutes e drinks, e os restaurantes dos hotéis chiquetosos do sul da ilha.

Para o tradicional quiosque de praia, com peixes e frutos do mar, vá ao Prainha do Julião Bar & Restaurante. Se quiser uma comida caseira com ótimo custo-benefício, uma boa opção é o Restaurante Pimenta de Cheiro. O Marakuthai, da chef Renata Vanzetto, vale a fama que tem, e o All Mirante Bar e Restaurante esbanja uma das vistas para o mar mais bonitas da ilha. Em Castelhanos, não perca o Quiosque do Alemão.

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O QUE FAZER

Ilhabela é o reduto de praias gostosas, cachoeiras exuberantes e um casario histórico que complementa muito bem sua paisagem. Dá para fazer um passeio diferente por dia.

Praias: Distribuídas entre 130 km de costa, as 42 faixas de areia fazem a população crescer em até cinco vezes durante a alta temporada. Uma única estrada faz a ligação dos dois extremos da ilha: de ponta a ponta, o percurso leva pouco mais de uma hora, passando por orlas agitadas e vários trechos desertos. No sul, vale visitar as praias da Feiticeira, Julião, Curral e Veloso. No norte, a praia da Armação e do Jabaquara são imperdíveis. Claro, você também não pode deixar de ir até Castelhanos e Bonete, que valem o esforço de chegar.

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Centro Histórico: Erguido ao redor da Igreja Matriz de Ilhabela, o centrinho da ilha nasceu após o senhor de engenho Julião de Moura Negrão exigir a separação de São Sebastião para virar um município independente no começo do século 19. Hoje há ali o marco zero da cidade e outras construções originais da época, que abrigam lojinhas, sorveterias e restaurantes com mesas na calçada.

Cachoeiras: Com 360 quedas d’água, corredeiras, poços e nascentes registradas, Ilhabela é considerada a ilha brasileira com maior número de cachoeiras no Brasil (tá aí o porquê de tantos borrachudos!), com cerca de 30 delas abertas ao público para banho. Algumas são de fácil acesso e possuem trilhas leves, já outras têm percursos mais aventureiros. Não deixe de visitar a do Paquetá, a Três Tombos e a da Toca.

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*O Carpe Mundi viajou à Ilhabela a convite da Secretaria de Turismo de Ilhabela em parceria com a Braztoa – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo. O conteúdo do post é independente e reflete a opinião da autora e do blog.

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