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Miniguia de Inhotim: o que ver, onde se hospedar, quantos dias ficar

Maior centro de arte contemporânea a céu aberto do planeta, Inhotim, em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte, é um destino por si só. Veja aqui tudo o que você precisa saber pra conhecer o instituto.

Viagem para Inhotim: por que ir

Se tem uma palavra que define a visita ao Instituto Inhotim é surpresa. Surpresa pelo tamanho descomunal do lugar e pela beleza e a conservação irretocáveis da flora e das obras. Surpresa por causa do nosso eterno complexo de vira-lata, que teima em acreditar que há uma instituição cultural tão fantástica em solo nacional. E surpresa por não ter visto nada parecido antes. E é porque não tem mesmo. Inhotim é um lugar absolutamente único no mundo.

O jardim botânico com mais quase 5 mil espécies de plantas conversa perfeitamente com as obras – são 23 galerias e mais 22 instalações pelos 140 hectares do parque, representando alguns dos mais importantes artistas dos séculos 20 e 21, nacionais e estrangeiros. O lugar, moldado a partir da coleção do empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980, abriga ainda loja de plantas, restaurantes e várias áreas de convivência e descanso com lagos, gramados, bancos e até piscinas.

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E Inhotim é pra todo mundo. Não precisa ser um frequentador de bienais e nem ter conhecimento prévio sobre arte, vide o sucesso que o lugar faz com famílias com crianças. As galerias estão espalhadas entre mil e um jardins e coleções de plantas exóticas, trilhas dentro da mata, campos abertos e colinas, fazendo ser quase uma aventura chegar a algumas. E grande parte das obras são interativas e envolvem tocar, ouvir, pisar, correr e até escalar.

Viagem para Inhotim: quando ir

A melhor época é entre maio e setembro, os meses mais secos, quando faz friozinho de manhã e vai esquentando ao longo do dia. É mais úmido entre novembro e fevereiro, com chuvas de verão no fim de tarde. Às quartas-feiras (quando o ingresso é gratuito), o parque fica cheio de ônibus de excursões, assim como nos fins de semana e feriados. De terça e quinta custa R$ 25, de sexta a domingo, R$ 40.

Viagem para Inhotim: quantos dias ficar

O tempo ideal pra ver tudo é dois dias e meio. Se você for sozinho, pode ser mais rápido, mas acompanhado (o que acarreta parar pra conversar sobre as obras, deitar nos gramados pra curtir a paisagem) essa é a duração ideal. Pra você ir num fim de semana, precisa ter uma folga na sexta ou na segunda, se não fica muito corrido. É possível ir de carro de São Paulo (7h de viagem) e do Rio (6h30), mas tendo o tempo necessário pra que não fique muito cansativo.

Como Inhotim está a 100 km de Ouro Preto (veja aqui o que fazer em Ouro Preto), pode ser uma boa fazer um roteiro pelas cidades históricas mineiras e terminar a viagem no museu. Também dá pra aproveitar pra conhecer Belo Horizonte.

Viagem para Inhotim: o que ver

O parque é divido em 3 circuitos, que você vai seguindo com o guia que eles dão na entrada (VEJA O MAPA AQUI). Dá pra fazer metade do amarelo e o laranja em um dia e a outra metade do amarelo e o rosa no outro.

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Eixo Amarelo

Compõe o primeiro contato com o parque para a maioria dos visitantes. Destaque para a galeria Cildo Meirelles, com uma impactante casa com todos os cômodos e objetos revestidos de vermelho, o iglu sensorial de vidro de Olafur Eliasson e as interessantes patas-de-elefante.

Eixo Rosa

Emocione-se com as imagens dos índios Yanomami da fotógrafa Claudia Andujar, apure os ouvidos no pavilhão de Doug Aitken, onde os sons vêm de um furo de 200 metros de profundidade no solo, e descubra a galeria de Matthew Barney no meio da mata, com um trator gigante esmagando uma árvore alva.

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Eixo Laranja

Aqui estão a maior parte dos jardins temáticos – o desértico tem uma imensa variedade de cactos excêntricos. Não perca a galeria Psicoativa Tunga, uma das mais instigantes do parque, e o pavilhão dedicado à célebre Adriana Varejão. Ninguém resiste a uma foto na escultura Elevazione, de Giuseppe Penone, uma imensa “árvore” suspensa, com raízes à mostra.

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Agave-polvo, uma das plantas malucas que tem em Inhotim
Viagem para Inhotim: onde se hospedar

Dormir em Belo Horizonte vale a pena se você só vai fazer um dia de visita ao Inhotim. Se não, a distância fica cansativa e o trânsito pode atrapalhar os trajetos de ida e volta. A zona hoteleira mais conveniente na capital mineira é a de Lourdes, em locais com o Clarion Lourdes (diárias desde R$ 269, RESERVE AQUI!). Pra pagar menos, veja hostels fofos como o Lá em Casa Hostel (diárias desde R$ 36 em quarto coletivo,RESERVE AQUI!) e o BH Boutique Hostel (diárias desde R$ 45 no coletivo e R$ 89 no privativo, RESERVE AQUI!).

Nas Serras da Moeda e do Rola-Moça, entre 30 e 40 quilômetros de Inhotim, há pousadas com vistas fantásticas como a Estalagem do Mirante (diárias desde R$ 420), a melhor da região. Ali há chalés charmosos, um terraço com cachoeira artificial para admirar o pôr do sol e uma espécie de menu-degustação de café da manhã, com pães doces e tapioca de queijo da Serra da Canastra feitos na hora (maravilhoso). A distância até o museu, porém, é considerável: quase 50 minutos por uma estrada sinuosa. Demora-se o mesmo ficando na pousada Estalagem da Villa (diárias desde R$ 240), em Casa Branca, que tem suítes ajeitadinhas e piscina – veja outras opções em Casa Branca aqui.

Perto de Inhotim, a Pousada Dona Carmita (diárias desde R$ 220), a 4 km de lá, é uma das mais simpáticas, com chalés espalhados por uma área verde. Perto dela fica a Nossa Fazendinha (diárias desde R$ 260), que tem atrações para crianças. O hotel mais próximo do complexo é o Ville de Montagne (diárias desde R$ 286, RESERVE AQUI!), com perfil executivo e instalações básicas meio sem graça. Mais bonitinhas e com instalações novas são as pousadas Alta Vista (diárias desde R$ 320, RESERVE AQUI!), em Conceição de Itaguá, a 10 minutos de carro de Inhotim, e a Verde Villas (diárias dede R$ 240, RESERVE AQUI!), a 5 km do museu. Perto desta última fica o Hostel 70 (diárias desde R$ 120 no quarto privativo e R$ 40 no coletivo, RESERVE AQUI!), bom pra quem quer pagar pouco.

Viagem para Inhotim: onde comer

Dentro de Inhotim há lanchonetes e cafés para comer salgados e outros lanchinhos perto de várias galerias, mas vale a pena levar algo na bolsa para o caso da fome bater e não tiver nada por perto (lembre-se que o lugar é enorme e você vai cansar de caminhar). Nas férias de julho em 2016 também teve uma área de food trucks, pode ser que isso se repita este ano. O restaurante mais sofisticado é o Tamboril, cujo bufê de comida internacional sai R$ 70 por pessoa (incluindo sobremesa). O Oiticica, com vista para o lago, tem bufê simples, mas gostoso, a R$ 28,90 o quilo.

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Brumadinho não tem uma vida gastronômica, é preciso comer no restaurante da sua pousada. Tem alguns restaurantes em Casa Branca, como o bistrô árabe Casa de Abrahão, com pães feitos no casa. Na Serra do Rola-Moça, pode-se jantar com uma vista vertiginosa no Topo do Mundo, que fica bem pertinho da pousada Estalagem do Mirante.

A autora

Betina Neves

Betina Neves

Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.

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Betina Neves

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Editora do Carpe Mundi, viaja pra trabalhar e trabalha pra viajar. É jornalista freelancer e já escreveu pra Viagem e Turismo, ELLE, Claudia, Vamos LATAM, Superinteressante, Cosmopolitan, VEJA São Paulo, Folha de S. Paulo, entre outras publicações.


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